Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

Mostrar mensagens com a etiqueta Treasure Island. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Treasure Island. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Go back to facilities, it will be fun

Tanto fun, mas tanto... que nao se aguenta!!
Depois de sair de casa antes da 7h da matina, conduzir durante quase 2h e meia, chega-se ao local de trabalho sem o carregador do laptop. Put@ que pariu...
Toca de encontrar um sitio para ir a corridinha comprar um, ao que o meu gajo deu uma maozinha, mesmo 'a distancia.
Mas o dia nao estava mesmo do meu lado. Na primeira loja, o tipo enfiou carregador atras de carregador, mas aqui o menino, que deve ser fino, nem sinal de vida deu.
E vamos a procura de outra. Mais uns minutos a seguir o Google maps e a fazer figas para a bateria do telemovel nao se acabar. Sim, que eu tenho um sentido de orientacao que e' uma coisa esperta.
Bingo! Estes tem um que da' e o menino ate' ja' acende as luzinhas. Ai obrigadinha e vou-me embora 'as pressas, tantas pressas que nem fecho a mala do portatil e la' aterra o bicho no chao.
Eu nao digo? Isto hoje definitavemente nao e' o meu dia.
E volto para o escritorio.
Onde o ar condionado que vieram arranjar no sabado porque nao fazia frio, agora faz frio demais.
Onde nao ha' agua quente nas casas de banho nem nas cozinhas (se eu apanho o filho da put@ que desligou os termoacumuladores...)
Onde a janela que estava partida continua partida, porque os senhores que vieram arranjar fizeram o favor de partir o vidro novo.
Onde um urinol esta' entupido e a pingar para o chao (como e' que se entope um urinol?! Isto e' uma pergunta retorica, nao se incomodem a responder!).
Onde o meu laptop tem o ecran todo desencaixadinho e foi preciso estar a fazer cliques de cima a baixo a ver se compunha a coisa.

Volto la' amanha ver se a coisa corre melhor.
Depois conto como foi... ou nao.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Take a deep breath

Between the new job, the gym, the coaching, the explorers-scouts-gymnastics taking and picking up, 1 teenager and 3/4 of another one,  1 demanding partner, 1 ever-so-helpful mom, 3 cats, 15 months to plan a wedding with the challenge of bringing down the guest list (150 is not my favourite number - never was, never will be).
... add the will to revive my cv/consulting business and also my crafts (why just one?! keep it interesting!!!). It's manic... I know.

But if I take a deep breath, put the volume up on the radio and close my eyes, I can still fell the warm and gentle breeze as if I'm still in Miami.

And that just brings me calm and inner peace, which is not something one can say it's abundant around here.

My life is manic. But it's also a party. So, a manic party really. And I wouldn't want it any other way.
I'll have that lie in when I die.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Efeito


Tenho falhas. Tantas que me faltam os dedos. Coisas tortas, escuridão, momentos infelizes e palavras não menos tristes.
Mas sou eu. Se tento ser melhor? A cada instante, a cada batida que este coração ferrugento dá. Mas ás vezes, cada vez menos vezes, mas ainda assim mais vezes do que eu e todos gostariam, há um monstro que se apodera de tudo e, tal boi desenfreado, leva tudo à frente.
Porquê?! Pergunto-me eu e tanta gente à minha volta. Há quem diga que é feitio. Há quem diga que é defeito. Eu digo que é efeito. De vidas passadas, de tombos mal dados, de mágoas muito doridas e decepções sem fundo. É defesa sem que ninguém me ataque. É ataque do qual todos ficam indefesos.
É feio, é ruim, é triste e destrói. Mas sou eu. Se tento ser melhor? A cada segundo.
Se há esperança? Uns dias acho que sim, noutros, os mais negros, nem tanto.
E eu tenho tanta sorte. Raio da gaja nasceu com o ‘sim senhor’ virado para lua, sempre pensei. E por A mais B a vida tem me mostrado que assim é. Tirando as 3 ou 4 doenças crónicas, a cabeleira não-farta e a estrutura fraquinha, tenho uma sorte do catano.
Por isso há esperança. Por isso insisto, no ginásio, na yoga, no coaching, no que fôr. E um dia eu mato este efeito todo e viro o jogo. E ganhamos todos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Das coisas que me fazem feliz


