Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Meia dúzia


Este blog está a fazer 6 anos em menos de nada! Assustador! Digo eu, que o escrevo. O que dirá quem me le?

Lembro-me de escrever á bruta, posts atrás de posts, sobre tudo e sobre nada.

Lembro-me dos tempos dos comentários á pázada, de eu não ter tempo de responder e de haver comentários cruzados. Lembro-me de este blog ser falado em tudo o que eram jantares de amigos, festas de familia e conversas de café. Lembro-me de andar com um notebook da moleskine para tomar notas, livrinho esse  que me foi “roubado” várias vezes.

Lembro-me dos amigos que fiz e das invejas, ressabiamentos, cabras e cabrões que aqui vieram parar. Lembro-me das vezes todas que parei de escrever porque não me apetecia levar com as frustrações de toda a gente pequena e mesquinha que aqui apareceu.

Lembro-me da malta que chegou aqui como quem vai tirar o cutão do umbigo e a achar que a sua opinião, juízo de valor, análise da minha pessoa ou tentativa de piada tinha algum valor. Lembro-me de tirar o maior gozo de todos os anónimos que aqui tiveram o desplante de vir comentar. Desde o/a que me chamou p-u-t-a com as letras todas, á que (ela dizia que era uma "ela") me apelidou de Zezé Camarinha com downgrade.  Havia de chorar, querem ver? Optimista e positiva como sou, só podia mesmo era virar o bico ao prego e rir até me doer a barriga.

Lembro-me dos gajos que se apaixoram pelo que eu escrevi. Dos que acharam que o mau feitio era fachada. Dos que tiveram tomates para testar se era fachada ou não. Dos que fugiram  as 7 pés com o rabinho entre as pernas quando lhes provei por A mais B que fachada era a senhora mãe deles.

Lembro-me do chorilho de comentários anónimos que não publiquei e que andaram a circular por email. Das teorias da conspiração, será fuluno, será sicrano… Dos trocadilhos e analogiais que fiz nas respostas que fui dando. Nas “tareias” monumentais que dei no ego de muito menino.  Das gargalhas que dei a ler alguns comentários de quem me quer bem a “bater” em quem me queria mal.

Das horas passadas a ler e a comentar outros blogs, como o El Dourado, O juro , o Ervilhas, o 1000 Conversas, a Bad e tantos outros que entretanto fecharam. E das “conversas” saudáveis que tinha com esta gente toda. Apesar de só conhecer uma pessoalmente. Hoje conheço 4 e uma virou família! E não fosse o primo e o blog e  não tinha conhecido O gajo.

Lembro-me do tempo em que o blog era um vício saudável. Uma dependêcia consciente, que tinha de ver satisfeita várias vezes ao dia.

Hoje olho para este blog como alguém que em tempos fumou 4 maços de tabaco por dia, mas de vez em quando ainda dá umas passas. E apesar da euforia não ser a mesma de outros tempos, posso garantir que ainda me dá um gozo do caraças escrever aqui.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vou fazer uma revolução!

