Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Das privacidades de cada um



A propósito daquela cena que anda a circular no FB em que todos proclamam estar na posse das suas faculdades mentais (!?)  apanhei esta pérola.

(…)  estes senhores do facebook pensam que são donos das nossas vidas, já mais do que uma vez verifiquei que andam na minha página a ditar ordens e a vasculhar a minha vida privada, por isso ultimamente não tenho escrito nem postado nada. Deviam ser punidos pois a Página é nossa, o perfil é privado e só a mim e a quem eu autorizar a pode visualizar. (…)

Eu conheço a pessoa em questao, mas nem vamos por aí (sim, que eu conheço cada aventesma que dá vontade de fugir!). A personagem deu pelos senhores do FB a vasculhar a sua privada… muito material para psicanálise. Gosta de saber como é que deu por isso... será que eles deixam rasto?! Qualquer dia estamos a dizer que o FB é do povo e que o povo é que deve ditar as regras.

Mas será assim tão difícil perceber que NADA é privado a partir do momento em que se publica na internet?! Venham-me cá com teorias de que o meu perfil é privado e ninguém o pode ver e fia-te na Virgem e coiso e tal.

Não  que o FB seja tipo PIDE e esteja em cima de tudo o que é publicado, de fio a pavio mas, tendo de haver um controlo - que temos de reconhecer como necessário, seja para tudo o que infrinja a lei e não só - as coisas são vasculhadas, vistas e revistas, sim! Quem não tem consciência de que é assim, é, no mínimo, ingénuo.

Acharem que o FB é como o diário que guardam fechado na gaveta da mesa de cabeceira ou o álbum de fotografias escabrosas com a prima Cidália que está debaixo da cama e ninguém, mas ninguém mesmo vê, é absolutamente ridículo. 

E se assim fosse, qual era o objectivo de publicar estas coisas?

Quem não quer ser visto não se mostra. Ponto. Conheço várias pessoas sem FB todas elas com as suas validíssimas razões para não terem e que pura e simplesmente vivem bem assim. Quem quer tem, quem não quer não tem e nem deve doer assim tanto a quem não o tem, senão… tinham, certo?!

E será que é porque pespegam com um “eu estou muito bem do miolo e sei o que digo a 1 de Fevereiro de 2013” que o Mark e a equipa dele (e outras almas que também lá calham para "cuscuvilhar") nunca mais lhe entram no perfil, não vasculham as fotos do Verão na Lagoa de Albufeira e os picnics na mata do Monsato mais os valiosos pensamentos roubados em outros tantos perfis?! Oh alminhas sem juízo…

Isto parece-me tão óbvio que chateia. Ah e os falsos moralismos de “deviam ser punidos” (sem sequer perceberem o que estão a dizer) irritam-me até á medula.

O mundo seria um lugar tão melhor sem gente estúpida. Mas muito menos divertido, confesso.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A temática do corno aplicada á música



Acho que todos temos um pouco para aprender com as chamadas “canções de dor de corno”! Vá, não desistam já, aguentem-se por aí que vão ver que no fim isto até faz algum sentido (o mais provável é que não).

Seja a do Tony Carreira (ai, que urticária, Jesus!) a perguntar repetidamente “porque é que veeeeens”ou a da Beyonce,  tão arrumadinha, que lhe diz ao fulano “To the left , to the left… to the left, everything you own in the box to the left”. Tomara eu saber onde enfiei a minha máquina fotográfica quanto mais estar preocupada em pôr as coisas de um gajo que me encornou numa caixa fosse onde fosse! Vai procurar camelo!! E sorte tens tu de não ter pego fogo a tudo ou vendido no ebay as cenas de marca. Fraquinha filha, fraquinha.
Depois há aquele que diz que os maridos das outras é que são bons. Não, não sei como é que o gajo se chama e Deus me livre se eu vou googlar "os maridos das outras" no laptop do trabalho! "Corno" ainda vá que nao vá...

