Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Consulado tem muita honra (mostra é pouco trabalho!)


(facam-me um favorzinho, leiam como se tivesse acentuacao que eu estou toda estragadinha e sem pachorra, ok? Agradecida)

Isto vai dar pano para mangas. Se por um lado vivo num pais de onde nao tenho grande razao de queixa, por outro nasci num que me dá água pela barba.

E mal de mim que precisei do Consulado outra vez. Telefonar, escrever qualquer tipo de contacto e um tormento que doi na alma.Foi a segunda vez este ano que necessitei dos servicos do Consulado de Portugal em Londres.Desengane-se os que pensam que por estar sediado em Londres, este organismo difere em alguma coisa do país que representa. 


O telefone é atendido de vez em quando, e pode passar-se até 20 minutos (!) a ouvir aquela musiquinha de elevador.Qualquer documento que se precise, tem de ser pedida uma marcacao por email (e quem nao tem internet?!) e depois é esperar! 

Em Maio deste ano a minha avó foi internada de urgencia em Santos, Brasil. A minha mae, que passa 6 meses por ano comigo em Inglaterra, na altura estava aqui comigo, mas nao tinha passaporte para viajar para o Brasil.Telefonei para o Consulado sem sorte nenhuma. Enviei emails com caracter de urgencia que foram respondidos 2 dias depois e faziam marcacao para semanas depois. Em desepero desloquei-me ao Consulado com a minha mae, que lavada em lágrimas implorou por um passaporte para conseguir viajar.

Resposta? Nao podemos fazer nada, os passaportes nao sao feitos aqui. O melhor é ir a Portugal.E foi o que fiz. Meti a minha mae num aviao para Lisboa, fez o passaporte em menos de 24 horas e embarcou para o Brasil onde ainda conseguiu ver a mae com vida.

Na semana passada, solicitei nova marcacao urgente pois a minha filha precisa de um passaporte para ir passar o Natal com o pai a Mocambique. A viagem nao foi planeada, foi tudo em cima da hora e peco encarecidamente ao Consulado que me marque alguma coisa a tempo de ela conseguir viajar no dia 20 de Dezembro.

Enviei o 1o email a 6 de Dezembro. Que reenvio na manha de 7 de Dezembro. Respondem-me ao final do dia, com uma marcacao para 20. Respondo rapidamente a dizer que 20 é muito tarde que ela viaja para Portugal a 18 e que tem o passaporte antes disso. 

Telefono e tenho uma sorte dos diabos - atendem-me o telefone!!! Mas olhe que vai ser dificil. Os emails recebidos hoje agora só entram no sistema na 2a feira (???) e nao temos vagas. Quase que mendigo ao telefone. Nada feito. Tem de ser por email. 

Dou voltas a cabeca e desisto. Marco voo para Portugal e vou lá eu fazer passaporte á crianca. E agora recebo um email do Consulado a dizer que tem vaga para dia 14. Ora metam a vaga num sitio que eu cá sei. Isso e a resposta que lhes enviei:

Boa tarde,

Nao tenho palavras para agradecer a vossa rapidez!


Mas como seguro morreu de velho e desconfiado ainda vive, eu mesma irei a Portugal de proposito para fazer um passaporte para a minha filha. Uma vez que a viagem esta marcada para o proximo dia 15 de Dezembro, nem sequer vale a pena deslocar-me ai, perder a paciencia porque me vao dizer que o passaporte demora 3 dias porque é emitido em Portugal e que tenho de esperar. 

Se eu podia ter feito o passaporte mais cedo? Podia. Se soubesse que ela ía precisar dele. A isso chama-se imprevistos, urgencias e coisas que ninguem pode programar.

Evoluam se faz favor! O facto de estarem sediados num país desenvolvido como este devia fazer maravilhas por um organismo buroctrata como esse. Mas nao... todos agarradinhos ao "nao temos vagas, nao podemos fazer nada"!

Funcionalismo público é servico público!!! E servico publico significa servir o publico, certo? Nao, em portugues deve significar outra coisa. 

Estou mesmo agradecida pelo que puderam fazer por mim e pela minha filha. Foi assim qualquer coisa proximo do... NADA! Que foi precisamente o mesmo que fizeram em Maio deste ano pela minha mae, quando a minha avó foi internada no Brasil e a minha mae nao tinha passaporte para viajar.

