Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Bad girl came to London



As saudades que eu tinha de relatar um jantarito no blog… aqui vai!

No passado domingo fomos conhecer uma blogueira e levámos um brinde. O par dela era um blogueiro conhecido também. Bom, pelo menos meu conhecido.

Foi impagável ver a cara dos 3 quando entram pelo Jamie Olivier adentro e eu me apresento á R. e quando me viro para o A. lhe digo de caras… “Eu conheco-o!”. O meu gajo manda-me uns olhos de “Ai… queres ver?! Um ex aqui ao vivo e a cores era só o que faltava…” A R. olha-me curiosa e eu debito a informacao toda do senhor… nome e sobrenome, e o blog xpto (nao me lembrava do nome, mas isso sao detalhes!). Se havia gelo para quebrar, considerem-me um autentico picador!
Nao sei se toda a gente é como eu, mas quando conheco alguem, tenho sempre expectativas. Principalmente se as andei a ler durante tempos e tempos. E a primeira coisa que nos vem a cabeca é "Ora deixa lá ver se ela é mesmo como escreve..." 
E o que diz lá no blog é qualquer coisa como "sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou má!" A fasquia estava alta! Mas nada como tres dedos de conversa para comprovar que a R. é isso tudo (e mais alguma coisa!).

Passámos o jantar em amena cavaqueira (o meu gajo diria que foi mais uma diarreia verbal da minha parte, em que eles os 3 só davam uma perninha quando eu dava abébias… poucas!).

Falámos da vida cá. Da vida lá. Do trabalho, da família, dos caes, dos filhos (e mais um olhar de “tu es uma autentica stalker!) por eu saber que o A. tinha vários filhos. 
Ora… stalker era saber que eram 4, as idades e os nomes! Pronto… lembrava-me do Antonio e das fotos quando foram esquiar nao sei para onde, mas nao disse nada para nao os assustar! Sim, que a R. percebeu a minha angústia  na dificuldade em fazer amizades… e quase que já os estava a ver a sair disparados do restaurante, com uma desculpa esfarrapada e a comentar um para o outro “esta gaja é maluca e nao se cala!!!”
Nao saíram disparados, mas acho que nao me livrei de fazerem o comentário enquanto nos sorriam e acenavam já seguros dentro do comboio.
A minha memória voltou a brilhar quando a propósito de qualquer coisa se falou na cerveja Stella. O meu gajo diz que nao presta, eu concordo e diz ele "Quando é que tu provaste Stella?".
Ora entao... quando fomos acampar o ano passado e eu fui comprar Corona a 3 libras cada garrafa e o vizinho da tenda ao lado (aquele que ressoanava tanto que levou um grito a meio da noite "Man you snore loud as fuck! You shouldn't go camping when you snore like that!!!) teve pena de nós e nos ofereceu 3 latas de Stella!

Adoro o ar com que ele fica a olhar para mim como se eu fosse um ser estranho, como quem diz "Mas como é tu te lembras DISSO?!?" Ai amor... se fosse só disso que eu me lembro! Esta cabecinha linda é uma caixa de Pandora...
E claro… falámos dos blogs. Do da R. (o mais famoso, diga-se de passagem)  do do A. fechado há que tempos, do meu e da falta de assunto que é viver num país onde as coisas funcionam e nao há chatices no trabalho. Gostei especialmente da dica da R. “Oh pá… chatices no trabalho podes sempre arranjar!”. Prontos, esta é cá das minhas, nao há assunto, faz-se por arranjar!

E da tentiva altamente falhada do meu gajo em ter um blog, em que eu confessei que só lia porque gosto muito, muito, muito dele. Mas há que reconhecer-lhe o talento, nao é qualquer um que consegue relatar um incendio num navio como a coisa mais entediante do mundo! 

E das amizades… e de como novamente a R. captou o meu espiríto (há quem lhe chame desespero!)… "Estou mesmo a ver… convidas alguem para jantar lá em casa e sais-te com 'agora tens de ser minha amiga. Só te largo as maos para comeres mas tens de dizer que vais ser minha amiga, ok?!'" Gargalhada geral… mas que nao foi muito longe da realidade, nao foi!

Nao vou dizer aqui que a R. se cuspiu toda quando fez um comentário super divertido sobre já nao me lembro o que. Parecia mal dizer essas coisas. Ou como o meu gajo me chamou porca e me repreendeu á frente deles por eu estar a falar de boca cheia. Olha... pelo menos tinha a mao á frente da boca e nao me cuspi toda como ela, ok?!

E no fim portei-me muito, mesmo muito bem e deixei o meu gajo falar um bocadinho. E fiquei com vontade de repetir num futuro próximo numa qualquer cidade europeia. Que nós somos gente muito viajada e nao paramos quietos (e sim, temos falta de amigos, pronto, admito!)

Já passava da 1h da manha quando lhes larguei as maos e os deixei ir… Nao, nao foi nada disso (mas esteve lá perto).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Velha infância


Aos poucos dou-me conta que a minha escrita está toda esmangaritada. E o reles do corrector deste androide não ajuda, ao mudar palavras como 'fala' para 'galaxy'... e como escrevo na bisga, nem olho e o resultado não é bonito. Pareço um paquistanês a escrever russo. Enfim (que esta treta corrigiu para 'enfio'. Mas enfio o quê, caraças? - não, não fez sugestões para corrigir o 'caraças'!).

Estamos em Junho e ainda não se dá pelo calor. Pelo menos por aqui.

Mas não me importo. Só na semana passada reencontrei uma amiga de infância, outra de liceu e mais uma que não vejo há 15 anos. As maravilhas do Facebook.

E as trocas de email com a minha velha infância são de-li-cio-sas! A minha filhota tem o mesmo nome que ela. Um dos meninos dela tem o nome do meu pai. Fomos colegas de berço, as nossas mães andaram grávidas juntas e apenas temos um dia de diferença (eu sou a mais velha).

E sabe bem... e a vida corre. Feliz e quente.