Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Contado, há 4 ou 5 que acreditam!

7 anos e eu ainda ando a levar com isto! Nao há pachorra, nao há cu que aguente.
E como a peca tem andado a pedi-las, o que seguiu foi mais ou menos isto:

"Boa tarde (que eu sou uma cabra educadinha - isto nao foi na messagem, sou eu a dizer-vos) agradeco que contactes os teus gestores de conta, credores, agiotas e afins e informes que eu nada tenho a ver com os teus esquemas, calotes e dividas. Ao próximo que me ligar nao só dou o teu no. de telefone e enderecos de email, como adiciono as moradas e números de telefone da tua namorada, pai e irmao a titulo de extra! EU NAO TENHO DE LEVAR COM ISTO!"

Estou a comecar a achar que fui meiguinha no email de ontem. Safa!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mais do mesmo

A malta até podia pensar que a pessoa em questão aos 59 anos já teria algum juízo. Mas não... já dizem os ditados que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita e que burro velho nao aprende línguas.

Apenas para situar a coisa, direi que a peça, depois de ter posto a filha de 10 anos a chorar no Skype,porque fala com ela como se ela fosse uma adulta e lhe atira á cara coisas que ela não tem culpa nenhuma nem maturidade para lidar com, fez uma birrinha e cortou-me 100 Euros na pensão. Porque diz que não tem acesso á filha. O que eu lhe disse foi que a partir daquela data só falava com ela quando eu estivesse presente. Acho que era o mínimo que poderia fazer para proteger a criança.

Excerto do mail que seguiu há pouco...

Muito agradecida pelos 200 Euros que me enviaste, exactamente £155.56!!!

Vamos fazer umas contas que tu, apesar da idade, ainda deves ser bom a fazer contas de cabeça.

Despesas mês:
£150 de afterschool club - que eu trabalho 8 por dia/5 dias por semana/22 por mês e preciso que alguém fique com a menina até eu chegar
£10 libras para  escuteiros - sim que a miúda, nao é por o pai ser uma besta que deixa de ter tempos livres
£40 libras para almoços - que a criança come, sabias?
£20 libras de mesada 

Só aqui, se tu pagasses metade, seriam 110 libras. 

Mas pasma-te, ela come todos os dias, dorme num quarto numa casa decente com tecto e aquecimento central, toma banho todos os dias, veste roupinha lavada todas as manhas antes de ir para a escola, lavada na máquina e passadinha a ferro. E ainda saí ao fim de semana, vai ao cinema, a festas de aniversário, jantar/almoçar fora, passear, acampar, á piscina... 

Quem paga isso? A mãe e o padrasto! Que o pai é bom é para a levá-la á Disney e enchê-la de presentes que não lhe matam a fome, lhe dão educação nem lhe ensinam valores como integridade.

Nunca nos passaria pela cabeca (minha ou da minha filha) pedir-te mais um tostão que fosse. Não poderíamos viver com a consciência pesada de que isso te possbilitaria menos um par de botas Timberland, os cremes fantásticos da Aramis ou os boxers da Hugo Boss. Por quem sois!!! Gasta-o todo nas putas, como sempre, pois a criança, graças a Deus, tem mãe, padastro, irmão, tios e avó maternos (que paterno nunca teve puto e o irmão não conta, que foi criado pela mãe!).

Para quem vive no mundo da fantasia, como tu, está tudo muito certo! Para quem acha que a filha é que lhe deve telefonar porque ele lhe deu um iPad, um telemóvel e um computador e trata uma criança de 10 anos como se fosse uma adulta, está tudo muito bem! 

Depois de tudo o que passei, das merdas que me livrei, vale-me a consciência de que ela é uma criança fantástica, feliz, saudável, bem integrada, com um óptimo ambiente familiar e rodeada de gente que a adora e a faz sentir amada e segura. Tem um pai que é uma besta? Tem sim senhor, mas não se pode ter tudo.  

Podes ter a certeza, que não é por causa das tuas birras que ela há-de ficar sem a guitarra (aliás já a tem!) sem o passeio da escola (que já está marcado e sinalizado) sem a farda dos escuteiros (que já comprei) ou sem a mesada!

E se não tens uma relação mais próxima com a tua filha, eu digo-te quem podes culpar: olha-te ao espelho e pode ser que chegues lá sozinho!

Passar bem!

Se podia ser pior? Podia, o gajo podia ter deixado de pagar um tostão. Mas bem vistas as coisas, talvez fosse uma benção. Era um preço baixo a pagar para nos vermos livres da peça! E dizem vocês "Ah e tal, o gajo é pai e tu estás a ser uma cabra!". Sim, sim... desafio qualquer um que conheça a peça (e não precisam de ser os meus amigos ou a minha família) a dizer que o gajo é bom pai (ou sequer boa pessoa) e a dar-me exemplos! 

