Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Das paixoes



Dos meus ex namorados há pelo menos 3 que me odeiam visceralmente. O número pode aumentar para 4 ou até 5. Mas com certeza, sei de 3. Sao os tres que fizeram peixaradas á minha porta, me chamaram tudo e mais alguma coisa, me apagaram do hi5, do facebook, da vida. Que usaram de tudo para saber da minha vida. Um pelas amigas, outro mandando seguir-me e tendo meia Lisboa a controlar os meus passos (o que faz ter guito e conhecer muita gente). O terceiro, quase que nao diria que o ódio e visceral, mas lá perto. Nao me mandou seguir ou controlou os meus passos, mas durante uns tempos andou a rondar-me o blog como se nada fosse.

Os outros dois serao sempre uma incógnita. Esvaneceram no ar. Nao que a coisa tivesse acabado bem, longe disso. Mas finaram-se de uma maneira que nao sei dizer se me odeiam ou nao. 

Depois há aqueles em que o trauma nao foi assim tao grande, em que a educacao, a moral e os bons costumes (deles e meus) permitiu que as coisas permanecessem civilizadas até hoje. Desses, tenho o número de telefone, o email, o facebook, a morada de casa. E sei que se um dia, por qualquer motivo lhes ligue ou escreva, vao receber-me com um sorriso, responder-me prontamente e perguntar se está tudo bem, com vontade de saber a resposta.

Nao que sejam melhores pessoas que os primeiros (no fundo, até sao) mas nao houve estrago de maior. Nao houve choradeira e finais dramáticos. Nem deles, nem meu. Lembro-me de um deles no dia em que terminámos dizer-me enquanto me abracava “Tu nao precisas de um namorado, precisas de um amigo!”. E nesse dia amaldicoei-me por nao me ter apaixonado por ele. Mas estas coisas nao se escolhem. Quanto muito procuram-se. E sim, eu procurei algumas! Meti-me em algumas alhadas jeitosas. Mas fui-me safando. 

No fundo, continuo fiel a máxima de que mais vale arrependermo-nos do que fazemos do que daquilo que deixamos por fazer. Por isso fiz tudo. Desde 400km pelo Brasil profundo atrás de sacana que me trocou por tudo o que tinha saia. Outros 2 mil e tal kms/mes durante um ano e meio, quando todo o santo fim de semana ía para a parvónia porque tinha a certeza que ele era o homem da minha vida. 

Se me arrependo? Talvez sim, talvez nao. 

Nao fosse um deles e nunca teria ouvido Ornatos Violeta ou Emir Kusturica e Goran Bregovic. Outro e nao teria visto “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. E o Pascal Obispo (cujo nome é um anagrama para Pablo Picasso. Sabiam?!). 
 E toda a discografia pop dos anos 80. Sim ele tinha TUDO o que possam imaginar de música dos anos 80. E dancava que fazia raiva!

E The Prodigy. Ok, nao gosto, mas ao menos posso dizer que conheco. Nunca teria ouvido Miguel Torga a ser lido para mim. Nunca teria ido a Manchester (agora, talvez fosse mais fácil). Nunca teria ido ao Bairro Alto tantas vezes e até tao tarde. Talvez nunca tivesse recebido uma carta de amor. Daquelas que se escrevem quando se está perdidamente apaixonado, de coracao nas maos e se escreve carradas de vezes que vai ser para sempre. Talvez nao tivesse escrito tantas. Talvez nao tivesse escrito um diário, porque ele estava longe. Mas assim nao lho poderia ter dado e visto os olhos dele brilharem (gajos de letras… a gente escreve-lhes e eles derretem-se). Talvez nunca me tivessem feito uma serenata (ok, ele nao chegou a cantar, mas nao fez diferenca!).

Talvez nunca viesse a descobrir que a capital de Madagáscar é Antananarivo (geografia nunca foi o meu forte). Ou de que nao gosto de gin tónico. Mas adoro quizzes e adorei ganhar um no Montijo há uns anos atrás (a vitoria foi matraquilhada pelo dono do estabelecimento, mas isso agora nao interessa nada).

