Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Das paixoes



Dos meus ex namorados há pelo menos 3 que me odeiam visceralmente. O número pode aumentar para 4 ou até 5. Mas com certeza, sei de 3. Sao os tres que fizeram peixaradas á minha porta, me chamaram tudo e mais alguma coisa, me apagaram do hi5, do facebook, da vida. Que usaram de tudo para saber da minha vida. Um pelas amigas, outro mandando seguir-me e tendo meia Lisboa a controlar os meus passos (o que faz ter guito e conhecer muita gente). O terceiro, quase que nao diria que o ódio e visceral, mas lá perto. Nao me mandou seguir ou controlou os meus passos, mas durante uns tempos andou a rondar-me o blog como se nada fosse.

Os outros dois serao sempre uma incógnita. Esvaneceram no ar. Nao que a coisa tivesse acabado bem, longe disso. Mas finaram-se de uma maneira que nao sei dizer se me odeiam ou nao. 

Depois há aqueles em que o trauma nao foi assim tao grande, em que a educacao, a moral e os bons costumes (deles e meus) permitiu que as coisas permanecessem civilizadas até hoje. Desses, tenho o número de telefone, o email, o facebook, a morada de casa. E sei que se um dia, por qualquer motivo lhes ligue ou escreva, vao receber-me com um sorriso, responder-me prontamente e perguntar se está tudo bem, com vontade de saber a resposta.

Nao que sejam melhores pessoas que os primeiros (no fundo, até sao) mas nao houve estrago de maior. Nao houve choradeira e finais dramáticos. Nem deles, nem meu. Lembro-me de um deles no dia em que terminámos dizer-me enquanto me abracava “Tu nao precisas de um namorado, precisas de um amigo!”. E nesse dia amaldicoei-me por nao me ter apaixonado por ele. Mas estas coisas nao se escolhem. Quanto muito procuram-se. E sim, eu procurei algumas! Meti-me em algumas alhadas jeitosas. Mas fui-me safando. 

No fundo, continuo fiel a máxima de que mais vale arrependermo-nos do que fazemos do que daquilo que deixamos por fazer. Por isso fiz tudo. Desde 400km pelo Brasil profundo atrás de sacana que me trocou por tudo o que tinha saia. Outros 2 mil e tal kms/mes durante um ano e meio, quando todo o santo fim de semana ía para a parvónia porque tinha a certeza que ele era o homem da minha vida. 

Se me arrependo? Talvez sim, talvez nao. 

Nao fosse um deles e nunca teria ouvido Ornatos Violeta ou Emir Kusturica e Goran Bregovic. Outro e nao teria visto “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. E o Pascal Obispo (cujo nome é um anagrama para Pablo Picasso. Sabiam?!). 
 E toda a discografia pop dos anos 80. Sim ele tinha TUDO o que possam imaginar de música dos anos 80. E dancava que fazia raiva!

E The Prodigy. Ok, nao gosto, mas ao menos posso dizer que conheco. Nunca teria ouvido Miguel Torga a ser lido para mim. Nunca teria ido a Manchester (agora, talvez fosse mais fácil). Nunca teria ido ao Bairro Alto tantas vezes e até tao tarde. Talvez nunca tivesse recebido uma carta de amor. Daquelas que se escrevem quando se está perdidamente apaixonado, de coracao nas maos e se escreve carradas de vezes que vai ser para sempre. Talvez nao tivesse escrito tantas. Talvez nao tivesse escrito um diário, porque ele estava longe. Mas assim nao lho poderia ter dado e visto os olhos dele brilharem (gajos de letras… a gente escreve-lhes e eles derretem-se). Talvez nunca me tivessem feito uma serenata (ok, ele nao chegou a cantar, mas nao fez diferenca!).

Talvez nunca viesse a descobrir que a capital de Madagáscar é Antananarivo (geografia nunca foi o meu forte). Ou de que nao gosto de gin tónico. Mas adoro quizzes e adorei ganhar um no Montijo há uns anos atrás (a vitoria foi matraquilhada pelo dono do estabelecimento, mas isso agora nao interessa nada).