Voltando ao gajo dos maridos...  isto faz-me perguntar com todas as letras what the fuck?!?  Das duas uma, a mulher encornou-o com o marido de uma amiga ou então o pobre diabo está rodeado de amigas mal resolvidas que passam a vida a gabar os encantos dos maridos das outras.  Como diz o outro, muito material para psicanálise.
Eu que sou eu, digo que é preciso estar algo muito mal numa relação para uma gaja começar a olhar para os maridos das outras e ver perdicados á força toda. Naaaaaa, cheira a esturro, certo? Certo! Avancemos então.
Neste tópico nunca me consigo esquecer da música brasileira, que tem provas dadas e amplamente exploradas (até demais) nesta temática. Músico brasileiro que se preze tem, pelo menos, uma música sobre o acto de ser encornado. Músico que não se preze, tem várias. Algumas até são “ouvíveis” outras … Nossa Senhora, são de fugir a correr na bisga, mesmo!

Um bom exemplo (se é que há "bons exemplos" nisto) é a Banda Calypso…. Ai, senhores, admitir publicamente que ouvia (e cantarolava) isto é uma chicotada de todo o tamanho no meu ego, mas fazer o quê? São fases (para não lhes chamar outra coisa!).
Uma das músicas (como todas as da banda) tem uma letra digamos… parva! A moça diz que a lua a traiu. Não, não foi o bom do gajo, esse “num passe de mágica (Você) desapareceu”. A culpa foi da lua, pois a rapariga tinha pedido “prá lua dos amantes que iluminasse essa hora prá esse amor eternizar...” e a puta da lua faz o quê? Desaparace-lhe com o gajo! Não se faz….

Outros exemplos incluem letras com”piri-paque” e “eu viajei na maionese” mas sempre centrados na traição da pobre da rapariga. Uma tristeza. Visto que é a Joelma Mendes da Silva (gozar com o nome da vocalista era piada demasiado fácil, até para mim!) que escreve as letras e o Chimbinha (marido) que toca, acho que eles deviam optar pela terapia de casais e não tanto por contar/cantar a toda a gente que o sacana a encorna a torto e a direito. Não é bonito, mas vende discos que se farta.

Mais exemplos? O do Shaggy é tão idiota como… parvo! “It wasn’t me” é um exemplo claro da estupidez masculina (sorry, can’t help it!) que não só escreve uma letra assim como certamente e que me caia um raio em cima se já não houve centenas, senão milhares, de marmajos a usar esta manha. Naaaaaaa filha, tu viste mal! Euuuuuuuu?! Mas tu estás parva?
Posto isto, vou almoçar e desligar a Comercial, que isto de ouvir Os maridos das outras avariou-me a cuca! (não vou nada, estou a brincar… vou so almoçar.

Não aprenderam nada? Paciência, talvez para a próxima. Ou não.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Para comecar bem o ano

Malta que chega aqui como quem vem da serra aos trambolhoes. Ok, há os que veem certinhos e sabem ao que veem (ou nao!). Mas se isto nao é para rir, nao esperem que eu chore ok?

Já escrevo sobre a passagem de ano, tá? Isto aqui está tudo muito busy, busy, por isso entretenham-se lá um bocadinho com isto agora que eu já vos atendo.


Intrigam-me especialmente as encryped searchs! Devem ser as minhas costelas de cusca.

Conselhos:
1. No "back in mountain" falta o "broke". Parecendo que nao, faz diferenca!
2. Para quem vai mandar o cartao aos amigos... esquece lá isso! Uma sms faz o mesmo servico (ainda eu digo que uso muito o Google... há malta que abusa)
3. Essa cena das meninas 15 cheira-me a pedofilia... e o "piano omes trezeno" a drogas duras!
4. Se o relogio do fiesta 2008 atrasa, aconselho a adianta-lo (escusa de agradecer!)
5. Se a Primark vai ou nao abrir no Barreio em 2013, nao sei, mas acho bem. Depois avisem, ok?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Das reclamações


Uma vez por ano posso queixar-me dos comboios. Hoje é o dia! Ao que chega uma tipa que pelas vicissitudes de viver num país civilizado quase nunca consegue queixar-se de alguma coisa. Isto para uma portuguesa é como tortuta chinesa! 