Sorrisos. Mãos dadas e manhãs de sabado.
Queijo fresco.  Chá preto com leite evaporado. Sumo de tomate. Salame de chocolate.
Lembrar-me que o meu irmão, quando era míudo, comia açucar ás colheradas, directo do açucareiro. E de que experimentei uma vez, já que parecia tão bom… naaaaaaa.
Ver a míuda a enrolar fiambre em sticks de queijo. E a lembrar-me de como ela entrava a correr pela merceearia da rua da minha mãe, e ía pedir ao Zé que lhe cortasse uma fatia de fiambre e lha desse enrolada em forma de charuto.
Cheiro de cabelos lavados, ainda húmidos. Mãos bonitas. Conversa, muita conversa. Sobre tudo e sobre nada. Sobre coisas triviais e sobre o que de mais importa. Com pessoas com dois dedos de testa e que sabem do que falam. Como o meu Tio José Thomas ou o meu primo Zé.
Saudades das lições do meu pai. Cada conversa tinha sempre uma lição. Do seu livrinho com todas as ruas de Lisboa e que explicava onde começava e acabava cada uma. E de como com uma paciência infinita me explicava como chegar a um sítio onde eu nunca tinha ido e ele não me podia levar. Maldito Google Maps. Sabes lá o gozo que era procurar placas com nomes de ruas ou passar pela vergonha de em plena Rua Áurea entrar numa loja e perguntar onde fica a rua do Ouro.”Mas na placa diz Rua Áurea..." Oh menina,  é aqui… o nome veio por causa da ouriversarias!!  Tão verdinha que ela era!
Música. E de cantar com alma as músicas de que gosto. E de ficar pasmada por me lembrar de letras com mais de 20 ou 30 anos e nem me conseguir lembrar de que preciso ir comprar mais leite antes de ir para casa.
Amigos. Aquelas pessoas fantásticas que te fazem sentir especial. Não que sejas mais que nínguem. Mas que te monstram amíude que significas muito e não podia ser outra pessoa que não tu.
Nestum. Ralinho e com leite morno. Pão. Mas do bom! Com côdea e que saiba a pão. Que desgosto viver num país em que não há pão de jeito. Ou que benção, porque se houvesse, eu já vestia o quarenta… e quarto!
Abraços. De urso. De família. Longos, com os braços todos e que te apertam os ossos até estalar. Fazer positivos de negativos. Fazer planos. E mais planos. E desenhos e esboços e listas. Ai, o que eu gosto de uma lista. Seja do que for.
Cheiros. Novos e antigos. E de identificar pessoas e coisas com eles. E de ter pena de não os poder guardar a todos em frascos para quando batem as saudades.
Viajar. Nem que seja até à esquina. Tudo pode ser uma aventura. Em todo o lado se podem fazer grandes descobertas. Nem que seja uma moeda de 5p que te faz sentir que ganhaste o dia. Ou as grandes que te fazem cócegas nas mãos quando ainda faltam semanas para chegarem.
A vida. A minha e a dos que me rodeiam. Dos meus. Os que me fazem rir e chorar. Os que me fazem sentir que cada dia é um presente que deve, tem de agradecido.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Whatever flows

Back again. For how long? Who knows... a day, a month, for the rest of my life. Whatever flows.
I like this little corner. A lot. Loads of memories, loads of tears, loads of laughter. And most of it, I miss it.
The words put together, the old writings, the people that used to read me.
The pure pleasure of writing and put it out there, for whoever wants to read it. I want that again. So, for as long as I fell like it, I am back. Again.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Oh simply thing where have you gone

A minha Kika comecou a viajar com um ano e um mes. Viagens de 7 horas, todos os 2, 3 meses. Fazia-as com a habilidade de um passageiro frequente. Dormia 5 horas e quando acordava toda fresca, baixava a mesa a sua frente e perguntava “O que vamos faxer?”

As viagens duraram ate Abril de 2005 ponto em que desenvolveu uma reacao estranhissima de nome estrambolico comecado por psico something, que traduzido nao era mais que falta de raizes. E eu tratei de lhe as dar, ou pelo menos tentei.

