Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Páia com a Tia Flóla

Esta nina é uma riqueza! Fomos para a praia no Domingo e foi fartar de rir com ela. Á beirinha, de baldes e pás em punho, pediu-me água e e eu toca de lhe encher o balde. E aí vai ela de boca aberta, lançada ao balde! A naba fui eu, certo?

Olhava para mim cheia de ternura e dizia "Tia Flóla!" e eu respondia "Sim, meu amor?" e ela continuava a olhar para mim e a rir-se. Era só para confirmar que era eu! E fazia o mesmo com a "Raquéli".

Faz 2 anos no dia 2 de Setembro. Diz Mummy em vez de Mamã. Diz chibáááá, que ninguém faz a mais pálida ideia do que seja. Se ralham com ela, arma o burro, olha de lado e sai-se com um "Bolas!" agastado ou então um "Deixa a miúda!". E quando lhe perguntam o que é que a mãe é, pespega-nos com um "estaodináia"! Agora tem brincos e não se cala "Óia binco! Nã dói!". De babar.
A mãe, a minha Élita do coração, é das coisas mais pirosas, babadas e peneirentas com esta princesa. Pudera! Tem razões de sobra. E só ela sabe o que passou para a ter. Antes e depois.

E eu... eu sou só uma tia orgulhosa e lamechas com esta pirralhita.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Di-vi-sões


Porque é que a malta não se aguenta casada? Porque é que não há quem consiga manter um casamento?

De toda a gente que conheço, apenas 4 casais mantêm um casamento aparentemente saudável. Como é que caduca um projecto assim? Como é que se desiste de uma família? Como é que se afunda tudo e siga a banda? Como é que se dividem Natais, aniversários, férias e fins-de-semana? Mais a divisão de despesas, as pensões e as facturas do pediatra? Quem compra a touca para a piscina? Quem paga o baptizado? Quem escolhe os padrinhos?

Só hoje soube de mais dois divórcios. Logo de manhã, assim de rajada! Porquê? Acabou-se o amor? Ou terá acabado a pouca paciência? Ou o egoísmo será maior que o companheirismo e a vontade de dar passeios ao Domingo? Quem sou eu para os julgar? Logo eu que nunca casei...

Todos queremos o que não temos. Eu que nunca casei, gostava de o fazer. Saber como é. Ter mais crianças, ter uma sogra (boa ou má, não interessa, gostava de ter uma!), um marido no sofá, uma companhia que me aquecesse os pés no Inverno e me levasse de férias no Verão.

Os casados querem ser solteiros. Ser livres, não dar satisfações, não dividir responsabilidades, nem dores de cabeça... Não aturar a mesma pessoa durante anos, não aturar a família dela, nem as manias e os defeitos. Mas porra, é preciso fazer com um ordenado o que se fazia com dois! É só fazer as contas e o resultado dever ser um cinto muito mais apertado...

E no meio de tudo isso, há filhos, dos dois. Elos que vão manter para sempre. Que de um dia para o outro, tomam consciência que os pais já não são namorados. Na melhor das hipóteses serão amigos. Na pior, inimigos que os usam como armas de arremesso...

Penso nos filhos de amores findos que conheço. Um xi muito, muito grande para eles: Margarida e Tomás, Alexandre e Miguel, Bernardo e Filipa, Diogo, Beatriz, Rafael, Leonor e Gonçalo, Madalena, Joana e Catarina, Maria, Afonso, João Maria, Miguel, Diogo e Cátia, Tomás. E estou triste.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Televisão a mais?

No diário do Tiago, de 9 anos, a mãe leu:

"Amanhã tenho de pôr Rexona for men".

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As sabrinas prateadas

Foi a Raquel que reparou nelas. As gémeas que alegremente pulavam na pista de dança do hotel, ao som do fantástico Tony, tinham sabrinas prateadas nos pés. Quando me chamou a atenção para elas, perguntei-lhe "Gostas, não é?". Respondeu-me "Sim. Lembras-te quem tinha umas assim?". Calei-me. "A Nônô, não te lembras?".

Sim, lembro-me. Mas não disse nada. Tento não pensar muito nisso. Mas de quando em vez, quando a minha pequena se lembra, ou quando algo me faz lembrar deles, dói.

