Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Das Américas

Comecando pelo obvio, diverti-me á bruta, vi sitios lindos, ía morrendo de susto a fazer snorkelling e comi que nem uma real besta (diet is on again!).


Miami Beach, Sunny Isles Beach, Key West (3 horinhas para lá chegar valeram cada minuto) e marisco a deitar pelos olhos a cada canto.

Cereja em cima do bolo, "Bubba Gump" o restaurante temático do Forest Gump … Um luxo, pelo menos para mim que amo o filme! Carradas de cenas do filme por todo o lado, mesas com citações tipo “My mama used to say…”, placas com “Run Forrest, Run” e “Stop Forest, Stop” para anunciarmos que queríamos fazer o pedido ou que estava tudo bem, menu de sobremesas em forma de raquete de ping-pong (quem viu o filme sabe porquê)… e camarão a dar com um pau! Loja de souvenirs estupidamente cara, óbvio! Enfim, não se pode ter tudo.

Em relação á comida, comecava a ficar cheia logo ao pequeno almoço. Os tipos são tão meiguinhos a server (NOT!!!). Que exagero, senhores. Ele é bacon, ele é ovos, ele é torradas… e o mais assustador foi ver o meu gajo super bem adaptado, a marchar uns ovos benedict (que é assim a pior coisinha que eu já comi a um pequeno almoço) e a amar cada segundo…

No primeiro dia jantamos no A Fish called Avalon e partimos logo a loiça toda. Uns 150 dólares… ouch! Até estalou… Mas a lagosta e o risotto de frutos do mar estavam assim qualquer coisa de cair para trás, chupar os dedos, chorar por mais e dar graças aos Santos e anjinhos todos. DE-LI-CIO-SO! Para dizer o mínimo.

No Domingo fomos a Sunny Isles Beach, molhámos os pézinhos e almoçámos num restaurante famoso pelos bifes, entrecosto e marisco. Tony qualquer coisa (que a minha memória nao dá para tudo...) E pronto, lá furamos a dieta (outra vez!) e toca de comer um balde de camarão de entrada, mais entrecosto cozinhado por 12 horas e mais taglieteli de marisco (sim, que o menino não descansa!) E a sobremesa?! Sem comentários, mesmo… É que dava para uns 4!

Na 2a feira o gajo foi trabalhar que alguém tem de fazer pela vida e eu lá fui para Key West fazer snorkelling. Muito bom.  Apesar de ter estado uns bons 10 minutos a hiper-ventilar e a dizer de mim para mim "O Deep Waters é só um filme!!!" (baseado num caso real, mas isso não ajudava nada á causa, certo?!?) e que tal como o capitão do catamaran me disse “All the sharks here are friendly!” E que morre mais gente sentada na praia com cocos que lhes caiem na cabeça! Yeah… sure!!!! E a musiquinha do Sharks in the back of my head! Fu**ing scary mate!!!

E lá me dei uma chapada mental, sem perder a compustura e pensei "OK, pagaste, vais fazê-lo e fazê-lo bem! Mete lá a tromba debaixo de água e ve os peixinhos, não penses em parvoíces e AHHHHHHHHHH! (grito histérico!) Cabrão do peixe enooooooorme que me assustou! Fónix, a máquina pá, a máaaaaaaquina!!!" Obviamente com toda esta conversa debaixo de água, não escapei a uns pirolitos. 

Ainda não sei se as fotos debaixo de água ficaram alguma coisa de jeito. A ver vamos… Mas que o peixe era lindo, era. Preto, com riscas azuis… enorme… e mesmo ali ao meu lado, como se nada fosse! Impressionante.

Dei mais uns mergulhitos, respirei fundo umas 20 vezes, sacudi algas do focinho e fugi de duas alforrecas enormes e roxas. E os 45 minutos passaram num instante.  Voltada ao barco, segura e seca, a coisa até me pareceu bem. Assim á distância, claro. Que dentro de âgua só não me borrei toda porque não calhou. Mas fui e fiz! E no fim, soube bem!

Será coisa a repetir, mas com companhia, que eu sou uma canguinxas e gosto de ter o gajo por perto para estas coisas. A menina não é aventureira mesmo.

Na volta a Key West juntei-me a uns Americanos doidos (peço desculpa pela redundancia) super divertidos e um bocadinho pró tocados. Conversa puxa conversa e já queriam vir os 6 (3 casais) comigo para Miami… Gente louca! Ah… e deram-me 26 aninhos!! Ou foi dos copos ou eu estou mesmo muito bem para os meus 37 (naquele dia ainda tinha 36!!).