Entre a máquina de costura e uma carrada (literalmente,uma carrada) de meias e cuecas para dobrar dou por mim a pensar porque é que toda a gente lá em casa usa meias pretas. É que dificulta, e bem a tarefa. Ora os miúdos tem desculpa, o uniforme da escola pede meias pretas, azuis ou cinzentas escuras. O gajo crescido é porque gosta e porque toda a gente que lhe oferece meias pelo Natal (mãe e sogra) as compram pretas ou pretas. Sobro eu, que também gosto de meias pretas. Vai daí, quando é para as irmanar é o cargo dos trabalhos. E pelos tamanhos já nao me safo pois os putos estão a crescer de uma maneira assustadora e as meias deles já me servem…. E então é ver-me a praguejar e a mal dizer a vidinha enquanto confiro o cos das meias, o comprimento, o toque… Sim, porque a única a ajudar é a princesa que tem uns pares de meias com bolinhas coloridas na sola.
E depois vem o cara…ças do ferro. Filho de uma grandessíma meretriz que precisa de mim para fazer o trabalhinho todo. Ou não fosse gajo – “o” ferro. E bute lá passar camisas e uniformes e cara alegre que para a semana há mais… Que estafa.
Ah… e o gajo que disse que arrumava a cozinha porque ficava a trabalhar em casa, arrumou tanto como os gnomos do jardim. Sobrou para quem? Esta-se mesmo a ver, né?
Estou prestes a fazer uma revolução, a queimar uns soutiens na mesa da cozinha, a por a mão na cinta e a subir no belo do tamanco! Ou me ajudam ou vai tudo numa fona com puxoes de orelhas de brinde.
Os putos ou arrumam a roupa que eu engomei e dobrei ou nao veem televisão. O marmanjo que me atura, ou começa a descolar a bunda do sofá mais que uma vez por semana ou sabe bem o que lhe calha.
Está dito! A mulher a dias lá de casa vai entrar de greve se não houver colaboração de todas as partes. É isso ou contrata-se uma á séria. Gorda, velha e desdentada, que as polacas são giras nas horas e periiiiiiigosas.
É que isto ou há moralidade ou comem todos!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Saudades de me ler

Enviei-lhe um texto com mais de 4 anos. Respondeu que gostou de me (re)ler. Á noite disse-me que já nao se lembrava que eu sabia escrever assim. Nem eu, nem eu...
Após uns minutos de (psic)análise, lá concluí que uma das razoes para escrever bem é ser infeliz. Os meus melhores textos foram escritos de coracao partido, alma ferida e muito choro. As minhas melhores pecas de bijuteria foram feitas em estados de profunda tristeza.
Mas ele tem saudades de me ler e eu ainda mais de escrever. Será que nao saí nada de jeito porque sou uma gaja feliz? Tretas! Vamos lá tratar disso.
Nao que tenha saudades da exposicao que isso me tráz (pronto, só um bocadinho!) nem dos acólitos anónimos que para aqui veem cagar sentencas.
Mas gosto da análise que me fazem, quase sempre errada. Ego grande, sim. Mania que sou mais que os outros, so quando os outros sao muita poucoxinho. Mal resolvida, nao. Encalhada, já lá vai o tempo... Com fantasmas no sotao, como toda a gente, mas já lhes dei mais importancia.
E gosto quando tentam perceber-me, como se isso fosse uma coisa simples. Nem eu me entendo! Mas gosto quando tentam, sinceramente!

Ah... e tambem gosto que me leiam. Fazer o quê?... eu gosto de atencao.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Amanha é passagem de ano?!

2 meses certinhos para o dia de Natal. O ano nao passou, eclipsou-se. Galopou feito maluco em direcao ao fim e nao é que já estamos quase lá?!

Comeca aquela altura do ano em que é preciso fazer listas, ver quem falta, tratar dos postais (sim, que eu continuo a mandar postais... pelo menos de Natal. E personalizados) ver quem vem, quem fica. Ah e as encomendas. Porque isto de ser emigra tem muito que se lhe diga.

Mas para onde raio é que o ano fugiu?!

Hum, acho que se escapou por entre duas idas a Portugal, dois fins-de-semana a acampar, uma meia dúzia de piqueniques, uma ida a um parque aquático, umas voltinhas por Londres e Windsor (e o “s” le-se “z” para quem nao sabe) uma passagem fantástica por New York e Washington, um par de festas de anos e .. e pronto, aí está o ano feito! Menos mal... sempre fizemos umas coisitas dele.

Vai ser o meu Segundo Natal em terras de Sua Magestade. No ano passado tivémos neve uns dias antes do Natal e este ano acho que vamos pelo mesmo caminho.

Ai... e o que eu gusto do Natal?! Sem sarcasmo, juro! Gosto mesmo. Os cheiros, o frio, as decoracoes, as bochechas coradas... ah... e o boxing day! Dia 26 de Dezembro é dia de ir aos saldos. E eu que pensava que o nome do dia (boxing) estava directamente relacionado com as cenas de pugilato que as gajas fazem para agarrar as melhores pechinchas... Nao, parece que tem a ver com os presentes, que vinham em caixas, parece (acho eu).

