Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

sábado, 31 de março de 2007

Como foste capaz?

Em tanto tempo de louca e hilariante rambóia, é a primeira noite de fim-de-semana que me deixas sozinha... Estou desolada! Trocaste-me por um banal e corriqueiro aniversário. Sim, eu sei, ele é teu irmão, mas faz anos todos os anos! Podias-me ter convidado... os teus pais já me conhecem. Provavelmente não aprovam que andes tanto comigo, não é?!

Pois, este meu mau feitio não ajuda nada. Mas que queres? Recordo com saudade o fettucine feito a meias, ou a um terço (bem dita à hora em que me atirei ao fogão, senão tinhas estragado tudo) e os teus olhos húmidos quando dizias “amor, nós damo-nos tão bem!”. E a garrafa de vinho tinto que abriste porque, disseste, “também mereces”. Ou as gargalhadas que nós (e penso que só nós) demos a ver o Babel... com legendas que eram um misto de brasuca espanholado com resquícios de japonês. E afinal, o que é que estava escrito no papel que aquela depravada, pouco dada a usar lingerie nas partes baixas, entregou ao polícia simpático?! Oh dúvida perpetuada para todo o sempre...



Houve também o dia em que, por ti, passei fome. Achas mesmo que me enches a barriga com tostinhas e queijo?! Não estiveste mal com o pãozinho quente, mas ficaste muito aquém. Eu sou menina de muito alimento, ouviste? Mas estavas em baixo, e eu calei a minha fome para ouvir a tua.
E agora que fazes tu? Abandonas-me para ir jantar com o teu irmão. Porque que ele faz anos.

Bazófias, é o que é! Devias ter vergonha... não fosse esse caramelo fazer anos, e estávamos agora felizes e contentes a beber cubas na margem errada ou chá branco à margem.
Deixas muito a desejar.
E hás-de cá vir... que eu bem sei o que tu queres.

Mas aí vou responder-te:

Vens-me buscar, ou vou aí ter?”;)

sexta-feira, 30 de março de 2007

Narcisismos

Não que precise (tenho uma boa imagem de mim própria) mas encontrei neste blog um pouco de auto-promoção. Não é muito bonito (para terceiros) andar para aqui a gabar-me e a dizer bem de mim própria... Mas que querem? Gosto de mim assim:



SCORPIO
Extremely sexy
Talkative
Energetic
Predict future
Most erotic
Freak in bed
Great kisser
Not one to mess with
Always get what they want
Tal como quem o postou no tal blog: "Não confirmo nem desminto...nem desminto...nem desminto...nem desminto...nem desminto..."

Gostei especialmente do "not one to mess with". Esse confirmo!

Poesia Matemática

Quem 60 ao teu lado e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2 de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:
20 comer !!
Eu nem gosto muito de números... mas está gira.
Obrigada Élita.
É por essas e por outras (mas mais pelas outras) que eu te... ora, lê o post anterior!

quinta-feira, 29 de março de 2007

Posso dizer que te amo?

Há pessoas que fazem parte da nossa vida para todo o sempre.
Outras apenas passam por ela.
Surgem do nada e da mesma forma como entram, saem da nossa vida.
Umas deixam marca, outras nem tanto.
Todas elas, sem excepção, são importantes à sua maneira.

As que nos fazem ver que nem tudo é como queremos, as que apenas passam para nos ensinarem diferentes experiências ou modos de estar na vida, as que nos fazem felizes e as que nos fazem sofrer, as que nem entendemos porque é que entram na nossa vida... Com cada uma delas aprendemos algo, de bom ou de mau.

Porque hoje em dia andamos tão embrenhados nas nossas vidinhas, cada vez é mais difícil “conhecer” alguém. Ou melhor, toda a gente se conhece, mas no fundo, não se “conhece” quase ninguém.
Gosto de pensar que conheço bem os meus. Não só os da família, como os amigos. Aqueles fixes, mesmo fixes... dos bons. Que vêm de há muitos anos, com quem se partilhou muita coisa e com quem sei que posso contar.

E depois há os mais recentes, mais frágeis portanto. Mas com os quais se vão construindo amizades com outras bases, não menos sólidas. Apenas diferentes.

E como os dias são curtos para falar com a família e os amigos a toda a hora, vamos mantendo as ligações por e-mail, por sms, por hi5 e por Messenger. Da geração que conheceu o ZX Spectrum e dava murros no gravador para os jogos entrarem, que vibrava com o Festival da Canção e com os Jogos sem Fronteiras, passamos a alienados do toque e da conversa pessoal.

Somos os agarrados à net, viciados na sms... todos temos hi5 e Messenger e amuamos quando não há Internet. Contra mim falo, que não há dia que não me ligue a este mundo tão virtual. Mas assumo o meu vicio com toda a tranquilidade.

Mas voltando ao início... falamos tanto de sentimentos, mas toda a gente se cala quando deve falar do que sente.

Esta semana recebi um e-mail de uma pessoa muito especial. E no meio desse e-mail, curto e directo, com meia dúzia de informações corriqueiras, estava a palavra “Amo-te”.

Assim, simples e linda, como se de uma coisa banal se tratasse. Não é banal... mas depois dos 30 tenho constatado que digo muitas vezes esta palavra a pessoas especiais. Respondi-lhe à letra.

A ela, a ele... a todos os que são capazes de o dizer e de o escrever. Não que precisem de mo dizer. Mas assim, escrito... tem outro significado. Vocês sabem o que quero dizer. Hoje e para todo o sempre, vocês são especiais.

Amo-te... no singular, pois todos vocês são diferentes e importantes para mim, à vossa maneira tão especial.

Convém dizê-lo assim, abertamente. Para ficar registado e nunca esquecido. Amanhã é outro dia e posso não me lembrar ou não ter tempo de o dizer.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Mas não pensem que não se comeu… Foi todinha!!!!

Ou "Conversa de parvos - the sequel"

Como se pode constatar, já posso dizer que estes meus amigos não são normais. E a confirmação veio por escrito. Mas eu gosto deles assim! E finalmente há jantar este sábado. Optei por fazer uns comentários. É, eu sou assim, muito opinativa. Estão a azul, porque eu agora já sei o que é o compose mode. Levei três meses para entender, não é muito pois não? Considerando que sou loira...

Élita: Hello, people! How are you? Bem, ando cheia, repleta, a transbordar de trabalho. Por isso, preciso de desanuviar. Como tal, nada melhor que reunir uns amigos lá em casa, para ajudarem a sujar e assim.....Proponho um jantarito este Sábado na Maison ****** - é melhor não divulgar a morada! - Serve cuisine française, se bem que acho que este Sábado o chef vai estar fora. De forma que vamos ter mesmo que comer a bela da cozinha portuguesa. Que tal uma açorda???? Tenho pão duro lá em casa que preciso aproveitar! Just kidding! Bem, digam qualquer coisa. Preciso saber para organizar a vidinha.

Balau: Tenho que conferenciar com o Johny e amanhã digo algo.

Flora: Como eu tenho sempre que me queixar… EU NÃO GOSTO DE AÇORDA!!!! Por mim, está ok.

Élita: Então? A Flora alinha - olha a novidade… - e vocês os dois? Preciso de resposta.

Luigi: Eu confirmo a presença.

Élita: Bem meus amores, a Balau não vai poder, mas vamos avançar com o jantar ainda assim. Eu, Toni, Flora e Luigi. Depois combinamos um jantar na casa dela, boa?!?! - tão bom dispor da casa dos outros como se fosse nossa! - Então, sugiro que apareçam por volta das 20h / 20h30. OK? Preferem carne, peixe ou bacalhau? Aguardo resposta.

Luigi: Eu não tenho preferência na ementa. - desde que comas. Alarve!

Flora: Ai, já que perguntas:
  • Entrada - vol-au-vent de espinafres e creme de aves
  • Peixe - Lombinhos de cherne com gambas
  • Carne - Medalhões de vitela com arroz silvestre e salada de 4 (quatro) alfaces
  • Sobremesa: pronto eu faço… a minha FANTÁSTICA tarte de natas com frutos silvestres;

Não esquecer a mesa de queijos e os vinhos (branco para o peixe e tinto para a carne). E quero guardanapito de pano, sff. Fora de brincadeiras, faz o que quiseres! E põe o Toni na cozinha.

Toni: Que tal um fondue?

Luigi: De Chocolate? Eu quero.

Élita: Isso faz borbulhas pá!!! E dá gases! E assim...

Flora: Parece-me bem - eu estava a responder ao fondue e não aos gases da Élita… - Já viste Luigi? Convidam-nos lá para casa e põem-nos a cozinhar! É preciso ter lata!

Toni: É mais comunitário (neo marxismo!!!) e aproxima os "povos" - acho que ele também estava a falar do fondue.

Flora: Ai, não sei, não sei. Fazer a minha comida no mesmo recipiente que o Luigi… isso cheiram-me a badalhoquice. Bom, por mim tudo bem.

Élita: Bem, então se todos concordarem, eu compro a carninha, uns camarõezitos, mas zitos, zitos que a vidinha está cara. Um vinho tinto, carrascão, mas servido num decantador que é para dar um ar mais fino e até vos deixo comer no meu serviço Vista Alegre com o meu faqueiro da Cutipol. Sobremesa: gelatina, que é barato e faz bem aos ossos…Tão paneleira que eu sou!! Gosto tanto de mim!!!!!

Flora: Oh paneleira(zinha) eu disse que fazia a sobremesa! E olha que aquilo não sai barato: leva uma lata de leite condensado, dois pacotes de natas, 4 ou 5 folhas de gelatina, um pacote de bolachas Maria e margarina q.b.. Já para não falar dos frutos silvestres… que são estupidamente caros.
Mas pelos meus amigos, sou capaz de tudo. Até de amassar a massa sem ir chupando os dedos de vez em quando.
Só espero que não aconteça o mesmo que da última vez… quando chegou ao destino, metade estava, a modos que, “deslocada”… Foi a querida da minha mãe que em vez de me dizer “ups, caiu” disse-me “ía caindo!”…
Mas não pensem que não se comeu… Foi todinha!!!! Tarte de frutos silvestres, by Flora… only by hand! You will try it, You will love it! Eu estou imparável!!!!!!!
E já vislumbro… ao fundo do túnel… uma “conversa de parvos – the sequel”
Por falar nisso, agradeço autorização por escrito para postar isto no meu blog! Com assinatura reconhecida em notário, sff, asap!



Posso assegurar que este exemplar chegou inteiro ao destino. Há testemunhas. E até houve quem provasse... e, pasmem-se, houve quem dissesse que gostou!