Já senti falta de lugares, de momentos, de cheiros... de tanta coisa! Nunca tinha sentido saudades de crianças. De um sorriso, de uma gargalhada, de um brilho no olhar.

Ele abraçava-me com muita força, pela cintura. Quando eu me baixava para o beijar, dizia-me ao ouvido, como se fosse um segredo só nosso "Adoro-te!". Fazia beicinho quando nos despedíamos, escrevia-me cartas de amor, gemia quando não gostava da comida, pegava em bichos como quem colhe uma flor e para ele todos eram "tão fofinhos" (de um louva-a-deus a uma aranha, passando por todos os cães abandonados do Mundo, mais os ouriços caixeiros, as rãs e as salamandras).

Ela, mais arisca, fazia-se de difícil, para no fim se pendurar no meu pescoço e dizer com um ar de desafio "Já sabes que não te vou largar!". Cantava o hino da escola, mais a música do Zé e a do coelho Alberto a toda a hora. Muito menina, delirava com a minha caixinha de peças para bijuterias. Vaidosa q.b., uma senhora em ponto pequenino, uma autêntica princesa. Uma princesa com o apetite de um camionista, mas uma princesa. Nunca tinha visto nenhuma criança a devorar lasanha com tamanha satisfação. Nem a olhar tão ameaçadoramente para o meu prato, depois de ter acabado o dela!

Li-lhes histórias na cama, limpei-lhes os rabos e os narizes, mais o vomitado e o xixi na cama. Brinquei com eles, ralhei-lhes quando se esticavam (raramente) e mimei-os muito. Derreti-me toda quando se engaram e, em vez do meu nome, me chamaram "mamã".
Há dias a Raquel reclamou por nunca mais os ter visto. Disse-me que eles não deviam ter deixado de se ver por nossa causa. Não soube o que lhe responder. Ela tem razão, mas eu não sei o que fazer.
Não os posso ver. Não que não queira, mas porque não consigo. Imagino-os bem. Penso que se algo estivesse mal, alguma intervenção divina iria arranjar forma de eu saber. É uma justificação estúpida, eu sei. Mas tenho de pensar que é assim.
Não posso pegar no telefone e ligar-lhes, simplesmente. Porque me dói. É uma saudade que me dói. Não a toda a hora. Apenas quando vejo uma árvore e não distingo imediatamente se é uma oliveira ou um sobreiro. Quando vejo meloas. Quando oiço "Circo de Feras", que ele dizia convictamente "círculo". Quando vejo cães abandonados, quando vou ao IKEA, quando como lasanha, quando vejo uma rola, quando sonho com eles...
Não é a toda a hora. É só como naquela noite... quando a Raquel viu as sabrinas prateadas.

sábado, 4 de abril de 2009

Acabou-se o que era doce

Férias com crianças são sempre... férias com crianças!

Ainda para mais com febres a meio da noite, intestinos perguiçosos, ataques de ciumeira, conflitos de personalidade, atacadores por atar, narizes para assoar, xaropes para a tosse, emplastros, dores de barriga, tosses cavernosas, dores de rins e de cabeça, xarope de maçãs reinetas...
Tirando isso, o tempo esteve quase perfeito, o local era muito bonito, calmo e agradável. Fiquei a conhecer os melhores restaurantes de peixe da zona (enfardei robalo, besugo, choupa, cavala, salmão, corvina, dourada...) babei com batatas cozidas com casca, servidas com azeite e oregãos, fartei-me de beber vinho, e comer amendoins com cerveja (!) na varanda, a ver o pôr do sol no mar.
Pelo meio, ainda fomos ao Zoomarine, demos um passeio lindo na praia dos Salgados, apanhámos burriés e lapas (que deram petiscos fantásticos). A Kel trouxe uma boa colecção de pedras e búzios e eu já tenho uma corzinha.
Foi fantástico para distrair do trabalho e da rotina. Para ter e dar muito mimo e rir com as tiradas fantásticas dos putos.
Agora vou ali para um canto mentalizar-me que na 2ª Feira tenho de ir trabalhar...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pérola

"Mãe, quando um polícia está todo de preto e de óculos escuros, está à baiana."