Depois de 3 anos de vida de cigana, acampamos em casa de avo, e raizes nao faltaram, pelo menos nos 4 anos seguintes. Porque a vida nos surpreende quando menos esperamos, aos 8 fiz dela emigrante. Nao foi uma decisao tomada de animo leve, tipo ‘bora la a mais uma experiencia com a catraia. Envolveu muita conversa, alguma a laia de discussao, muita noite mal dormida, muito “e se?”. Resolvidos (ou calados) os “ses” fizeram-se malas, jantares e pic-nics de despedida. Alargaram-se distancias que ainda hoje doem, mas o balanco e’ mais que positivo.

Pelo meio houve de tudo um bocadinho. Do bom e do mau. Desde o aprender a nadar aos 5 anos ao gabinete da pedopsiquiatra mais ao menos pela mesma altura. A mesma que me disse “O que a Raquel precisa e’ da mae, o seu porto seguro”.

com a emigracao vieram coisas novas. Familia nova, amigos novos, habitos novos e ate comidas novas. Diz la agora que nao gostas de pizza miuda! E uma lingua nova, que ela aprendeu tao depressa que hoje e’ ela quem nos ensina palavras como mellifluous (??) (Adjective; flowing like honey, sweet and smooth; generally used of a person's voice, tone or writing style).

De personalidade com tantos vincos como um lencol acabado de sair da maquina de lavar, a cara chapada do pai (mas linda, linda!!) um feitio tao torcido que so pode sair a mae e uma mood tipo interruptor, ora para cima, ora para baixo, a Kika mais parece uma mini me com resquicios de bipolaridade.

Sera dela, sera de mim? Das hormonas? Dos genes ou talvez ate do ar? O que interessa? Contraria-se o que se acha que se deve contrariar, principalmente as faltas de respeito e os amuos caprichosos. Castiga-se, conversa-se, faz-se o melhor que se sabe. O resto? Conta-se ate 10, 20 as vezes 30 ou ate mais. E isso ou uma batalha campal todos os dias.

Nos dias bons, penso nela pequenita, de cachos encaracolados, cheia de vida a dizer coisas como “estou preciosa para ir para a piscina” ou a chamar putas as bruxas, que os erres eram coisa que nao lhe assitia. Nos dias maus, lembro-me da Americana em Key West que me disse “a minha filha foi uma verdadeira cabra para mim dos 13 aos 21anos, mas depois passou-lhe”. E fico a espera que lhe passe.

Do alto dos seus 11 anos, oito meses e 4 dias, quase tao altos como eu,  dizia-me ela no outro dia que ainda cedo para ter namorado. A nao ser que seja  giro. Mas que eu nao me preocupe porque nao ha la nenhum giro.

Que a boniteza falhe aos moços por mais uns aninhos e esta tudo bem, certo?


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Fez-se luz

Vamos lá ver se eu ainda sei como se faz... Da password ainda me lembrava, pelo que nao estou mal de todo.
Plano: lavar a cara a isto, tirar as teias de arranha dos cantos e vir cá regularmente (seja lá isso o que for...).
Deve de haver para aí umas lâmpadas fundidas e portas a fechar mal, mas com boa vontade tudo se arranja.
Se a coisa se compoe ou nao?... Sem promessas, que eu sou menina de cumprir o que prometo. mas obstinacao é coisa que nao me falta, de modos que vamos a isto!
Para já, isto nem sequer é um post decente e eu já estou a gostar de estar de volta...
Ah... Bom Ano Novo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Na mesma linha do anterior



Há muita gente por aí (diria “boa” gente but believe it’s not the case!) com tão, mas tão pouco que fazer e se acha a último/a defensor/a da moral e dos bons customes que sinceramente, não há cú que aguente.


Sim, eu escrevi “cú” e depois? Lê quem quer, certo? E quem não gosta, come menos, ok?

Mas porque será que há gentinha que acha que tem o direito de entrar na “casa” dos outros (e por “casa” aqui entenda-se facebook, blog, twitter, whatever) e desatar a pregar a moral e educação como se aquilo fosse alguma coisa que LHES dissesse respeito?

Vamos a uma analogia parva, que se há coisas que eu sou boa na vida é em analogias parvas.

Sicrana vai a minha casa tomar café e repara no monte de roupa que eu tenho para lavar. Mais outro monte para passar. E mais a pilha de loiça para lavar. E sai-se com um “Já davas um jeito nesta casa!