Toni: Eu sugiro o título para o artigo a modos que para ter mais visitas, ele aí vai: Mas não pensem que não se comeu… Foi todinha!!!! em vez de "jantar de parvos" que parece mais banal.

Toni, meu rapaz, tu mandas! Mais informo que obtive uma autorização por escrito. E o resultado foi este:

Toni: Mas afinal quem é que veste calças lá em casa?

Flora: Bom, se tu precisas de perguntar…Eu não digo nada, que entre marido e mulher, não se deve meter o clister!

Élita: Toni..... não sejas assim.....

Toni: Parece-me que temos de fazer umas limpezas... de Primavera.

Élita: 6€/hora

E já agora, obrigadinha ó Toni... quando aquela malta garganeira, que anda a fazer pesquisas duvidosas no Google, procurar "comeu+todinha"... vêm parar ao meu blog. Tu és um amigalhaço!

"Posto" isto, auspicia-se um jantar daqueles...

Desabafo

Há aquela que todas as noites reza uma Avé Maria para que ele morra em cima de uma p***. Pelo menos morre feliz.
Há a outra que me telefonou há minutos a perguntar se não podemos mandar matá-lo.
E ainda há a que me recorda muitas vezes que, pela ordem natural das coisas, ele já não tem muito tempo de vida.

Eu sei que não é bonito. Mas só eu sei o que me move! E quem me conhece sabe que isto é só fogo de vista. Eu ladro mas não mordo… Até um dia.

terça-feira, 27 de março de 2007

Tudo passa

Parece que está tudo bem, mas realmente não está.
Disfarças, contas piadas, levas as coisas numa boa. Tens a cabeça erguida e assim a vais manter. Mas no fundo, lá bem no fundo... tu sabes, eu sei.

Sentes a falta de tudo. Do cheiro, do toque, simplesmente da presença. Daquele olhar que mata, do som da voz que te arrepia, da mão quente que segura a tua.

Será que o desejo é revidar? Achincalhar e humilhar? Não... O desejo é entender. E saber em que dia, a que horas, vai deixar de doer.

Tiraram-te o tapete. Tiraram-te o sorriso. Tiraram-te a vontade. E o que fazes tu? Sorris, disfarças, contas piadas.

Hoje fui eu que te fiz rir. Mais coisas te farão rir amanhã. E sabes que por mais que te rias, por mais piadas que contes, quando choras... eu sei.

Porque o que sentes, já eu senti. O que choras, já eu chorei. Mas há tantos motivos para sorrir. Eu tenho os meus, tu tens os teus. Ambos válidos para nos fazer sorrir, mais do que chorar.

Mais tarde, quando vier o dia e a hora em que deixar de doer, irás rir genuinamente. Para um dia ou dois depois, começar tudo outra vez.

"Tudo passa, tudo morre... só o amor há-de ficar."

Tu sabes, eu sei.

31 de boca

O que já se disse sobre este blog. Por outros canais, tais como sms, e-mail, Messenger e, claro, o famoso e não menos credível (!) 31 de boca:

* Escreves bem, foi uma agradável surpresa - por incrível que pareça, isto não foi um elogio.

* Amei o texto dos tomates - tu e muita gente, falta-lhe é os ditos, para o dizer com frontalidade.

* A ideia é boa, a concretização surpreendente - ainda não entendi se este "surpreendente" é bom ou mau.

* Gosto do teu blog - directo.

* Foi por isso que gostei do teu post do vietnamita. Sentido, simbólico e sem "mel a mais" - eu ponho o mel "a mais" onde me apetecer.

* Adoro a maneira como escreves - e só me viste a escrever!

* E para quem não leu o texto sobre tomates, no blog, não percam!! Este está excepcionalmente engraçado!!! E mai nada!! - nada como a publicidade... e gratuita.

* Fizeste-me lembrar a PIDE - onde menos esperamos, encontramos um... Mas gostei! - do mal o menos.

* Antes de mais, adorei o teu blog - é preciso mais?

* O blog ‘tá fixe - mais simples seria impossível.

* Eu ando atento ao teu blog, nao vou lá é de 5 em 5 minutos... eu sei que devia mas tenho de dar assistência a outras paróquias... - vidas dificéis...

* Tens que me enviar o endereço do blog outra vez, que não sei onde o pus - recebida em triplicado, de diferentes fontes.

Pedido especial – explicação… finalmente!

Fez-se luz.
A razão porque as miúdas chamam magalalas aos danoninhos de chocolate.
A avó de uma delas dá pelo nome de Eulália, a quem chamam, carinhosamente, Lála… e os danoninhos vêm de onde?
Das mãos da Lála… mã-os-da-Lá-la = man-ga-la-las!
Got it?

Está explicado.

Realidade hiperbolizada

Ou a força impressionante de uma arte que me fascina. Escultura, em fibra de vidro e silicone. Onde o detalhe é muito mais que um pormenor. Mais uma vez, gostos não se discutem.

Ron Mueck, revolucionário na arte da escultura, hiper-realista, nasceu em Melbourne, na Austrália, em 1958. Os pais faziam brinquedos e desde cedo ele começou a fabricar os seus. Em Londres, onde vive, criou uma empresa especializada em objectos e efeitos especiais para agências de publicidade. Em televisão, colaborou com efeitos especiais no Muppet Show e no Sesame Street.


“GHOST”, 1998 (2,19m de altura)
O nome da obra é uma perfeita metáfora pelo desconforto da negação do próprio corpo adolescente.


“In Bed“ 2000


“Big Man”, 1998 (1,83 m de altura)
Segundo a crítica, este é, entre as suas obras, o mais perfeito retrato da solidão humana. Talvez por isso, o meu preferido...

segunda-feira, 26 de março de 2007

A desagradável lesão oral que proíbe beijar...

Quentes, doloridos e repuxados. É assim que ficam os lábios infectados pelo Herpesvirus hominis, mais conhecido por herpes labial. Trata-se de pequenas lesões nos lábios ou à volta da boca, causadas por uma infecção viral. A lesão hérpica não surge necessariamente no momento da infecção, mas sim quando o vírus adormecido é reactivado. É então que surgem os sintomas.

As lesões são em geral precedidas por ardor e prurido nas áreas onde vêm a aparecer as vesículas que rompem, espontaneamente. Formam depois crostas e acabam por cicatrizar ao fim de uma semana.

Pior do que a comichão e o ardor são as bolhas que rebentam e formam uma superfície ulcerada nos lábios, deixando-os com um aspecto pouco estético. Quem sofre de herpes labial queixa-se de dificuldades em falar (eu falo na mesma) rir ou comer, especialmente na fase em que a boca está ferida e começa a ganhar uma crosta dura. Suspeita-se que a fadiga física e mental, o stress emocional e outras infecções, que possam deixar o organismo debilitado, sejam também factores desencadeantes da reactivação do vírus. Pois…

Há uns anos, tive uma reacção engraçada a um episódio extremamente doloroso de Herpes labial. Eu tinha quatro lesões ao mesmo tempo – duas em cima e duas em baixo, homogeneidade acima de tudo - que quase (eu disse “quase”) me impossibilitavam de falar. Uma menina do meu curso, queque, daquelas metida a benzoca, que andava sempre de sapatos de vela e camisas de 20 contos, tipo Benneton ou Sacoor (acho que ainda não havia Sacoor… ou se calhar até havia, eu é que nunca tinha ouvido falar) teve a ousadia de me dizer que aquilo tinha mau aspecto… e que eu não devia pôr creme durante o dia… só em casa, porque o creme piorava o aspecto.
Com o meu jeitinho amplamente reconhecido, disse-lhe que, se assim fosse, também ela não deveria ter posto gesso no braço (tinha-o partido há uns meses atrás) pois dava mau aspecto às camisas de marca que ela usava… Nada voltou a ser igual entre nós, garanto-vos.

Continuando…

Tratando-se de uma infecção viral, é obviamente contagiosa, sendo inicialmente transmitida por contacto directo com o portador crónico da infecção que tenha na altura lesões com partículas virais.

Enquanto algumas pessoas estão constantemente expostas ao vírus pelo contacto com o parceiro infectado sem nunca terem herpes labial, outras são mais susceptíveis ao contágio. A fase bolhosa, em que é libertado um líquido rico em vírus, é a mais perigosa para a transmissão. Já o período de cicatrização é o que apresenta menor probabilidade de contágio.

Para quem não teve o prazer de se cruzar comigo hoje, informo que estou na fase bolhosa. Vai um beijinho?

A importância de se chamar António

Eu faço cada uma... Mas porque carga d'água é que eu fui chamar José António ao senhor?!?
Tudo tem explicação... e a culpa é de uma grande amiga, que anda em lides de escolher nomes... Tanta Sara, tanta Raquel, tanta Rita... e claro, José António.

E dá nisto: asneira! Realmente não me estava a soar bem, não. Mas que querem? Estou bloqueada no José António!
Não peço desculpa, que eu tenho mau feitio.

Portugal dos Pequeninos II

É, apenas e só, um pormenorzito... mas encaixa tão bem no que dizia anteriormente.
Somos tão pequenos e ainda há quem aplauda!

Enjoy...

Portugal dos Pequeninos

Sempre ouvi o meu pai dizer “Os gloriosos capitães de Abril fizeram a Revolução para a gente poder falar”. E por isso falava que se desunhava… e os genes da picaretice falante, eu herdei-os.

Não sei, com conhecimento de causa, o que foi o fascismo. Segundo uma enciclopédia, foi um sistema instituído por Mussolini (1883-1945), em Itália, caracterizado pela defesa de um nacionalismo exacerbado e pelo exercício de um poder centralizado e ditatorial baseado na repressão de qualquer forma de oposição. Noutras palavras, um movimento, tendência ou ideologia com as mesmas características; regime totalitário forma de poder que exerce um forte controlo ditatorial.

Mas parece que a malta sente falta… Ou será que como se dizia ontem à boca cheia, a vitória do senhor José António é um sinal de protesto?

Como gritava, visivelmente perturbada, a Odete Santos, “O apanágio ao fascismo é proibido pela Constituição!!” Concordo! Mas o pessoal gosta é do proibido, do perigo… de levar porrada e ainda amochar!

Bom, nem tanto. Estou mais como o outro, que não me lembro do nome… isto é um sinal de protesto. Por mim, se o pessoal não estivesse tanto como a agricultura (aquela história dos nabos e dos tomates) isto precisava era de uma agitaçãozinha… Mas o melhor é estar quieta, que o incentivar à Revolução, também deve ser proibido pela Constitução.

