Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vá lá... emigrem!



Há uns anos atrás ele gostava de me apresentar como "a minha madrasta" aos amigos. O facto de ser apenas 2 anos e meio mais novo que eu tornava a coisa meio estranha e ele achava um piadao a isso. 

Com os anos, o nascimento da irma e muitas histórias depois (umas boas, outras nem por isso) hoje tenho-o como bom rapazinho e nao deixa de ser o irmao da minha filha.

Ontem veio visitar-nos e trouxe a namorada. A L. é gira, simpática e toda despachada, adorou Reading e nem teve assim tanto frio (pelo menos até ás 6h da tarde!).

Almocámos lá em casa e depois fui mostrar-lhes o Centro da cidade. Como isto é zona cidade muito comercial ela deliciou-se com as compras, ele nao se importou e andámos todos felizes depois de chocolates quentes, cafés sem acucar (blargh!) e chá ingles.

No final da tarde parámos no ex-libris desta cidade que é o restaurante Batista's Grill. Mais umas bebidas, uns dedos de conversa e nem sei bem como o tema foi parar nos/nas ex e em quantos/as tinham sido. E pronto, o desgracado do rapaz, em minoria, lá caiu na berlinda. E dizia a L. “Ele a mim disse-me que eram quarto, confirma-se?!”.  Eu, a fazer contas de cabeca… “Entao, a da escolar… como que ela se chamava?! Pois essa! Depois… a oficial com quem ele casou…” 
Ainda eu ía a meio de me lembrar da seguinte e a L. diz “Ai… sabes que ele tem um recalcamento com essa!? Ele nao fala sobre o assunto é porque esta recalcado!!” Pobre do rapaz "Euuuuuuuu?!

E diz a boa da B. mais conhecida como a cozinheira mais famosa de todo o Thames Valey “Ai isso entao se está recalcado, nao conta!”. Tudo a rir (excepto a filhota, entretida no Samsung do mano).

Eu lá continuo com a minha contagem e ao fim nao bate certo (boca porca que nao sabe estar calada!) E diz ele espantando “Entao? Qual é que falta?!

Eu, que nao resisto a uma confusao bem armada (é muito mais forte que eu!) “Aquela, muito girinha de cabelo preto. Foi entre beltrana e sicrana! Ai… mas tu nao te lembras?! Ela estudava arte  e tu chegaste a aparecer lá em casa com os pais dela!” (cruzes rapariga, que mais valia estares muda!!!).

Ele, muito pensativo, a comecar a corar um bocadinho, com cara de quem está mesmo a fazer um esforco para se lembrar… lá diz, mais com ar de gozo do que embaraco… “Ai… eu já nao me lembrava dessa!” E lá a custo se lembrou do nome dela. 
E a B. prontamente diz “Se nao te lembras, tambem nao conta!”. Foi gargalhada geral, da porta do restaurante á cozinha, passando pelo balcao! A gente é da casa… ninguém se queixou! (que eu saiba!).

Lá descobrimos que a L. e a B. fazem anos no mesmo dia (amanha!!) e que com muita pena nossa nao vamos a Londres jantar com a L. e o mano da filhota… Temos os anos da B. e mesmo Londres sendo ali ao virar da esquina, a filhota tem aulas cedinho no dia a seguir.

Mas passámos um dia de galhofa, passeio e boa comida (ora… comigo a cozinhar, so podia, né?!).
E eles ficaram de voltar no boxing day para eu levar a L. ás compras. Melhor, melhor era emigrarem. Nao? Vá lá… a filhota ficava feliz e eu tinha companhia para a galhofa!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Das paixoes



Dos meus ex namorados há pelo menos 3 que me odeiam visceralmente. O número pode aumentar para 4 ou até 5. Mas com certeza, sei de 3. Sao os tres que fizeram peixaradas á minha porta, me chamaram tudo e mais alguma coisa, me apagaram do hi5, do facebook, da vida. Que usaram de tudo para saber da minha vida. Um pelas amigas, outro mandando seguir-me e tendo meia Lisboa a controlar os meus passos (o que faz ter guito e conhecer muita gente). O terceiro, quase que nao diria que o ódio e visceral, mas lá perto. Nao me mandou seguir ou controlou os meus passos, mas durante uns tempos andou a rondar-me o blog como se nada fosse.