Ou que conduzir um Volvo x90 novinho em folha com o travao de mao puxado acima vai fazer alguém ficar muito mal disposto…. (epic failure!). 

Talvez nunca tivesse dancado tanto e tao bem. Talvez nunca tivesse rido tantas vezes, com tanto gosto ou chorado outras tantas.

Mas sempre aprendi alguma coisa, certo? Certo! Tal como aprendi que há coisas na vida que nao se forcam. Nao se fingem, nao se conseguem só porque se quer muito.

E aprendi a dar valor a quem tenho comigo. E a todos os momentos, por mais pequenos que sejam. E a fazer tudo de coracao. Sempre.

terça-feira, 10 de março de 2009

Diz-me de onde vens...

Emel - Empresa Publica Municipal de Estacionamento de Lisboa
Câmara Municipal de Lisboa
IGIF - Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde
Ford Motor Company
HP - Hewlett-packard Company
O mais fantástico é que sabem todos o endereço. E quando não sabem, pesquisam direitinho pelo nome. Tão giros que vocês são.
Resumindo: informáticos, vendedores de automóveis e funcionários públicos.
Deve ser a crise!

Vão ver que enjoam!

Não me encham os pacôvares, não venham de garfo quando só há sopa, não finjam que não sabem do que estou a falar. O meu saquinho de filô já encheu e já não há paciência para novelas rascas.

Não mandem as amigas à frente, com medo do que eu posso ter escrito sobre a vossa reles pessoa. Não comentem o que eu não vou publicar. Eu sei que insisto, mas se vocês não entendem... porra, fazer o quê? Eu não vou mudar! Quem gosta, gosta. Quem não gosta, para que é que insiste????
Deve ser a paga por ser gira e ter miolos que funcionam. Inteligente e com sucesso. Bem resolvida e feliz. Ora... que coisa? Eu lá tenho culpa que vocês sejam uns infelizes? Se voltam para as ex-mulheres e elas não vos dão conta do recado, porque carga d'água é que eu tenho de vos aturar, como se esta merda fosse o cabaret da coxa. Ó por favor! Deslarguem-me!

Olhem lá bem para a foto. OLHEM, porra!!!
Acham mesmo que eu preciso de um para me dizer que ando a fazer publicidade enganosa, de outro para me dizer que andou a ser enganado e por fim de mais outro para dizer que se arrependeu (ok, sem dizer, mas a dar a entender que comia mais um bocadinho!) e mais um a dizer que o anel da sorte me faz mesmo falta?




ACHAM?! Ok, olhem melhor!

(eu dou-vos uns segundos para reflectirem)

..........

Então? Got it?

Vão à vossa vidinha, vão! E levem com vocês essa amargura toda. Que espécie, fónix.


A minha querida mãezinha e a minha Mad é que têm razão. Eu trato-os bem demais e os pobres ficam marcados. Eu acho que elas não queriam dizer bem isto, mas eu gosto de pensar no "marcados" como se marca um boi. Gosto de pensar nestes tristes com um "F" marcado a fogo numa nalga.
Dói, não dói? Eu compreendo.
A quem diz que não gosta, mas insiste, deixo um conselho. Daqueles bons, que quando ando inspirada, costumo ser boa conselheira. Dizem.

Existem à venda, em qualquer supermercado de esquina, uns pacotes brancos com letras verdes e azuis que dizem "Flora". É margarina vegetal e dá para imensa coisa. Se é boa ou não, não faço ideia, que há muito me deixei de margarinas. Experimentem. Há a de soja que parece que é mais saudável.


Façam-me um favor: comprem duas, que uma não chega.
Cheguem a casa e comam-na à colher, de uma só vez, sem mais nada. Vão ver que enjoam num instantinho. Boa?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Baza!

