Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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segunda-feira, 14 de março de 2016

Das coisas que me fazem feliz


Sorrisos. Mãos dadas e manhãs de sabado.
Queijo fresco.  Chá preto com leite evaporado. Sumo de tomate. Salame de chocolate.
Lembrar-me que o meu irmão, quando era míudo, comia açucar ás colheradas, directo do açucareiro. E de que experimentei uma vez, já que parecia tão bom… naaaaaaa.
Ver a míuda a enrolar fiambre em sticks de queijo. E a lembrar-me de como ela entrava a correr pela merceearia da rua da minha mãe, e ía pedir ao Zé que lhe cortasse uma fatia de fiambre e lha desse enrolada em forma de charuto.
Cheiro de cabelos lavados, ainda húmidos. Mãos bonitas. Conversa, muita conversa. Sobre tudo e sobre nada. Sobre coisas triviais e sobre o que de mais importa. Com pessoas com dois dedos de testa e que sabem do que falam. Como o meu Tio José Thomas ou o meu primo Zé.
Saudades das lições do meu pai. Cada conversa tinha sempre uma lição. Do seu livrinho com todas as ruas de Lisboa e que explicava onde começava e acabava cada uma. E de como com uma paciência infinita me explicava como chegar a um sítio onde eu nunca tinha ido e ele não me podia levar. Maldito Google Maps. Sabes lá o gozo que era procurar placas com nomes de ruas ou passar pela vergonha de em plena Rua Áurea entrar numa loja e perguntar onde fica a rua do Ouro.”Mas na placa diz Rua Áurea..." Oh menina,  é aqui… o nome veio por causa da ouriversarias!!  Tão verdinha que ela era!
Música. E de cantar com alma as músicas de que gosto. E de ficar pasmada por me lembrar de letras com mais de 20 ou 30 anos e nem me conseguir lembrar de que preciso ir comprar mais leite antes de ir para casa.
Amigos. Aquelas pessoas fantásticas que te fazem sentir especial. Não que sejas mais que nínguem. Mas que te monstram amíude que significas muito e não podia ser outra pessoa que não tu.
Nestum. Ralinho e com leite morno. Pão. Mas do bom! Com côdea e que saiba a pão. Que desgosto viver num país em que não há pão de jeito. Ou que benção, porque se houvesse, eu já vestia o quarenta… e quarto!
Abraços. De urso. De família. Longos, com os braços todos e que te apertam os ossos até estalar. Fazer positivos de negativos. Fazer planos. E mais planos. E desenhos e esboços e listas. Ai, o que eu gosto de uma lista. Seja do que for.
Cheiros. Novos e antigos. E de identificar pessoas e coisas com eles. E de ter pena de não os poder guardar a todos em frascos para quando batem as saudades.
Viajar. Nem que seja até à esquina. Tudo pode ser uma aventura. Em todo o lado se podem fazer grandes descobertas. Nem que seja uma moeda de 5p que te faz sentir que ganhaste o dia. Ou as grandes que te fazem cócegas nas mãos quando ainda faltam semanas para chegarem.
A vida. A minha e a dos que me rodeiam. Dos meus. Os que me fazem rir e chorar. Os que me fazem sentir que cada dia é um presente que deve, tem de agradecido.

O coro das 5.30...


... que saudades.