Sinceramente, não votei (mas posso opinar na mesma, certo?) e as minhas simpatias iam para o Rei D. João II (apesar de ser defendido pelo Paulinho) e para o Aristides de Sousa Mendes, que honrosamente, ficou num fantástico 3º lugar.

O Rei D. João II, porque foi de longe um grande português (motivado pelo patriotismo ou pelo ego do tamanho de uma casa). Será que dá para passar ao lado de um tipo que dividiu o Mundo ao meio? Literalmente? E ainda conseguiu estabelecer com nuestros hermanos, vós ficais com esse lado e nós com este… E agora safai-vos!... Fomos grandes, minha gente, fomos grandes.

Quanto ao diplomata, que foi contra o regime e salvou uma carrada de gente, nem vale a pena esgrimir argumentos. Foi um grande senhor.

Fomos grandes, mas já não somos! Agora somos saudosistas, baixamos a cabeça quando nos perguntam como vai a crise, respondemos “vai-se indo” e o senhor José António vence um concurso onde ganha mais um cognome, o de “Grande Português”, para pôr mesmo ao lado do de “fascista”.

Alguém dizia ontem que isto dava uma péssima imagem do país lá fora. Qual imagem? Nós temos imagem lá fora? Se temos, não pode ser boa! Portanto, piorá-la vai dar no mesmo… não ajuda, não prejudica, muito antes pelo contrário…

A Maria Elisa disse que votaram mais de 210 mil pessoas. É uma carrada de gente!
O Paulinho justificava, com conversas que tinha ouvido, que quem ganhou foi o voto útil. Ou seja, houve malta que votou no José António para não ganhar o Álvaro e vice-versa. Do género: “Eu não quero que este ganhe, quero é que aquele perca!” Típico: o nosso pensamento mesquinho cega-nos. E o resultado está à vista.

Os manuais escolares e as enciclopédias deverão ser alterados, e quando se fizer referência ao senhor José António, dir-se-á “Esse grande português…”

A bem da Nação, cordiais saudações.

Back in business

Deixo-vos a produção deste fim-de-semana.

Missangas, vidro, metal e muita semente: jarinas, tucunãs, açaís e jupatis. Mais cordas, feltros, inspiração e, claro, a marca da minha mão!




Que o tempo vai melhorar com certeza e esses decotes são para alindar, vamos lá “babes”... que eu preciso de dinheiro para o esquentador.

domingo, 25 de março de 2007

Primita

Parece que tenho um bom motivo para interromper o meu descanso: um aniversário. Ou melhor, uma pessoa especial a quem tenho de dizer umas coisinhas.
Primeiro que tudo e antes de mais, PARABÉNS primita do meu coração!!!
Já ninguém faz 24 anos... está muito mais na moda fazer 32 ou 33, mas tu tens mau feitio (é de família) e portanto, fazes hoje 24 aninhos.
Nem vou começar com pieguices meladas do tipo “ai, ai, se eu tivesse 24 anos...”. Nada disso!
Vou antes optar por lamechices muito mais palpáveis, do tipo “Tenho saudades tuas!”, “Gosto imenso de ti.” e “És uma miúda fantástica.”.
Sim, porque tu para mim és uma miúda.
Linda, mas uma miúda! Com carinha de anjo e olhos lindos (também é de família!).
O tipo de prima miúda que é bom ter por perto (e porque é que estás tão longe, tripeira de uma figa?).
O tipo de prima miúda que sabe ouvir e ajudar. O tipo de prima miúda que acompanha o rir e ampara o chorar. O tipo de prima miúda que tem uma garra que nos está no sangue (aquele que nos une) que sabe que nada nos derruba... mas se algo houver que o consiga fazer, algo mais forte haverá que nos fará levantar.
Veio-me ontem à memória a tua festa de aniversário... de há 3 anos. Saudades! Da tua cara ao abrir a porta, do brilho dos teus olhos ao ver o que te esperava... de te ver feliz. Mas sei que o estás, portanto, estou feliz por ti. E apesar das saudades, isso chega-me: saber-te bem!
Miúda... tudo de bom para quem o merece e faz por isso, como tu.
És linda, por dentro e por fora e tenho orgulho em dizer que sou tua prima!
E biba ó Porto, carago (a cidade... gosto muito de ti, mas torcer pelo FCP é que não!)

quarta-feira, 21 de março de 2007

Limpezas de Primavera (versão melhorzinha)

Estou cansada... as limpezas têm esse efeito. Com tudo tão limpo, vou descansar!

Limpezas de Primavera (versão fraquinha)

Eu, de facto, tinha uma coisa fantástica para pôr aqui, a sério! Mas as novas tecnologias, a falta de conhecimentos técnicos e a minha casmurrice, que durou quase até à uma da manhã… dificultaram o processo e acabei por desistir.
Desistir, temporariamente, entenda-se. Que eu não sou menina para desistir à primeira contrariedade (nem à segunda e às vezes nem à terceira… e à quarta, só se a contrariedade for assim, gritante, do tipo “queres estar quietinha, se faz favor?!”)

Bom, talvez seja um sinal (daqueles que eu normalmente não capto, nem à primeira, nem de maneira nenhuma) de que o que estava escrito não deveria ser do conhecimento público. Mas teimosia é um dos meus pontos fortes/fracos (dependendo do ponto de vista) e vou voltar à carga.

Se não conseguir colocar aqui a versão melhorada das minhas “Limpezas de Primavera”, desmonto tudo outra vez e aparecem só as letrinhas, ok? Não tem o mesmo efeito, mas o conteúdo, o sumo, está lá todo.

E como não tenho muito assunto, ou até teria, mas das duas uma, ou não tem interesse nenhum, ou não é da conta do público em geral, deixo-vos a parafernália de coisas que se comemoram hoje:

Dia da Árvore
Dia das Florestas
Dia do Sono
Dia da Marioneta
Dia da Poesia
Dia de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

A frase do dia, seria alguma coisa deste género:

no meio da Floresta, debaixo de uma Árvore, deu o Sono à Marioneta e a Luta pela Eliminação da Discriminação Racial não passou de Poesia…

Com tanta diversidade, o difícil é mesmo escolher o que festejar. Eu, por uma questão de coerência, vou-me dedicar ao Dia da Árvore e das Florestas. Tem a ver comigo. Mais tarde, se tiver tempo e paciência, pode ser que plante qualquer coisa…

terça-feira, 20 de março de 2007

Dialectos do que quer que seja

O meu trabalho até tem coisas boas.
Hoje passei duas horas e meia e conduzir, com um sol fantástico a bater-me na cara. Sem muito trânsito, como eu gosto, com o cd da música do momento e mais o rádio para não fartar.
Mas como nem tudo corre sempre sobre rodas, a nova dos Da Weasel ficou a bater-me e estive boa parte da tarde a trauteá-la. Não é que goste assim por aí além, mas entra no ouvido.
Mas não se pode cantar à frente de toda a gente...
Um exemplo: os dois pintores com quem me cruzei no elevador ficaram um bocado estranhos enquanto eu alegremente cantava:
Uhh,uhh
Yeah,yeah
Faz,Faz
Bébé


Pois... eu não penso, não equaciono. O resultado não pode ser bom!

segunda-feira, 19 de março de 2007

Siga

Gostos, os meus, aqueles que nem vale a pena discutir:

:: Advérbios de modo
:: Torradas da fazenda (segredo de família) com sumo de laranja
:: Palavras grandes como otorrinolaringologista e supercalifragilisticexpialidocious (nunca consegui dizê-la…)
:: Cafunés, não há como os da minha avô (saudades) em tempos houve uns efémeros, mas bons
:: Dedos de bebé
:: Autocolantes
:: Frases profundas como “Vai buscar!”
:: Água à temperatura ambiente
:: Cheiro de relva acabada de cortar
:: Ganchos de cabelo com florzinhas
:: O auto-retrato do meu pai
:: O sofá da minha mãe
:: Saber letras de músicas na ponta da língua
:: Batidos de morango
:: Cartas manuscritas
:: Cor de laranja
:: Acordar e virar-me para o lado
:: Arroz de tamboril
:: O meu anel favorito, que era da minha mãe
:: Fotografias antigas a preto e branco, de familiares que não conheci
:: Dartacão
:: Champô com cheiro de frutos
:: Andar de mão dada com a minha filha
:: Gelatina de morango
:: Esfoliantes
:: Aeroportos, à chegada e à partida
:: O segundo em que se fecha os olhos antes de um beijo
:: Conjugar verbos no plural (“convenhamos” é, de longe, uma das minhas conjugações preferidas)
:: Duetos afinados (com o estupor do costume)
:: Crepes com açúcar e canela
:: A primeira vez (de tudo)
:: Aprender coisas novas, como o significado de neo-marxismo
:: Pés descalços, mãos abertas
:: Promessas cumpridas
:: Poesia que se entende e faz sentido (como a de Florbela Espanca)
:: Conversas profundas em busca de um sentido para acções inexplicáveis
:: Histórias difíceis com finais felizes
:: Pastéis de Belém com Coca-cola
:: Analogias e dicotomias
:: Diálogos começados com “Tenho uma coisa para te contar…”
:: A casa da Madalena e do Diogo
:: E-mails pessoais, grandes, com muito conteúdo, para ler com tempo


:: Respirar fundo, mesmo muito fundo e dizer “SIGA!”

domingo, 18 de março de 2007

Fora de jogo

Estou bloqueada.
O texto que deveria ter posto aqui ontem, ficou pelo caminho... Há urgências que nos afastam dos planos mais básicos para um Sábado à noite, de uma maneira tão forte, tão abrupta que parece que, no íntimo, já sabíamos que ia ser assim. E logo eu, que gosto tanto de ter razão, de levar a minha avante... Neste caso, preferia muito mais não tê-la!
Dói-me a alma ao constatar que a nossa geração, a malta dos trinta, é, de uma forma geral, uma vergonha.
Ressabiados, mal f*d*d*s, traumatizados sentimentais, acéfalos, levianos e mais uma data de incongruências e defeitos do piorio.
Mas afinal, o que é que se passa? Eu não entendo e no fundo nem sei se quero entender. Será que o pessoal desistiu todo de ser feliz? Tirando aquela minoria, a quem eu tiro o chapéu, que continua casada e, mais importante, é feliz... quem é solteiro ou pretendia ser, anda para aí às cabeçadas, com promessas vãs de felicidade.
Para que se criam ilusões? A realidade, por muito que doa, é preferível. As desilusões aos trinta doem mais que aos quinze!
É que quando se diz “quero sonhar com o dia em que vou dizer que te amo”... “Querer” é um verbo muito forte... e ninguém “quer” porque é obrigado. Ou quando se diz “Nós ainda vamos ser muito felizes juntos”, eu sei, eu sei... ingenuidade é o meu forte... mas tal como eu, há quem acredite.