E já so faltam dois mesitos. A ser como o resto do ano, amanha acordo e já é passagem de ano.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O espreguicar.

Nota: Leia-se "espreguissar" que aquilo que aqui chamam de keyboard nao sabe o que sao cedilhas. Nem no "c" nem em porra nenhuma.

O pessoal aqui espreguica-se por dá cá aquela palha e sem qualquer tipo de pudor. E’ ve-los a espreguicar-se no comboio, no meio da rua no escritorio... wherever. E a unica parvalhona que ainda se espanta e fica especada a olhar... sou eu.

E nao há cá desculpas a apontar para o ceu, tipo “olha o aviao” enquanto o fazem. E’ mesmo á bruta, com uma displicencia descarada e um á vontade que eu ainda nao consigo ter.

E’ isso e tirar os sapatos no escritorio. E’ pá e’ uma cena que me transcende. Virem-me perguntar pela factura xpto e quando lhe olho para as patas... “entao e os sapatos man? Andas aqui com as patunfas de fora, so de meinhas??? Que cena mais panisgas!” E depois... depois dou-me conta que nao e’ so’ ele... sao mais uns quantos. Tudo descalcito, so de meia no pe’ a passearem-se pelo escritorio. Hum... nao sera isto um health & safety issue?

E posto isto, mais uns tempinhos, nao muitos pelas minhas contas, e vou ser eu a espreguicar-me em publico á maluca mesmo! Essa cena de tirar os sapatos e’ que já acho que e’ demais... tipo cabare’ da coxa. E a malta sabe que eu nao sou dada a essas coisas.

Culturas...

* esta posta foi escrita sem acordo nenhum pois este teclado e' bife e desconhece as maravilhas da acentuacao. Facam entao o favor de imaginar as cedilhas, os graves e os esdruxulos. Ah as ondinhas nos aos e aes tambem. A gerencia agradece.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Life around here

7 da tarde. Já estou em casa há mais de meia hora. Mummy e Xadascas vêm as notícias e a pequena faz desenhos no quarto. Daqui a pouco faço o jantar. Sim, eu agora cozinho quase todos os dias. Normalmente, sai bem. Às vezes... nem por isso.
5 meses e meio. Saudades, tenho dos amigos e da família. Falta, não sinto do País. O tempo, que enche a boca de tanta gente, não me chateia assim tanto. O dia em que senti mais frio, 26 de Dezembro, estavam -10 graus. Custou, mas passou-se. Neve? Tivemos um nevãozito antes do Natal. Nada demais. Mas é melhor não falar muito, que ainda agora o Inverno começou...
3 "empregos". Primeiro a testar jogos para a PlayStation num ambiente fantástico. Durou 3 meses e deixou saudades. Não pelo trabalho em si, mas pelas pessoas que conheci. Além de alguns tugas, haviam espanhóis, italianos, holandeses, polacos, turcos, russos, alemães, gregos... Foi giríssimo!
Depois uma semaninha numa empresa de telemarketing, a ligar para empresas portuguesas. Confirmar moradas, números de telefone, emails... Não deixou saudades. Foi só uma semana e levar com respostas do tipo "Eu sei lá o código postal da empresa! Eu não escrevo para aqui, não é?!?" não é bem a minha praia.
Agora, sou Office Administrator numa empresa que não me deixa escrever o seu nome nestes meandros. Americanices. Mas estou a adorar.
Já no primeiro emprego foi um bocadinho assim. É tudo TÃO diferente que assusta. Perguntam-me tantas vezes se estou bem, se há problemas, se me importo, que até duvido se estou ali para trabalhar ou para ser apaparicada.
Dizem-me que é assim mesmo. Que é asssim que se trabalha aqui. E eu AMO!
E não é só no trabalho que é diferente. Tive de me habituar a dizer "obrigada" ao motorista sempre que saio do autocarro. Simplesmente, é um hábito que os portugueses não têm. E aqui, TODA a gente o faz.
A educação e simpatia das pessoas, do supermercado aos serviços públicos (que não têm comparação possível com os portugueses...) é uma constante.
Ok, ok. Também há gente insuportável e malcriada. Não é é tanta!
Quanto ao resto, a pequena já corrige o sotaque sul-africano da avô e ensina-me palavras novas a mim.
O Xadascas engorda com os meus cozinhados (digo eu) dá-me na cabeça sempre que mereço e mima-me até à espinha. Já o nosso mais novo (o meu "little fellow") chama-me "mama", pede cuddles a toda hora e tem um fetiche por soprar na minha barriga...
Ena... ainda sei escrever na língua de Camões!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Oficialmente curada (ou não... ou não)