Há dias ía escrever uma carta a reclamar de uma situação que se passou na escolar dos miudos, toda contente e cheia de razão, quando o meu gajo leu e me estragou o gozo todo “Olha, lá já pensaste que pode ter sido outra coisa?”. E pronto lá se me foi o poder de argumentação todo para as cucuias e larguei aquela que seria a minha primeira e devidamente inflamada reclamação neste país.

O problema é que os gajos não dão azo para uma pessoa reclamar. E já estou farta de reclamar do tempo, que bem vistas as coisas não é culpa de ninguém.

Posto isto, os comboios hoje estavam parvos. Aquilo a que os tipos chamam de “signal failure”. O que significa que por não haver semáforos os gajos não andam! Ora se isto fosse em Portugal, estava tudo resolvido, porque não haveria de ser um sinal luminoso defeituoso que iria parar o maquinista. Haveriam de morrer uns quantos passageiros, mas quem é que se preocupa com isso?!

Aqui, com todas a medidas de Health & Safety e a histeria de fazer tudo certinho senão ainda morre alguém e vamos todos presos (e é que vão mesmo!) toca de parar os comboios todos.

E vai daí, eu que nunca tenho hipótese de recalamar de nada, faço o gosto ao dedo, e num comboio apinhado de gente atrasada para o emprego largo tiradas como “The driver is probably still in bed! Signal failure, my ass!”  E perante os risos e olhares concordantes dos demais, continuo “If it’s not the rain it’s the snow, and now they just made up a new excuse to run late”.

No fim, recosto-me no assento, beberico o meu cházinho e digo alto “Well, for once I’m late and it’s not my fault! I might as well relax and enjoy it!!". E leio o Metro (sim a gente aqui também temo Metro. Mas em inglês, bem escrito e com menos dispartes que o vosso!).

E depois de o conductor se desculpar 3 vezes nos últimos 10 minutos, o que faz uma pessoa pensar que ele deve estar na cabine a autoflagelar-se com um chicote, tal é a voz de sofrimento, lá decidem cancelar o comboio e toca de ir tudo, feito carneirinho, á procura de outro.

Contas feitas, o meu comboio da 7h34 foi cancelado e só apanhei um comboio as 8h05, tendo chegado ao trabalho 20 min atrasada.

Isto não se faz pá! Fosse o Salazar a mandar neste país e os comboios andavam todos na linha (ai… já andam!) e a horas! E condutor que se atrasasse ía parar ao Tarrafal!!!

Este país assim não avança pá! Comboios cancelados/atrasados pouco mais de uma vez por ano??? Onde é que isto já se viu?! Qualquer dia passam-se e começam a dar descontos ás pessoas, sempre que estão abaixo de 90% de pontualidade… Ah… isso já fazem.

Pronto, já fiz o gosto ao dedo. Agora só posso reclamar outra vez para o ano. Isso, ou rezar para que neve muito. Mas isso ainda tenho de ver quem é que vou culpar…. Ou atiro aquela do “Aqui a culpa morre sempre solteira, não é???!!!” que fica sempre bem.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

E de maneiras que é isto...


Atentem que a alminha atormentada andava á procura, não de solução para o seu problema, 
mas sim de imagens... Imagens, senhores!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sou só eu...

... Ou o acto de "conceber" tem de ter lugar muito antes da ida para a maternidade? Porra... confundem a malta.



Isto vindo do Expresso é pura desilusao... a malta que le jornais em Portugal está perdida. E os que nao leem também, nao pensem que se safam!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Gosto muinto da minha qlienta!

Em muitas coisas (algumas, vá) eu sou tuga até ás orelhas. E por essas e por outras, oiço a Rádio Comercial todos os dias no meu laptop (sim, os gajos de IT adoram-me, que eu ocupo a banda toda! Caguei!).

E hoje ouvi um anúncio qualquer da Caras ou da Nova Gente (esse brontosauro ainda existe?) a dizer que a Sofia Ribeiro se ía separar. E penso eu cá com os meus botões (olha porra, esta hoje nao faz muito sentido, que não tenho botões!!) "Quem raio é a Sofia Ribeiro?!"

E como eu não sou menina de me manter com dúvidas, gosto de tudo bem esclarecido na mona, toca de escrevinhar o nome da menina na página do Sapo. Foi no Sapo, como podia ter sido na Wikipedia ou no Google. Antes tivesse sido o Google, valha-me Nossa Senhora d'Agrela, que não há Santa como ela...