Eu tinha uns 6 anos acabados de fazer. Ainda nem sabia ler. E a Cila um dia perguntou-me "Não queres ir para o coro?" E lá fui eu toda contente cantar com os outros meninos. Pareciam todos tão crescidos, tão compenetrados.
Até aprender a ler, ía inventando as letras e cantarolando toda contente.  Entretinha me a roer os cantos das folhas dos cânticos e a apreciar as grandes vozes do coro das 5.30.
Lembro-me de irmos à Sé cantar. E aquele baptizado no Páteo Alfacinha. Memórias muito queridas que ficaram para sempre. Pessoas muito especiais que não esqueço. Os Quintelas, os Montes, as Cristinas, a Susana Costa, a Sandra Novo, a Paula (que nao me lembro do sobrenome mas me adoptou desde que entrei no coro e me tratava como se eu fosse uma boneca de porcelana) o Carlos Pereira, o Fernando Oliveira e aquele magricela que tinha alcunha de guitarra ou coisa que o valha (esta memória já não é o que era) e fazia a entrada de um Hossana com uma música dos Nirvana - ou era Metallica (ai…)?!
A paciência infinita do Mário Quintela para nos aturar. A sua cara de desapontamento quando passavamos a homília na conversa e erámos prontamente chamados à atenção pelo Padre Zé. Os fins da missa em que ficávamos só mais 5 minutos para cantar mais uma música. As gaffes do microfone ligado. As idas para os bancos do fundo para onde só os mais crescidos podiam ir. E era quase um ritual de passagem quando finalmente podias ir. Durante anos achei que se discutiam coisas importantíssimas ali. Afinal não, era só uma forma de emancipacão como outra qualquer e de fugir aos olhares mais critícos
O Graças ao Senhor cantado até que a voz doesse e/ou até se ouvir na Memória. E as gerações mais novas que nos substituiram e que olhávamos de soslaio, quais Velhos do Restelo, “vocês sabem lá o que era o coro das 5.30 no nosso tempo!!
O que aprendi com o coro das 5.30? Amizade primeiro que tudo. Laços que o tempo não consegue cortar, recordações para uma vida. Que se não sabes ler uma palavra, lês 10 vezes até dizeres certo. Que ser afinada e ter voz não é a mesma coisa. Que antes de cantares não bebes água. Que se te esforçares e continuares a tentar, mesmo que falhes umas quantas vezes, um dia chegas lá. E que os nervos de cantar sozinha ou em dueto te preparam para muita coisa que vais fazer fora dali. Voz de baixo e voz de cima. Humildade e delicadeza. Não és nada sozinho/a, precisas do resto da malta para realmente ser um coro e não dizes a ninguém de caras “hoje estragaste isto tudo com a tua vozinha de cana rachada!”.
Que te podes divertir imenso a fazer coisas que nem sequer parecem divertidas. E que se nunca aprendeste a pôr os canticos por ordem, a Ana Quintela dá uma ajuda.
E que devia ter aprendido a ler música e a tocar qualquer coisa, nem que fossem ferrinhos.
O coro das 5.30 teve, tem e sempre terá um lugar especial nas meu coracao. Por todos os momentos e pessoas fantasticas que conheci. Muitas, muitas saudades! Para quando um reencontro da velha guarda?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vá lá... emigrem!



Há uns anos atrás ele gostava de me apresentar como "a minha madrasta" aos amigos. O facto de ser apenas 2 anos e meio mais novo que eu tornava a coisa meio estranha e ele achava um piadao a isso. 

Com os anos, o nascimento da irma e muitas histórias depois (umas boas, outras nem por isso) hoje tenho-o como bom rapazinho e nao deixa de ser o irmao da minha filha.

Ontem veio visitar-nos e trouxe a namorada. A L. é gira, simpática e toda despachada, adorou Reading e nem teve assim tanto frio (pelo menos até ás 6h da tarde!).

Almocámos lá em casa e depois fui mostrar-lhes o Centro da cidade. Como isto é zona cidade muito comercial ela deliciou-se com as compras, ele nao se importou e andámos todos felizes depois de chocolates quentes, cafés sem acucar (blargh!) e chá ingles.

No final da tarde parámos no ex-libris desta cidade que é o restaurante Batista's Grill. Mais umas bebidas, uns dedos de conversa e nem sei bem como o tema foi parar nos/nas ex e em quantos/as tinham sido. E pronto, o desgracado do rapaz, em minoria, lá caiu na berlinda. E dizia a L. “Ele a mim disse-me que eram quarto, confirma-se?!”.  Eu, a fazer contas de cabeca… “Entao, a da escolar… como que ela se chamava?! Pois essa! Depois… a oficial com quem ele casou…” 
Ainda eu ía a meio de me lembrar da seguinte e a L. diz “Ai… sabes que ele tem um recalcamento com essa!? Ele nao fala sobre o assunto é porque esta recalcado!!” Pobre do rapaz "Euuuuuuuu?!