Resultado? Depois de uma ida em vao ao Consulado, lá foi a senhora de 65 anos enfiada num aviao para Lisboa para fazer um passaporte urgente e embarcar no dia seguinte para Brasil e com uma sorte danada ainda ver a mae com vida.

Se nao conseguem dar respostas urgentes, nao iludam as pessoas! Fechem e voltem para o vosso paraiso á beira mar plantado e deixem-se ficar por lá! Tenho pena dos emigrantes que nao podem pagar viagens e tem de se sujeitar a morosidade, lentidao e inercia de um servico que deveria ser célere, eficiente e eficaz!

E parem de lá de responder ás pessoas com emails a comecar com "O Consulado tem a honra..."! O Consulado deveria ter honra era de fazer um bom trabalho e prestar um servico excelente aos emigrantes. O Consulado devia era ter vergonha que cidadas portuguesas tenham de voar para Portugal para conseguir um documento!! 

Ao menos sempre compro duas passagens na TAP que me custaram perto de 900 euros e dou algum á TAP. 

E daqui a 2 anos candidato-me á cidadania britanica que me custa uma pipa de massa, mas há-de valer todos os tostoes! E aí sim, queimo a bandeira e grito bem alto que deixei de viver com a vergonha de ser portuguesa!

Um feliz Natal e um 2013 em grande para todos.Uma cidada portuguesa com muita vergonha de o ser!

E agora comeca a parvoeira (sim, que o resto era só mesmo incompetencia!)

"Com referência ao seu e-mail, o Consulado Geral de Portugal em Londres tem a honra de comunicar a V. Exa. que a sua reclamação foi reencaminhada superiormente."

E como devem pensar que toda a gente é acéfala como eles, ainda acrescentam que ATENCAO... se vou a Portugal fazer um passaporte para minha filha devo... levar a minha filha comigo!!!!  "O Passaporte requer dados digitais (exemplo: impressões digitais; fotografia digital; assinatura digital, etc.) e como tal a sua filha terá que estar presente (quer efectue o Passaporte nestes Serviços, quer efectue o Passaporte em Portugal)."

Ah bom... ainda bem que avisam, que eu nem sequer estava a pensar levá-la, mas agora que falam nisso, faz sentido! Obrigadinha. Daaaaaaah!


Cereja no cimo do bolo, o ultimo email que recebi.


Com referência à reclamação de V. Exa. abaixo, temos a recordar que este Consulado-Geral correspondeu a um pedido formulado no dia 6 de Dezembro para fazer um passaporte, dando no dia seguinte uma marcação para dia 20 do mesmo mês, antecipando depois essa mesma marcação, novamente a seu pedido, para dia 14, pelo que não se afigura ter a reclamação apresentada por V. Exa. qualquer razão de ser.  

A reter: avaliaram a minha reclamacao em 2 dias, e quem responde é o mesmo de sempre, o que me leva a deduzir que das duas uma, ou o reencaminhar superiormente e só para ingles ou ver quem responde aos emais é o Consul himself. Vou mais pela primeira que o Consul deve andar mais para festas do croquete, caviar e champagne que para ligar a plebe e servir quem lhe paga o ordenado.

E pronto, fizeram o que sabiam melhor, que éassim qualquer coisa proxima do "nao me chateeis e vai á vidinha que eu sou funcionario publico". Fosse eu um tanto ou quanto mais estupida e ficava aqui na duvida de quem é que tem razao.

Proooooooooooximo!







quinta-feira, 30 de julho de 2009

De ombro ao peito

Raio do ombro que não pára de me doer. Ele é emplatros, ben-u-ron 1000 a toda a hora e o sacana sempre a doer!

E o pior é conduzir. A cada mudança que tento meter, ou reclama o ombro, ou reclama a caixa. E o travão de mão? Não me dá jeitinho nenhum puxá-lo com a mão esquerda. Vai daí, dói!

Enquanto me encolho a cada nova guinada, penso se não será melhor meter uns diazinhos de molho. Para ver se isto acalma. Não vem nada a calhar, mas porra... isto dói-me c'umó caraças!

