Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A família Azevedo

Lina, no seu metro e meio de gente (literalmente) de seu nome Francelina (mas não digam a ninguém…). Adorava pegar na minha filha ao colo e dizer “ela gosta mais de mim que da mãe!” Argggh!!! A miúda já não a podia ver… ela apertava-a duma maneira sufocante. Vestia, invariavelmente, ou uma t-shirt azul da Absolut ou uma amarela a dizer “Fortaleza”.

Grande Azevedo, só tomava banho de noite, não sabia o que era desodorizante e usava óleo Johnson’s nas “partes mimosas” (palavras dele).

Pinguinhos, vinte e poucos anos, com a mãe a controlar-lhe os passinhos todos. Gay até à ponta dos cabelos (mas a mãe e o pai nem desconfiam). A mãe partia-lhe o bifinho e tirava-lhe a espinhas do peixe, estivesse quem estivesse. Tinha conversas parvas e medo da propria sombra.
Uma noite, na varanda da minha casa, olhava assustado para as pessoas nas varandas do prédio ao lado: "Aquela gente está na varanda, a olhar para nós!"
"E qual é o problema, Pin... Domigos?" (não sei como é que nunca me descaí e lhe chamei Pinguinhos...)
"Não sei, acho perigoso! Não achas que podemos levar um tiro?"
"Isto é Brasil, mas tu andas a ver filmes a mais, rapaz!"

A Lina andava sempre de bloquinho na mão a conferir os preços das gasolineiras todas. Andavam quilómetros para ir ao supermercado, ao meio-dia (na linha do Equador) todos transpirados e ofegantes a dizer “isto faz-se bem”. Não eram sovinas, forretas. Eram, e tanto quanto sei, continuam a ser, miseráveis!

O apartamento deles era tão pequeno que a Mad, quando os visitou, dormia na sala, quase a dois metros da cara do Azevedo… Ah, pois é, que eles não fechavam a porta do quarto!
A Francelina nunca lhe perdoou ter-se mudado para a minha casa. Nem mesmo quando a Mad explicava “mas ela tem um casarão enorme, está sozinha e tem uma suite só para mim!

A melhor de todas, quando passaram o Natal em minha casa:

Diz a Lina “Então, é preciso levar alguma coisa logo?”. E antes que eu pudesse responder educadamente que não, o Azevedo dá-lhe uma cotovelada e diz agastado: “Olha lá, ela é que convidou! Ela é que tem que por as coisas na mesa!”.
Nesse Natal, numa cidade com coisas tão giras, ofereceram-me uma saída de praia 100% poliester (coisa boa, segundo ela). À minha mãe, saiu-lhe uma tela... (depois de saberem que o meu pai era pintor). A prenda da Kel foi roupa. Numa loja de marca, com coisas lindas, conseguiram escolher uma saia e uma blusa horrorosa (100% lycra) que ainda por cima, não lhe servia.

Ontem, em conversa com a Mad, fiquei a saber que as coisas não lhes andam a correr muito bem. Levaram um desfalque de mais de 150.000 Reais (mais de 50.000€) de um gerente do banco onde tinham conta. Meteram-se em negócios falidos à partida, não por falta de aviso, mas por falta de inteligência. Fizeram por merecer as patacoadas em que se meteram.
Falidos e de orgulho ferido, qualquer dia regressam a Bila do Conde. Desde que não se mudem para perto da minha porta, por mim está tudo bem.

O jantar de ontem

Só mesmo tu para me fazeres furar a minha dieta. E eu que ia tão bem lançada!

Ainda íamos bem na saladinha de queijo fresco com tomate. O pior foi a tábua de queijos, o paio e o presunto e o raio do paté de azeitonas. Filho da mãe estava de comer e chorar por mais. A receita foi tirada da agenda do Assírio & Alvim que o meu mano deu ao meu amor. Preocupado com a vida do cunhado, tem medo que ele se dê mal com os meus cozinhados e vai daí, toma lá uma agenda com uma receita por dia…

À conta do coxear da amiga, lá tive de a ir buscar a Sintra. IC19 em hora de ponta é uma coisa assustadora. Dei por mim a pensar “será que esta gente é feliz?!”. Horas no trânsito, dias seguidos, anos a fio…

Voltando ao jantar. É obvio que estava tudo delicioso. Lá em casa a malta trata-se bem, ainda para mais quando vêem amigos que a gente sabe que gostam de comer bem.

Aquela garrafita de Muralhas, descoberta à última da hora no frigorifico, caiu que nem ginjas, não foi? E sim, eu sei que não me calo um segundo, monopolizo as conversas todas e sou uma chata do caraças. Mas foi assim que me conheceste e eu já não mudo, certo?