Os outros dois serao sempre uma incógnita. Esvaneceram no ar. Nao que a coisa tivesse acabado bem, longe disso. Mas finaram-se de uma maneira que nao sei dizer se me odeiam ou nao. 

Depois há aqueles em que o trauma nao foi assim tao grande, em que a educacao, a moral e os bons costumes (deles e meus) permitiu que as coisas permanecessem civilizadas até hoje. Desses, tenho o número de telefone, o email, o facebook, a morada de casa. E sei que se um dia, por qualquer motivo lhes ligue ou escreva, vao receber-me com um sorriso, responder-me prontamente e perguntar se está tudo bem, com vontade de saber a resposta.

Nao que sejam melhores pessoas que os primeiros (no fundo, até sao) mas nao houve estrago de maior. Nao houve choradeira e finais dramáticos. Nem deles, nem meu. Lembro-me de um deles no dia em que terminámos dizer-me enquanto me abracava “Tu nao precisas de um namorado, precisas de um amigo!”. E nesse dia amaldicoei-me por nao me ter apaixonado por ele. Mas estas coisas nao se escolhem. Quanto muito procuram-se. E sim, eu procurei algumas! Meti-me em algumas alhadas jeitosas. Mas fui-me safando. 

No fundo, continuo fiel a máxima de que mais vale arrependermo-nos do que fazemos do que daquilo que deixamos por fazer. Por isso fiz tudo. Desde 400km pelo Brasil profundo atrás de sacana que me trocou por tudo o que tinha saia. Outros 2 mil e tal kms/mes durante um ano e meio, quando todo o santo fim de semana ía para a parvónia porque tinha a certeza que ele era o homem da minha vida. 

Se me arrependo? Talvez sim, talvez nao. 

Nao fosse um deles e nunca teria ouvido Ornatos Violeta ou Emir Kusturica e Goran Bregovic. Outro e nao teria visto “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. E o Pascal Obispo (cujo nome é um anagrama para Pablo Picasso. Sabiam?!). 
 E toda a discografia pop dos anos 80. Sim ele tinha TUDO o que possam imaginar de música dos anos 80. E dancava que fazia raiva!

E The Prodigy. Ok, nao gosto, mas ao menos posso dizer que conheco. Nunca teria ouvido Miguel Torga a ser lido para mim. Nunca teria ido a Manchester (agora, talvez fosse mais fácil). Nunca teria ido ao Bairro Alto tantas vezes e até tao tarde. Talvez nunca tivesse recebido uma carta de amor. Daquelas que se escrevem quando se está perdidamente apaixonado, de coracao nas maos e se escreve carradas de vezes que vai ser para sempre. Talvez nao tivesse escrito tantas. Talvez nao tivesse escrito um diário, porque ele estava longe. Mas assim nao lho poderia ter dado e visto os olhos dele brilharem (gajos de letras… a gente escreve-lhes e eles derretem-se). Talvez nunca me tivessem feito uma serenata (ok, ele nao chegou a cantar, mas nao fez diferenca!).

Talvez nunca viesse a descobrir que a capital de Madagáscar é Antananarivo (geografia nunca foi o meu forte). Ou de que nao gosto de gin tónico. Mas adoro quizzes e adorei ganhar um no Montijo há uns anos atrás (a vitoria foi matraquilhada pelo dono do estabelecimento, mas isso agora nao interessa nada).

Ou que conduzir um Volvo x90 novinho em folha com o travao de mao puxado acima vai fazer alguém ficar muito mal disposto…. (epic failure!). 

Talvez nunca tivesse dancado tanto e tao bem. Talvez nunca tivesse rido tantas vezes, com tanto gosto ou chorado outras tantas.

Mas sempre aprendi alguma coisa, certo? Certo! Tal como aprendi que há coisas na vida que nao se forcam. Nao se fingem, nao se conseguem só porque se quer muito.

E aprendi a dar valor a quem tenho comigo. E a todos os momentos, por mais pequenos que sejam. E a fazer tudo de coracao. Sempre.