Mais de 2 meses sem escrever. Chiça, que já nem me lembrava da password... Se senti falta de escrever? Muita! Falta do blog? Sorry pela franqueza, mas nem tanto. Que me desculpem as tulipas amarelas, o counter velhinho, os comentários por publicar... mas tenho mais que fazer.
Acabadinha de chegar de não-interessa-onde, sem ver a Mummy há quase um mês, que foi passar férias pagas pela filhota preciosa a ninguém-tem-nada-a-ver-com isso, comecei hoje um Curso Avançado para Executivos (nome pomposo, hein?) em isso-gostavam-vocês-de-saber.

Tenho de fazer um up-date às amigas, para ver se os putos ainda não nasceram... Pedir desculpas aos aniversariantes que falhei em enviar sms/telefonar, mais uns telefonemas da praxe e a coisa resolve-se.

Já o trabalho, deve estar até às orelhas, cheio de coisas boas (???) à minha espera. But... what else is new?!

Entretanto, a minha vida é tão festa, mas tão festa... que isto brevemente corre sérios riscos de se tornar um Festival Place.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pois podia

Podia estar de rastos com a merda que se passa lá na sede. Naquele escritório grita-se, esbraceja-se e há quem diga que alguns espumam pela boca. Todos, todos sem excepção, têm um ar infeliz. Há dias, uma dizia-me "mas tu sabes o que é vir para aqui todos os dias?!" Graças a Deus, que é Grande e Protector, não sei! E quando me gabo de não saber e de estar bem longe dali, olham-me como se tivesse lepra, e dizem entre-dentes "Cabra!!".
Depois... depois podia deprimir porque que a put@ da casa nunca mais está acabada. Ou porque foi arrombada. Pois podia. Mas a esperança é a última a morrer. E a minha há-de morrer de velhinha. Agora é Março. Março será. Ou não...
Também podia descompensar com a carrada de trabalhos de casa que a miúda trás todos os dias. Mais a louca da professora que é exigente como o raio e envia coisas como "escreve um texto acróstico". "Acróstico?!" mas que diabo é acróstico?! A criança está na 2ª classe, porra! Nem eu sei o que é acróstico, quanto mais uma miúda de 7 anos...
Ah... e tenha a criança a nota que tiver, vem sempre escrito no canto superior direito do teste "Precisa de ler muito, muito em casa!". Que raio... A miúda é explorada! Entra às 9h e sai às 17h30. E ainda leva trabalho para casa, que chega a durar até às 10h da note!! Não tem subsídio de qualquer espécie e só lhe dão um leitinho com chocolate. De marca branca, ainda por cima. E quando sobra, um papo-seco com manteiga, que a princesa tem a lata de dizer que é melhor do que o que leva de casa...
E as cabras do ATL? Que trombas, que faltinha de jeito para lidar com crianças! Onde é que desecantam esta gente?! Desde a dia 8 já estarem com a lista de quem pagou e não pagou e quase a afixarem na net até aos maus modos e aos gritos estridentes. E há lá um que tem cara de quem anda na metadona (macacos me mordam se não anda!). As miúdas gostam tanto, mas tanto deles que já têm uma música, que cantam todas contentes... "Não gostamos do ATL, trá-lá-lá-lá-lá".
Também podia estrebuchar com a rica ementa da cantina. No início do ano, grandes conversas de "não servimos ovos, por causa das salmonelas!". Para depois perguntar à miúda o que foi o almoço e ouvir um "ovos mexidos com fiambre"... Bem posso reclamar por email, que não respondem. Também tentei o livro de reclamações, mas como estão abrangidos por uma portaria especial qualquer, não são obrigados a ter. Aguento, pago e bufo sozinha. Enquanto isso, instruo a criança para pedir a metade da peça de fruta a que tem direito e a reclamar quando lhe dão só um (1!!!!) croquete.
Respiro fundo (quando tenho tempo... ) e penso: vou ter mais um(a) sobrinho(a) - este ano já são dois! A miúda cresce saudável, apesar dos pesares. Da besta do pai que está pior com a idade. Mas que ao menos está longe para xuxu. Eu não digo que Deus é Grande?!
E este mês recebi 50,00€ de aumento pela exploraç... promoção!
Podia descambar tudo. Podia eu ir-me abaixo. Mas não vou. Ataco um pacote de queijadas de Sintra. Não têm defesa possível. É como tudo o que atravessa à minha frente. Não há outra forma.... Eu não páro!!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