Ou que conduzir um Volvo x90 novinho em folha com o travao de mao puxado acima vai fazer alguém ficar muito mal disposto…. (epic failure!). 

Talvez nunca tivesse dancado tanto e tao bem. Talvez nunca tivesse rido tantas vezes, com tanto gosto ou chorado outras tantas.

Mas sempre aprendi alguma coisa, certo? Certo! Tal como aprendi que há coisas na vida que nao se forcam. Nao se fingem, nao se conseguem só porque se quer muito.

E aprendi a dar valor a quem tenho comigo. E a todos os momentos, por mais pequenos que sejam. E a fazer tudo de coracao. Sempre.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Beltrano e sicrano

Ás vezes, quando tenho tempo, o que é raro e porque tenho coisas mais interessantes para fazer na vida, dou por mim a pensar se haverá muita gente por aí com RSS feeds do meu blog.
Nao sabem o que sao RSS feeds?! Pois, eu também nao sabia. As maravilhas que a gente aprende... é uma coisita simples que de uma forma maluca qualquer que eu nao sei explicar (como, se nem sequer precebo como funciona...?) que cada vez que eu escrevinho aqui manda emails (é emails, nao é?!) para quem tem esses RSS feeds. Simples, hum?
Á partida, sim... digamos que é simples. Mas depois... depois de pensar um bocadinho sobre a coisa, nao me parece assim tao simples. O blog esta ligado ao meu facebook, certo? Quem é meu amigo no facebook, ve que eu escrevi no blog, porque aparece no meu mural. Se leem ou nao, sao outros quinhentos, mas sabem que lá está.
Se ainda estao a acompanhar o raciociono (o que duvido) dá-me para pensar... entao, quem raio sao os que tem feeds do meu blog? - sim, eu sei, egocentrismo é uma coisa que me ataca amíude. Mais do que eu gostaria.
E vai dai, salta o StatCounter para accao e é fantasmas a sair de baús como se nao houvesse amanha.
E nao deixa de ser engracado, ver quem sao (sim, até a rua lá aparece, pasmem-se!) quanto tempo aqui passam, o que leem e porque tags pesquisam.
E eu fico a pensar... Really?! Há gente com muito pouco que fazer na vida! Ou se calhar nem vida teem. E entao passam por aqui, a ver as modas, ver como anda a rapariga e o que fez ela da vida.
Eu até agradecia o interesse, mas acreditem, nao é caso para isso. É mais caso para dizer que anda por aí muita gente a precisar de psicanálise e como a crise nesse país é grande, sai mais barato virem-me ao blog.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A cruz dos ressabiados

Há os coitadinhos que levaram com o meu feitio e desses, pobres, até tenho pena.

Há aqueles a quem a Santa providencia nao deu mais que um neurónio e desses, também consigo ter um cadito de pena.

Há os que vao á sua vidinha, como uns senhores e a esses sim, tiro o chapéu (sao poucos, convenhamos).

E depois… depois há aqueles que voltam, passado anos, já decrépitos de tao mortos e enterrados que estao para azucrinar a paciencia aqui a menina e desses sinceramente nao tenho pena nenhuma. E quero mais é que desaparecam e se voltem a enfiar no buraco escuro de onde sairam.

Ora entao que conclusao é que se pode tirar de alguém que vai ao Facebook, mal resolvido com a vida, comigo e com mais o diabo que o carregue e resolve, ao invés de me adicionar a mim (sim, que isso até faria algum sentido, nao muito, mas algum!) adiccionar 3 amigos meus, completamente ao calhas e que nunca viu na vida.

Um trabalhou comigo, outro andou na primária comigo e o terceiro é um ex –namorado. Quase que aposto o meu braco direito em como nao conhece nenhum deles e o mundo seria um lugar muito perigoso se conhecesse os 3.

E vai daí fico a pensar… mas que raio!!! O que e que leva uma pessoa a fazer isto?! Eu aqui sossegada no meu canto, nao sei de fulano há mais de 2 anos… Qual é o problema em convidar-me a mim para amiga, se está assim tao interessado em saber da minha pessoa?! Entao isto é assim, vai e convidam-se pessoas que nem se sabe quem sao para chegar a mim????