Tiago, 9 anos - lindo e um poço de inspiração!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pérolas

"Ela não me respeita!"

Mariana, de 6 anos sobre Maria, acabadinha de fazer 6 anos.

"Diana meo amor
és o fruto do meu calor
a pétala da milha flor
Diana meo amor!!!!
És o sol da minha manhã
ainda bem que estás sã!
Quem te fala e quem te ouve
diz que tu és muito mais bonita que uma couve."

Tiago, 9 anos
Nem corrigi os erros... fica melhor assim.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Rescaldo...

Tarde de sábado passada no hospital, a receber paracetamol na veia. Febres altas que teimaram em tramar-me o fim-de-semana...
Tarde de domingo passada em sobressalto, ou não tivesse a pequena partido a cabeça. Subir escadas a correr e às escuras, é no que dá...
Véspera de Natal passada em família, com muita comida, arrepios de frios, prendas, espirros, alegria e muita tosse...
Dia de Natal passado na cama.

Agora estou a preparar-me para ir de férias. Espero que o virús também vá de férias e me deixe sossegadinha.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Olhares

Vamos-lhe chamar “Afonso”… até porque é o que a Raquel ainda lhe chama, por engano, de vez em quando.

Em conversa com Avó, Afonso e a irmã, discutiam o tema “namorados”. Dizia a Avó que os namorados se fartam sempre uns dos outros. Que provavelmente, um dia destes, o pai deles se iria fartar da actual namorada ou vice-versa (estava a testá-los para ver a resposta).

Afonso contrapõe rapidamente que isso não ia acontecer, não com eles.

E como podes ter tanta certeza disso?” pergunta-lhe a Avó.

Havias de ver a maneira como eles olham um para o outro!

O “Afonso” tem 7 anos e percebe muito bem aquilo que não se explica.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Feeling much better, thanks!

Final da semana passada muito complicado! Mãezona andava com falta de protagonismo e decidiu pregar um susto à malta. Vai daí, horas passadas na sala de espera de um hospital (onde podem morrer vários, que ninguém dá conta) mas não passou disso mesmo, um valente susto.

Entretanto, para quem não sabe, finge que não sabe, ou teve o descaramento de se esquecer, aqui a menina fez anos no sábado. Com muito boa disposição, muitos mimos, prendas fantásticas, mas sobretudo em muito boa companhia. Aliás, na MELHOR companhia.

Almoço a quatro no Espaço Açores, do meu simpático vizinho Sr. Alfredo. Recomendo pela comida, pelo ambiente, pela simpatia, e não menos importante, pela excelente relação qualidade preço. Muito bom.

Eu não devia contar isto, mas foi hilariante… A meio do almoço, olhei muito séria para a minha mãe e perguntei-lhe “Desligaste o forno?!”. E ela “Aiiiiiiii!!”. E lá fomos os dois a correr, com o almoço quase na mesa, a imaginar os frangos esturricados, ou pior, a cozinha em chamas.

Também não passou de um susto. Ela teve a lembrança de desligar o forno, não se lembrou foi que se tinha lembrado de o desligar… Regressados à mesa, lá nos deliciámos com as nossas espetadas carregadas de massa de pimentão. Um manjar dos deuses!

Mais tarde, reuniu-se a malta do costume lá em casa. Algumas falhas graves, uma por outro compromisso inadiável, outra por uma crise de fígado (no comments) e mais uma por enjoos… Gajas!

Eu prometi que não cozinhava, mas não fiz outra coisa: lasanha de bacalhau com espinafres, cogumelos com bacon e três queijos, moelas estufadas, farinheira com ovos, canja, frangos assados (que se safaram!)…
E muitos, muitos croquetes, que os miúdos adoram. Oh Mad, eram da “Cozinha Pronta”, conheces?
Os doces: tarte de frutas, gelatina de morango, baba de camelo (a cargo da Mãe, que disse várias vezes e bem alto “Eu não estou inválida!!”) ah, e claro… o fondue de chocolate, de morango, pêssego, abacaxi, banana e kiwi. Muito guloso.

Bolo da Barbie (já não havia da Cinderella, snif, snif…) que com o susto de 6ª feira, ninguém se lembrou disso. Uma garrafita de Murganheira, um brinde à altura e ala que se faz tarde, que os donos da casa querem-se ir deitar!