Conversa posta em dia (do meu lado, pelo menos) muita galhofa, muita parvoíce. Mas o que fez quase ir lágrimas foram as histórias hilariantes dos nossos compatriotas que andam (ainda) por terras de Vera Cruz.

A família Lina, Azevedo & Pinguinhos (não esquecer que foste TU que baptizaste o Domingos com essa linda alcunha) sempre foi sui generis. Pena que o sui generis sempre lhes deu para o lado negativo… óh gentinha.

Mas isso é material para outro poste, já a seguir.

Quanto ao jantar, fantástico. Pela companhia sobretudo. E nunca te esqueças: és a única pessoa autorizada a fumar lá em casa. E olha que é um privilégio do caraças, hum?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fui

Primeiro dia da semana com o nariz desentupido. Já tardava!

Último dia de trabalho do ano.

Vou entrar em 2008 de férias.

Só volto a estas bandas lá para dia 7 ou 8 de Janeiro.

Inté.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Rescaldo...

Tarde de sábado passada no hospital, a receber paracetamol na veia. Febres altas que teimaram em tramar-me o fim-de-semana...
Tarde de domingo passada em sobressalto, ou não tivesse a pequena partido a cabeça. Subir escadas a correr e às escuras, é no que dá...
Véspera de Natal passada em família, com muita comida, arrepios de frios, prendas, espirros, alegria e muita tosse...
Dia de Natal passado na cama.

Agora estou a preparar-me para ir de férias. Espero que o virús também vá de férias e me deixe sossegadinha.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Prendas... Ui, ui! Ainda faltam umas poucas e vou fazê-las eu.
Tenho de trabalhar na véspera de Natal até às 15h. Lindo,não?
Mas vou começar o ano de férias e só de saber isso, já não me preocupo.
De resto... a Mãe faz as filhoses e as rabanadas, a cunhada faz o bacalhau e as couves,
a criançada faz a festa e o resto apanha as canas.
Mais um Natal.
Este com um sabor muito bom, de realização pessoal, de família, enfim, de TUDO.
Para todos, um Santo Natal e um 2008 em GRANDE!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Mano Velho

Quando eu nasci, o meu irmão tinha quase 23 meses.

Tal como é hoje, ele foi sempre calmo e sossegado. Eu vim estragar tudo.

Eu chorava muito, como se pode constatar na maioria das fotos em que aparecia sempre de goela aberta. Ele, que já comia sozinho e era bastante despachado, voltou a pedir que lhe dessem comida à boca e queria mais atenção. Ou seja, eu fui um atraso na vida dele.

O meu mano, ao regressar à escola e perante as perguntas das professoras "Então, a mana? É bonita?" respondia invariavelmente "É chata!". Isto para ele, que sempre foi de poucas falas, era um sacrifício dizer, mas a situação exigia-o!

Para o resto da vida, é como ter um rótulo na testa, em letras garrafais: "CHATA".
Há tempos, gravou no telefone da minha mãe, o número dele como "Filho Querido". No meu. carinhosamente, colocou "Melguinha".

Hoje o mano faz 34 anitos. Logo à noite não me livro de ouvir, no mínimo uma vez, "É pá, tu és mesmo chata!". Com ou sem motivo!

PARABÉNS Mano Velho!
Da Chata :-)
Nota: A foto... Dá-te por feliz e contente por eu não ter usado aquela em que estás com a coroa das princesas e a varinha mágica na mão... da festa de aniversário da tua sobrinha, no ano passado. Essa é que era! Mas eu só me meto com gente do meu tamanho.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Aceitam-se encomendas (ainda)

Com corações, florzinhas, estrelas, missangas, botões, lantejoulas, fitas de algodão e organza...
O stock já é pequeno!
São prendas giras, em conta e muito originais, pois nenhuma fica igual!
Sim, eu sou suspeita...
Mais coisas giras aqui
E estão no forno três malas, das quais duas foram encomendas.
Haja mãozinhas:-)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Este ano vou ser eu o Pai Natal





Uma ideia fantástica. Simples, válida e cheia de espírito!

Aqui todos podemos ser o Pai Natal este ano.

Há muito para fazer, é só escolher o quê! Basta querer.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Agora é OFF mesmo :-(

Como diz a minha mãe, é o resultado da minha “fuçanguice”. Está-me no sangue, não há nada a fazer. Não consigo começar nada e não acabar o mais depressa possível. Dá-me um gozo enorme ver as peças prontas.

Andava com tonturas há três dias.
A médica disse-me ontem que parecia que eu estava “com o mundo às costas”.
Diagnóstico: contracção muscular (ombros) e cansaço generalizado.
Receita: Lyrica (!) e Brufen
Conclusão: proibida de fazer bijutarias, croché e afins durante uns dias.