Há gente muito estranha.

E perguntam voces, que nao tem nada a ver com o assunto, o que fiz eu ao rapaz.

Sinceramente, o pior que lhe fiz foi ter sido sincera com ele. Pois, há gente que lida mal com a sinceridade, eu sei.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Agora todos juntos "Olá Pedro!"

Sim, porque eu sei, ele sabe, nós todos sabemos que ao assentar o traseiro na sua secretária amanhã de manhã a primeiríssima coisa a fazer é vir aqui.



Há aqui tanto material para psicanálise que não consigo resistir. E não é que tenha falta de assunto ou não goste de falar de mim, mas é tãaaaaaao giro falar dos outros. Ainda para mais quando os “outros” vêem para aqui largar postas de pescada como se soubessem do que estão a falar e se põem a jeito para análises deste tipo. Temos pena? Temos. Mas pouca!



É isso ou a vida ensinou-me que lidar com gajos como o Pedro só tem uma forma possível. À bruta.


Ora então vamos lá dissecar a posta.


Pedro... Toda a gente tem uma catrefada de Pedros na vida, certo?! Eu também. Amigos, irmão, exs, há de tudo, Mas sinceramente que dos Pedros que conheço, não estou a ver qual é este. O que me faz deduzir que, ou não é Pedro, ou não deixou lembrança. Vou mais pela última.



Trabalha na Câmara Municipal de Oeiras (ou passa lá os tempos livres) e acha que trabalha a sério. Das duas, três: não faz ponta de corno, está a recibos verdes e logo é um frustrado de primeira ou a terceira hipótese, nenhuma das anteriores, trabalha que nem um mouro e não se sente valorizado por isso. Chega ao estaminé pouco depois das 8h, toma a bica do costume e surfa na net até às 8h45 que é a hora a que chega a cabra da chefe (que conseguiu o emprego com uma granda cunha) que faz a vida negra ao departamento inteiro, principalmente ao desgraçado do Pedro. Sim, eu tenho uma imaginação muito fértil.



n é como tu que ganhavas mais de três mil euros e primavas por um absentismo recorrente” Hum… trabalhaste lá comigo, foi?! (o que é no mínimo assustador, pois isso terá sido há mais de 10 anos… e isso é muito fel acumulado rapaz!). Não consigo imaginar porque razão alguém comentaria o meu ordenado dessa forma que não esteja directamente ligado com inveja, ressabiamento, dor de corno e afins. És gajo para ganhar quanto? Uns mil euritos limpos?! Pois, isso dá cabo da auto-estima de qualquer um... Life is tough.


podias e devias a prender a relativizar algumas coisas triviais e a valorizares outras essenciais”... Mas estamos a falar do quê mesmo?! Da forma como eu me entretenho, passo os meus tempos livres, escrevo coisas no meu blog??? O que sabes tu da minha vida?! Que raio de análise fazes tu de uma lista de meia dúzia de coisas que ponho no blog? Ao que dou importância ou considero essencial na minha vida?!


Não faço corno de ideia quem sejas e muito sinceramente estou-me a cagar para isso. És apenas e não mais do que uma amostra do que anda de frustração por esse país. Mania de cagar sentenças sem saber do que se fala, disparar a tudo o que mexe sem distinção. Ai escreves num blog? Deves ter a mania! Ai falas da tua vida? Deves ser muito triste! Emigraste? És uma desgraçada! Ai és feliz? Isso chateia! And so on and so on...



O que é que eu te fiz? Escarrapachei que vens aqui todos os dias as 8h da manhã? E?!?! É verdade, certo?! E interesse na minha vida?! Com certeza que não tens nenhum. Mas isso é um tanto ou quanto incoerente com a assiduidade com que aqui vens. Ou então sou eu que estou a ver coisa do prisma errado. Este blog SÓ fala da minha vida, pelo que não vejo outro propósito em vir aqui que não seja saber da MINHA vida.