E diz a boa da B. mais conhecida como a cozinheira mais famosa de todo o Thames Valey “Ai isso entao se está recalcado, nao conta!”. Tudo a rir (excepto a filhota, entretida no Samsung do mano).

Eu lá continuo com a minha contagem e ao fim nao bate certo (boca porca que nao sabe estar calada!) E diz ele espantando “Entao? Qual é que falta?!

Eu, que nao resisto a uma confusao bem armada (é muito mais forte que eu!) “Aquela, muito girinha de cabelo preto. Foi entre beltrana e sicrana! Ai… mas tu nao te lembras?! Ela estudava arte  e tu chegaste a aparecer lá em casa com os pais dela!” (cruzes rapariga, que mais valia estares muda!!!).

Ele, muito pensativo, a comecar a corar um bocadinho, com cara de quem está mesmo a fazer um esforco para se lembrar… lá diz, mais com ar de gozo do que embaraco… “Ai… eu já nao me lembrava dessa!” E lá a custo se lembrou do nome dela. 
E a B. prontamente diz “Se nao te lembras, tambem nao conta!”. Foi gargalhada geral, da porta do restaurante á cozinha, passando pelo balcao! A gente é da casa… ninguém se queixou! (que eu saiba!).

Lá descobrimos que a L. e a B. fazem anos no mesmo dia (amanha!!) e que com muita pena nossa nao vamos a Londres jantar com a L. e o mano da filhota… Temos os anos da B. e mesmo Londres sendo ali ao virar da esquina, a filhota tem aulas cedinho no dia a seguir.

Mas passámos um dia de galhofa, passeio e boa comida (ora… comigo a cozinhar, so podia, né?!).
E eles ficaram de voltar no boxing day para eu levar a L. ás compras. Melhor, melhor era emigrarem. Nao? Vá lá… a filhota ficava feliz e eu tinha companhia para a galhofa!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Homenagem ao Meu Maestro

No próximo dia 5 de Novembro, em Lisboa, vai haver um jantar de homenagem ao antigo maestro do coro da Igreja da Boa Hora, onde eu andei.

Com muuuuuuuita pena minha, nao vou lá estar. Mas a querida da Cristina P. pediu-me para escrever alguma coisa para ser lido no jantar.

E de modos que é isto. Tenho uma pena enorme de nao estar lá e dar-lhe uma granda beijoca na careca!




Corria o ano de 81... (há 30 anos, portanto!) Usavamos camisolas de gola alta e calcas de fazenda que picavam, com joelheiras. Nao foi um bom ano em termos de moda!



Eu teria os meus 6 anitos quando disse á minha mae que queria ir cantar com os meninos no coro da Missa das 5h30. Eu que ainda mal sabia ler, lá fui para o meio deles, logo adoptada pela Paula (nao me lembro do sobrenome). Os mais velhos tomavam conta dos mais novos. Havia uma hierarquia implicita cujo o topo era fila de trás. Levou uns anitos, mas cheguei lá.



Ao meu lado calhou o bom do António M. e a amizade ainda dura. Enquanto nao aprendi a ler entretia-me a comer os cantos do canticos e a falar desmensuradamente nas homílias do Padre Zé. Perdeu-se a conta as vezes que nos mandaram calar e nos separaram uns dos outros.



Os solos da Cristina Piedade punham toda a gente em sentido. Com a Susana C., a Cristina P., a Sandra N., a Ana Q., a Sofia R. (e mais uns quantos de que nao me lembro) pode dizer-se que era um coro de peso. O Nuno M. ao acordeao partia os coracoes de umas quantas meninas (nao vou dizer nomes!)



Vinha gente de proposito á Missa para nos ouvir! E no nosso palmo e meio de altura, cresciamos um bocadinho com o orgulho. E fomos á Se cantar no concurso de coros e fomos ao Páteo Alfacinha cantar no baptizado daquele menino vestido de veludo e que chegou numa carruagem (á filme mesmo).