Ainda recebi uma dezena de mensagens, outros tantos telefonemas e e-mails, sinceramente, ainda não vi.

E pronto, para o ano há mais, que 32 já cá cantam.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pai e Mãe

Já ando há que tempos a mastigar este texto. Ontem convenci-me de que me “esqueço” propositadamente desta questão. Que tento não pensar nela, para não constatar a gravidade da mesma.

Toda a gente me diz que a Kel está bem, dentro das circunstâncias. Que muito boa está ela, para aquilo que tem passado.

Ela não fala comigo sobre o assunto. Desabafa com a avó. Na escola, a professora diz que ela deixou de falar nele…Há dias em que a noto mais triste, pensativa, muito longe. Nunca me diz o que é.

De há umas semanas para cá, acorda a meio da noite e vai-se enfiar na cama com a avó.
Não vem para minha porque é de solteira e na cama da avó tem mais espaço. Tem feito isto todas as noites.

Quem seria suposto preocupar-se com ela, protegê-la, vê-la, levá-la a passear, telefonar-lhe… não dá as caras há quase dois meses. Não posso dizer à Kel que não o faz porque não quer, mas a realidade é essa. Por mais dura que seja. Não sei qual é motivo, mas sei que não passa de puro capricho... e as etiquetas mais brandas que me vêm à ideia são "abandono" e "negligência".

Muitas vezes já vi o olhinho triste da minha filha, quando vê pais e filhas na brincadeira ou nos miminhos.

Posso tentar ser pai e mãe, mas sei que isso não chega. Frustra-me não conseguir fazer muito mais. Compenso-a com muito mimo, com alguma condescendência a birras que noutras alturas não toleraria, com brincadeiras e com a certeza que a amo acima de tudo. E isso digo-lhe todas as noites, quando a vou deitar.
Como mãe, desgosta-me não ter conseguido dar à minha filha aquilo que tive na minha infância. Um Pai amigo, companheiro, protector, brincalhão... Uma família.

Mas o melhor que podia fazer por ela, já fiz. Apaixonei-me por um homem maravilhoso, que é para a Kel aquilo que ela nunca teve, um Pai como ela merece. Como todas as crianças merecem.
E dentro em breve seremos uma família. A nossa FAMÍLIA.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bichos, bichos, bichos...

O burro mirandês (com o pêlo cortado, uma pena...) de seu nome Jericó, era o máximo.
O pónei Samuel era um bocadinho menos dado.




Dos cavalos não sei os nomes, mas o branco foi o preferido de todos (nota-se pelas mãos na foto) e até ganhou um abracinho.

Não chegámos a andar a cavalo, por isso vamos mesmo ter de lá voltar.






Almoçámos divinamente...
Para entrada uns cogumelos raros.
Fixei o primeiro nome "Boletos".
O segundo era mais complicado.
Estavam maravilhosos e justificaram o preço aparentemente exorbitante para uma entrada de cogumelos.
A carne... posta e costeleta mirandesa (ou barrosã? não me lembro!) grelhadas na lareira, por detrás de nós. Um arroz de feijão delicioso e uma saladinha... ui, ui!

Não tivemos espaço para as sobremesas. Mais um motivo para lá voltar!

Depois fomos apanhar diospiros, passear no campo, atirar pedras para o rio, apanhar seixos numa praia fluvial... E até nos esquecemos de lanchar!





quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Pinturas

A minha filhota adora pintar, desenhar, fazer colagens e afins (tem a quem sair). E diz que quando crescer quer pintar quadros como o avô.

Há uns tempos, pediu ao dono do café lá da rua, um prato de papel, daqueles onde ele punha os bolos. E perguntou-lhe ele “Para que queres o prato?”. “Para pintar!” respondeu ela.

A Kélita, quando quer, é adorável e com a meiguice dela, lá conseguiu o que queria. Levou o prato para casa, pintou-o em tons de verde e amarelo e ofereceu-o ao Sr. A. que, babadíssimo, o colocou na parede, mesmo por detrás do balcão.