É isso ou ignorei-te descaradamente em alguma fase da minha vida em que passaste completamente despercebido. Ai, eu sou uma peste mesmo!!!


Nuvens… nuvens… Sim, há muitas por aqui, mas não é no meu sotão. No meu sotãoo o sol brilha e os baús dos fantasmas estão todos abertos para eles poderem ir à sua vidinha descansados (hint, hint!).


Ácida, eu?! Mas de onde é que tu tiraste essa ideia rapaz?! Fónix, eu sou um doce! Tão, mas tão doce que até enjoa! Tem dias que não me aguento de tão doce que sou. Não, hoje não é um desses dias.

Mas é em dias com este em que dou graças a Deus Nosso Senhor por ter emigrado e deixado para trás um bando de gentinha como tu. Isso e não pagar impostos nesse país. E não ser munícipe em Oeiras. Mal empregada contribuição autárquica.


Agora vai lá por uns carimbos numas certidões ou fazer o que quer que seja que tu fazes aí na Câmara e larga a net e coisas que os municípes nao te pagam para fazer no horário de trabalho.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A bem da verdade (ai que fixe, eles estao de volta!!!)


E quando uma pessoa pensa que eles estao mortos e enterrados, eis que eles surgem tipo assombracao.

Entao parece que a casa foi ganha a custa do meu ex Mafioso e corrupto. Humm... Este gajo (ou gaja!) sabe umas coisas. Muito haveria para dizer sobre o asunto... se fosse verdade!

Aquilo que me espanta nem e’ o comentário em si. Raciocinem lá comigo (ai, as saudadinhas que eu tinha disto, porra!) O meu blog nao e’ actuializado há seculos, certo? Certo! Nao escrevo nada de jeito há meses a fio, correcto? Correcto! Logo, isto tem de ser alguem que anda com muito pouco que fazer, uma vidinha do mais triste que pode haver, para andar a seguir o meu blog que tem mais teias de areia que um sotao.

Ora, ando eu aqui toda feliz da vida (desculpem lá qualquer coisa, sim?) para virem marrar comigo por causa da casa??? Nao que tenha de dar satisfacoes a ninguem, mas o concurso foi publico e o meu nome foi escolhido por um computador. E se há coisa de que eu teria memoria, seria ter-me enrolado com um computador. IT guys ainda vá que nao vá, agora, computadores nao!!!

Agora vai lá enfiar-te no buraquito de onde saiste so para vir aqui comentar. A menina emigrou, está feliz da vida com aquilo que tem e tem bem mais do que fazer do que alimentar egos feridos de alguem que muito provalmente levou uma tampa há uns anitos atrás. Ah... se foi ao contrário, eu estou curada, tu e’ que parece que nao.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

WTF?!

Na semana passada recebi um email tão estúpido, mas tão estúpido que só me apeteceu perguntar:
"O que é que dás de comer ao teu ego?! Deve ser ração para porcos que ele anda a engordar que é uma coisa inconcebível."
Como (de vez em quando) a menina tem rasgos de lucidez, não respondi.
Sim. É um facto. Andam por aí muitos egos com obesidade mórbida. E vai-se a ver, até nem têm motivos para isso. Não passa de banha e colesterol alto...

terça-feira, 10 de março de 2009

Diz-me de onde vens...

Emel - Empresa Publica Municipal de Estacionamento de Lisboa
Câmara Municipal de Lisboa
IGIF - Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde
Ford Motor Company
HP - Hewlett-packard Company
O mais fantástico é que sabem todos o endereço. E quando não sabem, pesquisam direitinho pelo nome. Tão giros que vocês são.
Resumindo: informáticos, vendedores de automóveis e funcionários públicos.
Deve ser a crise!

Vão ver que enjoam!

Não me encham os pacôvares, não venham de garfo quando só há sopa, não finjam que não sabem do que estou a falar. O meu saquinho de filô já encheu e já não há paciência para novelas rascas.