  1. Sicrana já não bebe café, porque sai porta fora, agastada com a resposta que leva – qualquer coisa como “Oh filha, já te metias na puta da tua vida!
  2. Sicrana não existe porque amigos meus, esteja a minha casa messy ou não, têm a educação de não o comentar. Os outros que possivelmente comentariam alguma coisa, não são convidados para tomar café na minha casa. Óbvio, não?
  3. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Ou não!

E isto e uma analogia para quê? Para o facto de certas pessoas acharem que eu partilho muito no facebook e nem sempre o mais correcto, a seu ver.  É uma opinião como outra qualquer. Mas tal como para Sicrana, porta da rua será sempre serventia da casa.

Se eu digo palavrões no facebook? Eh pá… eu digo palavrões na vida real, portanto porque não dizê-los no facebook? A malta ofende-se? Temos pena! Ou melhor, não temos peninha absolutamente nenhuma. 

Se a minha avó fosse viva e tivesse facebook, aí sim, talvez, eu tivesse outro cuidado. Não é e nunca teve facebook, pelo que não tenho de me preocupar. A minha filha tem? Tem sim senhora, mas só lá vai comigo sentada ao lado, portanto, assunto arrumado. 

Se eu falo do dia do orgasmo, das marionetas das pilas que fui ver no passado sábado e partilho fotos de coisas que acho piada, seja isso o Papa a dizer “merda”, um bando de bombeiros descascados ou a rainha a fazer o pino, porque raio é que alguém vem dizer que acha mal e pior, acha que eu dou alguma importância a essa opinião?

Mudar isso seria mudar a essência do que eu sou. Seria o mesmo que deixar Sicrana reclamar da desarrumação na minha casa e ainda lhe servir café. Flora que é Flora serve o café á Sicrana… nas trombas.

E como eu sempre disse, se eu não mudei até agora, porquê esperar pelo milagre, senhores? Ide á vidinha ou tentai arranjar uma, sim?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Das privacidades de cada um



A propósito daquela cena que anda a circular no FB em que todos proclamam estar na posse das suas faculdades mentais (!?)  apanhei esta pérola.

(…)  estes senhores do facebook pensam que são donos das nossas vidas, já mais do que uma vez verifiquei que andam na minha página a ditar ordens e a vasculhar a minha vida privada, por isso ultimamente não tenho escrito nem postado nada. Deviam ser punidos pois a Página é nossa, o perfil é privado e só a mim e a quem eu autorizar a pode visualizar. (…)

Eu conheço a pessoa em questao, mas nem vamos por aí (sim, que eu conheço cada aventesma que dá vontade de fugir!). A personagem deu pelos senhores do FB a vasculhar a sua privada… muito material para psicanálise. Gosta de saber como é que deu por isso... será que eles deixam rasto?! Qualquer dia estamos a dizer que o FB é do povo e que o povo é que deve ditar as regras.

Mas será assim tão difícil perceber que NADA é privado a partir do momento em que se publica na internet?! Venham-me cá com teorias de que o meu perfil é privado e ninguém o pode ver e fia-te na Virgem e coiso e tal.

Não  que o FB seja tipo PIDE e esteja em cima de tudo o que é publicado, de fio a pavio mas, tendo de haver um controlo - que temos de reconhecer como necessário, seja para tudo o que infrinja a lei e não só - as coisas são vasculhadas, vistas e revistas, sim! Quem não tem consciência de que é assim, é, no mínimo, ingénuo.

Acharem que o FB é como o diário que guardam fechado na gaveta da mesa de cabeceira ou o álbum de fotografias escabrosas com a prima Cidália que está debaixo da cama e ninguém, mas ninguém mesmo vê, é absolutamente ridículo. 

E se assim fosse, qual era o objectivo de publicar estas coisas?

Quem não quer ser visto não se mostra. Ponto. Conheço várias pessoas sem FB todas elas com as suas validíssimas razões para não terem e que pura e simplesmente vivem bem assim. Quem quer tem, quem não quer não tem e nem deve doer assim tanto a quem não o tem, senão… tinham, certo?!

E será que é porque pespegam com um “eu estou muito bem do miolo e sei o que digo a 1 de Fevereiro de 2013” que o Mark e a equipa dele (e outras almas que também lá calham para "cuscuvilhar") nunca mais lhe entram no perfil, não vasculham as fotos do Verão na Lagoa de Albufeira e os picnics na mata do Monsato mais os valiosos pensamentos roubados em outros tantos perfis?! Oh alminhas sem juízo…

Isto parece-me tão óbvio que chateia. Ah e os falsos moralismos de “deviam ser punidos” (sem sequer perceberem o que estão a dizer) irritam-me até á medula.