Pai é quem cuida, quem cria, quem abraça e beija todas as noites. Quem brinca, quem conversa, quem se preocupa, quem vai ás reunioes de pais, quem dá banho, quem leva á escola, quem ralha, quem educa, quem ensina. Por cada uma dessas coisas que ele não pudesse fazer porque está longe, haveria outras tantas que seriam tao fáceis, mas tao fáceis de fazer que até chateia. Mas ter o mundo centrado no próprio umbigo não ajuda.

Se eu me arrependo dos erros do passado e amaldiçou o dia em que o conheci? Sim e não. Que mudar o que quer que fosse podia fazer com que eu não tivesse a minha filha. Males que vêm por bem. Ou não há male que sempre dure. Ou o diabo que o carregue.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Das paixoes



Dos meus ex namorados há pelo menos 3 que me odeiam visceralmente. O número pode aumentar para 4 ou até 5. Mas com certeza, sei de 3. Sao os tres que fizeram peixaradas á minha porta, me chamaram tudo e mais alguma coisa, me apagaram do hi5, do facebook, da vida. Que usaram de tudo para saber da minha vida. Um pelas amigas, outro mandando seguir-me e tendo meia Lisboa a controlar os meus passos (o que faz ter guito e conhecer muita gente). O terceiro, quase que nao diria que o ódio e visceral, mas lá perto. Nao me mandou seguir ou controlou os meus passos, mas durante uns tempos andou a rondar-me o blog como se nada fosse.

Os outros dois serao sempre uma incógnita. Esvaneceram no ar. Nao que a coisa tivesse acabado bem, longe disso. Mas finaram-se de uma maneira que nao sei dizer se me odeiam ou nao. 

Depois há aqueles em que o trauma nao foi assim tao grande, em que a educacao, a moral e os bons costumes (deles e meus) permitiu que as coisas permanecessem civilizadas até hoje. Desses, tenho o número de telefone, o email, o facebook, a morada de casa. E sei que se um dia, por qualquer motivo lhes ligue ou escreva, vao receber-me com um sorriso, responder-me prontamente e perguntar se está tudo bem, com vontade de saber a resposta.

Nao que sejam melhores pessoas que os primeiros (no fundo, até sao) mas nao houve estrago de maior. Nao houve choradeira e finais dramáticos. Nem deles, nem meu. Lembro-me de um deles no dia em que terminámos dizer-me enquanto me abracava “Tu nao precisas de um namorado, precisas de um amigo!”. E nesse dia amaldicoei-me por nao me ter apaixonado por ele. Mas estas coisas nao se escolhem. Quanto muito procuram-se. E sim, eu procurei algumas! Meti-me em algumas alhadas jeitosas. Mas fui-me safando. 

No fundo, continuo fiel a máxima de que mais vale arrependermo-nos do que fazemos do que daquilo que deixamos por fazer. Por isso fiz tudo. Desde 400km pelo Brasil profundo atrás de sacana que me trocou por tudo o que tinha saia. Outros 2 mil e tal kms/mes durante um ano e meio, quando todo o santo fim de semana ía para a parvónia porque tinha a certeza que ele era o homem da minha vida. 

Se me arrependo? Talvez sim, talvez nao. 

Nao fosse um deles e nunca teria ouvido Ornatos Violeta ou Emir Kusturica e Goran Bregovic. Outro e nao teria visto “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. E o Pascal Obispo (cujo nome é um anagrama para Pablo Picasso. Sabiam?!). 
 E toda a discografia pop dos anos 80. Sim ele tinha TUDO o que possam imaginar de música dos anos 80. E dancava que fazia raiva!

E The Prodigy. Ok, nao gosto, mas ao menos posso dizer que conheco. Nunca teria ouvido Miguel Torga a ser lido para mim. Nunca teria ido a Manchester (agora, talvez fosse mais fácil). Nunca teria ido ao Bairro Alto tantas vezes e até tao tarde. Talvez nunca tivesse recebido uma carta de amor. Daquelas que se escrevem quando se está perdidamente apaixonado, de coracao nas maos e se escreve carradas de vezes que vai ser para sempre. Talvez nao tivesse escrito tantas. Talvez nao tivesse escrito um diário, porque ele estava longe. Mas assim nao lho poderia ter dado e visto os olhos dele brilharem (gajos de letras… a gente escreve-lhes e eles derretem-se). Talvez nunca me tivessem feito uma serenata (ok, ele nao chegou a cantar, mas nao fez diferenca!).

