| O tempo parou em Ázere |
Falhamos uns quantos restaurantes que estavam no programa… mas havemos de la voltar! E haja saúde para que as proximas sejam tal e qual estas foram: Á GRANDE!
| O tempo parou em Ázere |
Barcelona. Passados 12 anos. Muito bom. Calcorreámos o que foi possível. Metro para cima, metro para baixo. Mas consegui levá-las onde queria: Sagrada Família, Parc Güel, Ramblas e... Ciudad Condal.Almoçámos às 3h da tarde, à espanhola, no Ciudad Condal. Dizem que é o nome antigo da cidade.
"Los mejores montaditos y cervezas de la ciudad"
E vieram os montaditos de solomillo, de jámon, de tortilha de batata, de bacalhau... e as claras (tipo panachés) e os gordos (azeitonas verdes... das gordas) e as bravas (batatas coradas) e muito pão com tomate. E, obviamente, repetimos! Mas não conseguimos ir às sobremesas. Mas lembro-me que o creme catalã (tipo o nosso leite creme) era divino e haviam uns profiteroles de babar. É sempre um motivo para ir lá outra vez!
Engraçado... este restaurante abriu no ano em que lá estive pela primeira vez, 1997. E diz a minha Mãe " Como é que te lembravas do nome da rua?" Não lembrava! Mas sabia onde ficava e nada como a net para ajudar.
Depois, Platja d'Aro revelou-se melhor que a encomenda. O hotel era muito agradável, apesar de parecer uma estância familiar. Mães e pais rodeados de filhotes. E mais nada! Tudo casado e pais de filhos.
Animação q.b. para os mais novos. A pequena fartou-se de cantar e dançar. E mais uns entreténs para os graúdos, sendo que o espectáculo de flamenco na última noite foi do melhor.
A comida era boa, o quarto agradável. Cama óptima, apesar da Raquel pontapear quem estivesse num raio de 2 metros. E abençoados tampões de silicone que comprei na farmácia. É que há alguém na família que ressona. Só um bocadinho.
Voltando ao início. A pequena quis trancinhas. E a mãe da pequena também quis. A pequena andava de chapéu o tempo todo. A mãe da pequena, não. A pequena não quer tirar as tranças. A mãe da pequena tirou-as, porque achava que eram as tranças que estavam a fazer comichão. Mas não.


Do mal, o menos, a sangria estava fantástica (mesmo com a falta de açúcar). Apesar de ter entornado dois copos. Claro que ao quarto copo já toda gente estranhava e tive de explicar várias vezes que dois tinham sido desperdiçados na areia. Saímos da praia já tarde, com a ajuda do Montez para atravessar a Ria, entretanto cheia.
Um dia muito agradável, sem dúvida. A noite não foi menos. Muita conversa, animação e... pronto, confesso! Já passava da uma da manhã quando me desafiaram para ligar o portátil. Não resisti. Mas foi coisa de meia hora. Nada grave, portanto. 





Seguiram-se dois dias de praia, almoços de peixinho grelhado, sestas refasteladas e um jantar absolutamente fabuloso, no Restaurante Costa, em Fábrica.
As amêijoas estavam de comer e chorar por mais. Só foi pena a Élita não poder comer e ter passado o tempo todo a dizer coisas como “espero que tenham areia”, “isso devia ter era estricnina” e “vocês ainda vão apanhar uma intoxicação alimentar”. Mas estavam tão boas que eu e o Toni nem a ouvimos. A juntar a isso, um arroz de marisco comido com a Raquel a dormir ao meu colo, a Ria Formosa mesmo ali ao lado, e mais duas amigas encontradas por acaso e que fizeram companhia para o café.
Isla Canela
Ano que não vou lá, parece que não é ano. É um dos meus lugares favoritos. E já lá tinha estado em Abril.
O lugar em si nem tem nada de por aí além. Mas encerra muita coisa. Mais de duas décadas a caminhar para lá, muitas histórias e muito de mim e dos meus.
Aconteça o que acontecer, sei que vou voltar ali, sempre. Até a areia me parece diferente de outros sítios. O dia esteve fenomenal, passámos a manhã quase toda dentro de água, caminhámos à beira mar, cumprimentámos velhos amigos.
Almoçámos no Chiringuito da praia e a Raquel comeu o seu gelado favorito. Um que, além do gelado, trás um ovo de chocolate com brinde. Não admira que a Raquel nunca se esqueça de o pedir quando lá vamos.
À tarde fizemos como todo o bom tuga que vai a Espanha: enchemos o depósito do carro (ainda dá para poupar uns tustos) e fizemos compras. Por acaso, não comprei caramelos. Como eu também tenho petiscos preferidos, não viemos embora sem me sentar numa calle a comer um pulpo alimado, enquanto a pequena se deliciava com pão com manteiga e um sumo de laranja.
De novo regressadas a Vila Nova de Cacela, queimámos os últimos cartuchos. Mais praia, mais petiscos e a boa companhia de amigos queridos. Sem esquecer as bolas de Berlim na praia (agora sem creme, por causa da ASAE) e o tapete de algas que resolveu invadir a praia da Mantarrota.
Das birras da Raquel e dos meus sermões, ficou-me a resposta “Oh mãe, tu já sabes que tens uma filha assim, o que é que queres?!”
Este texto devia estar cheio de smiles e lols! Não querendo abusar da redundância, ficam os adjectivos que melhor definiram estas férias: fabulosas, extraordinárias, divertidas, bem dispostas, fantásticas!
A todos que nos receberam, aturaram e mimaram, obrigada.