Na semana passada o café fechou. Mudou de donos. Voltou a abrir esta 3ª feira. Avó e neta lá foram conhecer os novos donos e até certa altura correu tudo lindamente.

Enquanto a minha mãe tomava o seu cafezito descansada, a nina desata num prato inconsolável. Pensou-se que queria um bolo, um chupa ou alguma coisa do género. Mas não era nada disso.

Entre soluços, a pequena apontou para a parede “O meu prato! O Sr. A. deitou o meu prato fora!!”. Como é óbvio, o antigo dono levou o prato com ele, ou não soubéssemos nós que ele gosta imenso da Kélita.

O desespero da menina era tal que a nova dona do café lhe disse para pintar outro prato, que ela com todo o gosto o punha na parede, no mesmo sítio.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Definição fantástica

No seguimento das "pérolas de fim-de-semana"... faltou esta.
Ela: "Estão a ouvir os badalos? Andam por aí cabras."
Mais nova, com ar de espanto: "Cabras?!"
Ele: "Sim, cabras. Sabes o que são cabras, não sabes?"
Mais nova: "Sei! São pessoas más!"

domingo, 28 de outubro de 2007

Pérolas de fim-de-semana




Depois de um besouro, uma cobra, um louva-a-deus, cavalos, um burro, cabras, ovelhas e vacas...






Logo a seguir de uma troca simpática de “pontos de vista”...
Ele, com ar pesaroso, para o filho de 7 anos:
Sabes filho, as mulheres são muito complicadas
Filho:“Ainda tu queres viver com ela...

Num passeio, a mais nova grita eufórica que tinha apanhado umas coisas muito giras e vem-nos mostrar.
Ele, com ar condescendente: “Eu se fosse a ti largava isso rapidamente... são caganitas de cabra!”E olha para mim, a abanar a cabeça, como que diz “esta malta da cidade!!
Enquanto eu ria, diz-me “Se fosses tu, ainda me perguntavas que tipo de baga era e se dava para os teus colares...

Ela, com ar triunfante...“Estás a ver? Isto é que é um rabo-de-cavalo bem feito!” enquanto aponta para o rabo-de-cavalo da princesa mais velha, realmente muito bem feito.
Ele, com ar sério: “Hum, pois é. Os meus não ficam assim. Não tenho jeito e preciso de alguém que saiba fazer isso. Podemos casar e escuso de me preocupar mais com isso!


Qualquer semelhança com a realidade é... pura realidade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A Valente

Hoje fui com a minha princesa fazer análises. A mãe estava mais nervosa que a filha. Quando vou fazê-las eu, é sempre um filme. Não posso olhar para a agulha senão está o caldo entornado. E digamos que sou um tanto ou quanto sensível a sangue. Seja ele o meu ou o de terceiros.
Mas a miúda surprendeu-me! Sentada ao meu colo, de mão dada comigo (não fosse eu sucumbir...) aguentou-se muito melhor que eu e a única coisa que se lhe ouviu foi um "Au!" quando a agulha lhe furou o bracito.
"Até nem doeu muito!" disse toda contente, no fim. E recebeu um diploma de bom comportamento e um lápis todo catita.
Não fosse o facto de ela ter começado o dia aos berros, por ter caído da cama abaixo, e poderia dizer que a manhã correu bem.
Ficou com o nariz inchado, um vergão na testa e chorou desconsolada no meu colo "Eu estava a dormir tão bem!!". Mimos e gelo... daqui a uns dias nem se nota.
E disse-lhe que também tinhamos de dar mimos ao Casco, que está cheio de febre. "Mimos grandes" disse ela. Vamos a isso.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pedacinhos

Viagem deliciosa, com paisagens fantásticas.

Casamento lindo, em flamengo, português, francês e inglês.
Copo d'água num castelo...






Todos repararam na empatia espantosa dos miúdos, que apesar de não falarem a mesma língua, se entenderam às mil maravilhas e era vê-los a jogar às escondidas.

Matámos as saudades dos amigos, mas a vontade de lá voltar já é grande.

Foi uma aventura e tanto. E a princesa portou-se à altura.

De recordação ficam as fotos, a coroa de flores naturais, o bouquet, os bilhetes de avião e de comboio, os menus personalizados, o lenço italiano, a joaninha da Swarovski...