Por coincidência ou não, o texto que tinha em mente escrever ontem estava relacionado com palavras. Palavras que gosto de escrever, de ouvir, de dizer... E dei por mim a idealizar um exercício: se toda a gente, antes de dizer o que quer que fosse, escrevesse! Num pedaço de papel branco, a caneta (para não se poder apagar) escrevessem o que iam a dizer.
E depois de escrito, o lessem em voz alta. Soa bem? É isso mesmo? Se não é, rasguem o papel e esqueçam lá isso. Se vos arrepia a espinha quando o dizem, se é mesmo assim... Então força, digam-no. Mas mais que dizê-lo, façam o que dizem. Façam um acordo entre palavras e acções. Para haver uma certa coerência.

E parem lá com a brincadeira estúpida de fazer meninas depois dos trinta, sonhar que é possível ser feliz!! Tornem-no realidade. Esforcem-se, dêem-se ao trabalho, façam das tripas coração (aqueles que ainda o sentem bater) mas façam alguma coisa, porra! Não se contentem com vidinhas estúpidas, vazias de conteúdo, fins-de-semana em fato de treino e lavar o carro na garagem ao domingo! Tenham tomates!!!

E talvez assim, eu não desista de acreditar.

Bom, ideologias e traumatismos à parte, acabei de ter uma boa notícia. Melhor, acabei de ter A notícia! Mas ninguém precisa de saber. Há coisas que não se escrevem num blog.

sexta-feira, 16 de março de 2007

O Mar voltou!

E lembrei-me daquela frase fantástica, usada há uns bons anos pelo Instituto de Socorros a Náufragos... “Há mar e mar, há ir e voltar

É bom constatar que nem mesmo as distâncias, as vidas a mil, os supostos desentendimentos criados por terceiros, não quebram as verdadeiras amizades.
Sim, porque eu sei que tenho ali um amigo.
Que um dia fez 400 km por amizade. De Lisboa a Viana do Castelo, porque eu precisava de companhia. E regressou de comboio/trem. Que me disse centenas de vezes “ahhhhh biiiiiixa!” e mais de um bilião “abre o olho, menina”.
Que era o meu GPS pessoal em Fortaleza City, sempre disponível para me guiar por telemóvel/celular. Que me fazia companhia, me escutava, me aconselhava e me levava para praia. Que me levou aos melhores restaurantes da cidade, ao mercadinho japonês, do outro lado do mundo e me disse muitas vezes “larga de ser besta”.
Que me convidou para uma passagem de ano supimpa, (há quantos anos foi? 3, 4?) em que finalmente quebrei um paradigma e comi tender com fios de ovos… E entrei com ele na piscina às 3h da manhã.
Que me deu a conhecer Guaramiranga, onde o conceito “faz frio” pode ser demasiado subjectivo: eu tinha um calor danano, ele achava que fazia um friozinho! E onde descobrimos um restaurante “português” com bolinhos de bacalhau, chouriço e pastéis de nata… embora os bolinhos não tivessem bacalhau, o chouriço fosse calabresa e os pastéis de nata, enfim!
Que me convidou para entrar na sua casa, onde me mostrou os bambus que comprara para a sala (que é feito dos bambus, Mar?).
Que tinha um cão estranho, pequenino e nervoso, de seu nome Ingu, que adorava as pernas da Dê. Que é feito do Ingu? Ficou com a Dê?
Que almoçava comigo e pedia o suco de abacaxi sem hortelã, porque sabia que eu não gosto de hortelã. Que me ajudava com a Raquel, e às vezes desajudava.
Que me explicou a diferença entre “logo” e “agora” e deu uma confusão danada.
Que trata a minha mãe por “A velha” e a última vez que cá esteve deixou dois pares de sapatos, tamanho 44, porque, com tanta coisa que comprou, não havia mais espaço na mala.
Que faz um risoto ma-ra-vi-lho-so.

Que é um grande amigo… de 1,90 m de altura, cabelo claro, olho azul esverdeado… lindo. Uma jóia rara… bem mais rara do que aquelas com que ele trabalha.
Vem “logo”… que ainda não está muito quente por aqui, mas os dias já estão fantásticos.
Beijo grande amigão!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Múltipla escolha

Olha, lembras-te de eu te ter dito que tinha deixado a minha namorada há seis meses?
Pois, não é bem assim… eu comecei com ela, há seis meses.
Bem sei que não é a mesma coisa, mas baralhei-me… sabes, esses teus olhos… não resisti.
Desculpa, não foi por mal… os verbos até são parecidos, “comecei”, “deixei”… um gajo baralha-se.
Mas eu gosto mesmo é de ti, tu sabes…
Podíamos continuar assim… como amantes! Que me dizes?


Eu não digo nada, que a conversa não foi comigo, mas acho que o que ficava bem aqui era algo do género:

1. Esquece lá isso… já tive melhor e a pagar!
2. Oh querido, eu sei que ser amante dá muito menos trabalho, mas se ao menos fosses bom na cama...
3. Amantes? Parece-me bem, ela também entra? É que só contigo, não tem piada.
4. Eu até aceitava, mas sabes, estou mais para te partir o focinho, do que propriamente para me amancebar contigo.
5. E um ferro em brasa pelo “sim senhor” acima, não gostavas?
6. Sabes, eu sempre suspeitei desse teu ar… tens a certeza que não és não paneleiro?

Mas pronto, isto sou só eu e o meu mau feitio…

Miúda, esta é para ti


Em conversa sobre viagens, milhas e destinos como Praga e Budapeste, a miúda saiu-se com um trocadinho fantástico:

Andam para aí milhas de gajos que são umas pragas!” – Eleita no imediato, a frase do dia!

Estiveste bem miúda!
Keep the spirit.

Conversa de Parvos

Amigos… dos ditos “normais”…

O tema da conversa começou por ser burros e Euribor e depois descambou nisto.
E tudo isto para combinar um jantar!
Para esclarecimento do público em geral, estão representados dois funcionários públicos, uma comercial, uma gestora de marca (que só lhe falta ladrar) e um árbitro... dava pano para mangas, eu sei!

Não percebi porque é que o Johny não se juntou à festa… Balau, andas armada em egoísta, junta o senhor cá com os bons! Era só mesmo o que faltava: um engenheiro!

Já agora... a sugestão de colocar este "diálogo" aqui, foi dela!

Élita: Era fixe se nos encontrássemos este sábado à noite. Para jantar ou beber um copo. Não acham meninos?

Eu: Isso não era fixe… Era muitoooooo fixe! Digam alguma coisa.
PS: O que é que o Taia (Toni) tem a ver com isto?! Xô…

Élita: Por acaso até é meu marido, se não for muito incómodo...
Então que me dizem? Jantamos este Sábado? Depois digo se dá para ser lá em casa. Tenho um aniversário Sábado à tarde e ainda não sei como vai ser, mas mesmo que não fosse lá em casa podíamos jantar na mesma. O que dizem?

Luigi: Por mim, tudo bem. Digam-me no início da semana que antecede a sexta ou o sábado em que querem marcar o jantar. Eu estive em Itália, numa reunião de trabalho e fiz uma pausa para mini-férias. Aproveitei para passar 3 dias em Veneza.

Eu: Por mim, estou sempre pronta para a rambóia! Então com amigos destes. Só me incomoda um bocadito o Taia, mas como é marido da gaja… pronto, faz-se um jeitinho. Digam alguma coisita.

Élita: Bem, já tenho confirmação de todos. Já falei também com a Balau. Jantar no Sábado lá em casa. Depois combinamos melhor as horas. Johny, Balau, Flora, Luigi, Eu e Toni.

Eu: Tá mal!!!! Eu sempre emparelhada com o Alentejano… Oh sorte, oh vida! Ao menos trouxeste alguma coisa de Itália??? Népia, já estou a ver!

Luigi: Tanta queixa, tanta queixa... Tá-se mesmo a ver que não és um bom exemplo para a tua filha.

Élita: Ainda vos hei-de de ver casados um com o outro!!!!! Tanto desdém...

Eu: Oh amiga… desejas-me tanto mal!!!! O tipo é de signo peixes (só metem água) sempre me tratou abaixo de cão e nem me trouxe uma prendinha de Itália. Ainda dizes que me queres feliz... Com amigas destas, estou bem, estou!

Luigi: Eu não sou peixes, sou aquário... Queres banho?

Eu: Amor… estiveste bem agora! Deve ter sido Itália que te inspirou...(depois falamos, agora não que está muita gente a ver… e tu sabes: eu sou tímida!)

Balau: Sim, nós sabemos que a principal característica da nossa Flora é a timidez...

Élita: Bem, gaijos, vou conferenciar com o Toni! Até porque como vos disse tenho um aniversário no Sábado de tarde.
Se não for este fim-de-semana será para o próximo. Depois digo.

Balau: Amigos, amiguinhos!! Ai! Ligou-me a minha sogra e diz que lhe apetece vir cá este fim-de-semana! Bem tentei tornear, mas acho que não me vou conseguir escapar!! Pois, mas não se prendam por mim, pois o Luigi está cá e é de aproveitar!!
(isto de “tornear” a sogra tem muito que se lhe diga)

Luigi: Minha gente, se não puderem neste fim-de-semana pode ficar para outro. Como disse num e-mail anterior, só têm que me dizer com uns dias de antecedência para eu ver se tenho trabalho nesse fim-de-semana ou não. Bêjos (é mesmo alentejano, este gajo... até escreve "Bêjos"!!)

Eu: Decidam-se lá… Eu por mim, já sabem: sempre pronta!

Luigi: Tu és mesmo uma desocupada!!!!

Eu: E o que tu queres sei eu! Para os amigos, para a boa disposição, para tempos bem passados, estou sempre pronta!!! E isso não faz de mim uma desocupada... mas sim uma amante das coisas boas da vida. Got it?

Luigi: Gaija, ninguém se pode meter contigo! Tava a brincar...

Eu: Gaijo, Eu também estava a brincar! Tu não mi conhece!

Luigi: Então está bem. Podemos ter sexo?

Eu: Aqui à frente de toda a gente?!!!! Oh, amiguinho, toma lá juízo... Antes de chegar à fase do sexo, eu gosto que me passem a mão pelo pêlo! Não estás bem, nem estás mal... muito antes pelo contrário!