O desgaste que tens a vir aqui, todos os dias, comentar anónimo e esperar que publique, é inversamente proporcional ao gozo que me dá em apagá-los todos, tal como há muito te apaguei a ti.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Génese do tiro no pé

Eu tinha 13 anos. Ele tinha uns meses mais.
De seu nome Alexandre, alto, giro, de olhos e cabelo claros, bom aluno, líder dos rapazes da turma, cavalheiro com as meninas (coisa rara... os outros, ou era calenadas ou apalpões). Bom aluno, educado, bem arrajando e cheiroso. Ai, ai... o que eu snifei numa amostra de Drakar Noir...
Eu... menina do Papá (e da Mamã), um esboço daquilo que sou hoje, mas com o mesmo mau feitio e pêlo na venta. Tinha boas notas, era bem comportada, não me metia em confusões, nem em curtes na mata.
Suspirei por ele durante um ano lectivo inteirinho. Toda a gente sabia. Inclusive ele. Casmurra como sempre fui, nunca lhe disse nada. Achava que o primeiro passo tinha de ser ele a dá-lo. Quando estávamos os dois juntos, suportávamos estoicamente as piadas dos colegas e fazíamos de conta que não entendíamos. E o ano passou-se.
Já perto das férias grandes, ele decidiu-se. Queria falar comigo. E toda a gente sabia. Inclusive eu. No final da última aula, lembro-me do Bruno André (meu colega desde a primária) ter-lhe perguntado se ele precisava de um prato de Nestum.
Morávamos relativamente perto uns dos outros e fazíamos o caminho até casa juntos. Nós dois e mais uma quantidade deles. No fim da rua, na esquina onde todos os dias nos separávamos, ele esperou por mim.
Com um ar sério e importante (que até hoje não esqueci) perguntou-me "O que é que se passa contigo?"
Foi uma desilusão! Ora bolas... Isso lá é pergunta que se faça? Com o dosseir A4 apertado com força contra o peito, olhei primeiro para os meus pés, a ganhar confiança, depois nos olhos dele e respondi confiante "Nada!"
Com a falta de jeito típica dos nossos poucos anos, ficámos os dois especados a olhar um para o outro. Até que ele repetiu a pergunta. E eu repeti a resposta. E ele quis saber se eu tinha a certeza. E eu, como a tinha, disse que sim.
Enquanto ele olhava para mim espantado, eu alternava o peso do corpo de um pé para o outro, com aquele meu ar natural, de quem acaba de dizer uma barbaridade com a maior convicção do Mundo (quem me conhece, sabe bem que olhar é esse).
Despedimo-nos com um simples "até amanhã" e seguimos o nosso caminho. Tudo ficou por ali. Ele ficou baralhado. Eu fiquei com a certeza de que já não valia a pena. Tinha passado tempo de mais e eu sabia que ele não sentia o mesmo.
No ano seguinte, mudámos de escola e ele não ficou na minha turma. Numa escola com gente mais velha, havia muita coisa nova, muitos amigos novos e diferentes para conhecer.
As minhas colegas todas já namoravam. Umas mais sério, outras menos. Algumas há mais de um ano.
Perto do Natal, também eu tive o meu primeiro namorado. Uma paixão assolapada (nas palavras da minha Mãe) que durou seis anos.

Por volta dessa altura, o Alexandre confidenciou a um amigo comum que estava arrependido. Que se no 9º ano soubesse o que veio a descobrir no 10º, não me teria "deixado escapar".

Foi o primeiro a dar um tiro no pé. Não sei se isto explica alguma coisa ou se seria, simplesmente, um prenúncio do que se passou a seguir na minha vida. Perdi-lhes a conta. Só sei que anda por aí muito menino a coxear.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Para quem ainda não percebeu