Para nos meter na ordem, o pulso firme, a boa disposicao e as carradas de paciencia do Mário Q.. E eramos giros e afinados, com muito ensaio e sobretudo muita dedicacao do nosso mentor. Ainda me lembro como ele nos fazia repetir as mesmas coisas várias vezes ate que achava que estavam bem. E nos ensaios das leituras, fazia-nos dizer uma palavra complicada 10 vezes ate acertarmos.



Os desafinancos eram levados como simplicidade, com um motivador “nao foi assim tao mal” e os duetos da “ Paz vai correndo como um rio” foram tantos que ainda sei a letra (e o tom!) de cor. E nao e que as vezes dou por mim a cantar essas musicas?! E nao consigo deixar de sorrir com as lembrancas que isso me tras. Tempos bons, cheios de alegria.



Se aquele coro foi o que foi, muito se deveu á forca de vontade de quem o ensaiava. Nao só a Missa ficava mais fácil de levar daquele lado, comos os lacos e amizades aí contruidas eram coisas para durar uma vida inteira.



Tenho a certeza que nunca gostei tanto de fazer parte de um grupo como do Coro das 5h30. Foram anos que deixaram muitas saudades mas em contrapartida as recordacoes desses tempos nunca serao esquecidas.



A todos os fizeram parte daquele coro, um bem hajam!



Ao Mario Q., pela paciencia e dedicacao e pelas belas recordacoes que me proporcionou um beijo do tamanho do mundo com muitas saudades!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Os amigos. Ai, os amigos!

Às vezes (felizmente, só às vezes) apetece-me, tal como se faz aos filhos, metê-los debaixo da asa, mantê-los por perto, sob apertada vigilância, protegê-los do mal e fazer-lhes festinhas.
Mas não posso! Os meus amigos já são todos crescidinhos e sabem (dizem que sabem) cuidar de si próprios. E quem diz amigos diz, obviamente, amigas.
O pior, o que custa mesmo, é quando sabemos (porque já batemos com os cornos no mesmo sítio) que se vão esborrachar e desfazer-se em merda na próxima curva. É uma dor. Mas fazer o quê? A mim também me disseram para não ir por ali. E eu que fiz? Fui, ora pois!
Há uns anos atrás, quando a minha vida estava na merda e depois ficou um pouco pior, uma amiga dizia-me, enquanto eu chorava baba em ranho "O que eu queria mesmo era pôr-te numa redoma durante uns tempos, para não sofreres tanto!".

E é exactamente isso que agora me apetecia fazer! Pegar num marmanjo que já tem idade para ter juízo, a quem a vida tem pregado algumas rasteiras, mas que é um doce de pessoa e pô-lo na redoma. Mas o tipo é teimoso e eu não lhe posso levar a mal. E vai daí a única coisa que ainda posso fazer, é desejar-lhe sorte e torcer com todas as minhas forças que tudo lhe corra bem.

Boa viagem Magalhães:) E dá notícias, porra!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Está provado!

Os meus amigos só fazem filhos lindos!
A Sophia Helena nasceu no dia 4 de Dezembro, às 17:03, com 51 cm e 4 kgs
e é linda, linda que só visto.

À mãe, a nossa querida Dê e ao Pat, um gentleman,
os nossos parabéns pela coisa mais linda que já fizeram até hoje.

Eu estou toda babada, que já tenho mais uma sobrinha linda :)
Próxima viagem: Luxemburgo, para ir conhecer a sobrinha!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não me consumam!

Tenho dias em que sou intragável. Um traste de maldicência, um protento de sarcasmo e fel. Mas, na grande maioria dos casos - para não ser tendenciosa e dizer "nunca" - isso não me vira contra os de quem gosto.

Ou seja, a vidinha até me pode correr mal, posso estar atolada em merda até às orelhas, ter levado uma tampa que não esperava (seja ela em que campo for) e não ter um ombro decente onde chorar as minhas mágoas (à parte do da mummy, que não se gasta mas recente-se...). Tudo junto, é quase como meia dúzia de barras de dinamite prontas a explodir no mais inocente que se cruzar no meu caminho.