Lá está a fronha da menina (bem gira, por sinal) e mais o gajo de quem se vai divorciar. E pronto, a dúvida acabada, vinha-me embora, não era? 

Pois era... mas eu sou uma maluca do caraças e toca a ir ler os comentários á notícia.... e logo o primeiro é assim qualquer coisa que eu não sei como explicar. Ora confiram lá comigo e concordem que isto não é uma pérola... é uma Senhora pérola.


Uma granda beijoca para o Rei dos Caracóis que deve ser um restaurante muita catita! E a Sofia é cada das minhas, grama caracóis!

Mas sabem a melhor (ou a pior!)??? Há mais! Pois claro que há...


Claro que sim, filho! Que o que ela tinha era um coelho, querem ver? E olhem que até nem era nada de se deitar fora, o rapazito!

Mas a melhor de todas é mesmo a última...


Sim, que se os leitores nao tiveram culpa nenhuma no divórcio, toca lá a fazer as pazes! E até pede desculpas, coitado(a)! Agradece-se a quem fanou a caixa de Lexotan a este senhor(a) que devolva o quanto antes, que lhe está a fazer muita faltinha.

E como sou mesmo uma masoquista de primeira apanha, vamos lá fazer a coisa como deve de ser... Caras e Nova Gente (ainda existe, pasmem-se!!) here I go.

Nao há fome que não de fartura, ou estupidez com limite, como dizia o outro...

Esta parece-me um retrato fiel do país: eu (não "eu", ela, que escreveu o comentário!) sou muito tonta e vou dizê-lo (escrevê-lo, neste caso) para toda a gente ver... Sim, que a malta gosta de se expor ao ridiculo que é uma coisa parva.


Vos sóis gentinha, mas eu sou o povinho tonto! Ana Rita, estás lá!!! E nao é que este comentário tem 14 "likes"?! Ah pois é, senhores, que a tonteria vem aos pares ou em grupos muita grandes...

A Caras, infelizmente não tem comentários nos artigos. E se tivesse, eu era gaja para ir lá ecrever que estava mal não terem comentários. 

É o país que têm! Que eu já me pirei há quase 3 anos e fico aqui a assistir de camarote, a mandar bitaites e a divertir-me á bruta.

As bruxas, senhores! As bruxas...

Não sei como não me lembrei de escrever sobre isto antes... Mas enfim, aqui vai.

A minha cria sempre foi uma criança super bem disposta, alegre, faladora (puxou á mãe) e muito, muito dada (saíu ao pai).

Vai daí, começou a falar com 9 meses, tendo sido a primeira palavra "pai". Tinha 9 meses, não sabia o que fazia certo? Certo!

Com um ano, tinha um vocabulário farto, com carradas de palavras inventadas por ela como "tócolante" ou "tóculismo" e palavras que só a mãezinha entendia! Tenho um livrinho da Moleskine com o titulo "Quando a Raquel tinha 3 anos" que é um tesourinho... desde dispartes que ela dizia, a significados de palavras. Um mimo!

Tinha ela cerca de um ano e meio, em Outubro de 2003 portanto, chega o Halloween e uma parafernália de decoraçoes que incluíam, entre outras coisas, bruxas. Ora a catraia sempre gostou de bruxas. De Pai Natal e fantoches fugia a sete pés, mas bruxas, venham elas.

Na altura vivíamos em Viana do Castelo e o meu shopping de eleição era o NorteShopping. Um belo dia, toca de ir as compras e ía eu a entrar na Tribo, com ela no carrinho, montra repleta de bruxas e sai-se a petiz, alto e bom som, de braços abertos e sorriso rasgado "Olha mamã, tanta puta!!!!".

O que é disseste filha?!? "Puta, mãe... tanta puta, olha!" Não filha, ignorando os olhares indignados dos presentes... é BRUXA... tenta lá dizer... BRU-XA... E ela convencidíssima que estava a dizer a coisa mais acertada do Mundo "PU-TA"!!