Muitas das coisas que faço aqui, posso fazer em casa. E uns dias sem conduzir, íam na certa ajudar a por o ombro no sítio. Vou pensar no assunto.

Ah... e o cheirinho do emplastro. Pastilha Gorila de menta. Juro! É que é tal e qual.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ai, gosto tanto!

Eu GOS-TA-VA de música de Natal!!!!
Já não suporto o George e o último Natal em que foi trocado por outro panisgas, o Freddie que agradece a Deus porque é Natal outra vez... e mais o 'rais parta' das criancinhas a desejar a todos um bom Nataaaaaaaaaaaaal!
E depois, se ao menos os tipos variassem, mas não! Cada uma destas preciosidades passa 2 a 3 vezes, no mínimo, por dia. Devidamente intercaladas com coisas como "Eu não quero ir à máquina zero", não-sei-por-quem-porque-este-não-é-o-Rui-Veloso, ou o "Frágil" do Jorge Palma, ou ainda - pasmem-se - o "Ouvi dizer" dos extintos Ornatos Violeta.

Haja pachorra... muita. Coragem... bastante. Já só faltam 35 dias para os Reis!

domingo, 24 de agosto de 2008

Back to stress!

Ainda antes de ontem estava numa boa... Calmamente a habituar-me à ideia de que as férias estavam a acabar, mas paciência.
Hoje já estou um stress! Então não é que o filho da p*** do portátil resolveu que não volta de férias?! Raios o partam! Fui ligá-lo para descarregar as fotos das férias (sim, que para trabalhar era só amanhã) e o sacana, depois de 10 minutos de parca actividade, deu um traque e foi-se... Eu ainda pensei que fosse do carregador, que assustadoramente começou a fazer tic-tac. Com alguma, mas pouca, convicção de que conseguiria resolver o assunto, ainda fui comprar um carregador novo. Mas não. O carregador novo (que custou 57,00 € - FÓNIX!) fazia o mesmo tic-tac do outro. E ligar, está quieto.
Valeu-me a simpatia do funcionário da Vobis que se prontificou a devolver-me o dinheiro. Depois de quase me provocar uma taquicardia quando, também simpaticamente, me perguntou "Tem cópias de segurança das coisas importantes, não tem?"... Sim, sim, respondi, enquanto pensava... "Estás f***** moça!"
O rapaz, perante o meu ar angustiado, ainda me disse "Pense positivo. É da maneira que a empresa lhe dá um portátil novo!". Mas claro... não me deram a isenção de horário, nem a porra de um aumento decente, e prémio, nem vê-lo... portanto, agora, de certezinha que me dão um portátil novo. O mais certo é ficar um mês sem computador, e não serei a primeira na empresa a quem isso acontece. Maravilha... voltar a escrever à la pata e a mandar faxes como se não houvesse amanhã.
Mas como há amanhã e aqui a menina tem de ir trabalhar... sem computador, há que ter espírito e siga. O primeiro que me perguntar "Viu o meu e-mail?" leva como resposta "E-mail? Naaaaa. Mande por correio azul que eu respondo de certeza!"
As férias? Supimpas:-)

domingo, 25 de maio de 2008

Haverá vida para lá do veículo de substituição?

Espero bem que sim... Já vou no segundo, em 3 meses!
Não sei porquê (!) mas começo a ganhar aversão a Peugouts. Deve ser por o último ter sucumbido a 140 Km/h em plena A5... às 6h30 da manhã e eu a precisar de estar em Braga às 9h45. Ou é isso ou mania minha, não sei!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Como é que diz que foi?

Já diz a Mad que eu tenho uns clientes muito engraçados.
Agora descubro que também têm uma quedazita para a... como dizê-lo? Atrapalhação? Imaginação demasiado fértil? Sei lá...
Um deles, que tinha uma reunião marcada comigo hoje e não apareceu, desculpava-se há pouco com a minha futura assistente.
Também lhe enviámos uma carta registada com aviso de recepção. O dito cujo disse que não teve oportunidade de abrir a carta e responder, pois o escritório dele foi assaltado e a carta tinha uma pegada suspeita e a polícia ficou com ela...
Pois. E o que é que eu faço à carta que tenho aqui, devolvida por não ter sido reclamada? Garanto que não tem pegada nenhuma!!