Mas quando escrevo "inocente", isso quer dizer precisamente o contrário. Se há coisa que sei que não sou é ingrata. Não cuspo no prato que comi. Mas também não sirvo a quem serviu. E sei que a inveja é uma coisa... (mummy, tapa os ouvidos!) fodida! Pois é!

Mas mesmo assim, não sei conviver com parvoíces, mesquinhices sem propósito e maldades gratuitas. Sei que os amigos, aqueles que conhecem os nossos lados mais negros, têm tendência de nos apontar as falhas no momento em que mais dói. Mas dar-lhes-á isso o direito de troçarem das nossas desgraças? Das nossas quedas?

Dará isso o direito a alguém de me apontar o dedo ao nariz, lembrar sadicamente um erro meu e ainda se rir de forma vil, bem alto para que todos ouçam? A informação é uma coisa tramada. Quanto mais sabemos de alguém, mais poder teremos sobre ele... Mas... mas... também é assim com os amigos?

Será que as confidências, feitas entre lágrimas e alma feita em cacos, em horas negras e tristes, podem um dia ser usadas como piada por aqueles que nos confortaram na hora da desgraça? Podem?!

Bom, se podem, não deviam. Pelo menos, é o que eu acho! E como eu sou torta como o caraças e a mostarda só me chega ao nariz uma vez (à segunda vez, já parti o caralho do frasco da mostarda no focinho de alguém)... pendurei alguns. Assim como se pendura um vestido num cabide, e se deixa lá ficar a arejar...

E agora aceitam-se apostas para saber quem é o primeiro a apostar! Ah... eu? Eu nunca aposto. Já me dizia há anos, muitos anos, uma sábia senhora de fino trato, olhos azul-mar e nariz empinado... "teimar sempre, apostar nunca!"

domingo, 2 de agosto de 2009

Não contes a ninguém!

Que a bebida tolda o pensamento? Que um "vou ter muitas saudades tuas" nem sempre é o que pensamos ou gostaríamos que fosse! E?! O melhor está certamente para vir... Nada me tira a certeza disso.
Que o melhor que a vida me reservou está para acontecer. Muito em breve. E que as cubas que ontem bebi, pagas pelo bom do Pedro (homem bom devia pagar imposto!) me encheram a alma. E o Tamariz é um bom sítio para por as ideias em ordem? Certamente que não. Mas é bom para o ego.
À Nika, aos Pedros, ao Joãozinho e ao Gonçalo, um "à nossa" por uma noite fantástica! E o meu obrigada especial ao meu Pedro, que mesmo sem estar a curtir muito, se deixou ficar, para não me estragar a noite. É um senhor.
Se estou bem? Estou! Mas não contes a ninguém...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Páia com a Tia Flóla

Esta nina é uma riqueza! Fomos para a praia no Domingo e foi fartar de rir com ela. Á beirinha, de baldes e pás em punho, pediu-me água e e eu toca de lhe encher o balde. E aí vai ela de boca aberta, lançada ao balde! A naba fui eu, certo?

Olhava para mim cheia de ternura e dizia "Tia Flóla!" e eu respondia "Sim, meu amor?" e ela continuava a olhar para mim e a rir-se. Era só para confirmar que era eu! E fazia o mesmo com a "Raquéli".

Faz 2 anos no dia 2 de Setembro. Diz Mummy em vez de Mamã. Diz chibáááá, que ninguém faz a mais pálida ideia do que seja. Se ralham com ela, arma o burro, olha de lado e sai-se com um "Bolas!" agastado ou então um "Deixa a miúda!". E quando lhe perguntam o que é que a mãe é, pespega-nos com um "estaodináia"! Agora tem brincos e não se cala "Óia binco! Nã dói!". De babar.
A mãe, a minha Élita do coração, é das coisas mais pirosas, babadas e peneirentas com esta princesa. Pudera! Tem razões de sobra. E só ela sabe o que passou para a ter. Antes e depois.