A minha mãe num canto a escangalhar-se toda de tanto rir, eu a tentar manter a compustura para a criança nao perceber que estava a dizer um palavrão e vamos é embora daqui que isto está cheio de pu... bruxas, bruxas pá!

É óbvio que a história correu a família e os amigos todos e não houve quem não perguntasse á miuda "Oh minha linda, diz lá 'bruxa'!". O que ela fazia com todo o gosto!

A parvoeira foi tanta que duas empregadas do bar que eu geria na altura levaram-na uma vez a ver as bruxas (as bruxas mesmo, não as outras) ao Pórtico, uma loja fantástica que havia em Viana (ainda existe?)!
E parece-me que a loja em peso se mijou a rir com minha filha a dizer coisas como " Ai que puta tão linda!", "A Caquel gosta das putas" e afins. Enfim... era Viana do Castelo senhores! Diz-se "vai-te foder" á laia de bom dia, portanto uma caganita de ano e meio a dizer "puta" é uma festa!

Graças a Deus, a coisa passou-lhe e aprendeu a dizer bruxa direitinho. Já canjerina ainda hoje diz!

Ao lembrarmos este episódio ontem a minha mãe lembrou-se de outro. Com mais ou menos 2 anos, quando a miuda fazia birras, de tanto me ouvir a dizer que o mal dela era fartura, ao ralhar com ela perguntava-lhe "Sabes qual é o teu mal, sabes?!". E ela com ar de gozo e feliz da vida por saber a resposta certa dizia "Fartura!"

A minha filha é uma benção! Gira nas horas, esperta que nem um alho, divertida, maluca como a mãe e com um coração enorme (saiu á avó, que eu sou uma cabra).

E deu-me assim umas saudades loucas da minha pimpolha canina. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Olá, oi, bonjour, hello, 你好, hallo


Malta que me lê... continuem por aí! Isto nao tinha metade da piada sem vocês!!

Os tugas

Funchal, Macinhata Do Vouga, Barreiro, Seixal, Aveiro, Grijó, Porto, Lisboa, Torres Novas Espinho, Viseu, Alvor, Viana Do Castelo, Covilhã, Coimbra, Amadora


Os brasucas

Paraná, Bahia, Goiás, Alagoas, São Paulo

Os emigras 

Lucerne, Switzerland
Paris, de França
Macau
Le Mont-sur-lausanne, Vaud, Switzerland
Palo Alto, California, USA
Brussels, Belgium



Ah pois é meninos e meninas... eu topo-os a TODOS! 
Thanks StatCounter.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pára tudo!

A gente para dizer mal tem que se informar mais, certo?

Então fui ler mais um bocadinho, assim na diagonal que os brilhos já me estavam a magoar os olhinhos e pára tudo! Colar da Primark????? De onde?!!!???

Como é que malta que diz que tem "estilo" lá veste/usa alguma coisa da Primoney (nome que se dá aqui)???

Oh pelo amor dos Deuses. Em Inglaterra quem vai á Primark é a malta que vive de subsídios e eu. Mas eu é porque adoro um bom bargain e não tenho qualquer pretensão de ser estilosa.

Daqui a pouco vão começar a usar coisas em segunda mão e dizer que isso é que é ter estilo, querem ver?!

Mas quem é que escreve um livro intitulado "Estilo disse ela" e usa cenas da Primark?!? Ah... malta portuguesa. Isso e pagarem-lhe em géneros. Ok, está explicado.

(sim, agora já me podem bater, que eu já tomei partidos. Isso e paracetamol para as dores)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A arranjar lenha para me queimar

Tuga que é tuga gosta de uma boa peixeirada. De umas arranhadelas e puxões de cabelos. Então quando as protagonistas são gajas, a coisa aquece. Gajos ao murro? Não tem tanto interesse e pode sempre ver-se boxe ou sumo na tv. Já gajas á chapada, é preciso ter sorte e é um regalo para os olhos. Nem que a cena seja virtual. É isso ou sou eu que tenho uma vida sem interesse.

 
Vai daí e ponho-me a pensar na questão em si. Não que interesse, a gente quer mesmo é vê-las á chapada, mas pronto, eu gosto de saber os porquês.