O que usava toga



Há dias em que me lembro de ti. Nao que aconteca muitas vezes. Nao por ser 5 de Outubro e ter algum significado revolucionário. Só porque me lembro de ti. Verdade seja dita, lembro-me mais dos miúdos. De como estarao crescidos e diferentes. Pergunto-me se se lembrarao de mim (sim, eu sempre tive uma ponta de egocentrica). Pergunto-me se o G. continua louco por animais, a escrever cartas de amor como as que me escrevia a mim e esquisito para comer e a L. princesa como só ela, com apetite de camionista e a correr com os pés para fora, como tu. E tomo consciencia de que aprendi a viver sem os abracos ternos deles, os sinceros “adoro-te” e com a ausencia de noticias sem que doa. Já nao faz mal.

Em que mais penso? Que a mágoa passou. Que há muito tempo que deixou de doer e fui á minha vida como tu foste a tua. Nao penso nas coisas más. Penso que te perdoei. Quer dizer… mais ao menos. Perdoei-te por mim. Nao pela minha cria. O instinto maternal leva-me a confessar que nunca te poderei perdoar nesse flanco.

Mas o bom é que hoje consigo pensar no que aconteceu sem que pareca que o meu mundo desabou. De que nao havia luz ao fundo do tunel. Foi o que senti durante muito tempo. Mas, como tudo, passou e há muito que deixou de doer. Nao deixou de doer hoje. Aconteceu há uns anos atrás. Deixou de doer no dia em que deitei fora todas as cartas, todos os presentes, todas as fotos e lembrancas que tinha vossas. Num saco cheio de pedacinhos de papel, pedras, anéis de arame e flores secas deitei fora tudo o que sentia.
Mas hoje, ao ouvir uma musica que me lembrou de ti, tomei consciencia do que sinto.

Há muito tempo que me deixei de analisar o que aconteceu, os porques, as hidden agendas por detrás de tudo o que se passou. Nao foi bonito, foi triste e negro. E tentar percebe-lo matou-me por dentro durante o que, para mim na altura, pareceu uma eternidade.

Lembro-me da última vez que ouvi a tua voz. A desmarcar pela terceira vez um encontro em que me prometeste explicar tudo. Era Verao. Corria o ano de 2009. E já nessa altura, tinha deixado de ser importante. 

Sempre te disse que no dia em que me quisesses explicar já nao iria ter importancia. Eu sempre tive umas premonicoes jeitosas. Talvez o instinto desconfiado e as facadas nas costas que tenho levado por aí ajudem.

Nao quero apontar-te o dedo e despejar a lista de defeitos que tens ou tiveste. Nao quero acusar-te e dizer-te onde erraste e o tamanho do buraco que fizeste no meu peito. Escrevi tudo o que me passou na alma na altura. Ofendi-te com todos os palavroes do diccionário. Insultei-te de tudo o que me ocorreu, porque para mim todos te acentavam como uma luva. Fiz-me de stalker e assaltei-te a caixa de e-mail e descobri alguma "verdade". Nao me orgulho de o ter feito, mas tambem nao me arrependo. Mil vezes a verdade que dói á mentira que se camufla de felicidade. Mas adiante. Eu sei. Tu sabes. E sarou. 

Nao deixei de acreditar no amor por tua causa (ok, durante uns tempos, deixei) nao fiquei incapacitada para o resto da vida ou ferida de morte. Levou tempo e nao foi de caras. Levou horas de psicanálise barata, até de madrugada. Levou drogas fortes que me fizessem esquecer. Levou abracos e ombros de gente que ainda hoje te odeia de morte. 

Mas um dia, nao sei qual, nem o mes, nem o ano, acordei e nao doía. Nao pesava lembrar-me de ti. E hoje apeteceu-me escrever sobre isso. Porque sei que me les? Talvez sim, talvez nao. Nao é importante. Porque me apeteceu. E eu sempre fui assim. De apetites. De fazer o que me apetece. Sem pensar, sem reflectir. Eu sempre fui mais coracao que cabeca. Mais emocao que razao.

E hoje a razao é que sou feliz. Longe, muito longe. Deu um trabalhao do caracas, envolveu emigrar e mudar a minha vida toda. Com um medo enorme que tudo voltasse a acontecer. Que um dia ele fosse uma cópia reles do que tu foste. Mas nao é! Nao lhes chegas á sola do sapato, quanto mais aos calcanhares. Diria "sem ofensa", mas ía parecer falso. 

Vale a pena cada vez que respiro. Feliz com as letras todas. FELIZ! Sim, houve alturas em que pensei que nao voltaria a ser. Mas depois de lambidas as feridas todas, de mais umas quantas quedas (sim, eu tenho tendecia para cair) o levantar foi qualquer coisa de enorme.

