Foi uma semana com muita chuvinha. Daquela miudinha, que irrita. E daquela à séria, que molha. Entre uma catrefada de papéis, telefonemas infindáveis, problemas sem aparente solução, eis o que ficou.
Ao telefone:
Um amigo de longa data com quem não falava há séculos
:: Estás boa?
:: Eu
sou boa!
:: Naaaaaa... tu és melhor que boa, melhor que óptima... és bóptima!!!!
Outro, coitadinho, que levou com o meu chasso...
:: Quero o meu carro de volta!!!
:: Temos pena.
:: Vaca!
:: ´Tás parvo? Que cena é essa de me chamar "vaca"?
:: Eu não te chamei "vaca". Chamei-te "baca" que é muuuuuito diferente!
Por volta das 20h30 de sexta feira (!!!) uma colega em pânico:
:: Eh pá... aquele assunto e tal, tens de marcar uma reunião urgente... Temos de resolver e eu esqueci-me e vê lá...
:: Ouve lá... mas tu achas que eu ando a dormir? Isso já está resolvido!!!
:: Tu... óh pá... Tu és uma Deusa!!!!
Bom... e podia ter ficado por aqui, mas não. Num fim-de-semana com duas festas de aniversário (infantis) e um lanchinho, entre a primeira festa e o lanche... bati com o carro. Nada de especial. Só chapa. E ainda tive eu de preencher a declaração amigável. O meu lado e o do "amigo".
Pobre senhor. Estava tão abananado. Tremia todo. E eu... em vez de me calar, não me contive. "Já viu? No meio do azar, teve a sorte de bater numa rapariga nova. Se fosse noutro como você, ficavam aqui a tarde toda! E o desenho havia de ficar uma coisa jeitosa..."