 
Parece que anda por aí muito blog da moda. Ou será “na”moda? Que há uns aninhos atrás sicrana ainda andava á procura de patriocínios que lhe pagassem a viagem a Nova Iorque (ai, que más linguas pá!). E que não se aguenta e que são todas uma cambadas de put@s. Não fui eu que disse, mas até podia ter sido.

 
E continuo a pensar, será dor de corno, como diz a outra? Bom, que a tipa já escreveu livro (ou livros?) fez sessões de autógrafos, tem cenas com o nome dela como cremes e afins... qualquer um fica com inveja (ou não?!). Se pensarmos que há uns anos alguém ouviu de passagem na FNAC que "hoje em dia qualquer cão ou gato escreve um livro em Portugal!" e que até eu (!!!) já escrevi um... (se vendi miutos ou não isso agora não interessa nada. Escrevi e prontos!) até nem é assim um grande feito, pois não? Não desfazendo, claro!

 
Pois, não sei. Até poderá ser, mas não conheço as visadas portanto não opino. A dor de corno é uma cena tramada. Não falo por experiência própria que eu não me dou a sentimentos mesquinhos e menores. Mas já dei de caras com o dito no focinho de muita gente.


Uma dessas vezes foi quando fui a Nova Iorque. E adivinhem lá quem é que pagou a viagem? A mesma gaja que pagou a de Miami… EU! E mais uma semaninhas venho de lá toda contente, posto fotos no Face e escrevo no blog sem que ninguém me pague um tusto. Se eu gostava que pagassem? Se calhar até gostava. Mas depois tinha que escrever o que eles queriam e toda a gente sabe que isso não ía funcionar. Eu só faço o que me apetece e fretes é palavra que desapareceu do meu diccionário há uns 20 anos, mais coisa menos coisa.

 
Nem de propósito leio que uma delas (dessas, do blogues da moda) tem o sonho de ter uma pele linda, maravilhosa e resplandecente. Há quem tenha. Olha para mim aqui! E pasmem-se: ninguém me pagou nada por ela. Se eu gostava que pagassem? Ora, a malta não se faz de difícil. Mas entre ter uma pele de merda e ter esta cena maravilhosa que se mantém linda, maravilhosa e resplandescente com o passar dos anos, não precisamos que venha o diabo e escolha, certo? E atenção que eu não estou a dizer que a menina tem uma pele de merda, ok? Estamos só a conversar e a fazer analogias (parvas).

 
Depois, depois vem aquela coisa marada das depilações e que a cera XPTO é a melhor e a mais as bandas disto e daquilo. Vá, pasmem-se lá outra vez: há quem nasça com o sim-senhor virado para a lua e não saiba o que é essa cena estranha de “depilação”. Não porque goste de andar peluda. Não, nada disso. Só porque não precisam. E sim, eu sou uma dessas aves raras, alvo de inveja de umas e outras, porque não tenho de fazer depilação. Nem a frio, nem a quente, nicles! Chama-se bons genes e sorte. Combinam-se os primeiros com uma pitada da segunda e está feito este protento de mau feitio que sou eu. Mas ao menos tenho uma pele linda e não preciso de fazer depilação.

 
Mais á frente, lembro-me que viver onde eu vivo (Inglaterra, para os mais desatentos) faz com que qualquer um possa ser um ícone da moda. Seja o pica bilhetes no comboio, o lavador de janelas aqui do prédio ou a senhora que engoma as camisas do meu gajo, do outro lado da rua.


Isso porque toda a gente dá um adeus e um queijo por aquilo que tu achas que eles deviam vestir, usar, comer, etc. Conselhos?! Ou és o Lagerfeld cá do burgo ou como diz o outro “who gives a flying fuck?!”. Essas cenas de carneirismo puro só funcionam em Portugal, onde a malta não se dá ao trabalho de pensar pela própria cabeça e consome tudo já mastigadinho. Sem ter que fazer o Tico e o Teco (isto para os não mono-neuroniais) correr muito para assimilar que o azul até fica bem com o cinzento (só porque fulana de tal tem um blog da moda e disse que sim).