Pode parecer que te estou a esfregar na cara a minha felicidade. Talvez. Nao sei. É provável. Nao que queira ser mais que tu. Talvez seja apenas o bom sabor da vitória. O "consegui!" que durante tanto tempo achei que nao me estava destinado.

 E das nuvens onde vivo, olho para baixo (ou para trás, como quiseres) e sei que já nao faz mal. Que já nao doi. E que te perdoei (mais ou menos). E que espero que sejas feliz. Nao porque ache que merecas ou porque como sou catolica deva sentir assim. Só porque sim.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Fogo cruzado



Se gostaram das 50 sombras de Grey…. Preparem-se para a Crossfire Novel da Sylvia Day.

Muito mais bem escrito que os da amiga da JK Rowling, trama muito melhor construída e passagens de arrepiar os pelinhos todos do corpo. 

Bared to you, que é como quem diz "aberta para ti" (mais sugestivo seria difícil) foi-me indicado por uma amiga na ressaca do Fifty Shades perante a minha angústia “o que e que eu leio agora, porra?!”
A plot nao deixa de ser um bocadinho mais do mesmo, menino bonito, bem sucedido, com um passado negro e menina nova e bonita, mas… também ela toda atrofiadinha. Este livro devia ter sido patrocinado por psiquiatras tal é a quantidade de personagens que andam em terapia.

E a coisa desenvolve-se num segundo livro – Reflected in You. Estive 3 semanas á espera deste e a ler coisas fraquinhas entretanto. Ora o livro saiu dia 2 e ontem á noite, dia 3, acabei de o ler. A leitura é absolutamente viciante. Os personagens fortes, cheios de dúvidas, problemas, medos e passados negros que os puxam para o fundo. E a coisa só piora (no bom sentido) com cenas de sexo  escaldantes que deixam uma pobre a mortal a amaldicoar a sorte de andar a dormir sozinha há uma semana.

Gostei especialmente da parte em que ele diz que a ama só porque ela precisa de ouvir. Porque para ele aquilo nao é amor. Amor acaba, relacoes terminam, pessoas separam-se. E ele é viciado nela, respira por ela, levanta-se de manha porque ela está com ele…  e por isso sem ela ele nao vive. Por isso o que ele sente é muito mais que amor. Mas como ele sabe que ela precisa de ouvir, ele diz que a ama. (sim, sim… eu sou a eterna romantica!)

A única coisa que me deixou desgostosa foi a escolha dos nomes do personagens. "Gideon" além de um peixe horrível de nome godeao, faz-me lembrar o quarentao do Criminal Minds, muito pouco charmoso (para o meu gosto, entenda-se) e "Eva", além da primeiríssima de todas, faz-me lembrar a namorada do Wall.E… sim, eu sei que é Eve, mas fazer o que?!?
Nao consigo evitar, nas cenas das cambalhotas, imaginar o gajo do Criminal Minds ás voltas atrás de um robot. O poder dos nomes é uma coisa tramada. Por essas e por outras é que filha minha nunca se chamaria Marina (muito material para piscanálise).

Ah e sim, as cenas de sexo sao ainda melhores que no primeiro livro.

E agora o que é que eu faco enquanto nao sai o terceiro livro? Entwined with You (entrelacada a ti… gosto dos titulos destas tipa) so está á venda a 31 de Dezembro e eu já o tenho pre ordered no meu Kindke mas tenho taaaaaaanto que esperar….

Acho que vou ler um bocadinho a bíblia. Para acalmar.

Mais infomacao aqui

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Bad girl came to London



As saudades que eu tinha de relatar um jantarito no blog… aqui vai!

No passado domingo fomos conhecer uma blogueira e levámos um brinde. O par dela era um blogueiro conhecido também. Bom, pelo menos meu conhecido.