Não mandem as amigas à frente, com medo do que eu posso ter escrito sobre a vossa reles pessoa. Não comentem o que eu não vou publicar. Eu sei que insisto, mas se vocês não entendem... porra, fazer o quê? Eu não vou mudar! Quem gosta, gosta. Quem não gosta, para que é que insiste????
Deve ser a paga por ser gira e ter miolos que funcionam. Inteligente e com sucesso. Bem resolvida e feliz. Ora... que coisa? Eu lá tenho culpa que vocês sejam uns infelizes? Se voltam para as ex-mulheres e elas não vos dão conta do recado, porque carga d'água é que eu tenho de vos aturar, como se esta merda fosse o cabaret da coxa. Ó por favor! Deslarguem-me!

Olhem lá bem para a foto. OLHEM, porra!!!
Acham mesmo que eu preciso de um para me dizer que ando a fazer publicidade enganosa, de outro para me dizer que andou a ser enganado e por fim de mais outro para dizer que se arrependeu (ok, sem dizer, mas a dar a entender que comia mais um bocadinho!) e mais um a dizer que o anel da sorte me faz mesmo falta?




ACHAM?! Ok, olhem melhor!

(eu dou-vos uns segundos para reflectirem)

..........

Então? Got it?

Vão à vossa vidinha, vão! E levem com vocês essa amargura toda. Que espécie, fónix.


A minha querida mãezinha e a minha Mad é que têm razão. Eu trato-os bem demais e os pobres ficam marcados. Eu acho que elas não queriam dizer bem isto, mas eu gosto de pensar no "marcados" como se marca um boi. Gosto de pensar nestes tristes com um "F" marcado a fogo numa nalga.
Dói, não dói? Eu compreendo.
A quem diz que não gosta, mas insiste, deixo um conselho. Daqueles bons, que quando ando inspirada, costumo ser boa conselheira. Dizem.

Existem à venda, em qualquer supermercado de esquina, uns pacotes brancos com letras verdes e azuis que dizem "Flora". É margarina vegetal e dá para imensa coisa. Se é boa ou não, não faço ideia, que há muito me deixei de margarinas. Experimentem. Há a de soja que parece que é mais saudável.


Façam-me um favor: comprem duas, que uma não chega.
Cheguem a casa e comam-na à colher, de uma só vez, sem mais nada. Vão ver que enjoam num instantinho. Boa?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Baza!

O desgaste que tens a vir aqui, todos os dias, comentar anónimo e esperar que publique, é inversamente proporcional ao gozo que me dá em apagá-los todos, tal como há muito te apaguei a ti.

Get a life

Eu não faço comentários anónimos em blog algum. Muito menos de meninas que não conheço.
Só devo fidelidade, amizade e reconhecimento a quem o merece. O que quer dizer que, se me chamaste filha da puta, obcecada, louca e com muito veneno para destilar, acabaste de sair do pacote.
Para quem se apregoava tão sério, deverias (antes de congratulares disso) ter consciência de que, se te apaixonaste por ela poucos dias antes de ela saber que estava grávida do outro, eras comprometido com outra pessoa. É só fazer as contas! Ah... pois, o teu curso foi outro...
E por aqui me fico, que o sorriso ali de baixo é mesmo sincero e o que eu queria mesmo era que fosses feliz. Mas tenho sérias dúvidas de que o vás conseguir. Tenho mesmo. A mesquinhez, o fraco carácter e a falta de tomates não ajuda.
Ah... apaga só o meu n.º e esquece que eu existo. Junta-te à lista, sim? E fica sossegado que eu não sou stalker. Muito menos de gentinha.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Génese do tiro no pé