Luigi: Ok, então está bem. Depois de te passar a mão pelo pêlo já podemos ter sexo?

Eu: Isto está-me a cheirar a muita fominha…. NÃO!

E agora, só para meter lenha, surge o grande Toni… aquele que passa os fins-de-semana a ser insultado de tudo e mais alguma coisa… o nosso (salvo seja) árbitro!

Toni: Quantas vezes é que um homem precisa de passar a mão pelo pêlo para atingir os seus objectivos?

Eu: Depende, caro amigo, depende... Já vi casos de mais de 20 anos... e outros de menos de 24h. E perguntas tu “Depende de quê?” Como sempre, do tamanho! Do tamanho do amor, está visto! E deixarem-me trabalhar, pode ser?

Balau: Depende do homem! No caso de alguns, nem que me passassem a mão pelo pêlo, 1000 vezes!

Élita: Toni!!!!!!!

Balau: Não tenhas mão nele, não... E vais ver onde é que ele vai parar! Isto é que vai aqui uma rebaldaria!

Luigi: 1000 vezes???? Eu julgava que uma esfrega de mil vezes pelo pêlo já era considerado sexo!!! É que trata-se de muita fricção!!!

Toni: Élita, a Flora é realmente uma musa inspiradora. Sendo assim logo vou-te passar a mão pelo pêlo. Já tenho mais de 20 anos, mas tem que ser antes das 24h.

E afinal, o jantar ficou para quando mesmo?!

quarta-feira, 14 de março de 2007

É só garganta!

As mãos continuam a mexer bem... já a garganta, não está nos seus melhores dias. Acordei às 5h da manhã com dores naquilo que é suposto ser a minha amígdala. Lembrou-se de se encher de pus a meio da noite e acordar-me.
A meio da manhã achei por bem juntar-me a uma data de gente que se lembrou de adoecer hoje. Depois de mais de duas horas e meia nas urgências de um hospital privado, fui levada a pensar que, talvez, me tivesse safo mais depressa no serviço público aqui tão pertinho de casa. Com uma injecção no “sim senhor” e uma receita daquele antibiótico com tamanho de bacamarte, e mais a declaração para passar o resto do dia em casa... ficou feita a festa!
Ao chegar a casa, enfiei-me na cama e dormi mais de quatro horas. O efeito da penicilina já se nota... custou a entrar, mas é realmente uma maravilha.
Amanhã lá estou de volta ao escritório, para espalhar micróbios.

terça-feira, 13 de março de 2007

O Rei que não gostava de flores

Era uma vez um Reino encantado... de seu nome Reino Além da Esperança e da Insistência.

Nesse Reino toda a gente vivia de sonhos, sorrisos e beijos.
É claro que havia princesas... duas: a Princesa Rabanete e a sua irmã, Borboleta Pepino. E o Rei Nabo e o Comendador Cevada, padrinho das filhas do Rei.
Também havia os Bobos da Corte, os Cavaleiros, os Magos e as Fadas... todos com nomes de legumes. Logo, muitos Xuxus, Batatas, Tomates, Beterrabas e Courgetes.

Mas como em todos os contos de fadas, havia um senão. O Rei não gostava de flores. Achava-as demasiado complicadas, necessitavam de muita atenção e eram muito sensíveis. E não suportava quando elas murchavam. Por isso, há muito que havia banido as flores do Reino Além da Esperança e da Insistência.
A Princesa Rabanete não entendia porque é que o seu pai não gostava de flores. Tão delicadas, perfumadas e bonitas. Por isso, no seu 4º aniversário decidiu ela oferecer um presente ao Rei.
Com a ajuda do seu padrinho, o Comendador Cevada, conseguiu arranjar um bolbo e no dia dos seus anos, ofereceu-o ao Rei.

O Rei, ao olhar aquele bolbo com ar de cebola pequenina, perguntou-lhe “O que é isso?”. A Princesa respondeu “É uma flor.
- Mas eu não gosto de flores! retorquiu o Rei agastado.
Desta vais gostar, disse a Princesa. Vais ter que cuidar dela. Plantá-la, regá-la e falar com ela.
- Isso dá muito trabalho, não sei se a quero.
Pois dá, mas quando ela crescer, vais ver que vais gostar dela.

O Rei, meio contrariado, lá concordou. Afinal, era o aniversário da Princesa, não queria fazer-lhe uma desfeita.
E lá plantou o bolbo, enquanto pensava que se iria arrepender. Durante semanas, regou o vaso e quando se esquecia, a Princesa lembrava-o.
Até que um dia um caule verdinho brotou do vaso. O Rei ficou entusiasmado, mas não o demonstrou. Há muito tempo que não via uma flor... Que flor seria? Nos seus pensamentos, preocupava-o acima de tudo a sua capacidade de cuidar daquela flor. Seria capaz? E se ela murchasse? A Princesa ficaria certamente desapontada com ele.

Então esmerou-se, falou com a flor todos os dias. Falava-lhe do seu Reino, das suas filhas, dos seus amigos. Abriu-lhe o coração e mostrou-lhe as coisas de que mais gostava. E o caule cresceu, cresceu, até que surgiu um botão.
Como era uma flor muito especial, levou muito tempo a crescer. Só por altura dos anos do Rei, meia dúzia de meses depois, se conseguiu perceber que flor era.
Uma tulipa branca. O Rei nunca tinha visto uma flor tão bonita.
O Comendador Cevada explicou ao Rei que aquela era uma flor encantada. Se o Rei cuidasse dela com o coração, com havia feito até então, ela iria transformar-se numa linda Rainha no dia do seu aniversário. E assim foi.
No Reino Além da Esperança e da Insistência houve uma grande festa e as flores estavam agora por todo o lado.

E todos viveram felizes para sempre.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Frase do mês

E só não é a frase do ano porque ele ainda vai curto!

"Flora: é como se fosses a namorada deles. Tens de ligar todos os dias. Nem que seja só para saberes como estão."

Isto dito pelo meu chefe, faz todo um outro sentido.

Oh se faz...

Mar e Dê

Mais um casamento. E este é à grande!
Parece-me que vou ter de ir ao Luxemburgo em Setembro. E vou ter de acampar. Ai, o que se faz pelos amigos.
Isto é que são novidades, das boas.
Uma amiga muito querida, que me acompanhou em horas boas e menos boas. De quem tenho muitas saudades e de cujos conselhos sinto imensa falta. Éramos um trio fantástico. Eu, a Dê e o louco do Mar. São os padrinhos brasileiros da Raquel.

Um dia, o Mar enfiou a Cákéu (alcunha brasileira da Raquel) dentro de uma caixa de papelão e ela ainda hoje se lembra.
A Dê empanturrava-a de azeitonas, ovinhos de codorniz (codorna, em brasileiro) e chocolates e dizia com um ar dengoso “Deixa… a bichinha gosta!”. Para, passados uns dias, com o seu ar juridicamente composto, vir-me dizer gravemente “Essa menina precisa comer comida mais saudável!”. Como o Mar costumava dizer: “abestalhada”!!!!

E agora a Dê vai casar. E vai morar para o Luxemburgo. E está feliz.

Do meu querido Mar não sei nada há uns bons meses. Andou pela Alemanha e assentou arraiais na loucura de Sampa… A última vez que falei com ele, quando lhe disse que estava sem namorado, gritou-me “Minina, vem para São Paulo que aqui a fila anda… e muito!”.

Vou começar a ver preços de viagens. Para o Luxemburgo. São Paulo, não… eu não gosto de filas!

Deve fazer frio em Luxemburgo, em Setembro… Ai, ai carrapicho não tem pai.

Domingo

Hummm...

Acordei bem tarde. Os cafés e as cubas com a mesma de sempre, ao sábado à noite, deixam-me de rastos.

Programa de hoje: Feel Woman.
Vou à aventura... pode ser que seja giro. E foi.

Havia de tudo: massagens, drenagens linfáticas, cabeleireiros, maquilhadores... plásticas (mas acho que isso não faziam no local).

Fizeram-me uma massagem. E aqui que ninguém nos ouve, o moço era muito jeitoso. Consertou-me o ombro esquerdo que andava torto há semanas. Acho que me pôs as mão mais vezes dentro da sweat do que à senhora anterior, mas esteve bem. Parece que também fazem a pagar, ao domicílio.

20 minutos de puro relaxamento. Saí de lá revigorada. E com amostras de cremes, cereais, shampos, chocolates e mais umas tretas.
Depois fui enfiar-me na Fnac... livros, muitos livros.
Finalmente comprei um livro de que andava atrás há meses: "Persuasão" de Jane Austen. Vou devorá-lo. E é já hoje que começo. O José Rodrigues dos Santos que me perdoe. A sua "Fórmula de Deus" vai ter de esperar!

E depois, sem nada que o fizesse esperar, um jeitoso diz-me sem papas na língua "Estás um naco!". E soube bem... quase tão bem como a massagem. E como presunção e água benta cada um toma a que quer, ah pois estou!

E cafézinho bem acompanhada para terminar o dia. E que céu azul esteve este fim de semana...

Já me esquecia... Estou apaixonada!

Pela minha filha, por mim, pela minha vida, pelos meus... todos! Os amigos, os da família. Por tudo e todos. Deve ser da primavera que está a chegar!

Amizade e promessas

Cinema com crianças. Ou se vai com espírito para a coisa, ou então nada feito. Sofre-se muito mais se não se vai preparado para ouvir choro, perguntas a alto e bom som, pipocas pelo ar e afins... Mas eu, como já não é a primeira vez, sei ao que vou. E vou com espírito.

O filme: A teia da Carlota. No original Charlotte’s Web. A protagonista, Dakota Fanning. Uma miúda gira, loirinha de olho azul. A versão original, pelo que vi no You Tube, pareceu-me muito mais interessante, com as vozes de Julia Roberts, Robert Redford, Oprah Winfrey entre outros... mas com uma criança de quatro anos, o melhor mesmo foi ver a versão portuguesa.

Gostei. Tem uma boa lição. Sobre amizade e promessas. E tem piadas engraçadas. Dispõe bem. Saímos de lá com um sorriso nos lábios.