Foi impagável ver a cara dos 3 quando entram pelo Jamie Olivier adentro e eu me apresento á R. e quando me viro para o A. lhe digo de caras… “Eu conheco-o!”. O meu gajo manda-me uns olhos de “Ai… queres ver?! Um ex aqui ao vivo e a cores era só o que faltava…” A R. olha-me curiosa e eu debito a informacao toda do senhor… nome e sobrenome, e o blog xpto (nao me lembrava do nome, mas isso sao detalhes!). Se havia gelo para quebrar, considerem-me um autentico picador!
Nao sei se toda a gente é como eu, mas quando conheco alguem, tenho sempre expectativas. Principalmente se as andei a ler durante tempos e tempos. E a primeira coisa que nos vem a cabeca é "Ora deixa lá ver se ela é mesmo como escreve..." 
E o que diz lá no blog é qualquer coisa como "sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou má!" A fasquia estava alta! Mas nada como tres dedos de conversa para comprovar que a R. é isso tudo (e mais alguma coisa!).

Passámos o jantar em amena cavaqueira (o meu gajo diria que foi mais uma diarreia verbal da minha parte, em que eles os 3 só davam uma perninha quando eu dava abébias… poucas!).

Falámos da vida cá. Da vida lá. Do trabalho, da família, dos caes, dos filhos (e mais um olhar de “tu es uma autentica stalker!) por eu saber que o A. tinha vários filhos. 
Ora… stalker era saber que eram 4, as idades e os nomes! Pronto… lembrava-me do Antonio e das fotos quando foram esquiar nao sei para onde, mas nao disse nada para nao os assustar! Sim, que a R. percebeu a minha angústia  na dificuldade em fazer amizades… e quase que já os estava a ver a sair disparados do restaurante, com uma desculpa esfarrapada e a comentar um para o outro “esta gaja é maluca e nao se cala!!!”
Nao saíram disparados, mas acho que nao me livrei de fazerem o comentário enquanto nos sorriam e acenavam já seguros dentro do comboio.
A minha memória voltou a brilhar quando a propósito de qualquer coisa se falou na cerveja Stella. O meu gajo diz que nao presta, eu concordo e diz ele "Quando é que tu provaste Stella?".
Ora entao... quando fomos acampar o ano passado e eu fui comprar Corona a 3 libras cada garrafa e o vizinho da tenda ao lado (aquele que ressoanava tanto que levou um grito a meio da noite "Man you snore loud as fuck! You shouldn't go camping when you snore like that!!!) teve pena de nós e nos ofereceu 3 latas de Stella!

Adoro o ar com que ele fica a olhar para mim como se eu fosse um ser estranho, como quem diz "Mas como é tu te lembras DISSO?!?" Ai amor... se fosse só disso que eu me lembro! Esta cabecinha linda é uma caixa de Pandora...
E claro… falámos dos blogs. Do da R. (o mais famoso, diga-se de passagem)  do do A. fechado há que tempos, do meu e da falta de assunto que é viver num país onde as coisas funcionam e nao há chatices no trabalho. Gostei especialmente da dica da R. “Oh pá… chatices no trabalho podes sempre arranjar!”. Prontos, esta é cá das minhas, nao há assunto, faz-se por arranjar!

E da tentiva altamente falhada do meu gajo em ter um blog, em que eu confessei que só lia porque gosto muito, muito, muito dele. Mas há que reconhecer-lhe o talento, nao é qualquer um que consegue relatar um incendio num navio como a coisa mais entediante do mundo! 

E das amizades… e de como novamente a R. captou o meu espiríto (há quem lhe chame desespero!)… "Estou mesmo a ver… convidas alguem para jantar lá em casa e sais-te com 'agora tens de ser minha amiga. Só te largo as maos para comeres mas tens de dizer que vais ser minha amiga, ok?!'" Gargalhada geral… mas que nao foi muito longe da realidade, nao foi!

Nao vou dizer aqui que a R. se cuspiu toda quando fez um comentário super divertido sobre já nao me lembro o que. Parecia mal dizer essas coisas. Ou como o meu gajo me chamou porca e me repreendeu á frente deles por eu estar a falar de boca cheia. Olha... pelo menos tinha a mao á frente da boca e nao me cuspi toda como ela, ok?!

E no fim portei-me muito, mesmo muito bem e deixei o meu gajo falar um bocadinho. E fiquei com vontade de repetir num futuro próximo numa qualquer cidade europeia. Que nós somos gente muito viajada e nao paramos quietos (e sim, temos falta de amigos, pronto, admito!)

Já passava da 1h da manha quando lhes larguei as maos e os deixei ir… Nao, nao foi nada disso (mas esteve lá perto).