E o ano já leva 20 dias

O escritório novo é um luxo - quando comparado com o anterior, entenda-se. Há sala de reuniões, janela para a rua (sim, no outro nem a luz do dia para me servir de alento), sala de espera com plantinhas e até um gelágua. Tirando isso, só mudaram as moscas. Agora são moscardos enooooormes. O trabalho é mais que muito e já pensei onde estaria com a cabeça quando aceitei esta forma de escravatura disfarçada de promoção.
Enfim, tenho mais duas assistentes. Uma novinha, que me trata por você e é uma máquina. Outra já calejada, despachada nas horas e que diz coisas como "deu o peido mestre" referindo-se à impressora que deixou de funcionar.
Nos 20 dias que o ano já leva, já fiz tanta, tanta, mas TANTA coisa, que às vezes sinto-me duas. Como se tivesse dois fólegos, porque só um não chega para tudo. Além das merdas do costume, ainda levo com novidades a jorro, tipo saldo: mudam-me reuniões de manhã para a tarde e vice versa como se isso não me trocasse toda, esquecem-se de me avisar que há uma reunião com um franciú importante e ainda me ligam agastados a perguntar porque é que eu não fui; autorizam-me a fazer descontos e esquecem-se de dizer a quem (daahhhhh)... E eu que me organize!
Apetece-me desmarcar as reuniões todas e gritar "Deixem-me trabalhar, porra!". Passo a vida em reuniões. Proveitosas, valha-me ao menos isso, mas que roubam tempo preciso a uma agenda que devia ter mais dias e mais horas.
Assim que me queixei ao meu director, que assim não chegava ao fim do mês, a resposta veio pronta "Não tens opção!". Ripostei com um "Já ando a tomar magnésio". O director geral meteu-se na conversa com um "Podes sempre tomar outras coisas..." ao que o meu director rematou "Não podem é ser recomendadas pela empresa!".
Haja alegria no trabalho.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Para começar

Na 3ª feira, uma paragem de digestão que me fez vomitar este mundo e o outro. E se eu não me lembro do que é vomitar... Nunca fui menina de me empielar (logo por aí, perdi uma boa parte da vida - dizem-me) não sou dada a enjoos e tenho estômago forte. Por tudo isso, digamos que a noite da primeira 3ª feira do ano foi uma coisa... para esquecer.
Na 4ª - e como eu não sou de me ficar por simples paragens de digestão e consequentes "bota fora"- toma lá uma infecção no trato urinário e vais tomar antibiótico durante uma semana.
A juntar a tudo isto, o meu único e fiel comentador está com um valente ataque de ciúm... ah... ressentimento, que o deixa agastado e queixoso. Vai daí, para ver se lhe passa, talvez para a semana o convide para uma bica.
E como é que entrámos em 2010, se eu não dei por nada?!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Xmas time... again

A semana que passou foi indescritível, em tudo e mais alguma coisa...