Eu faço um desenho:
Acabou-se a paneleiragem dos comentários anónimos. Quem não assina, vai com os porcos. Para não dizer que vai com a put@ da mãezinha (que eu não estou cá para ofender ninguém). Sejam homenzinhos e mulherzinhas, assumam aquilo que escrevem e assinem com o vosso nome!
Esta merda não é o ringue lá do bairro e eu não sou o vosso saco de boxe onde descarregam as vossas frustrações, ok?
Se querem analisar, analisem, mas identifiquem-se. Ah... mesmo identificados, correm o risco de eu apagar na mesma. É que isto é um blog público, como dizia um dos palhaços, pois é. Mas nesta democracia quem manda sou eu.
Não gostam? Comam menos! Ninguém vos convidou para cá. Só lê quem quer. A porta da rua é a serventia da casa.
Se quiserem continuar a comentar nesses moldes, tudo bem. Eu continuo a apagar. É um direito que assiste e ninguém pediu a vossa opinião. Ainda para mais se essa opinião é grosseira, ofensiva e descabida.
Eu já estou habituada a ser alvo de ódiozinhos parvos e gratuitos. É o preço a pagar por ser gira, inteligente, bem sucedida profissionalmente, ter os pés no chão e o coração ao alto. Sim, eu tenho-me em grande conta. É isso que incomoda, certo?
Temos pena! Ou não, ou não!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Workshop para anónimos ressabiados

Parte I - os que têm a mania que me conhecem
Sim, porque pelos vistos uma liçãozita não vai chegar! E vamos por partes a ver se toda a malta acompanha.
No fim, teremos um case study, de um caso bastante prático, para ver se toda a gente apanhou a ideia, boa?
Ora então, para começar, digam lá todos juntos, enquanto batem com a cabeça na parede "Eu não consigo chatear a Flora! Que raiva!"
"E que merda! A gaja continua gira. E com piada!" enquanto dão um tiro no pé!
Depois disso, bebam mais um bocadinho do vinagre que costumam beber todas as manhãs e percam uns minutos no seguinte. Como é que eu consigo? Sim, como é que eu consigo sobreviver às vossas merdas, ao vosso preciosismo barato, às vossas lições imorais e conselhos estúpidos, sem me chatear?
Fácil. Sim... eu explico, afinal isto é um workshop:-)
Eu não tenho a mania que sou mais do que ninguém. Mas meus lindos... a vocês, qualquer coisa é superior.
Eu, em comparação com vocês é tipo de 9º andar para a cave. Para os que me conhecem, desculpem o abuso de exemplos e analogias, mas estou a tentar explicar uma ideia que achei ser básica.
Homens... (sem nada contra, é o meu sexo preferido, ok?)
Bom, adiante. Se apreenderam a matéria dada, repitam agora comigo, enquanto se auto-flagelam. Sim, porque eu só sou masoquista quando quero e até agora, com este tipo de comentários, ainda não me doeu nada. E olhem que eu sou muito sensível. Teria dado por isso, se me doesse. Na certa, teria.
Ah... não percam a linha de raciocíno, repitam lá comigo "Se há alguém a fazer figura de palhaço nesta história sou eu!" (sendo o "eu" para vocês, não para mim - é melhor explicar, não vá subsistir a dúvida.)
O case study. Quem o identificar, que se cale, que não é bonito apontar o dedo, ok?
Era um gajo de óculos, nos seus 30 e poucos, bom emprego, bem parecido e dono do mundo. Ela era eu (fácil agora, não foi?).
Passado um mês e pouco de enrolanço, ele, já tocado, olha para ela e pergunta "Posso dizer que gosto de ti? Posso dizer que gosto muito de ti? Posso dizer que te amo?"
E ela (eu) responde: "Não que estás bêbado!" (borradinha de medo, de um gajo que lhe diz que a ama ao fim de um mês).
Passados uns dias, alguns, não sei quantos, o tipo diz-lhe que estão em caminhos diferentes e até se propõe a fazer um desenho (literalmente) para lhe explicar melhor.
Acabam por ali, cada um vai à sua vida e pronto.
Ela ainda tenta ser amiga dele, mas ele porta-se como uma autêntica bestinha e a sua última tirada é "rip it of like a ban-aid" para que não lhe restem dúvidas.
O blog que ele nunca achou piada e no qual achava que ela punha o que não devia, foi espreitando amíude, não fosse o diabo tecê-las.
Fez buscas pelas etiquetas de "amor", passando lá horas a fio.
Até que se decide a comentar. A dar-lhe os parabéns atrasados, a dar-lhe conselhos que ela nunca pediu, a achar que a conhece e que é seu amigo. Ele que a apagou do hi5 (imperdoável, não acham?)
Conclusão do case study: há gajos que são umas bestas! E ainda voltam para apanhar! Fazer o quê?
Peço desculpa a quem estaria a pensar que este curso daria direito a diploma. Era dar-lhes muito crédito e achar que eles tinham aprendido alguma coisa.
Querem apostar que eles voltam? E ainda acham que eu que estou mal e autoflagelar-me por causa disso?
Ai o que eu me divirto com esta gente. É uma festa. Vá... façam o vosso papel e comentem, se faz favor. Muito agradecida. Papalvos!