A história...
Um porco chamado Abílio, uma menina chamada Flor. Um estábulo em que o cavalo Mike tem medo de aranhas, o casal de gansos Lola e Lulu estão a à espera de gansinhos, as vacas (desculpem, mas não fixei os nomes) estão sempre do contra e a única coisa positiva que conseguem dizer é “Positivamente, isso vai correr mal”. As ovelhas, em que o líder se chama Samuel e as outras falam todas em coro (isto faz-me lembrar alguma coisa) e o rato Teotónio que é um sacana, mas acaba por se redimir. E os corvos Tony e Zézé, estúpidos que nem uma porta.
A heroína, Carlota. Uma aranha que escreve palavras na sua teia.
Tudo começa com a promessa de Flor: cuidar do porco Abílio, rejeitado pela mãe à nascença (dez tetas para onze porcos, alguém havia de se dar mal...). Mas Abílio cresce e a Flor tem de o levar para o estábulo do tio.
Os animais do estábulo não ligam muito ao porco... Um porco da primavera não passa do Natal. Se vai morrer, escusam de perder tempo com ele.
Abílio sente falta de Flor e quer a todo o custo fazer um amigo. Carlota. E aí surge a segunda promessa: o porco da primavera vai ver a neve.
Para salvar o Abílio da morte certa, Carlota vai escrevendo palavras nas teias. A última, “humilde”, faz com que Abílio ganhe um prémio numa feira.
No fim, Abílio salva os ovos de Carlota, levando-os para o estábulo e cuidando deles com a ajuda de todos os animais. Até de Mike que não gostava de aranhas.
Quando as aranhas nascem, começam a tecer fios de seda e são levadas com o vento. À pergunta de Abílio “Porque não ficam?” respondem “Vamos mais além, aproveitamos o vento que nos dá alento!”. Três decidem ficar e ser amigas de Abílio. Lia, Aranha e Nélia.

Na fala final do filme, enquanto se vê uma panorâmica da quinta, a voz-off diz que é bom ter um amigo verdadeiro, que ainda por cima escreve bem.
Gostei.

domingo, 11 de março de 2007

Boa desculpa

Nunca tive uma desculpa tão boa para não levar a Raquel ao Mc Donald’s! Este sábado quando chegámos ao Colombo, o Mc Donald’s estava a arder. Literalmente. Uma parte da cozinha pegou fogo e era ver seguranças e empregados numa azáfama para resolver o assunto. Depois de um alarme ensurdecedor e bastante fumo negro mal cheiroso, a coisa resolveu-se. Mas (in)felizmente eles tiveram de fechar para limpezas... Foi uma pena! Lá tivemos que comer massa à bolonhesa, sem menus felizes e pior, sem bonecada de presente.
Mas foi sem dúvida, uma desculpa muito boa. Eu própria não arranjava melhor!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Desenho a negro

Chamava-se Inês, tinha a mesma idade que eu.
Usávamos batas aos quadradinhos, não me lembro de que cor (as fotos são a preto a branco, não dá para perceber).
Andávamos na mesma escola onde a minha filha anda hoje. Tínhamos três anos e pouco. E eu lembro-me.
Lembro-me de entrarmos à socapa na cozinha e tentarmos roubar bolachas antes do almoço. Bolachas de água e sal da Triunfo, daquelas quadradas que acho que já não há.
Invariavelmente, éramos apanhadas. Lembro-me da carita dela, emoldurada num chapéu de algodão, daqueles com elástico a prender debaixo do queixo. Não me lembro da cor do chapéu e, novamente, as fotografias a preto e branco não ajudam. Ela tinha o cabelo liso, cortado à tigela e uns olhos grandes.
Lembro-me que éramos amigas.
Um dia a Inês deixou de aparecer. A mãe continuava a levar o irmão da Inês à escola, mas a Inês nunca mais voltou. Com a curiosidade e inocência de crianças de três anos, perguntávamos à mãe da Inês porque é que ela não vinha à escola. Até que fomos proibidas de o fazer. A mãe da Inês chorava quando perguntávamos por ela. A minha mãe disse-me porque não era bonito fazê-lo: a Inês estava doente e a mãe dela ficava triste.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que nos explicaram o que tinha acontecido à Inês.

Sentaram-nos à volta de uma mesa, pegaram numa folha branca e num marcador preto e fizeram um desenho. De um cemitério. Lembro-me, como se fosse hoje, de nos dizerem “A Inês estava doente, morreu e está enterrada aqui.” E lembro-me de uma mão a fazer uma cruz no desenho do cemitério. A negro. Como se de um mapa de tesouro se tratasse.
Nada de anjinhos ou céu. Nada de grandes viagens ou sonos longos. Morreu. E está enterrada, debaixo da terra.
(Este desenho fui eu que fiz. É assim que me lembro dele)

Lembro-me de chegar a casa e chorar muito. Sentada num puff, a um canto do meu quarto. Não por perceber realmente o que se teria passado com a Inês, mas porque o negro do desenho me levou a entender que, fosse o que fosse, era mau. E tive a certeza que nunca mais veria a Inês.
A versão cor-de-rosa foi-me dada pela minha mãe. Mas cor-de-rosa em cima de negro não pega. Já não valia a pena. Por preocupação, a minha mãe comentou o caso com o meu pediatra. Não sem antes ter chamado tudo, menos santa, à iluminada da directora da escola (sim, foi a directora que nos fez aquela explicação tão adequada à nossa idade). O pediatra disse à minha mãe que nunca me iria esquecer.
Passados anos, confrontei a minha mãe com uma dúvida inquietante. Contei-lhe tudo o que me lembrava e perguntei-lhe se tinha acontecido mesmo. Não sabia se tinha sonhado com aquilo…
Efectivamente, a Inês morreu com três anos e pouco. E eu lembro-me… éramos amigas.

Esquece lá isso

Lá volto eu a roubar minutos à hora de almoço…

Tixa, esquece lá isso. Não que tu fosses bater no senhorzinho, mas às vezes podiam ficar com ideias erradas sobre a minha pessoa. E como já disse num texto qualquer que para aí está (procurem se quiserem) eu não sou violenta. Muitos defeitos, admitidos e reconhecidos, mas violência não é um deles.
A neura passou… ou melhor, ignora-se e segue-se, certo? Como diz o grande amigo… idealismos, bazófias.
Tens razão, meu querido… Como sempre, tens razão. Já me custou mais dar-te razão… agora nem tanto. Mais do que levar uma injecção, tu teres razão, agora, parece-me um profilático indolor, como prevenção de uma qualquer gripe. Antes doía, agora nem por isso.
Hoje é dia de chapinhanço portanto, cabeça erguida, para não engolir pirolitos!
Estão a prever bom tempo para o fim-de-semana (se é que se pode confiar nesses tipos…) e por isso já estou a pensar em piqueniques e passeios ao ar livre. E por falar em piqueniques, gostava de saber quem foi a alminha que, toldada por tão bom gosto, escolheu o padrão para as batas da escola da minha pequena. Para mim, está mais para toalha de piquenique que para bata de criança, mas está bem…
Ainda bem que não gostamos todos do mesmo, senão o que seria do amarelo? E do André Sardet? Nem todos podemos ter bom gosto. E “bom gosto” é sempre discutível, tal como tudo o que é subjectivo.

E à volta conto o resto, se me apetecer. E por falar em apetite, vou almoçar! Aquecer a marmita de bacalhau cozido com grão. Sem azeite… Porque virei o saco e entornei o azeite… tipo caldo entornado! E depois também deixei cair as chaves. Quem me quiser falar, que telefone, sim? Que isto de andar a espalhar tudo no chão não tem muita piada.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Dia que começa mal...

... só pode acabar mal!

Não havia necessidade.
Anda uma tipa sossegadinha e depois leva com merdas destas... Coisas que nem se percebiam muito bem, de um momento para o outro parecem um carro a fazer-nos sinais de luzes em frente aos olhos. Essa porra dói, ok?
Minha querida Tixa, não és tu que dizes que gostavas de conhecer o senhorzinho do hi5? Então linda, quando o conheceres, faz-me um grande favor: parte-lhe a trombinha toda! E se precisares de ajuda, apita. Vou lá de bom grado dar-lhe umas biqueiradas, com jeitinho.
Além do timming ser do mais estapafurdio, muita coisa deixou de fazer sentido e outras tantas passaram a bater certo.
Vou "acentuar" as minhas mágoas para outro lado...
E desejar que o hi5 volte a ser um mar vazio de acentos, onde quem os usa é simplesmente castigado com a inclusão de hieroglifos imperceptíveis.
É tão mais fácil não ver certas coisas.

Dia de Hoje

Estou cheia de trabalho, por isso estou a roubar uns minutos à hora de almoço…
O dia começou mal. Mais de 20 minutos de volta do filho da p*** do esquentador que resolveu desligar-se. E é dos inteligentes, mal seria se não fosse.
A boa da mamã resolveu a questão, não sem umas quantas marteladas, mas resolveu.
Além disso ainda apanhei um transitozito manhoso aqui à entrada desta vila onde trabalho. Coitadinha da malta que atravessa a ponte todos os dias! Eu mesmo a sair de casa às 8h38, a ter de estacionar o carro e andar a pé uns bons 300 metros, ainda cheguei ao meu posto de trabalho às 9h05…Meia estremunhada e com os bofes a querer sair, mas com o banhinho tomado. Ah pois, que eu sem banhinho, nada feito!
Louca esgrouviada, com mau feitio e insistente, mas muito asseada:). Banho quente é mesmo uma coisa muito boa. É daquelas pequenas coisas que não damos valor nenhum, nem pensamos no assunto… mas quando nos falta, é do camano!
No meio do stress de me despachar, o tipo da rádio (não, não era o Pedro Ribeiro… o rádio do meu quarto não apanha a Comercial, é uma pena) lembrou-me a tempo que hoje é Dia Internacional da Mulher. A tempo de dar beijinhos especiais nas minhas miúdas (a grande e a pequena). Não que ligue muito à data ou vá fazer algo especial.
Mas parece que há malta que leva a coisa a sério. No café, enquanto despachava o pequeno-almoço (palmier simples e um copo de leite frio) uma senhora simpática desejava a todas as mulheres presentes, um bom dia da mulher. E dizia à boca cheia que as meninas que trabalham com ela, iam sair todas às quatro da tarde. Isso se o colega concordasse. Então, mas é dia da mulher ou não é? Mandamos ou não mandamos?! Sinceramente, acho este dia de um machismo exagerado. A sermos iguais, teria de haver o dia internacional do homem, não?
Pois é, fazem-nos estes jeitinhos para nos agradar e o que a malta quer é mesmo igualdade.
E, concordem lá comigo, tirando o facto de toda a gente falar do assunto, o que é que o Dia de Hoje tem de diferente?

quarta-feira, 7 de março de 2007

1,2,3... Piiiii!