 
Por essas e por outras é que eu acho que estou aqui muito bem. Que posso sair á rua cheia de ramelas, de chinelos de quarto, com uma mama de fora e uma meia de cada cor, que toda a gente se esta absolutamente cagando para o assunto. E isso dá-me uma paz de espírito enorme. Quase tão grande como a cambada de cusquice que se criava no meu bairro cada vez que eu chegava a casa ás 5h da manhã.


Assim sendo, não que eu quisesse ter um blog de moda. Mas se eu quisesse, oh pá... não dava! Aqui ninguém me ía ligar nenhuma. Em Portugal iam achar que eu estava armada em boa “olha aquela put@ só porque vive em Londres acha que nos pode dar conselhos!” e porque muito sinceramente tudo o que eu pudesse dizer/escrever/aconselhar lhes ía passar ao largo. Se não vejamos, o mercado de bens em segunda mão (que aqui é coisa mais do que enraizada) começa agora a aparecer em Portugal. E ainda com muito estigma e só porque a crise obriga a tal. Depois, aqui não se liga muito ás aparências. Epic fail. Toda a gente em Portugal nota a nódoa na gravata, o punho descosido, a braguilha aberta, o botão que falta na camisa. Por último, a grande maioria da malta aqui tem orgulho de pensar pela própria cabecita (manias!).
 

Vai daí, ter um blog de moda, a ser uma opção e coisa que eu quisesse, ía ser mesmo só para inglês ver.

Por isso vale muito mais estar quieta, ter o meu bloguezito fora de moda e assistir de camarote a essa malta toda a comer os fígados umas das outras. Quem trás as pipocas?! (trocadilho infeliz, mas muito engraçado… digo eu!)

Ah... e atenção, não me comecem já a bater que eu ainda não tomei partidos. Ainda.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Manias

O que eu gosto de ser a primeira a chegar ao escritório e ter as luzes todas a acender á medida que vou andando. E até fazem aquele barulhinho... tchan, tchan, tchan... eh pá, indescritível! Digo-vos mesmo... a minha manhã começa muito melhor.

Sim, eu sei, sou pobrezinha de contentar. Mas é isso ou lembrar-me que depois de amanhã temos temperaturas negativas. Ah pois é!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Anda por aí muita mente confusa...

De vez em quando, não tendo muito que fazer, dá-me para checar as pesquisas que a malta faz para chegar aqui ao burgo. E divirto-me á bruta.

 

#1 - o que pode ser espreguiçar (já agora, escreve-se com "ç"e não com 2 "s") demais - só me parece poder ser uma coisa. Preguicite aguda. Ataca forte e não passa depressa. Cura muito lenta e dolorosa! 

(E se vocês soubessem a trabalheira que me dá pôr acentos circunflexos e cedilhas num teclado inglês, estavam era bem quietinhos...)

#2 - xixi piscina - badalhocos, é o que é! E vindo da Bélgica deve pensar que é o Manneken Pis da blogosfera...

#3 - fazer pó para snifar - o único pó que abunda nestas zonas é o das prateleiras mais altas. Havendo vontade e tempo é agarrar num paninho e sintam-se em casa, boa? (seus ganda malucos!)

#4 - kamasutra posição de cascata - é viver e aprender! Não conhecia... ou pelo menos não lhe dava esse nome (eu não escrevi sobre isso, pois não???!!!!)


#5 - mi vida es una fiesta - bingo! 

#6 - emigrem emigrem - eu farto-me de avisar, mas ninguém me liga... Depois queixem-se!

#7 - respostas para as pessoas que dizes que es una puta - hum... estou confusa! Afinal quem é que diz que és? Ou és tu que dizes que elas são?! Um conselho... primeiro tenta perceber quem chama o quê a quem... Parecendo que não, facilita! Depois, não respondas. Mulher séria não tem ouvidos. Isso ou responder qualquer coisa como "quem diz é quem é!". Muito adulto!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Elefantes

"Se um elefante incomoda muita gente... dois elefantes incomodam muito mais.
Se dois elefantes incomodam muita gente... tres elefantes incomodam muito mais.
Se tres elefantes... " and so on, and so on.

Got the picture right?!

Hoje sinto-me qual manada de elefantes a incomodar muita gente. Muita nao, sao só 2 ou 3, mas eu gosto desta sensancao de "incomodar" só porque sou eu, só porque existo.