No último dia foi a vez de ir testar um carro todo xpto de que não posso falar porque os gajos me pagam o ordenado e não posso dizer nada. Enfim, amercianices! Mas posso dizer que foi espectacular, o bicho anda nas horas e era coisa para pensar em comprar não estivesse tão longe do nosso orçamento. Detalhes!

Correu bem até ao ponto em que o meu colega, numa boa, se vira para mim e me pergunta se eu sabia que estava nos Estados Unidos. E eu, descontraidíssima, á espera que a cancela da linha do comboio abrisse, “Sim, sei! Porquê?!
É que estas do lado errado da estrada…  

Ai, que a loira baralha-se!!! Jasus, que ainda me mato e depois ainda me despedem, penso enquanto vou voltando depressinha para a faixa certa.  No harm done… safa!

E prontos. Foi isto. Mas muito mais para mais, que aqui escrito acredito que não pareça assim grande espiga. Vai umas fotos, para avivar mais a coisa? Vai sim senhor.




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Let it snow...

Fim de semana branco, branco, branquíssimo! Muito frio, muita neve, companhia: a melhor!
O hotel era fantástico, muito confortável e comida "deliciosa", nas palavras da Kélita.
Delícias:
"Estes senhores têm muito jeitinho para fazer torradas!!" - numa pastelaria em Manteigas
"Eu por mim ficava aqui 100 dias!" - no quarto do hotel
"Ai tão lindo!!! Olha ali mãezinha." - de 5 em 5 minutos, sempre que via alguma coisa coberta de neve, fosse um banco de jardim, um carro, ou uma pedra da calçada...
"Quando é que as linhas que estão por debaixo do comboio fazem anos?" - no comboio Guarda/Lisboa
"Tenho saudades daquele chão fofinho do quarto." - deitada no chão de tijoleira da sala, já em casa
Fizemos um boneco de neve lindo, no átrio da Sé (era o sítio onde havia mais neve...). À falta de artefactos para completar o dito, servimo-nos de duas moedas antigas de 1 escudo para os olhos (que andam na minha carteira há mais de um ano - eu sabia que íam servir para alguma coisa...) e mais 3 moedas de 1 € para os botões. Durante uns minutos enregelei porque, só para fotografia, pus o meu gorro e o meu cachecol no Manel (baptizado pela Kélita).
Além disso, andámos feitas tontas, debaixo de neve, de língua de fora para sentir os flocos. O frio chegou aos -2,5ºC no domingo e soube tãaaaaaaao bem. A Kel até guardou um pedacito de neve dentro de uma caixinha, para trazer para avó, por muito que eu lhe dissesse que derretia...
Quando encontrar o cabo da máquina, descarrego as fotos e ponho aqui as da paisagem e do Manel.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Ups...

Se fiz asneira? Parece que sim…

Eu, no meu melhor.
Estão a ver a Alemanha?
Eu também.
Estão a ver duas cidades com o mesmo nome?
Frankfurt?
Mas uma é Frankfurt Hahn e outra é Frankfurt am Main?!

Eu também estava a ver tudo muito bem quando fiz a reserva (ou não tivesse o Pat me avisado correctamente) e tenho a certeza que seleccionei Frankfurt Hahn. Mas o site é espanhol (sem ofensa) e assumiu Frankfurt am Main…

Bom, a asneira não foi assim tão grande. As duas cidades distam 120 km uma da outra (a fiar na wikipedia) estamos a falar da parte da Europa que é civilizada e onde há transportes modernos que ligam tudo e todos.

Como a hora de chegada prevista, ao aeroporto errado, é depois das 10h da noite, o melhor será dormir em Frankfurt am Main e no dia seguinte viajar de comboio até Frankfurt Hahn. Ainda bem que a Dê é uma mocita inteligente e casa às 3h da tarde. Vai dar tempo para tudo e a viagem de comboio com a miúda ainda vai saber a ginjas.

É claro que vou gastar mais com bilhetes de comboio e uma dormida em hotel que não estava programada. Isto para o caso de não conseguir alterar a viagem. Mas convenhamos que se calhar até vai ser muito giro.

Alemanha, comboio, a melhor companhia do Mundo e que, tal como a mãe, adora viajar... Até nem soa mal!