domingo, 1 de abril de 2007

Você pensa demais?

Vá lá... não choveu.
Pelo menos eu não dei por isso. Está a tornar-se uma raridade sábado ou domingo em que não vejo as costas ao Cristo Rei. Mais um...

Desta feita na Fnac, de nariz enfiado nas novidades e não um, não dois, mas sim TRÊS livros para aumentar a pilha da mesa de cabeceira. Um de poesia, uma história de amor e mais um para reflectir.

Depois... depois, um lanche simpático no café do Museu da Cidade. E atenção que aquilo é terra pequena e encontram-se sempre caras conhecidas. Mas daquelas que nem nos falam. Do tipo, "ahhh eu até te conheço, mas já não sei bem de onde e esquece lá isso" e portanto, menos mal...

Mais chá, mais conversas profundas, mais livros, mais galhofa, e mais do mesmo. Mas do bom.

E mais a minha princesa a querer colo e comida à boca e muito mimo. E mais uns colares e desta vez uns brincos.

E para acabar em beleza, Camões, esse grande português.
Para me fazer lembrar que o que se escreve é, quase sempre, o que se sente...

Erros meus, má fortuna, amor ardente
em minha perdição se conjuraram;
os erros e a fortuna sobejaram,
que para mim bastava o amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
a grande dor das coisas que passaram,
que as magoadas iras me ensinaram
a não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
dei causa a que a Fortuna castigasse
as minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse que fartasse
este meu duro génio de vinganças!

E já passou o fim-de-semana... Bom, mas soube a pouco.
Amanhã é 2ª feira e há que ir trabalhar.

E sim, eu penso demais.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Pagar a conta

Ora vamos lá fechar este capítulo, virar a página da história e… seguir em frente.

Até porque há duas noites tive um sonho estranho contigo. Não te conhecia, mas dirigia-me a ti e perguntava alguma coisa... e tu esticavas o braço e indicavas-me o caminho. Seguir em frente!

Já estou a ver a tua cara… “Mas tu tens de escrever sobre tudo?” Não, mas sobre isto tenho mesmo que escrever!

Mais tarde ou mais cedo, não me livraria de conhecer o G, essa personagem tão sui generis. Outros houve que só mesmo tu para me fazer chegar a eles… E, convenhamos, todos eles foram peças dignas de registo.

Respiro fundo… lembro-me da força (talvez por isso me vesti de branco hoje de manhã... mas devia ser Verão! Esta música não é intemporal)

Não que eu não soubesse, mas contigo constatei que realmente há gostos para tudo e há coisas que realmente é inglório discutir. Como música alternativa (muito alternativa) e comida extremamente picante (super, hiper, mega picante). E que chá de coca é bom e não dá pedra nenhuma!

É sempre bom saber que é possível conversar com um homem durante 45 minutos e entender o que ele diz. O mesmo não se pode dizer em relação ao homem! Não por falta de inteligência, mas porque simplesmente a mulher não foi feita para ser compreendida…

Confesso, sou uma peste, desconcertante, impulsiva, com emoções que parecem montanhas e palavras que saem da minha boca antes que eu dê ordem ao cérebro para pensar sobre o assunto. E sim, se eu quiser posso dizer "SIM" e "NÃO" ao mesmo tempo. Pode haver é quem não o aceite.