O mundo seria um lugar tão melhor sem gente estúpida. Mas muito menos divertido, confesso.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sao rifas, senhores!



Não há fome que não dê fartura!

Andava eu há 3 anos a queixar-me da má sorte. Sempre que chega a altura do Natal, a malta aqui fica doida com rifas por tudo quanto é lado. Eu sempre comprei, já que a grande maioria delas são para caridade, mas nunca me tinha saído nem um clip para amostra.

Este ano, em total reviravolta, eis a lista. Sim, é preciso uma lista.

Feira de Natal dos Escuteiros
> Mala de arte (com pincéis, tintas, canetas…)
> Aquecedor de molhos (que também dá para derreter manteiga)
> Suporte para especiarias

Festa de Natal da Zumba
> Voucher iTunes £25.00
> Verniz
> Pulseira (que tendo sido feita e doada por mim, ofereci á senhora que estava a distribuir os prémios)

Festa de anos de uma amiga
> 20 latas de Carlsberg

No escritório
Carteira em pele para o gajo

Estou mesmo a ver que o melhor este Natal é estar quietinha que isto já foi muita fruta

Por cima de uma louca

Por todo o lado há gente que acha que a vida lhes deve.

Que passam por nós com cara de quem tem a plena convicção que veio ao mundo a saber tudo o que havia para saber. Que os parvos são os outros, que a vida foi inventada para os servir e o centro do mundo está plantado no seu umbigo.

São aqueles a quem eu normalmente acho uma certa piadola quando karma finally hits them. Uns mais tarde, outros mais pela fresquinha, todos sem excepção irão terminar com os cornos espetados numa qualquer parede e aí talvez aprenderao. Uns certamente, outros nem que a vaca tussa ou a porca torça o rabo. Há gente que nunca aprende, por muito estrago que faça. Mas ao menos, a vida dá-lhes umas dores de cabeça enquanto tentam desencaixar os cornos da dita parede.

Isto a propósito de? Da vizinha, claramente. E de como a vida em comunidade se torna uma coisa muito difícil quando nos calha uma tipa destas por baixo (salvo seja!).

Não estou a referir-me á minha vizinha, coitada, que se não é santa, para lá caminha, já que nunca a oiço, raramente a vejo e nunca me incomodou.

Refiro-me sim  á sra. dona vizinha da minha mãe. De seu nome Margarida Ines (o que por si só, já explica muita coisa) que sofre de graves distúrbios, os quais por não terem sido ainda diagnosticados causam transtorno a muita gente. A começar na dita e a terminar na senhora minha mãe, que não lhe fez mal nenhum, mas tem o verdadeiro azar de morar por cima da personagem.

A D. Margarida Ines é uma alma perturbada e devemos todos, sem excepção, ter muita pena dela. Eu não consigo porque devo ser uma besta. Isso, ou tenho dois dedos de testa. Desde que esta nova inquilina se mudou para o prédio, toda a dinâmica da coisa mudou. Desde pontapés a portas, gritos histéricos e malta a ser indentificada pela polícia (o meu irmao até pode ter sido o primeiro, mas não será certamente o último…) tem havido de tudo um pouco.

Há uns meses atrás, eram 9h da noite e a minha progenitora lembrou-se de ir cortar um coelho e temperá-lo para o dia seguinte (manias!). Convém dizer que a minha mae até nem é muito abrutalhada, pelo que o cortar do coelho não devia ser muito audível. Qualquer coisa equiparável ao bater de uns bifes.

Vai daí, a sra. D. Margarida Ines acorda estremunhada do seu sono tranquilo, veste o robe e vem bater á porta da vizinha de cima muito alarmada. “Ai vizinha, acordei assustada, a senhora está a serrar a esta hora?!

E a minha mãe sem muita paciência e as mãos cheias de sangue (do coelho) lá lhe responde que não, estava só a partir um coelho. E olhe, com licença que eu tenho mais que fazer. E porta na tromba que é o que se faz a quem tem pouco que fazer.

Ficaria a história por aqui, não fosse a D. Margarida Ines uma criatura perturbada. Atentem na missiva anexa.