E eu... eu sou só uma tia orgulhosa e lamechas com esta pirralhita.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Maio 1971 /Maio 2009

Parece incrível, mas é verdade. Eu conhecia um casal que viajava no fatídico voo da Air France.

Romel, dentista, brasileiro, de 38 (feitos no dia do acidente - viajava para comemorar o aniversário em família, no Rio de Janeiro) e a sua mulher Isis, seguiam no voo ...

Ele era primo de uma grande amiga minha e quando ela me contou, fiquei triste por ela, lembrava-me do nome dele, mas disse-lhe que nunca o tinha conhecido.
Ela corrigiu-me: conhecemo-nos no casamento dela, há coisa de dois anos no Luxembrurgo. Ficaram na minha mesa no copo d'água e conversámos um bocado. Lembro-me bem, eles eram uns queridos. Na altura, eles ainda não eram casados, mas eram um daqueles casais que dá gosto olhar. Jovens, lindos, divertidos, educados, bem sucedidos, com um brilho nos olhos de quem tem a vida toda pela frente.

Afinal não tinham. E é uma pena. O livro de condolências que criaram na net já tem 101 entradas. São duas vidas (entre todas as outras) que ficaram a menos de meio... e com tudo para serem repletas de sucessos.

domingo, 14 de junho de 2009

Foi uma semana festeira

Dizem que ao Domingo se deve descansar. Mas eu tenho os reports para entregar até amanhã.

Depois de um levantamento precoce de tenda, duas festas de aniversário (uma delas em versão pic-nic) e uma ida ao oceanário... precisava mais de descanso do que excel.

Mas enfim. Haverá, com certeza, coisas muitos piores.


O convívio fez-me bem. As conversas aliviam sempre o peso. Se partilharmos a carga com alguém, ela fica mais leve.
Tenho novidades a chegar de todo o lado. A Mafalda nasce nos finais de Setembro ou princípio de Outubro.


No Luxemburgo, vai haver um bebé para o ano. Ainda não se sabe de que género, mas já vem a caminho.


E ainda tenho um baptizado este mês. Há que arranjar forças para isto tudo. E tenho o excel à minha espera. O que tem de ser, tem muita força!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Agora... estou melhor, sim.

Estou muito melhor agora! Depois de uma tarde cheia de calor, com uma ventoinha que só me bufa para os pés e o excel a fritar-me os neurónios... a sacana da Cláu mandou-nos correr à volta do ginásio.

Tendo o ginásio piscina, é coisa para ser grande, portanto uma volta é, digamos, uma coisa puxadita. Pelo menos para mim, que tenho o nariz constantemente tapado, por causa da sinusite, e uma resistência física um tanto ao quanto... hum, digamos... fraquinha.
Não quis fazer má figura, esbaforei-me toda e lá dei uma volta. No final, a transpirar que nem uma égua, não respirava... arfava ruidosamente.
Depois disso, e coisa que já se tinha manifestado pela tarde, deu-me uma crise existencial tamanha, e dei por mim pelas ruas da amargura. Nada como uma boa amiga para nos pôr juízo na mona. E siga.
Mais tarde, baixei à terra, cuspi o que tinha para dizer e meti mais uns fantasmas na caixa. Deus me livre e guarde se a caixa se abre um dia destes, e saem de lá todos disparados para me atormentar a existência.
Resumindo, sinto-me como que saída de uma tragicomédia romântica. Daquelas que dá para rir e chorar ao mesmo tempo, enquanto se come pipocas e se limpa o ranho ao punho da camisa.
Fazer o quê? Quem me atura, atura-me. Quem me quer ver pelas costas, vê-me pelas costas. Nada a fazer mesmo. Não sou uma resignada, mas há coisas com as quais tenho mesmo de me resignar. Sim, estou muito melhor agora.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rescaldo

Eu FUI! E senti-me com 15, 16 anos. Fiquei rouca, surda e deitei-me já passava da 3h da matina!
Fantástico. O sacana do Rick Astley com uma disposição impar! A dada altura, com a sua imagem no ecran gigante saiu-se com um "Oh... I'm so fat!!!" e depois, encolhendo os ombros "For God sake, I'm 43... what the hell do you want?"
Cantou, encantou, e eu senti-me super, hiper, mega, feliz! Com a Sandrinha já a passar da hora de fazer ó-ó e cheia de saudades do seu petiz! Mas também se divertiu à grande. Conversámos, pusemos a converseta em dia e sentimo-nos as "máiores"!