E mais...

:: As corridas para não perder as conexões

:: As quedas do carrinho das malas

:: O casal alemão, muito simpático, que nos ajudou a comprar os bilhetes, já passava da meia-noite

:: O quarto minúsculo em Frankfurt

:: O cartaz na estação do Luxemburgo "Vende-se Leitaõ - 109€" (!!!)

:: As gargalhadas da Kel na porta de embarque (porque eu não conseguia por a mala de pé) e que puseram a fila toda a rir
:: A turbulência na viagem Madrid-Lisboa, que fez pensar na vidinha e à qual a princesa respondeu com um “Já acabou? 'Tava a gostar!
:: O anúncio em Madrid "Café e muffin - sólo 3,95€"....







Enfim, coisas que não se esquecem. Que fazem com que esta viagem fique na memória.








quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Ida e Volta

6ª Feira
Lisboa - Madrid
Madrid - Frankfurt

Sábado
Frankfurt - Luxemburgo

Domingo
Luxemburgo - Frankfurt
Frankfurt - Madrid
Madrid - Lisboa

Quem corre por gosto não cansa!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Crocodilos no quintal

Nunca fui fanática por bichos. Gosto, mas sem exageros. Tenho amigas que falam dos fiéis amigos como se de filhos se tratassem… Há a Jacinta, a Diana, o Vasco… E até há quem esteja a pensar fazer um blog dedicado às cadelas! Muito terá o Xunano para contar sobre a sua cadela epiléptica…

Já tive cães, gatos, periquitos. Lá por casa andam agora o Pirilinho (um peixe cor-de-laranja) e a Tuga (um cágado). A estes dois juntaram-se o Casco e o Curto, os cágados do meu sobrinho, que foram lá passar uma temporada enquanto o meu mano foi de férias para a Alemanha.

Uma noite destas, a fiscal dos cágados (vulgo minha mãe) deu por falta de um, que armado em macaco trepou a palmeira artificial do aquário e lançou-se para trás do aparador… Depois de o recolocar na água, a minha mãe decidiu desflorestar o oásis dos meninos e acabaram-se as palmeiras.

Entretanto, há dias falava com a Raquel sobre bichos. Além do caõzinho e do gatinho que ela passa a vida a pedir, naquele dia saiu-se com uma diferente.

Eu gostava era de ter um crocodilo e uma girafa!”… Humm… Complicado, não filhota? “Não mãe! Fazemos um lago e pomos lá o crocodilo.

Decidi não aprofundar muito a questão, senão ela ainda me saía com uma solução mirabolante para conseguirmos por a girafa no terraço.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Saudades tuas

Já resolvi a futilidade dos pés e das mãos. A boa da Rosinha, uma venezuelana gira nas horas e super divertida, fez a proeza de me colocar brilhantes azuis nas unhas dos dedos das mãos e nos dedões dos pés! Segundo a Raquel, estão “lindíssimas”!

Ando a chegar tarde a casa. Ontem eram quase 10h da noite… Janto a correr, despacho e-mails e bolsas em croché enquanto vou sabendo as novidades, contadas pela minha mãe.

Recusei um jantar com amigos, para me despachar e ir para casa. Estava com saudades da minha pequena. Telefonei à minha mãe para não a pôr na cama antes de eu chegar. Quando a fui deitar, pediu-me colo. Peguei-a ao colo e perguntei “Que se passa?”. Enquanto me abraçava respondeu “Estava com tantas saudades tuas!”.

Ficámos assim um bocadinho, a matar saudades. Ainda antes de adormecer, chamou-me outra vez.

Raquel:
Quantos dias faltam para as férias?

Eu: Dois
dias: amanhã e depois.

Raquel:
Olha mãe, eu nas férias posso comer um gelado num dia, depois no outro dia não como e no outro como outra vez?

Eu:
Não, não podes!

Silêncio e ar intrigado!

Eu: Nas férias podes comer gelados TODOS os dias!

Raquel:
Yes, yes!!

Eu:
Mãe, ela disse “Yes”???

Mãe:
Disse. E costuma fechar o punho e agitar o braço para cima e para baixo quando diz isso…

Eu: Ah bom…