Vai um cházinho?

Estou com olheiras até ao queixo.
Ontem, antes de ir dormir, apeteceu-me um chá. Eu e a minha Mãe dêmos volta à caixa do chá branco "Então, tem ou não tem cafeína?"...

À falta de informação juntou-se a vontade enorme de beber um chá branco com um toque de alperce. Resultado... uma insónia monumental!
Não chegando a cafeína para me tirar o sono, eis que se juntou à festa uma melga. Melga mesmo, daquelas que fazem "bzzzz" no ouvido quando estamos quase a pegar no sono...
Foi uma noite em branco... Ou não fosse essa a cor do chá.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Porquê? Hum?

O meu nome até é bem giro, fora do vulgar, fácil de pronunciar… Então porque é que existe uma alminha, com a qual tenho de levar TODOS os dias, que me chama “Falora”?!?!?!?!?

Alguém me explica? E diz aquilo como se tivesse piada, como se fosse engraçado!

Até os cabelos da nuca se me eriçam… Fico toda arrepiada e penso “Eu mereço! Para a próxima não dás confiança a uma tipa que defende a Carolina Salgado em público!

Já pensei em dizer-lhe que não gosto da coisa, mas ela não tem poder de encaixe, não compreende as minhas tiradas de segundo sentido e pior, é recalcada.

Fazer o quê? Vou-me aguentar estoicamente… afinal já só faltam 13 dias!!!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Amizade distorcida

Todos os super-heróis têm arqui-inimigos.

Imaginando que eu sou a Super Mulher (é, eu tenho uma imaginação muito fértil!) o vilão da história seria o Maxwell Lord. O sacana filho-da-mãe que me tenta tramar a vida de todas as maneiras possíveis e imaginárias, e só não me frita os miolos em azeite a ferver porque não pode!

Neste caso, o Maxwell Lord da minha tira de banda desenhada é aquele que fez queixa de mim ao tribunal de menores (ou pelo menos, diz que fez) me insulta com todos os impropérios existentes no dicionário, mais uns quantos que inventa, me torra a paciência com cenas inimagináveis, tentando sempre virar o bico prego e fazer-me parecer a vilã da história.

Como em todas as bandas desenhadas, isto um dia chega ao fim. O bom sairá vencedor, o mau sentirá na pele todo o mal que destila. Pelo menos, costuma funcionar assim...

Mas há regras a cumprir. É o mínimo. Numa boa história de banda desenhada, o herói e o vilão nunca poderão ser amiguinhos do peito, certo? Acho que isso é perceptível para toda a gente. Vai contra o que está estabelecido!

Se assim é, por que raio é que o Maxwell Lord me enviou um pedido de amizade pelo Hi5? Do tipo: "Eu faço-te a vida negra... mas 'bora lá ser amigos!" ou "Se fores minha amiga, eu continuo a chatear-te, mas ao menos somos amigos, boa?" ou ainda "Vá... não sejas rancorosa! Deixa-te de merdas e aceita o meu pedido de amizade."
Hello?! Alguém vai ter de lhe explicar as regras, que eu tenho mais que fazer…
Como dizem os brasileiros, o que este tipo faz não vem nem no gibi!
O mais hilariante, é que provavelmente, a esta hora ele já convidou também para amigos muitos do que estão no meu Hi5. Tenho de ir a correr avisar o Super-Homem, o Batman e o Robin, a Catwoman, o Capitão América e os Simpsons para se porem a pau com ele!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A família Azevedo

Lina, no seu metro e meio de gente (literalmente) de seu nome Francelina (mas não digam a ninguém…). Adorava pegar na minha filha ao colo e dizer “ela gosta mais de mim que da mãe!” Argggh!!! A miúda já não a podia ver… ela apertava-a duma maneira sufocante. Vestia, invariavelmente, ou uma t-shirt azul da Absolut ou uma amarela a dizer “Fortaleza”.

Grande Azevedo, só tomava banho de noite, não sabia o que era desodorizante e usava óleo Johnson’s nas “partes mimosas” (palavras dele).