Tirando a pisadela que levei no mindinho do pé esquerdo, tudo maravilhoso!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Eu vou!


E em muito boa companhia.
Para mim, o mais esperado é o Rick Astley. Sei que vou cantar bem alto "Never gonna give up, never gonna let you down, never gonna turn aroooooound and desert you".

Eu tinha 11 anos quando este single foi o mais vendido em Inglaterra. Não me esqueço desse Verão fantástico. Para ser completo, só vão faltar mesmo as Bananarama!

terça-feira, 17 de março de 2009

Extraordinárias

São minhas! Não o seriam mais se fossem do meu sangue. Conhecem-me do avesso (e o meu avesso às vezes é feio!) de costas, calada, eufórica, desolada e a dar pulos de contente. Conhecem-me há quase 16 anos. É mais do que amizade. É uma ligação para a vida. Entre nós as três.
Ninguém diz "extraordináááária" como a minha Élita. Com um "nááá" bem acentuado e como só ela sabe dizer. Ninguém arqueia a sobrancelha como ela. Ninguém me diz as verdades como ela. Ninguém me entende como ela. Não que seja melhor ou pior. Apenas e só, porque é ela.
Ninguém ri como a minha Balauzita. Uma gargalhada que enche. Daquelas genuínas. Ninguém combina camisas com brincos, lenços com sapatos, casacos com chapéus, como ela. Ninguém desabafa como ela. Genuinamente. De dentro. E ninguém me ouve como ela. De coração aberto. Sem juízos de qualquer espécie.
Das duas, ficam-me os conselhos. Os olhares ternurentos enquanto conto as minhas sagas. As risadas de meninas traquinas, com aquelas cenas que só me acontecem a mim. As delícias das duas. Porque o JP ainda não gatinha. mas já diz "papá" (o sacana!). Porque a Sarita diz, convictamente, coisas que nem a Mamã entende.
Elas assistiram à 1ª papa da minha Kel. Estava eu duas de mim agora. Nunca me apontaram o dedo directamente ao nariz (a não ser que estivesse sujo). E sempre estiveram lá. Mesmo quando eu estava do outro lado do mundo.
Foi um jantar de 6 horas. Melhor, foi uma mariscada de 6 horas. Deliciosamente acompanhada de empatia e pão torrado com manteiga. No meio dos meus panachés bem traçados e do vinho tinto delas (quem é que come sapateira com vinho tinho?!! Elas!!!) rimos, chorámos, contámos as novidades todas, as aflições, as dores e as alegrias.
Terminámos com o restaurante já limpo, arrumado, de cadeiras em cima das mesas e o pessoal a olhar para o ar, à espera que nos decidicimos. Lá acabámos por sair, a contragosto. Ensonadas pela hora, mas desejosas de mais. Depois de tudo o que já passámos, depois de tudo o que sabemos umas das outras, já não nos contentamos com um cafézinho rápido. Tem de ser à grande. E se o foi.
O acaso, a divina providência, o ministério da educação, o resultado da pga e mais a média do 12º ano, juntaram-nos nos anos noventa. E a vida, que tem dado tanta volta e às vezes é madrasta, neste caso é madrinha de uma amizade que, para mim, é eterna.
São duas pessoas das quais me orgulho de ser amiga. Nas quais tenho o maior orgulho. Por tudo. Pelo que passaram, pelo que conseguiram. Por onde estão e pelo que lutaram para lá chegar. Pelo que me aturam e sempre aturaram. Cada uma à sua maneira.
Bem hajam, meus amores.

terça-feira, 10 de março de 2009

Entre amigas

Naquela coisa, chamada messenger que está para ali a piscar o dia todo (e tem perigos enormes) uma amiga muito querida pergunta-me quem é o menino da foto do meu perfil.