Sim, eu sei, presuncao e água benta cada um toma a que quer. Mas eu sei que incomodo... e bastante!
Oh para mim a respirar e de cada vez que me sai o ar das narinas a imaginar o ar de enfado dos incomodados "lá está ela a... existir! Que chatice!"

Temos pena?! Nao, nao temos! Tem a ver com a posta anterior a esta e que basicamente diz "Get a life of your own! Mine it's taken!"
 
"... incomodam muita gente... quatro elefantes incomodam muito mais! tra lá lá lá..."



Zangam-se as comadres...



Se há coisa entranhada no espirito portuguesinho que nao descola nem com a emigracao é a coscuvilhice.

O leva e trás, o “vou-te contar uma coisa, mas tu jura-me que nao dizes a ninguém!” quando se sabe de antemao que o que se quer é o boato bem espalhado e quantos mais distorcerem a história melhor.

Nao me vi livre deste fenómeno quando emigrei. Nao que me dê com a extensa comunidade portuguesa residente aqui no burgo. Mesmo que quisesse, e agora vou ser mázinha (que é o que eu faco de melhor) a maioria deles ou vive de benefícios (os RSU aqui da zona) – logo, tempo livre a mais - ou trabalha por turnos, pelo que a vida social deles nao se coaduna com a minha.

Verdade seja dita, eu nao tenho tempo nem vida para este fenómeno. Por muito que aprecie uma conversa de café de umas boas horas, a última que lembro, sem contar com as férias, foi em Fevereiro. Por muito que eu quisesse saber o que pensa de mim o resto da malta… nao tenho tempo. Há outra coisa á qual eu preferiro dedicar o meu precioso tempo. Chama-se “vida”.

E aqui é que a porca torce o rabo. Malta que nao tem essa coisa chamada “vida” passa a triste existência que tem a falar dos que realmente têm algum interesse. Porquê?! Ora, porque sempre foi assim… se eu nao tivesse uma vida tao interessante, fosse gira nas horas, feliz e bem resolvida porque raio o pessoal iria falar de mim? Por norma, os quadrilheiros (palavra que o meu pai usava amiúde) falam de gente interessante ou dos desgracadinhos.

Como de desgracadinha felizmente nao tenho nada, sou um alvo favorito aqui do burgo. Nao que me dê com muita gente. Nao que precise. A coisa é tao mal feitinha (á tuga, mesmo) que muitas das coisas que digo na presenca de A. correm para B. e de B. vao para C. E depois como eu até nao tenho tempo, mas de vez em quando me cruzo com C…. Nao é preciso ser muito inteligente para perceber pois nao?! Talvez nao. Mas se calhar A. tem de comecar a ter tento na lingua. Ou serei eu?! Pois, fica a dúvida.

Aquilo que sei é que nao tarda muito e, num ditado que eu gosto muito, shit will hit the fan e nao vai ser bonito. Quer dizer, eu nao me chateio nada, que no fundo ando a alimentar séculos de uma coisa que, pobres de espírito, lhes está nos genes, e é mais forte que eles. 

E nao me interpretem mal. Eu adoro uma boa coscuvilhice… mas atencao! Se me contam segredos, eu mantenho-os secretos (há muitos que davam posts incríveis aqui no blog, acreditem!!!) nao sou de inconfidências e se há pessoa que se sabe manter no seu lugar, sou eu.

Querem exemplos? Ok aqui vai... Se vou a casa de beltrana e ela esta exasperada com sicrana, nao saio de lá direitinha a casa de sicrana para lhe besuntar os ouvidos com o que beltrana disse, correcto? Correcto! E nem sequer é preciso que beltrana diga as palavrinhas mágicas “tu jura que nao lhes vai dizer!”. Está im-plí-ci-to! Mas isso é tao só e apenas um princípio básico de educacao. Que infelizmente muito boa gente nao tem. 

Talvez na próxima encarnacao eu tenha a sorte de voltar como desocupada pobre de espírito que vive de beneficios e tem muito tempo livre. Talvez aí consiga perceber qual é a piada da coisa.
É que no entretanto, visto daqui, estou á espera que a merda chegue á ventoinha para lhe achar alguma piada.