Como é da praxe, começaram os almoços e jantares de Natal.
O primeiro foi surreal, ou não tivesse encontrado alguém que me reconheceu. Um reencontro sui generis, com um tipo que andou no mesmo liceu que eu, no mesmo ano mas em turmas diferentes, que se lembra per-fei-ta-men-te de mim e que eu não faço puto de ideia quem seja. É tão estranho... nem uma recordação. Enquanto ele se lembra do nome das minhas melhores amigas e dos meus colegas com quem ele se dava, eu não tenho a mínima recordação dele. Isto quererá, certamente, dizer alguma coisa...
O segundo foi bom, com prendinhas, boa comida e convívio saudável e divertido.
O terceiro idem-idem, com a particularidade de eu ter ficado fechada na casa-de-banho. Havendo uma abertura por onde dava para sair, esteve em discussão se me passavam um escadote... ou o almoço.
Eu de um lado e 7 ou 8 do outro lado a dar palpites. Lindo.
E lá se decidiram a arrombar a porta. Depois da ombreira da porta partida e a fechadura arrancada, toca de encher a barriga e aquecer as mãos na lareira. Sorry Mad, mas tu já sabes o que a casa gasta!
Ainda falta um, que já tentámos marcar 3 vezes e não deu. Se for como o ano passado, lá para Março de 2010 trocamos prendas e fazemos um jantar de 6 horas (no mínimo).
Por mim, este ano passava o Natal e seguia já para o reveillon. Assim com'assim, o Natal é quando um homem quiser e a passagem de ano não.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Surpresas!

Já a meio das minhas compras de Natal, apetece-me abardinar o esquema todo. Porquê dar só o que me pedem? Apetece-me ver caras surpreendidas, olhos brilhantes de espanto com presentes completamente inesperados.
E porque não? Sou eu que ofereço. Até posso, vá, aceder num só pedido. Mas no resto quero surpresa. Coisas que encham de cor a nossa noite de Natal, e fiquem por muito tempo na lembrança. Tenho umas ideias em mente e não tarda nada estou em pulgas.
Só não posso contar nada à miúda. Saiu-me cá uma delatora, que conta tudo sem dó nem piedade. Não é capaz de conter um segredo, por muito que tente. Até tapa a boca com a mão e treme a perna de esforço... mas não se aguenta!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quantos anos tenho eu?

Aproximo-me a passos largos de mais um aniversário. Vai ser o 34º. Ontem, numa curta troca de palavras, o D. dizia-me que achava que eu tinha a idade dele, 37. E depois, no meio de LOL's, chamou-me pita. Miúda ainda me sinto às vezes, mas "pita" já não...
E isso pôs-me a pensar que a idade me assusta. Não a idade em si. Mas o que vem com ela. E eu já tenho as hérnias, a sinusite, a lágrima de má qualidade, as pernas cansadas e o mau feitio (que só piora com os anos). Por isso, assustam-me não os anos, mas a falência da estrutura.
Além disso, às vezes, enquanto conto histórias mirabolantes de coisas que, inacreditavelmente, já vivi, dou por mim a pensar que já vivi muitas vidas. Tantas coisas se passaram, com pessoas diferentes, em lugares distintos, umas boas, outras más, outras nem por isso. Lugares onde vivi, pessoas que me surpreenderam, outras (bem mais) que me desiludiram...
Quantos anos é que eu tenho mesmo? Só?!
Não deveriam ser mais? Pela conversa e postura, dão-me mais do que tenho. Pela cara de miúda, dão sempre menos.

E tenho medo. Não de envelhecer. Mas de envelhecer mal.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O que tenho feito

Dei comida a cágados, pombos e peixes laranjas.

Esqueci-me dos sapatos no balneário da clínica onde faço a fisioterapia.