Talvez nunca viesse a descobrir que a capital de Madagáscar é Antananarivo (geografia nunca foi o meu forte). Ou de que nao gosto de gin tónico. Mas adoro quizzes e adorei ganhar um no Montijo há uns anos atrás (a vitoria foi matraquilhada pelo dono do estabelecimento, mas isso agora nao interessa nada).

Ou que conduzir um Volvo x90 novinho em folha com o travao de mao puxado acima vai fazer alguém ficar muito mal disposto…. (epic failure!). 

Talvez nunca tivesse dancado tanto e tao bem. Talvez nunca tivesse rido tantas vezes, com tanto gosto ou chorado outras tantas.

Mas sempre aprendi alguma coisa, certo? Certo! Tal como aprendi que há coisas na vida que nao se forcam. Nao se fingem, nao se conseguem só porque se quer muito.

E aprendi a dar valor a quem tenho comigo. E a todos os momentos, por mais pequenos que sejam. E a fazer tudo de coracao. Sempre.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ainda não foste?

Vai, porra!
Como diz toda a gente que me estima e te conhece: "já vais tarde!".
Pega nessa tua anormal excentricidade, pouco apropriada ao teu tamanho,
nessa tua megalómana mania de achar que és mais do que todos,
nessa certeza de que és diferente, só porque usas o Rolex ou o Breitling no pulso direito;
nesse pouco convincente ar de menino bonzinho,
nesse teu dente de platina escondido,
nessa tua convicção de que vestir roupas de marca da cabeça aos pés fazem de ti uma pessoa de bem,
nessa tua ingénua certeza de que és eterno,
nessa tua necessidade de te rodeares de tudo o que é novo, brilhante e tem bom ar,
nesse teu arrogante ar de quem (acha que) sabe tudo,
nesse teu falso orgulho de seres minhoto,
nesse estado de engatatão de meninas que não te larga, nem aos 55 anos,
nessa tua ridícula teima em esconder a idade,
nessa insitência em que são os cremes de marca que te vão tirar as rugas e de que foi o head&shoulders e o linic que te fizeram perder a farta cabeleira,
nessa tua incapacidade de dizer correctamente "begala" ou "solidariedade"
... e vai!
Já agora, leva contigo todos os calotes, as merdas, as confusões, as vergonhas, as sacanices e as burlices em que tentaste meter-me (mais aquelas em que conseguiste). Aproveita e leva contigo o teu progenitor casca grossa, que só te sorriu enquanto lhe deixavas notas de 50€ no móvel da entrada ou lhe davas peixe à borla. Mais o irmão que te deu o golpe do baú (ou não) e o mais novo que sempre teve vergonha de todos (eu também teria...).
Aproveita e leva também os teus pertenços amigos, que de vez em quando ainda me telefonam, para tirar nabos da púcara. E a corja que te rodeia, espero profundamente que vá contigo! Desde ilegais a corruptos, nada te falta. Leva-os a todos e trata-os bem, para que não voltem.
Leva ainda aquelas tipas com ar duvidoso que acham que escrever-me emails, a contar histórias escabrosas tuas me causam algum dano. Há muito que nada, vindo de ti ou de quem seja, me espanta. Leva-as e faz por tratá-las bem, para que não voltem.
Igualmente, leva essa tendência estranha de te fazeres acompanhar por meninos de 20 e poucos anos a quem intitulas de "assistentes".
Quando fores, paga diligentemente, o excesso de bagagem (que há-de ser muito). Leva-os a todos. Os chupistas bajuladores, as meninas ocas e estridentemente risonhas, os lambe botas e os palmadinhas nas costas.
E pára de me perguntar, de cada vez que me telefonas, se eu estou bem! Essa tua preocupação paternalista insulta gravemente a minha inteligência. Estou bem. Aliás, estou fantástica. E estou-o desde o dia em que entendi que conseguiria o que sempre quis, sem que para isso precisasse de ti para nada. O emprego, as contas pagas, a casa só minha, os amigos que eu escolhi, a promoção e o dinheiro para trocos.
Ah... e de exclamares com o ar mais convincente do mundo, de que não sabes porque é que eu te deixei.
Não sei o que te aflige mais: o facto de eu, por si só, ter conseguido dar a volta por cima depois do buraco de onde saí, ou de o ter feito sem precisar de ti. Óh ego exarcebado que tu tens!
A única coisa que me aflige é a minha memória. Sempre tão viva e atenta, reteve todos os pormenores que me esforço por esquecer.
Mas, sobrevivi-te. E esta é uma palavra de que gosto muito de me lembrar que existe.
Por estas e por outras, espero ansiosamente pela notícia de que foste, sem data para regressar.
Texto escrito com "alguma" raiva, depois de receber mais uma "prenda".