Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Não cura, mas ajuda

A paz de espírito, a serenidade e a calma. Coisas que têm espantado toda a gente, inclusive a mim. Mas que só consigo justificar com uma convicção, muito minha, muito grande, de que, um dia, tudo ficará bem.
Os amigos, que se juntaram à minha volta, como que num abraço gigante, e mandam sms e emails e telefonam preocupados. Entre eles, trocam telefonemas de "achas que ela está bem?!" e "será que exagerámos nas bocas?".
A família, que me atura, sem fazer perguntas ("sem fazer perguntas", ok???).
E por fim, a minha pequena, que já tem idade para entender tanta coisa. E que há dias me perguntou o que eu tinha. Eu apenas respondi que estava triste, que eram problemas complicados de gente crescida. Ela encolheu os ombros e com um ar despreocupado, mas convicto, disse "Se me contasses, eu resolvia!"
Quando mais tarde, sem eu ter que lhe explicar nada, se apercebeu do que se tratava, desatou num pranto. Porque compreendeu que não me podia ajudar a resolver. Disse-lhe que não se preocupasse. Que mais tarde ou mais cedo, tudo se resolve.

2 comentários:

Mad disse...

Esta amiga anda um bocadinho ausente, mas tu sabes porquê, é porque também tenho o coração com um buraco.

Uma beijoca grande.

Maria do Desassossego disse...

Mad,

Eu sei, amôri, eu sei:-(

Beijo