Quando li, não sabia se haveria de rir ou chorar. Se isto não é um atestado de doideira pura, não sei o que será. Gosto especialmente da referencia ao "civismo" numa carta que não se assina nem se mandam cumprimentos, nem beijos ou abraços. Fiquei sentida!

O facto de ela reconhecer que ouve todas as chamadas telefónicas da minha mae até ás 23h é um tanto ou quanto pertubador e precisa de uma análise cuidada. "Ouve" como?! O telefone toca e ela "ouve" a minha mãe a atender ou "ouve" literalmente a conversa toda?! Parecendo que não, são coisas diferentes!

Há gente com pouco que fazer, há gente louca, há gente que nasceu para incomodar os outros, há gente que devia estar internada e anda por aí á solta. E depois há gente como a D. Margarida Ines que é isso tudo e mais um bocadinho.

Leva-me a crer que a D. Margarida Ines tem o sono muito leve. A minha mae é uma senhora educada em colégios de freiras e para que ela levante a voz é preciso mesmo muito. A minha mae tem conversas aparvalhadas com os amigos e a família no Skype, mas não tem riso histérico de teenager nem grita que nem uma maluca. A minha mãe é uma senhora de 66 anos que bebeu muito chá em pequenina e prefere incomodar-se a incomodar os outros.

Posto isto, esta carta é um perfeito disparate e a D. Margarida Ines, além de muita coisa de que a poderia apelidar, é, no mínimo, parva. E devia morar isolada numa moradia, atrás do sol posto (Caneças, talvez?!) para ninguém a incomodar.

A coisa também poderia ter ficado por aqui. Mas não. E nem teria piadinha nenhuma se assim fosse.

Há umas semanas tive de ir a Lisboa e, como é normal, reunimos a família toda para uma jantarada num sábado á noite. Uma espécie de Natal antecipado, já que há 3 anos que não passo o Natal com os meus sobrinhos, irmão, cunhada e afins.

Éramos perto de uma dúzia, com crianças pequenas á mistura e, sim, todos juntos falamos alto com’ó catano. O cozido á portuguesa, o vinho e o bolo rei ajudaram á boa disposicao e rambóia. Mas era só gente a conversar e a rir alegremente. Nada de música aos berros ou malta aos pulos.

Ás 9h40 da noite tocam á porta, não no patamar, mas na rua. A minha mãe pergunta pelo intercomunicador “quem é?” e como resposta leva mais um toque bem longo. E mais um quem é e um terceiro toque simpático de pelo menos um minuto. O meu irmão levanta-se e diz “Querem ver que é vizinha de baixo?!” e larga-se escadas abaixo para ver se a apanha em flagrante. Eu sigo atrás que o gajo até é calminho mas quando se passa, PASSA-SE mesmo. Vamos nós no 1o andar e vem a  D. Margarida Ines, de roupao (diz-se que nunca saiu de casa com outra coisa…)  a subir e diz com ar de enfadado, como quem carrega muitos pesos “Escusam de correr, fui eu que toquei!

E eu,  passada com a gaja (sim, aqui vai-se-me a educacao toda para as cucuias) “Oiça lá, mas porque é que você não sobe as escadas e toca na porta da minha mae e fala com as pessoas normalmente? Isto tem algum jeito?!”

E ela, com um ar que toda a gente lhe deve e ninguém lhe paga (lá está!) “Eu quero-me deitar com a minha filha e não consigo dormir! Voces estao a fazer muito barulho!

Minha senhora, é sábado, ainda nem 10h sao, é uma festa de familia e nós nem estamos a fazer assim tanto barulho. Se está incomodada, deveria ter ido lá acima queixar-se. Isto não tem jeito nenhum!!!

A tipa continua a barafustar e a dizer que quer dormir e o meu irmão diz-lhe de dedo apontado ao nariz “Você não volta a tocar assim na porta da minha mae, está a ouvir?!

E a gaja, de olhos semi-cerrados, dedo também apontado ao meu irmão sai-se com um “Toooooooco! Toooooooco!” (a arrastar os ós como estivesse com prisão de ventre). E eu a pensar cá com os meus botões…. Ui, tanta neurose a precisar de receita médica!

Ai não toca não! Porque se voltar a tocar, eu mando-lhe com um balde de água fria! (tão querido o mano… água fria costuma sempre acalmar, pelo que no fundo isto deveria ser visto como caridade!)