Fui eu quem virou as páginas na pressa de chegar até nós

Há dias alguém se referiu a ti como “essa personagem bem real dos pesadelos de quem a conhece”… E eu que não tinha pesadelos há tanto tempo.

No alto da minha auto-estima, por estes dias em ascendência galopante, faço aqui uma jura a mim própria (escrito, tem realmente um peso brutal) NUNCA MAIS MUDAR UM CENTÍMETRO!

Contestatária, teimosa (na escala do casmurra) insistente, persistente, mais uma dúzia de adjectivos acabados em “ente” (todos negativos) e uma mão cheia de ingenuidade, que com esta idade ainda teima em acompanhar-me.
O próximo que me disser "gosto de ti" há-de levar pontapés na boca até mudar de ideias! (Estou obviamente a brincar... se há coisa que eu não sou é violenta!)
Mas quem quer, quer! Quem não quer, siga! Que a vida está difícil para todos. Mas um gajo engraçado a chamar-me “boa” atenua as dificuldades… Oh se atenua!

O corte de cabelo ajudou. Entre isso e o botox ou o silicone, acho que escolhi bem. Até porque para estes últimos não havia orçamento. Ainda bem que me cruzei com o G, que me fez o favor de arrancar dois cabelos que tinham ficado mal cortados. “Estavam espetados!!!” disse ele... E tunga, não foi de modos e arrancou-os a sangue frio. Doeu, mas há coisas que doem mais.

Eu sei que nada mais pode me ajudar

Revejo tudo o que se disse, tudo o que se fez… É f*d*d* ter boa memória!
Não está fácil e tenho a sensação que não vai ficar melhor nos próximos dias. Muito antes pelo contrário.
Não tenho medo de dizer o que sinto, nunca tive! Nem tenho vergonha de assumir, mesmo agora, que te adoro. Apesar de conseguires ser egoísta, malcriado, inconveniente, insensível… Mas tens coisas boas e eu tive o prazer de descobrir algumas!

Não posso fazer mais nada. Ainda dói, mas vai deixar de doer. Ainda gosto, mas vou deixar de gostar.
Resta-me apenas uma razão: um dia vou ser eu e um homem como eu, como tu não foste.

Lembrei-me agora de uma coisa… há umas semanas atrás comecei a fazer-te uma tela. Desenhei, entre outras coisas, uma borboleta e um rabanete, o símbolo do teu clube de futebol e um gato pouco fedorento… e à volta de tudo isso ia escrever os nomes das tuas bandas favoritas. Até que parei para pensar: “Se fosse ele a fazer-me uma tela, o que iria ele pôr?” E assustei-me quando percebi que a resposta seria “Nada! Não saberia o que lá pôr.” E parei de fazer de a tela.

Não vou pagar a conta em raiva! Vou antes pagá-la em orações sinceras ao meu Deus, todas as noites… para que te ilumine os passos, hoje e sempre.

Acabaste por não me levar ao Lux, mas pior, pior... o Audi! Porra, não durei até ao Audi!!!!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Patience



(Guns N' Roses)


Shed a tear 'cause I'm missin' you
I'm still alright to smile
Girl, I think about you every day now
Was a time when I wasn't sure
But you set my mind at ease
There is no doubt You're in my heart now

Said, woman, take it slow
It'll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we come together fine
All we need is just a little patience

I sit here on the stairs
'Cause I'd rather be alone
If I can't have you right now
I'll wait, dear
Sometimes I get so tense
But I can't speed up the time
But you know, love
There's one more thing to consider

Said, woman, take it slow
And things will be just fine
You and I'll just use a little patience
Said, sugar, take the time
'Cause the lights are shining bright
You and I've got what it takes to make it,
We won't fake it,
I'll never break it
'cause I can't take it

...little patience,
Need a little patience, yeah
Just a little patience, yeah
Some more patience,
Need some patience,
Could use some patience, yeah
Gotta have some patience, yeah
All it takes is patience,
Just a little patience
Is all you need

I been walkin' the streets at night
Just tryin' to get it right
Hard to see with so many around
You know I don't like
Being stuck in the crowd
And the streets don't change
But baby the name
I ain't got time for the game
'Cause I need you
Yeah, yeah, but I need you
Oo, I need you
Whoa, I need you
Oo, all this time

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Give Me a Reason

Give Me a Reason - Portishead

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play,
For I've been a temptress too long.