Pinguinhos, vinte e poucos anos, com a mãe a controlar-lhe os passinhos todos. Gay até à ponta dos cabelos (mas a mãe e o pai nem desconfiam). A mãe partia-lhe o bifinho e tirava-lhe a espinhas do peixe, estivesse quem estivesse. Tinha conversas parvas e medo da propria sombra.
Uma noite, na varanda da minha casa, olhava assustado para as pessoas nas varandas do prédio ao lado: "Aquela gente está na varanda, a olhar para nós!"
"E qual é o problema, Pin... Domigos?" (não sei como é que nunca me descaí e lhe chamei Pinguinhos...)
"Não sei, acho perigoso! Não achas que podemos levar um tiro?"
"Isto é Brasil, mas tu andas a ver filmes a mais, rapaz!"

A Lina andava sempre de bloquinho na mão a conferir os preços das gasolineiras todas. Andavam quilómetros para ir ao supermercado, ao meio-dia (na linha do Equador) todos transpirados e ofegantes a dizer “isto faz-se bem”. Não eram sovinas, forretas. Eram, e tanto quanto sei, continuam a ser, miseráveis!

O apartamento deles era tão pequeno que a Mad, quando os visitou, dormia na sala, quase a dois metros da cara do Azevedo… Ah, pois é, que eles não fechavam a porta do quarto!
A Francelina nunca lhe perdoou ter-se mudado para a minha casa. Nem mesmo quando a Mad explicava “mas ela tem um casarão enorme, está sozinha e tem uma suite só para mim!

A melhor de todas, quando passaram o Natal em minha casa:

Diz a Lina “Então, é preciso levar alguma coisa logo?”. E antes que eu pudesse responder educadamente que não, o Azevedo dá-lhe uma cotovelada e diz agastado: “Olha lá, ela é que convidou! Ela é que tem que por as coisas na mesa!”.
Nesse Natal, numa cidade com coisas tão giras, ofereceram-me uma saída de praia 100% poliester (coisa boa, segundo ela). À minha mãe, saiu-lhe uma tela... (depois de saberem que o meu pai era pintor). A prenda da Kel foi roupa. Numa loja de marca, com coisas lindas, conseguiram escolher uma saia e uma blusa horrorosa (100% lycra) que ainda por cima, não lhe servia.

Ontem, em conversa com a Mad, fiquei a saber que as coisas não lhes andam a correr muito bem. Levaram um desfalque de mais de 150.000 Reais (mais de 50.000€) de um gerente do banco onde tinham conta. Meteram-se em negócios falidos à partida, não por falta de aviso, mas por falta de inteligência. Fizeram por merecer as patacoadas em que se meteram.
Falidos e de orgulho ferido, qualquer dia regressam a Bila do Conde. Desde que não se mudem para perto da minha porta, por mim está tudo bem.

domingo, 28 de outubro de 2007

Cento e quê?

Sexta-feira passada, perto das 19h00...

- 112, boa-tarde. Diga se faz favor.
:: Boa tarde, era para comunicar um acidente na A1.
- Só um momento por favor que vou reencaminhar a chamada. Por favor não desligue.
:: Ok, obrigada.

- 112, boa tarde.
:: Boa tarde, eu queria comunicar um acidente na A1
- Em que quilómetro?
:: Quilómetro 2, no sentido Lisboa-Porto.
- Isso é em Sacavém. Sabe se há feridos graves?
:: Penso que não, mas não tenho a certeza porque não parei.
- Não desligue que eu vou passar aos meus colegas.
:: Ok, obrigada

- 112, boa tarde.
:: Boa tarde, eu queria comunicar um acidente na A1.
- Onde??!!
:: Na A1!
- Mas a senhora está a ligar para Coina!!!
:: Escute, eu estou a ligar para o 112, e o senhor é a terceira pessoa com quem falo! Eu só quero comunicar um acidente.
- Está bem... Sabe se há feridos graves?
:: Não, porque não parei. O acidente foi ao quilómetro 2, sentido Lisboa-Porto e estavam, pelo menos, 3 carros envolvidos.
- Hum, ok está bem. Obrigada e boa tarde.
:: Boa tarde...

Não sei porquê, fiquei com a estranha sensação (vinda sabe-se lá de onde) de que o meu telefonema não tinha valido de muito... Ah! E também com a convicção de que o 112, muito de vez em quando, deve fazer umas calinadas jeitosas.