Está-me a ameaçar?!!

A mim pareceu-me, mas fiquei calada, enquanto topava o verniz no dedo indicador que a tipa apontava ao meu irmão e pensava “xiiiiiii, que cor de verniz tão merdosa!

E barafustando fomos andado no patamar e ao chegar perto da porta dela, está um gajo em pijama (tipo aqueles da Throtleman, cheios de bonequinhos) mãos nos bolsos, impávido e sereno.

Comecei a achar que a cena ía dar molho, o meu irmão passado, um gajo ali á porta, talvez disposto a defender o sono da D. Margarida Ines…. Passo pelo gajo na bisga, o meu irmão também, numa estratégia de claramente o ignorar para evitar mais desacatos. 

A vizinha ainda a estrebuchar e o meu irmão a insistir com o balde… começo a subir as escadas e vem a minha cunhada juntar-se ao filme. Mais a minha prima e outros quantos. “Olhe, o seu mal é que isto é uma festa de família e você nao foi convidada!”  É sempre bonito referir as fracas capacidades de sociabilização de quem nos chateia! Digo eu.

A tipa continua a insistir que não consegue dormir e eu como uma vontade enorme de lhe dar umas quantas sugestões cristãs – valeriana, valium, uma queca bem dada quiçá?! (ok, esta menos é cristã, mas muito eficaz, a meu ver…) mas a controlar-me estoicamente! Em vez disso saiu-me um “Sabe que mais, chame a policia!

 Ai chamo, chamo!
-       
          E lá entra para casa, o gajo sempre mudo e tungas, porta nas trombas.

Voltamos todos para casa, um bocado parvos com a cena, mas a achar que a coisa tinha ficado por ali.

Qual quê, é o ficas. A tipa chamou mesmo a polícia e nem 20 minutos tinham passado quando abrimos a porta a 3 (sim, três!!!) polícias. A vizinha queixou-se do barulho e que foi ameaçada. E temos de identificar a pessoa que a ameaçou. Ah… oh mano, estes senhores querem falar contigo!

E como a malta lá em casa estava toda um bocado inflamada com a cena, sai-se a minha prima: Oh senhor agente, isso é que foi rápido. Eu na semana passada assaltaram-me a casa, levaram-me o ouro todo e o portátil do meu filho e os senhores levaram 3 horas para aparecer!!!

-          - Oh minha senhora, depois do assalto consumado, chegar 3 horas ou 10 horas depois vai dar no mesmo!

Eu que normalmente até tenho um poder de argumentação do camandro fiquei KO com a resposta do policia. Sim senhor, sem palavras...

E lá se mostra o cartão de cidadão e se dá a morada e a profissão e se explica a ameça que se fez. Um balde de água fria, senhor agente. Sim, confirma-se, foi isso que a senhora disse.

Eu, completamente incrédula com a história toda disparo sem pensar um “Vá lá, é maluca mas nao é mentirosa!” e atiro-me ao polícia a fazer perguntas sobre a lei do barulho e a insanidade das pessoas.

Para que saibam (que eu também nao sabia) a lei do barulho mudou e enquanto antigamente se podia alarvar até á meia noite num sábado, agora sempre que alguém se sinta incomodado o barulho tem de cessar! Está mais do que visto que a Sra. Dona Margarida Ines já nasceu incomodada pelo que qualquer alfinete que tenha o azar de cair na tijoleira lá de casa vai certamente importuná-la.

Não deixei de perguntar ao senhores agentes e então se a vizinha for tola? E falei da carta e do coelho, ao que um dos agentes desatou a rir. Há um histórico por detrás disto, correcto? Correcto, mas nós só estamos a responder a esta occorrência e não sabemos de mais nada. Tendo ainda se prontificado a explicar que, não sendo eu psicóloga ou psiquiatra, não podia dizer que a senhora era tola, pois até ele podia ser tolinho e eu não saberia dizer com certeza (que confiança que este polícia me inspirou, senhores!!!!).

Resumindo e concluindo, faz favor de fazerem menos barulho, que a vizinha quer dormir, correcto? Oh sim, senhor agente, que nós somos bem mandadinhos e educados. 

Mas se esta idiota de primeira apanha continuar com estes filmes eu juro que ajudo o meu irmão a encher o balde! Haja pachorra.