Hmm just,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be,
A woman,
I just wanna be a woman.

From this time, unchained,
We’re all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over, and give us some room.

Yeah,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be
A woman,
I just want to be a woman.

So don't you stop being a man,
Just take a little look from our side when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry.

Give me a reason to love you,
Give me a reason to be,
A woman,
It's all I wanna be is all woman.

For this is the beginning of forever and ever,
It's time to move over ,
So I want to be.

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a temptress too long.

Hmm just,
Give me a reason to love you

Luz Vaga

Luz Vaga - Mesa com participação especial de Rui Reininho

Luz vaga, luz vesga, a tua cruz
Já não sai da cama, a minha luz
Da sala, do quarto

Pilha a palavra
Troca a quantidade, do assunto modal
A tensão está normal
O lábio fora da boca,
A boca fora do mal

Os teus olhos não são de gente
O teu ar foge para cima
Tens a perna no cimento,
Tens a mão no pensamento

Ciclope, cicloturismo
Na parte de fora, na nesga do abismo
Imaginário que remete, para onde ainda não fui

Convite ao Universo
Com a tua própria câmara
Fecho a luz num olho
Prego a tábua à sensação

Som da casa, quando não estás...

Dancei para te ver aqui,
eu sei que nada mais pode me ajudar
É do nono andar? Sim
Quis pedir ajuda, mas a língua estava morta
Sei lá! Parei de olhar,
tenho uma corda acesa, prestes a queimar
Não és capaz de me levar a sério.
Vou saltar em teu lugar.

Sei que nada mais pode me ajudar

Atrasa o passo
Leva o lenço à boca
Fica na mira do choque frontal
Não é doença, é um animal
Um ruído feito no acto de fingir
seres mau, mesmo a dormir

Fado do Estudante

Também conhecido pelo nome "fado do Vasquinho"

O "Fado do estudante" foi interpretado pela primeira vez por Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" de Cottinelli Telmo.

Realizado em 1933, foi o primeiro filme sonoro feito em Portugal.


Fado do Estudante

Que negra sina ver-me assim
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Sem me ralar vivia eu
A vadiar e tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu
Deixa-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja

Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A malandrar com outros tais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia

Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana

O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Dá gosto à gente ouvi-lo até
Na radio - telefonia

Quando é cantado e a rigor
Bem afinado e com fulgor
É belo o Fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, toda a emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de ser Doutor e ser Fadista

Ouvi Dizer

Ouvi Dizer - Ornatos Violeta

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

Song To The Siren

Song To The Siren - This Mortal Coil

On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.

And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."

Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?

Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
For you sang, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?

Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."

Bonequinha de Borracha

Bonequinha de borracha - Irmãos Catita

Chama-se Maria Antónia
E é fabricada em cauchu
E veio da floresta amazónica
Onde anda tudo nu

Bonequinha de borracha
Vives dentro duma caixa
Dá amor e ilusão
Ao meu pobre coração

Nunca desprezas nem ris
Dos meus atributos viris
Sorris com delicadeza
Quando te visto de princesa

Não és BIOdegradável
Mas és bastante agradável
Com os olhos sempre abertos
Muito grandes, muito espertos

És bem melhor do que aquela
Que são cursarias do amor
Que prendem homens em trelas
Conheço muitas sim senhor

“foi num centro comercial...
de repente surgiu no meio do nada... uma fada”

Custou-me nove mil escudos
todas as minhas poupanças
mas tem cantinhos felpudos
e as mais bonitas tranças

Tu cumpres os teus deveres
com muita educação
quem paga desses prazeres
eu dedico-te esta canção

Bonequinha