Snif, snif.

Mas, vendo as coisas pelo lado positivo, este fim-de-semana vou ter mais mimo do que é costume (se é que isso é possível).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Estou em off

Trapilho, malas, pregadeiras, feltros, fitas, agulhas, tintas, botões, pincéis, bolas, flores, missangas, alfinetes, tecidos, bolsinhas, linhas e fios, cola quente, guardanapos, vernizes...

Estou a afogar-me! Prendas de Natal, encomendas... Não tenho mãos a medir! E o melhor é que algumas das prendas vou eu fazê-las. Até dia 24, 25 vou estar offline.

O único local onde podem encontrar novidades será mesmo aqui.

Entretanto, uma das coisas gira que já lá está, das muitas que vão aparecer este mês:


Volto para o ano. Ou não...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Fofinha? Eu?!

Atchim

Constipações deste país,
Unidas em volta de uma canja
Aconchegadas num roupão e numas meias de lã
Enroscadinhas no sofá, debaixo do edredon.

Vós que descartais dezenas de lenços de papel,
Subsistis aos griponais e panasorbes,
Alheias ao ben-u-ron e ao vicks vapo rub.

Vós que levais todo o ranho existente e mais algum,
Que me fazeis ir buscar as expectorações às entranhas
e me deixais o corpo moído de tanto espirrar.

Ide com os porcos!

Agradecidinha

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

91 dias

2,184 horas, 131,040 minutos, 7.862,400 segundos.

Parece pouco? Não. Já te conheço há muito mais. De outras vidas que não se contam, de outras horas onde nem haviam relógios… de sempre.

Apesar da probabilidade ínfima de nos cruzarmos, cruzámo-nos. Apesar da distância, estamos juntos. Quando nada fazia supor, quando tu não procuravas e eu estava cansada de procurar, alguma coisa nos juntou. O “cozinheiro”, os astros, quiçá a Divina Providência.

Conheço-te há bem mais de 3 meses. Esse olhar que fazes quando te ris das asneiras dos miúdos… quando disfarças o riso, ao perceber que estou a olhar para ti… já o conheço de há muito.

A maneira como arqueias o sobrolho esquerdo (que o mais velho faz igualzinho a ti) quando pões um ar indignado, a sério ou não.

As frases giras que dizes, como “Ai caramba” e “Bem hajas”…O ar sério que pões quando ralhas com os pimpolhos e depois olhas para mim tristinho, como quem diz “Tem de ser!”.

As palhaçadas, as brincadeiras, as gargalhadas… as canções.

Como é que eu posso dizer que existia, se não conhecia essa maravilha de música que é o "Zeca"?

Zeca era patife
Zeca era ladrão
Zeca quis roubar um bife
E só roubou um pão
Eu atirei-me ao Zeca
Grande confusão
O pão girou no ar
Caiu na minha mão
Ta-ra-ra-ra
Ta-ra-ra-ra
Ta-ra-ra-ra



Cantada em coro, com coreografias e muito acima do volume aceitável.

Mas sabes bem que não é só isso. É muito mais do que algum dia poderei escrever. Muito mais do que simples palavras.

Mas resume-se a uma dança no quarto, ao som do rádio da cabine do chuveiro, ao chá que me preparas antes de irmos dormir, ao “Amote” que me escreveste numa pedra (e que eu emoldurei) ao abraço que me dás e onde cabe o meu mundo inteiro.

Está tudo, como diz o nosso mais velho “na maneira” como nós nos olhamos.

Por três meses de pura felicidade. Felicidade que eu pensei que só existia nos contos de fada e nos filmes lamechas. Por me amares como eu sou, sem queres mudar nada. Por seres como és, lindo por dentro e por fora.
Por Tudo. Amote meu Homem.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A minha Mãe

Faz hoje a bonita idade de 61 anos.

Antes de sair de casa já a mimei com flores, beijinhos e presentes.

Logo faço eu o jantar para a família.

Fica tudo muito longe daquilo que ela merece.

Mas ela sabe o que significa para mim e para a neta.

Quando um dia eu escrever um livro, dedico-lho a ela.


Parabéns Mãe!

Factos inéditos

Mais um desafio... Realmente esta gaja deve ter pouco que fazer.

Listar 10 factos não anteriormente mencionados neste blog.

Diz ela que para mim "vai ser difícil arranjar factos inéditos, porque ela escarrachapa tudo no blog"...(menina, é “escarrapacha”)
Veremos!

Ah, e ao contrário do que tu fizeste, eu só digo verdades, verdadinhas!