Eu tinha 13 anos. Ele tinha uns meses mais.
De seu nome Alexandre, alto, giro, de olhos e cabelo claros, bom aluno, líder dos rapazes da turma, cavalheiro com as meninas (coisa rara... os outros, ou era calenadas ou apalpões). Bom aluno, educado, bem arrajando e cheiroso. Ai, ai... o que eu snifei numa amostra de Drakar Noir...
Eu... menina do Papá (e da Mamã), um esboço daquilo que sou hoje, mas com o mesmo mau feitio e pêlo na venta. Tinha boas notas, era bem comportada, não me metia em confusões, nem em curtes na mata.
Suspirei por ele durante um ano lectivo inteirinho. Toda a gente sabia. Inclusive ele. Casmurra como sempre fui, nunca lhe disse nada. Achava que o primeiro passo tinha de ser ele a dá-lo. Quando estávamos os dois juntos, suportávamos estoicamente as piadas dos colegas e fazíamos de conta que não entendíamos. E o ano passou-se.
Já perto das férias grandes, ele decidiu-se. Queria falar comigo. E toda a gente sabia. Inclusive eu. No final da última aula, lembro-me do Bruno André (meu colega desde a primária) ter-lhe perguntado se ele precisava de um prato de Nestum.
Morávamos relativamente perto uns dos outros e fazíamos o caminho até casa juntos. Nós dois e mais uma quantidade deles. No fim da rua, na esquina onde todos os dias nos separávamos, ele esperou por mim.
Com um ar sério e importante (que até hoje não esqueci) perguntou-me "O que é que se passa contigo?"
Foi uma desilusão! Ora bolas... Isso lá é pergunta que se faça? Com o dosseir A4 apertado com força contra o peito, olhei primeiro para os meus pés, a ganhar confiança, depois nos olhos dele e respondi confiante "Nada!"
Com a falta de jeito típica dos nossos poucos anos, ficámos os dois especados a olhar um para o outro. Até que ele repetiu a pergunta. E eu repeti a resposta. E ele quis saber se eu tinha a certeza. E eu, como a tinha, disse que sim.
Enquanto ele olhava para mim espantado, eu alternava o peso do corpo de um pé para o outro, com aquele meu ar natural, de quem acaba de dizer uma barbaridade com a maior convicção do Mundo (quem me conhece, sabe bem que olhar é esse).
Despedimo-nos com um simples "até amanhã" e seguimos o nosso caminho. Tudo ficou por ali. Ele ficou baralhado. Eu fiquei com a certeza de que já não valia a pena. Tinha passado tempo de mais e eu sabia que ele não sentia o mesmo.
No ano seguinte, mudámos de escola e ele não ficou na minha turma. Numa escola com gente mais velha, havia muita coisa nova, muitos amigos novos e diferentes para conhecer.
As minhas colegas todas já namoravam. Umas mais sério, outras menos. Algumas há mais de um ano.
Perto do Natal, também eu tive o meu primeiro namorado. Uma paixão assolapada (nas palavras da minha Mãe) que durou seis anos.

Por volta dessa altura, o Alexandre confidenciou a um amigo comum que estava arrependido. Que se no 9º ano soubesse o que veio a descobrir no 10º, não me teria "deixado escapar".

Foi o primeiro a dar um tiro no pé. Não sei se isto explica alguma coisa ou se seria, simplesmente, um prenúncio do que se passou a seguir na minha vida. Perdi-lhes a conta. Só sei que anda por aí muito menino a coxear.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Para quem ainda não percebeu

Eu faço um desenho:
Acabou-se a paneleiragem dos comentários anónimos. Quem não assina, vai com os porcos. Para não dizer que vai com a put@ da mãezinha (que eu não estou cá para ofender ninguém). Sejam homenzinhos e mulherzinhas, assumam aquilo que escrevem e assinem com o vosso nome!
Esta merda não é o ringue lá do bairro e eu não sou o vosso saco de boxe onde descarregam as vossas frustrações, ok?
Se querem analisar, analisem, mas identifiquem-se. Ah... mesmo identificados, correm o risco de eu apagar na mesma. É que isto é um blog público, como dizia um dos palhaços, pois é. Mas nesta democracia quem manda sou eu.
Não gostam? Comam menos! Ninguém vos convidou para cá. Só lê quem quer. A porta da rua é a serventia da casa.
Se quiserem continuar a comentar nesses moldes, tudo bem. Eu continuo a apagar. É um direito que assiste e ninguém pediu a vossa opinião. Ainda para mais se essa opinião é grosseira, ofensiva e descabida.
Eu já estou habituada a ser alvo de ódiozinhos parvos e gratuitos. É o preço a pagar por ser gira, inteligente, bem sucedida profissionalmente, ter os pés no chão e o coração ao alto. Sim, eu tenho-me em grande conta. É isso que incomoda, certo?
Temos pena! Ou não, ou não!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Workshop para anónimos ressabiados