Eu:: é o Paulo:-)
Ela: e quem é o Paulo?!
Eu: é o meu namorado!
Ela: magana!!! E não dizias nada?
Eu: ora... alguém gritou "next!", não foste tu?
Ela: fui eu, fui! LOL

Candidato

A Élita, minha amiga do coração há mais de 16 anos (éramos nós umas crianças...) ligou-me ontem para contar uma conversa com o seu sobrinho lindo, Bruno, de 6 anos.

É: Já tens namorada?
B: Não.
É: Porquê? Não gostas de nenhuma? Então e a Lara?
B: Não. A Lara é chata! Só quer as minhas bolachas!!
É: Ai é? E não há mais nenhuma de que gostes?
B: Não. São todas umas chatas!!!
É: Humm. Está bem. Olha lá, o que é que achas que uma menina tem de ter, para gostares dela?
B: Tem de ser estilosa!!
É: Estilosa?! Tu sabes o que é ser estilosa?
B: Sei! É ter estilo.
...

É: Óh Bruno... então e a Raquel?
B: A Raquel é estilosa!!!!

Este puto é o máximo. E com os seus olhos azuis lindos e o seu ar maroto, é um sério, seríssimo candidato a genro:-)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Linda sobrinha emprestada


Bia - 4.150 Kg - 51 cm
Nasceu ontem, linda, redondinha e enorme.
Aos papás babados, ao mano grande e à tia orgulhosa, os meus parabéns!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Finalmente!

Livrei-me de um problema enorme. Melhor, livraram-me!
Sem pedir nada em troca, porque apenas disseram que o faziam. Sem qualquer obrigação. Levantaram-se às 4h da manhã para me irem defender, numa outra ponta do país. Porque disseram que o faziam. E fizeram-no.
Ficou resolvido. Um peso a menos nos meus ombros. Que pesava há mais de 5 anos. De uma história surreal que nem vivida, quanto mais contada...
Um problema a menos. Que como troco terá de mim uma amizade sincera para toda a vida. Nunca menos que isso.

Obrigada!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Balanço

Foi uma semana com muita chuvinha. Daquela miudinha, que irrita. E daquela à séria, que molha. Entre uma catrefada de papéis, telefonemas infindáveis, problemas sem aparente solução, eis o que ficou.


Ao telefone:

Um amigo de longa data com quem não falava há séculos
:: Estás boa?
:: Eu sou boa!
:: Naaaaaa... tu és melhor que boa, melhor que óptima... és bóptima!!!!

Outro, coitadinho, que levou com o meu chasso...
:: Quero o meu carro de volta!!!
:: Temos pena.
:: Vaca!
:: ´Tás parvo? Que cena é essa de me chamar "vaca"?
:: Eu não te chamei "vaca". Chamei-te "baca" que é muuuuuito diferente!

Por volta das 20h30 de sexta feira (!!!) uma colega em pânico:
:: Eh pá... aquele assunto e tal, tens de marcar uma reunião urgente... Temos de resolver e eu esqueci-me e vê lá...
:: Ouve lá... mas tu achas que eu ando a dormir? Isso já está resolvido!!!
:: Tu... óh pá... Tu és uma Deusa!!!!


Bom... e podia ter ficado por aqui, mas não. Num fim-de-semana com duas festas de aniversário (infantis) e um lanchinho, entre a primeira festa e o lanche... bati com o carro. Nada de especial. Só chapa. E ainda tive eu de preencher a declaração amigável. O meu lado e o do "amigo".

Pobre senhor. Estava tão abananado. Tremia todo. E eu... em vez de me calar, não me contive. "Já viu? No meio do azar, teve a sorte de bater numa rapariga nova. Se fosse noutro como você, ficavam aqui a tarde toda! E o desenho havia de ficar uma coisa jeitosa..."