1. Gosto muito de roupa e calçado confortáveis. Detesto andar apertada só porque está na moda, por isso não ando. Adorei o período da minha vida em que andava de t-shirt, calções e chinelos a semana toda.

2. Nunca pus um cigarro acesso na boca

3. Nunca apanhei uma bebedeira

4. Tenho uma inclinaçãozita para cleptomaníaca. Uma vez isso resultou numa situação bem hilariante. Há uns dez anos atrás, em Amesterdão, fiquei danada porque o bar de um hotel, virado para um canal, tinha acabado de fechar e não nos deixaram entrar. Como retaliação, do grupo de cinco, três roubámos cinzeiros que metemos discretamente nos bolsos.
Só os voltámos a tirar dos bolsos mais tarde, quando já estávamos noutro bar. Ao virar os cinzeiros ao contrário, desatamos a rir que nem uns perdidos. Impresso nas costas do cinzeiro estava algo como “Honestly stolen at the Hotel…., in Amsterdam”.

5. Há uns anos atrás, no talho da minha rua, saiu-me um cabaz de Natal. Andaram uma semana à minha procura porque ninguém me conhecia… só conheciam a minha mãe.

6. O estacionamento na minha rua é um caos. Há tempos, a estacionar, dei um toque no carro do lado. Quando sai para ver o estrago, dei de caras com um casal de velhotes a olhar para mim. Perguntei se sabiam de quem era o carro, mas que não tinha nada. A senhora respondeu-me que conhecia o dono, mas que se não tinha feito estragos, eu que fosse descansada, que ela não dizia nada. Quando o velhote que estava com ela tentou falar, ela deu-lhe uma cotovelada e disse: “Cala-te! Menina, vá à sua vidinha, que temos de ser uns para os outros!”.

7. Tenho uma memória não selectiva. Recordo-me de coisas sem interesse nenhum passadas há anos. Por exemplo, ainda me lembro de um senhor com quem negociei há anos e que se chamava Bráulio Cipriano Fresco… Qual é o interesse?

8. Já levei três anestesias gerais, tenho uma perna mais curta que outra 6mm e nunca parti nenhum osso (isto não tem interesse nenhum, mas nunca o tinha dito).

9. Conheço muita gente, mas há muito pouca gente que me conhece, literalmente.

10. Sou desconfiada por natureza, nunca ninguém simpatiza comigo à partida, e não consigo tratar ninguém por “tu” nas primeiras conversas.

Chega? Espero bem que sim

Não passo a ninguém, que eu tenho mau feitio (isso já toda a gente sabe!).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Olhares

Vamos-lhe chamar “Afonso”… até porque é o que a Raquel ainda lhe chama, por engano, de vez em quando.

Em conversa com Avó, Afonso e a irmã, discutiam o tema “namorados”. Dizia a Avó que os namorados se fartam sempre uns dos outros. Que provavelmente, um dia destes, o pai deles se iria fartar da actual namorada ou vice-versa (estava a testá-los para ver a resposta).

Afonso contrapõe rapidamente que isso não ia acontecer, não com eles.

E como podes ter tanta certeza disso?” pergunta-lhe a Avó.

Havias de ver a maneira como eles olham um para o outro!

O “Afonso” tem 7 anos e percebe muito bem aquilo que não se explica.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Intervalos demasiado grandes

Bom… já toda a gente se deu conta, mas para os mais desatentos eu confirmo: este espaço anda a ser, literalmente, empurrado com a barriga!

Enterro a cabeça no trabalho, para não devanear muito… mas o que me apetece mesmo é mudar-me para a aldeia. Passar o dia a fazer dezenas de pregadeiras, anéis, colares e pisa-papéis.
Desenhar rótulos para vinho, construir um telheiro, plantar uma horta e perder horas numa roda de oleiro.

A semana está para mim como intervalos estão para os melhores filmes. Estão ali para encher, só porque estão, porque têm de estar.

Já que tão boa e fina gente anda a mamar no Estado, vou ver se consigo um subsídio de jeito para fazer uma coisa de jeito. Têm-me dito que eu tenho jeito para muita coisa e eu até acérrima defensora da iniciativa privada. Deve de haver alguma coisa que se aplique à mini-empresa que quero fazer.

Terreno está em vista, nome mais que decidido, os logótipos em estudo… só falta mesmo o empurrãozinho.

Ainda hão-de me ouvir dizer que nosso Estado faz coisas fantásticas pela iniciativa privada!

"Deficiências"

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
'A amizade é um amor que nunca morre'.

DEFICIÊNCIAS, Mário Quintana

Foi-me enviado pela EV. Obrigada, Amiga!