Parte I - os que têm a mania que me conhecem
Sim, porque pelos vistos uma liçãozita não vai chegar! E vamos por partes a ver se toda a malta acompanha.
No fim, teremos um case study, de um caso bastante prático, para ver se toda a gente apanhou a ideia, boa?
Ora então, para começar, digam lá todos juntos, enquanto batem com a cabeça na parede "Eu não consigo chatear a Flora! Que raiva!"
"E que merda! A gaja continua gira. E com piada!" enquanto dão um tiro no pé!
Depois disso, bebam mais um bocadinho do vinagre que costumam beber todas as manhãs e percam uns minutos no seguinte. Como é que eu consigo? Sim, como é que eu consigo sobreviver às vossas merdas, ao vosso preciosismo barato, às vossas lições imorais e conselhos estúpidos, sem me chatear?
Fácil. Sim... eu explico, afinal isto é um workshop:-)
Eu não tenho a mania que sou mais do que ninguém. Mas meus lindos... a vocês, qualquer coisa é superior.
Eu, em comparação com vocês é tipo de 9º andar para a cave. Para os que me conhecem, desculpem o abuso de exemplos e analogias, mas estou a tentar explicar uma ideia que achei ser básica.
Homens... (sem nada contra, é o meu sexo preferido, ok?)
Bom, adiante. Se apreenderam a matéria dada, repitam agora comigo, enquanto se auto-flagelam. Sim, porque eu só sou masoquista quando quero e até agora, com este tipo de comentários, ainda não me doeu nada. E olhem que eu sou muito sensível. Teria dado por isso, se me doesse. Na certa, teria.
Ah... não percam a linha de raciocíno, repitam lá comigo "Se há alguém a fazer figura de palhaço nesta história sou eu!" (sendo o "eu" para vocês, não para mim - é melhor explicar, não vá subsistir a dúvida.)
O case study. Quem o identificar, que se cale, que não é bonito apontar o dedo, ok?
Era um gajo de óculos, nos seus 30 e poucos, bom emprego, bem parecido e dono do mundo. Ela era eu (fácil agora, não foi?).
Passado um mês e pouco de enrolanço, ele, já tocado, olha para ela e pergunta "Posso dizer que gosto de ti? Posso dizer que gosto muito de ti? Posso dizer que te amo?"
E ela (eu) responde: "Não que estás bêbado!" (borradinha de medo, de um gajo que lhe diz que a ama ao fim de um mês).
Passados uns dias, alguns, não sei quantos, o tipo diz-lhe que estão em caminhos diferentes e até se propõe a fazer um desenho (literalmente) para lhe explicar melhor.
Acabam por ali, cada um vai à sua vida e pronto.
Ela ainda tenta ser amiga dele, mas ele porta-se como uma autêntica bestinha e a sua última tirada é "rip it of like a ban-aid" para que não lhe restem dúvidas.
O blog que ele nunca achou piada e no qual achava que ela punha o que não devia, foi espreitando amíude, não fosse o diabo tecê-las.
Fez buscas pelas etiquetas de "amor", passando lá horas a fio.
Até que se decide a comentar. A dar-lhe os parabéns atrasados, a dar-lhe conselhos que ela nunca pediu, a achar que a conhece e que é seu amigo. Ele que a apagou do hi5 (imperdoável, não acham?)
Conclusão do case study: há gajos que são umas bestas! E ainda voltam para apanhar! Fazer o quê?
Peço desculpa a quem estaria a pensar que este curso daria direito a diploma. Era dar-lhes muito crédito e achar que eles tinham aprendido alguma coisa.
Querem apostar que eles voltam? E ainda acham que eu que estou mal e autoflagelar-me por causa disso?
Ai o que eu me divirto com esta gente. É uma festa. Vá... façam o vosso papel e comentem, se faz favor. Muito agradecida. Papalvos!