Já cá faltava… e já que tiveste a amabilidade de aparecer por cá: toma, é para ti!
Tiveste o bom gosto de nascer antes de mim. Diz quem nos conhece que eu sempre morri de ciúmes por seres o mais velho.
Verdade seja dita, tu é que és o gajo, mas quem tem pêlo na venta sou eu. Sempre foste o calminho, o que não partia um prato… O que teve a coragem de, na sabedoria dos seus quase dois anos, dizer a toda a gente que a irmã acabada de nascer era… CHATA. E manteve-se, hein? Haja coerência!
Quando éramos putos andávamos sempre engalfinhados… a mãe defendia-te a ti, o pai pendia mais para mim.

Sei que ainda tens o trauma daquele teu aniversário em que, agastada por não mo queres emprestar, te parti o carro dos Playmobil novinho em folha. Ainda descarregaste a tua raiva dando-me um sopapo, mas não te serviu de muito, pois eu gritei pelo pai e acabaste por apanhar também. Se serve de alguma coisa, aproveito este meu espaço para publicamente expiar a minha tão grande falta: DESCULPA!

Quanto ao resto, tirando o facto de eu ter acabado o curso primeiro que tu, sempre foste o que andou pelo caminho certo. Eu sou mais dada a atalhos e estradas de espiche… e os resultados estão à vista.
Mas concorda lá comigo, à boa maneira dos tuga, podia ser muito pior. Nunca me meti em (grandes) alhadas. Nunca ninguém me foi buscar à esquadra.
Ok, sou mãe solteira. Fujo um bocadinho dos cânones chamados normais, porque não faço tudo certinho e direitinho. É tudo à minha maneira. E como já não tenho idade para amuar quando as coisas não correm como eu quero, agora deu-me para escrever. Bom, até podia amuar, mas não seria um espectáculo bonito de se ver.

Sei que não concordas com o modo como vivo a minha vida, como crio ou educo a minha filha. Eu sei que posso melhorar nalguns pontos, reconheço. Mas desculpa lá o mau jeito, perfeita nunca serei.
Também sei que por ires à frente achas que tens a obrigação de ir deixando bandeirinhas pelo caminho… mas segui-las ou não, depende de mim.

Tudo isto para te dizer que o tipo que faz tudo certinho és tu. Eu sou aquela que vai pelo caminho mais difícil, não porque goste de bater com os cornos na parede, mas porque tem de fazer as coisas à maneira dela. Óh feitio de merda, óh p*** de mania que a vida há-de dar a volta só para me agradar.

E o tempo é o que fazemos dele, pode ser bom ou ser mau, curto ou demasiado… e os 5 a 10 minutos que levei a escrever isto, foram um presente para ti, mano velho. És o gajo mais atinado, correcto e sério que alguma vez conheci. Mas olha que isso às vezes também pode ser chato, sabias?

Com tudo de bom e de mau que me tem acontecido até hoje, mesmo assim, eu consigo fazer um balanço altamente positivo. Tu não?

(o título do post é uma "private"... don't ask!)

Tempo

Podia ter outro nome qualquer, podia ser filha de outra pessoa qualquer, podia ser tudo diferente, mas não é.
Chama-se Raquel, tem 4 anos (quase, quase 5) e é minha filha.
Faz perguntas difíceis, daquelas que é preciso pensar muito bem antes de responder. Tem saídas desconcertantes e às vezes, muitas vezes, olha para mim e desafia-me… quer saber até onde pode ir. Fala pelos cotovelos e “cala-te” não é propriamente uma ordem que ela tenha facilidade em cumprir.
Diz preciosidades como “eu sempre te adorei-te” e amua quando as coisas não lhe correm de feição.
Ontem pedia à avó que a ensinasse a ficar muito quietinha no fim da aula de ginástica, pois quem ficar mais quietinho, vai à frente no comboio. Ela nunca foi à frente no comboio.
Não gosta de legumes, e tirando ervilhas… o pouco que a conseguimos enganar, vai na sopa. É fantástico ver a evolução dela e constatar que a cada dia que passa é mais difícil enganá-la.
Adora pôr a mesa e fazer surpresas. Ou hão-de ser os pratos virados ao contrário, ou os talheres colocados noutro sítio que não o convencional… mas mesa posta pela Raquel, é sempre diferente. E faz questão que todos cheguem à mesa de olhos fechados, para gritar “surpresa” quando os abrimos!
Gosta de ir ao colo para a cama, de preferência de cabeça para baixo, mesmo que eu já esteja de rastos. Ela já sabe que todas as frases começadas por “Oh minha linda mãezinha” surtem o efeito esperado.
Anda numa fase de fazer desenhos para toda a gente. Para agradecer presentes que recebeu, para responder a cartas, para dar parabéns mas, principalmente, porque lhe apetece. Faz questão de aprender a escrever os nomes das pessoas para quem faz os desenhos. Pede-nos para escrevê-los e copia-os. Depois pede um envelope, dobra o desenho em quatro, muito bem dobradinho, e pede-nos para pôr no correio (no caso de não o poder entregar pessoalmente). O desenho que aqui está é dos mais giros que tem feito. Mas eu sou suspeita.
No último almoço de família, antes de irmos para a mesa, pediu a todos que se pusessem em fila e entregou um envelope a cada um.
Tem o génio da mãe, resposta sempre pronta na ponta da língua e nos últimos tempos tenho dado por mim a pensar se o meu exemplo de vida não será um bom estágio para ela. Conter a impulsividade e morder a língua de vez em quando. Tudo se aprende… e quanto mais cedo melhor.
Tenho consciência que não a vou poder poupar a desgostos e desilusões, quedas e percalços. Por isso mesmo tenho de a ensinar a defender-se, a lidar com os problemas e a manter a cabeça erguida.
Sei que tudo o que fizer por ela vai sempre, aos meus olhos, parecer pouco. Ela é o melhor que já fiz na vida e vou sempre achar que estou abaixo das expectativas.

Há uns dias, antes de dormir, disse-me que além de boa noite, tinha de me dizer outra coisa. Quando perguntei o quê, respondeu-me com um abraço e um “obrigada”. Nesse dia dei-lhe o que ela mais gosta que lhe dê: o meu tempo.
Faça o que fizer à Raquel, dê-lhe tudo e mais alguma coisa, o melhor que lhe posso dar é mesmo o meu tempo.

No último Natal alguém me perguntou o que queria de presente… disse-me “pede-me o que quiseres!!!”. Respondi-lhe “nada que possas comprar e tudo o que dês com o coração”.
Parece-me que o tempo é um bom presente. Pelo menos a Raquel acha que sim.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Oferta Pública de Aquisição

Estas novelas financeiras não são para mim.
Cada vez que havia um desenvolvimento, lá recebia um caderninho em casa com milhentas razões para recusar a OPA ao preço oferecido! E “caderninho” é apelido, só o último tinha mais de 10 páginas, impresso a cores em papel couché. Deve ter custado pouco, deve. Confesso, li o primeiro... depois deixei-me disso. Até porque não tenho muitas acções. Ou melhor, tinha. A novela da OPA chegou ao fim e para mim foi de vez. Venha a OPA que vier, aqui já não há nada.
Pois é, vendi-as. Nem me venham com teorias se era boa altura ou não. Teve de ser e o que tem de ser, tem muita força. E essa coisa de "oferta pública" fazia-me um bocado de confusão... tipo "regabofe".
Se eu já não era um bom partido, agora ainda menos.

domingo, 4 de março de 2007

Moedas

Sábado à noite, margem errada... passava da meia-noite e saíamos daquele restaurante em que servem café em chávenas Tofa, mas os pacotes de açúcar são da Nicola. Não sei porque continuo a lá ir! Os hambúrgueres são bons, o resto é igual ou pior do que em qualquer outro lado. A cuba libre é cuba libre, nem mais, nem menos.

Enfim, saíamos... nem sequer costumo andar cabisbaixa, mas naquela altura olhava para o chão e houve uma coisa que me chamou a atenção. Uma moeda. Parecia de cinco cêntimos, mas maior. Baixei-me e apanhei-a. Uma moeda de um escudo, preta... das antigas. Comentei o facto com quem estava comigo e guardei a moeda. Continuámos em direcção ao carro, subimos as escadas e quando vou a abrir o carro reparo noutra coisa que me chama a atenção... outra moeda? Isto não é muito normal. Apanhei a segunda moeda, com um sentimento de que aquilo era, no mínimo, estranho.

Guardei as duas moedas. Uma é de 1973 a outra de 1979. Sei que não têm qualquer valor, mas ando com elas no bolso desde essa noite. Superstição? Não creio. Apenas achei estranho e curioso ter encontrado, na mesma noite, duas moedas que não estão em circulação há tantos anos.

A primeira coisa de que me lembrei foi de que o meu pai tinha dezenas de moedas destas, guardadas em frascos de vidro, que em tempos tinham rótulos de Mokambo. Desfez-se de todas quando vendeu a colecção de moedas há muitos anos atrás.

Não sei porquê, relacionei o facto de ter encontrado as moedas com o meu pai... por isso achei melhor guardá-las.