Bebi um chá do Tibete e fiquei zen.
Jogámos às penas (apanhar penas de pássaros no parque) e a miúda ganhou porque lhe dei as minhas.
Tirei mais fotos a sombras e o resultado foi o que se vê...

Escrevi mais de 70 vezes o nome da criança no material escolar, com outros tantos corações, estrelinhas, borboletas e florzinhas... ela gosta e diz que ninguém tem etiquetas tão lindas como as dela.
Ri a bom rir com o esmiuçar dos sufrágios, vistos no Youtube às tantas da manhã, com algum atraso, em boa companhia e com muito gosto.


Comprei livros, dos bons. Florbela Espanca e Miguel Torga. Para ler devagar.

Fiz arrumações nos armários. Dei sacos e sacos de roupa. Guardei t-shirts e calções, pendurei sobretudos e os fatos de Inverno.

Agora... agora é preparar o fim-de-ano em beleza. Já falta pouco e em 2010 começa tudo de novo outra vez. E mais uma vez, será um início de ano um degrau mais acima.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

They will understand...

Sendo hoje o Dia Mundial da Compreensão, calha muito bem.
Vão ter de compreender que eu tenho mais que fazer porque fui p... Bom, se calhar,é melhor não saberem.
Eu até contava, mas não tenho tempo... Tenho mesmo de ir. Alguma coisa, já sabem... comprem! Eu vou andar fora durante uns tempos, porque como já disse, fui p... Exacto! Aquilo que é melhor vocês não saberem. Vão por mim que eu sei que sim.
Vocês não saberiam lidar com isso. Eu própria ainda estou meio incrédula. Mas a verdade é que fui mesmo p... Sim, é só para o ano... mas é melhor não saberem!
Aconselho vivamente a leitura dos escritos anteriores. Atirem-se de cabeça ao meu passado. E se baterem com os cornos no chão... temos pena. Ou não!
Vá... entretenham-se sozinhos (e sozinhas, que eu também tenho meninas a lerem-me!) que já são suficientemente crescidos.
Vale-me a esperança de que vocês compreenderão. É que eu fui p...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lets paint the town

Exausta. Com dores nas costas e atolada em trabalho. É difícil sair do lodo com estas dores...
Entretanto, continuam a acontecer-me as coisas mais fantásticas. A minha pequena diz-me que teve saudades das minhas belas pernocas. Enquanto eu corro pela casa para me despachar, a minha mãe comenta"Cheira bem, a pequena loira!". Ela chama-me assim desde que me conheço. E de todos os petit noms que tenho (e são alguns) é capaz de ser esse o que mais gosto.
Por estes dias, fui a Fátima. E, como sempre, saí de lá mais leve. Depois a princesa também lá foi com o pai. E quando regressou, trouxe uma prenda para mim, duas para a avó, e muitas para ela. A caminho da piscina disse-me "Desculpa Mamã, só consegui trazer uma para ti." Estou farta de lhe dizer que não quero que faça isso, mas ela já entendeu que ele não sabe dizer não. Á conta disso, tem um iPod e um telemóvel novo. E a sorte dele é ela não ser pedinchona.
Quando lhe pergunto o que comeu, responde-me "Comida!" e esta noite quis dormir comigo. Diz que teve muitas saudades. Eu... eu roí-me por dentro enquanto ela não estava. Pus o coração ao alto e tentei não dramatizar. Mas os jantares à meia-noite e o dormirem até tarde, enquanto ela deambulava por uma casa desconhecida... tiraram-me o sono.
Depois, depois juntam-se filmes de terror, gosto por bricolage, leituras de Miguel Torga em voz alta e o Mundo parece mais perfeito. Pelo menos o meu!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nunca pior