sábado, 3 de março de 2007

Campeonato de Bolinhas

Vamos lá voltar aos relatos das saídas, jantarinhos e afins, boa?
Malta conhecida, da melhor, daquela que se conhece há muitos, muitos anos. São aqueles que até quando nos tratam mal, a gente acha piada e enfim, lá os vai aturando. São muitos anos, é o que é.
Não sei se foi por falta de assunto, ou porque realmente o assunto até tem interesse (!) a dada altura o tema de conversa foi o meu blog... O porquê de ter ido para um serviço espanhol. Eu lá sabia que o Blogger era espanhol, tu é que és engenheiro! Ai desculpa, Senhor Engenheiro, ou melhor... Senhor Engenheiro Môre (também conhecido por FC, ou emigrante em Espanha em regime de part-time).
E depois lá tive que explicar algumas coisas, pois não sei quem não tinha lido (Ó Martinha, eu sei que os velhinhos deliram contigo a dar-lhes a comidinha à boca, mas miúda... tira um tempinho e lê o meu blog, a sério!).
Acabei por desistir, porque o engraçadinho do Xôr'enfermeiro não parava de me interromper (esta treta de ter amigos que insistem em ser tratados por “senhor” chateia um bocado). Martinha, miúda, eu até simpatizo contigo, mas esse tipo com quem tu casaste (e vais casar outra vez!!!) parece-me um tanto ou quanto chatinho. Será de mim? E já agora, que me dirijo a ti: rapa-lhe lá o pouco cabelito que ele ainda tem, que aquela careca já teve dias mais brilhantes!
Fofa, posso contar aquela do tacho da Silampos, que quase foi parar ao lixo? Ainda bem que deixas.
A Martinha e o Xôr'enfermeiro acabaram de montar a casinha deles, e no meio de tanta confusão de caixotes e coisas novas, houve um tachito da Silampos (coisa barata, portanto) que ia tendo um fim que não arroz de polvo ou frango estufado. Era mais... LIXO! Não fosse o Xôr'enfermeiro ter estranhado o peso do caixote e lá ficava o trem de cozinha incompleto. Parece que a Martinha, depois da descasca, foi a correr contar as peças todas do faqueiro, não fosse ter de ir ao lixo vasculhar o resto dos caixotes.
Não era para contar? Eu avisei...
E porque é que esta geração só bebe Super Bock preta? Que falta de imaginação... Eu mantenho-me a água e de quando em vez, uma coca-cola, no máximo uma pedras limão... E em dias de loucura, uma cuba libre.
O PRê não me foi apresentado oficialmente, mas como toda a gente faz questão de afirmar que nós já nos conhecemos... não teimo! Dizem que já foi há muitos anos, sinceramente, não me lembro, mas está bem. A mulher dele (que obviamente também não me foi apresentada) estava pasmada com a súbita constatação que ele afinal até gosta de novelas.Aquilo é que era atenção à “Doce Fugitiva” e ao “Tempo de Viver”... e dizia ela “Ele sempre disse que não gostava!”. Pois é... eu que continuo a dizer que não o conheço, não sei de nada!
Em conversa com a Martinha e a CQ (a tia, e não a sobrinha... é o que dá usar iniciais) houve um momento lindo, que comprovou que efectivamente só muitos anos de amizade nos fazem aturar certas coisas. No discorrer do meu discurso disse algo do género “eu era chata”. A isto a CQ respondeu com um silêncio de tal forma pronunciado que mais parecia que gritava a plenos pulmões “Eras?!?”. Se não fosses tão “antiga”, como diz a Martinha... eu respondia-te! Mas como és, eu deixo! Há coisas que só aceitamos ouvir de quem gosta mesmo de nós.
O bom do PQ tem um palm novo. Daqueles que dá para receber e mandar e-mails, ouvir música e até para fazer chamadas. E no palm novo há um jogo altamente viciante. Não sei o nome do dito, tem bolinhas às cores que é preciso juntar e ir retirando. Tipo tetris, mas mais desenvolvido. A certa altura a malta já discutia quem era a seguir e já se faziam inscrições para o próximo fim-de-semana.
Tenho em mim a convicção de que haveriam alguns lobbies montados, pois eu apenas joguei uma vez e, por exemplo, o Xôr'enfermeiro jogou, no mínimo, umas três. Eu não tenho muita experiência no jogo e a última vez que joguei, houve alguém que me chamou “burra” o que me traumatizou um bocadinho, mas lá me ajeito.
Foi só nessa altura que vi o PRê em acção (tirando essa, foi só mesmo quando se atirou à tarte de leite condensado). Na vez da AnaB jogar, ele passou o tempo todo a dar-lhe calduços. Toda a gente foi unânime em que se ela estava a apanhar e não conseguia prestar atenção ao jogo, devia passar a vez a outro!
O vício estava em tais proporções que o FC foi à net pesquisar para ver se encontrava uma versão para computador... Quem souber se existe e onde se encontra, a malta agradece. Até porque me apercebi que havia gente já com tiques estranhos, tipo palitar os dentes com o apontador (PQ desinfecta essa coisa, a sério).
Não cheguei a entender quem ganhou, se é que alguém ganhou.
Também não vale a pena contar a parte em que fui atirada ao tapete, à traição, pela AnaQC. Asseguro-vos que estas iniciais deram celeuma... oh se deram! Mas foi giro verificar que nem ela tem bem a certeza de quais são as iniciais do seu nome.
E como os ausentes também se fazem presentes, é obvio que se falou do AC. De várias formas, mas a que mais me agradou foi quando comentei a sua tendência mesquinha de me corrigir a escrita em público. Parece que o bom do menino, nos tempos da TVI, dava umas calinadas jeitosas nos rodapés... que pena eu não ter provas disso! Estupor.
Aguardo a todo o momento que o PQ me envie as fotos que atestam o que escrevi! Quer dizer, da cena do tacho não há fotos, que a Martinha tem mau feitio e não tirou!
(As fotos já cá estão... peço desculpa pela demora, mas a culpa foi mesmo do PQ!)

Vai uma amona?

Como uma das coisas que eu faço melhor na vida é meter água, decidi voltar à piscina!
Que saudades... Há mais de quatro anos que não fazia nenhum desporto. Soube-me pela vida. Só houve um senão... ou melhor, dois. Bom, houve vários!
Primeiro que tudo, a música: demasiado pastilhada para o meu gosto. Mas para a semana levo uns cd’s. Falei com a professora e ela achou piada à ideia.
Em segundo lugar... já não usava pesos dentro de água há uns tempos, pelo que vos garanto, não foi bonito! O pior foi quando me armei em engraçadinha e tentei nadar com aquilo. Ao atirar os pés para trás, eles vieram ao de cima e o tronco foi projectado para frente. Depois de uma pequena aflição a tentar controlar aquilo e contrariar os pés que teimavam em boiar, constatei que praticamente tinha feito uma auto-amona... Digno de gravação em vídeo e publicação no YouTube... Ainda bem que ninguém deu por nada.
E em terceiro lugar, a razão porque é que ninguém deu nada: duas “colegas” de piscina que mantiveram uma amena cavaqueira durante os 45 minutos da aula! Ainda me chamam tagarela a mim! Aquilo deu para discutir qual o melhor rodízio de massas da zona, a problemática dos lugares para fumadores e não fumadores nos bares e restaurantes, o trânsito na 2ª circular e sei lá mais o quê. Pior, pior é que nem na fase de relaxamento as meninas se calaram.
Aconselho-lhes vivamente as pistas ao lado, onde se faz natação... ao menos quando põem a cabeça debaixo de água estão caladas... e se não estiverem... glu, glu! A certa altura apeteceu-me dizer-lhes “E calarem-se não?”, ou “Vai uma amona?!”. Há malta que além de incomodar ainda tem o desplante de não se topar! E eu que achava que tinha falta de conversa...
Para a semana lá estarei outra vez! Com a minha companheira d’água, que por não ter jeitinho nenhum para hidro-ginástica, optou (inteligentemente) por natação... Grande IL, tu é que a sabes toda: além do professor ser mais giro, não fazes figuras tristes.
Quem quiser passar 45 minutos de pura diversão, ou apenas dar conversa às minhas “colegas”, já sabe... sextas-feiras, 18h30 na Piscina Municipal de ... esqueçam lá isso!

sexta-feira, 2 de março de 2007

Pedido especial

CORRECÇÂO: Problemas de fonética levaram-me a entender "mandalala" quando afinal se tratava de "mangalala"...
Vá-se lá saber porquê, mas fica a correcção. Assim, onde se lê "mandalala", leia-se "mangalala".


Ontem à tarde recebi um telefonema giro!
Ao saber que eu ia às compras, a minha filhota quis falar comigo e fazer um pedido especial: “Mãe, compra-me mandalalas para eu levar para o lanche!
Mandadalas? O que é isso, meu amor? A mãe não sabe… “Aquelas coisas que a M. Lourenço leva para o lanche, eu também quero!
Claro que tive que me socorrer da minha mãe… Que raio de coisa é que a M. Lourenço leva para o lanche? Mistério desfeito: danoninhos de chocolate!
E porque razão desconcertante é que as princesas decidiram dar-lhe a adequadíssima designação de “mandalalas”? Não faço a mais pequena ideia!

Apenas sei que a questão já teria passado por avançadas técnicas de negociação, por parte da minha pirralha, que em tentativas vãs quis persuadir a M. Lourenço a trocar uma mandadala por um normal danoninho dos seus. Parece-me que a M. Lourenço não é fácil de convencer. Ou então as mandalalas são mesmo algo muito, muito bom, não facilmente substituível por um banal danononinho de morango/banana.

E pronto, lá fui eu às compras e satisfiz o desejo da pequena.
Gostava de ver a carita da M. Lourenço hoje à hora do lanche, quando perceber que o monopólio das mandalalas se extinguiu…

Crianças.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Forrest Gump Trailer (Movie release: July 6, 1994)



Forrest Gump: My momma always said, "Life was like a box of chocolates. You never know what you're gonna get."

Gajo Bom

Ouvi dizer que fazias anos.
Desmentiste, mas eu confio no tipo que teve a lata de me dizer que hoje fazes 42 anos.
Eu devia ter uns 6 anos mal acabados de fazer quando te conheci… Eras tu um puto giro. Hoje, nada disso. Como eu gosto de confirmar, hoje és um gajo bom.
Bom amigo, bom ouvinte, boa pessoa… enfim, um gajo bom de ter por perto. Nas horas boas para a galhofa e nas horas más para muito mais galhofa.
Nas nossas conversas a perder de vista (muitas vezes em alturas tão desadequadas, como a Homília do Padre Chico na Missa da 17h30…) cada vez mais me tenho apercebido da importância de ter quem nos ouça. Mas ouça mesmo! Com atenção. Mesmo que aquilo que estou a dizer não faça um pingo de sentido, não tenha uma ponta de interesse, ou não traga nada de novo. E tu ouves-me. Há muito tempo.
E depois de me ouvires ainda me consegues pôr o ego lá em cima.
Gabo-te a paciência, amigo.

Aproveito a oportunidade para te dizer, publicamente, que não há prendinha. Não só por não haver orçamento, mas principalmente porque não saberia o que oferecer-te. Música estaria fora de questão, já que és o rei dos sacanços na net… o mesmo se aplicaria a gadgets informáticos, coisa que para além de eu não perceber muito, tu entendes muito mais que eu. Coisas pessoais como perfumes, boxers e pares de meias, nada melhor que a namorada, os papás e as manas, não concordas?
Portanto, pouca ou nenhuma escolha teria para te oferecer alguma coisa que, das duas uma, ou precisasses, ou gostasses.
Ficamos assim, não te parece bem?
E já agora, e só porque é da praxe e fica sempre bonito dizê-lo “PARABÉNS”. Muitos anos de vida.
Sim, porque não tenho muitos tipos que dêem atenção como tu dás. Tirando tu, é só mesmo aquele estupor que conheces.
Aguenta-te quarentão jeitoso!