Eu e a mania de fazer as coisas sempre em grande... Vai daí, não é uma, não são duas, mas sim três hérnias discais. Pequenas, mas hérnias. Quase imperceptíveis no exame, mas não aos olhos verdes do meu ortopedista.
Outras coisas não lhe escaparam, por certo. As nossas consultas fogem um pouco ao habitual. Deu-me o número de telefone, que frisou bem ser o pessoal. "Ligue-me quando tiver o exame. Diga que é a Flora, que eu já sem quem é!". Disse-me que mora sozinho e não é fácil. Que é ele que cozinha e faz tudo. Que é uma quinta e até forno a lenha tem, onde aprendeu a fazer cabrito e leitão...
Enfim. Mandou-me para mais uma tortura de uma ressonância magnética. Que tem de ser, disse ele, com ar complacente. E vai ser já amanhã de manhã.
Entretanto, tudo bem. Tirando as hérnias, a pilantra da assistente e o outro quase a chegar, a minha vida é uma verdadeira festa. Óh lá se é!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

On a night like this

Apetece-me vestir aquele vestido azul que comprei nos saldos. Aquele que combina lindamente com o meu bronze.


Apetece-me vesti-lo com as sandálias pretas. As de cunha. Fico alta.


O raio do vestido tem um decote lindo. Que me fica a matar. Mais a pulseira de brilhantes e o relógio branco.



Depois do banho, besunto-me em creme Nivea e ponho o perfume da Elizabeth Arden, o de chá verde que é tão fresquinho.

Quero cheirar a Verão. E quero sair. Apetece-me estar numa esplanada. Com uma cuba libre e a lua. Numa noite como esta. Quente.



Vamos?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Electromio quê?

Se eu já estava aborrecida...
Então vejamos. Além da put@ da ressonância, do raio-x e da ecografia que não mostra nada, ainda tenho que fazer um TAC (ok, coisa simples) e o diabo de uma electromiografia aos membros superiores.
Não fosse a net e eu continuava a não saber o que é uma electromiografia. Se calhar, tinha sido melhor. Não achei muita piada a enfiarem-me agulhas nos músculos, darem-me choques e medirem o raio que os parta. Bom, ao menos tenho 1 mês e meio para me preparar psicologicamente. O tipo que espeta as agulhas foi de férias.
Entretanto, o Dr. Ortopedista diz que é capaz de ser uma hérnia discal. Tendite, não é. E bursite também não. Seja o que for, dê-lhe um nome, se faz favor. E as drogas adequadas. Que eu não sou de ferro.
Ah... e vou ter de fazer fisioterapia. Que seja com alguém meiguinho, ok? Que farta de bestinhas na minha vida estou eu, sim? Massagens, panos quentes e miminhos. A menina agradece. Porradinha tenho levado bastante, dispenso.

Boring

Estou irritada! Aborrecida, estupidamente enfadada. Enervada, stressada, chateada, agastada, entediada e tudo o mais acabado em "ada" e com conotação mais que negativa.
Porquê? Ora... "Porquê"?!!!! Os motivos são tantos. Nada de grave, nada que não se cure, nada que não tenha solução. Mas aquelas cenas que chateiam, enfadam até à medula e me tiram do sério. Pequenas, sim pequenas. Mas que todas juntas, fazem um peso do caraças.
Exemplo. Daqui a nada vou ao médico. E já vou no terceiro, desde o mês passado. Já fiz três exames, sendo que o último - ressonância magnética - é para mim das coisas mais abomináveis ao cimo da Terra. Custou-me horrores a fazer e espero que ninguém tenha ideias tristes de me mandar fazer mais uma. E entretanto, enquanto me deitam as mãos à espinha e a tudo o que é osso acima da cintura, vão atirando palpites, sempre com pontos de interrogação no final. Até a porra dos relatórios têm pontos de interrogação.
É sempre assim. Tirando as amigdalites, nunca ninguém me acerta com o diagonóstico à primeira. Já estou acostumada. Mas chateia, ter malta a meter a mão, apalpando e apalpando mais um pouco, fazendo cara de caso e opinando maleitas a torto e a direito, como se eu fosse uma pergunta com resposta de múltipla escolha.
Vamos ver se este acerta. Mesmo que não acerte, ao menos que me passe umas drogas, que esta cena de sofrer calada não é a minha praia. Que apalpem, mas já agora tirem-me as dores, sim?