Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fui

Primeiro dia da semana com o nariz desentupido. Já tardava!

Último dia de trabalho do ano.

Vou entrar em 2008 de férias.

Só volto a estas bandas lá para dia 7 ou 8 de Janeiro.

Inté.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Rescaldo...

Tarde de sábado passada no hospital, a receber paracetamol na veia. Febres altas que teimaram em tramar-me o fim-de-semana...
Tarde de domingo passada em sobressalto, ou não tivesse a pequena partido a cabeça. Subir escadas a correr e às escuras, é no que dá...
Véspera de Natal passada em família, com muita comida, arrepios de frios, prendas, espirros, alegria e muita tosse...
Dia de Natal passado na cama.

Agora estou a preparar-me para ir de férias. Espero que o virús também vá de férias e me deixe sossegadinha.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Prendas... Ui, ui! Ainda faltam umas poucas e vou fazê-las eu.
Tenho de trabalhar na véspera de Natal até às 15h. Lindo,não?
Mas vou começar o ano de férias e só de saber isso, já não me preocupo.
De resto... a Mãe faz as filhoses e as rabanadas, a cunhada faz o bacalhau e as couves,
a criançada faz a festa e o resto apanha as canas.
Mais um Natal.
Este com um sabor muito bom, de realização pessoal, de família, enfim, de TUDO.
Para todos, um Santo Natal e um 2008 em GRANDE!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Mano Velho

Quando eu nasci, o meu irmão tinha quase 23 meses.

Tal como é hoje, ele foi sempre calmo e sossegado. Eu vim estragar tudo.

Eu chorava muito, como se pode constatar na maioria das fotos em que aparecia sempre de goela aberta. Ele, que já comia sozinho e era bastante despachado, voltou a pedir que lhe dessem comida à boca e queria mais atenção. Ou seja, eu fui um atraso na vida dele.

O meu mano, ao regressar à escola e perante as perguntas das professoras "Então, a mana? É bonita?" respondia invariavelmente "É chata!". Isto para ele, que sempre foi de poucas falas, era um sacrifício dizer, mas a situação exigia-o!

Para o resto da vida, é como ter um rótulo na testa, em letras garrafais: "CHATA".
Há tempos, gravou no telefone da minha mãe, o número dele como "Filho Querido". No meu. carinhosamente, colocou "Melguinha".

Hoje o mano faz 34 anitos. Logo à noite não me livro de ouvir, no mínimo uma vez, "É pá, tu és mesmo chata!". Com ou sem motivo!

PARABÉNS Mano Velho!
Da Chata :-)
Nota: A foto... Dá-te por feliz e contente por eu não ter usado aquela em que estás com a coroa das princesas e a varinha mágica na mão... da festa de aniversário da tua sobrinha, no ano passado. Essa é que era! Mas eu só me meto com gente do meu tamanho.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Aceitam-se encomendas (ainda)

Com corações, florzinhas, estrelas, missangas, botões, lantejoulas, fitas de algodão e organza...
O stock já é pequeno!
São prendas giras, em conta e muito originais, pois nenhuma fica igual!
Sim, eu sou suspeita...
Mais coisas giras aqui
E estão no forno três malas, das quais duas foram encomendas.
Haja mãozinhas:-)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Este ano vou ser eu o Pai Natal





Uma ideia fantástica. Simples, válida e cheia de espírito!

Aqui todos podemos ser o Pai Natal este ano.

Há muito para fazer, é só escolher o quê! Basta querer.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Agora é OFF mesmo :-(

Como diz a minha mãe, é o resultado da minha “fuçanguice”. Está-me no sangue, não há nada a fazer. Não consigo começar nada e não acabar o mais depressa possível. Dá-me um gozo enorme ver as peças prontas.

Andava com tonturas há três dias.
A médica disse-me ontem que parecia que eu estava “com o mundo às costas”.
Diagnóstico: contracção muscular (ombros) e cansaço generalizado.
Receita: Lyrica (!) e Brufen
Conclusão: proibida de fazer bijutarias, croché e afins durante uns dias.

Snif, snif.

Mas, vendo as coisas pelo lado positivo, este fim-de-semana vou ter mais mimo do que é costume (se é que isso é possível).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Estou em off

Trapilho, malas, pregadeiras, feltros, fitas, agulhas, tintas, botões, pincéis, bolas, flores, missangas, alfinetes, tecidos, bolsinhas, linhas e fios, cola quente, guardanapos, vernizes...

Estou a afogar-me! Prendas de Natal, encomendas... Não tenho mãos a medir! E o melhor é que algumas das prendas vou eu fazê-las. Até dia 24, 25 vou estar offline.

O único local onde podem encontrar novidades será mesmo aqui.

Entretanto, uma das coisas gira que já lá está, das muitas que vão aparecer este mês:


Volto para o ano. Ou não...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Tudo o que eu quero este Natal

Cena de um dos meus filmes favoritos. Lindo, lindo. E lamechas qb.

Fofinha? Eu?!

Atchim

Constipações deste país,
Unidas em volta de uma canja
Aconchegadas num roupão e numas meias de lã
Enroscadinhas no sofá, debaixo do edredon.

Vós que descartais dezenas de lenços de papel,
Subsistis aos griponais e panasorbes,
Alheias ao ben-u-ron e ao vicks vapo rub.

Vós que levais todo o ranho existente e mais algum,
Que me fazeis ir buscar as expectorações às entranhas
e me deixais o corpo moído de tanto espirrar.

Ide com os porcos!

Agradecidinha

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

91 dias

2,184 horas, 131,040 minutos, 7.862,400 segundos.

Parece pouco? Não. Já te conheço há muito mais. De outras vidas que não se contam, de outras horas onde nem haviam relógios… de sempre.

Apesar da probabilidade ínfima de nos cruzarmos, cruzámo-nos. Apesar da distância, estamos juntos. Quando nada fazia supor, quando tu não procuravas e eu estava cansada de procurar, alguma coisa nos juntou. O “cozinheiro”, os astros, quiçá a Divina Providência.

Conheço-te há bem mais de 3 meses. Esse olhar que fazes quando te ris das asneiras dos miúdos… quando disfarças o riso, ao perceber que estou a olhar para ti… já o conheço de há muito.

A maneira como arqueias o sobrolho esquerdo (que o mais velho faz igualzinho a ti) quando pões um ar indignado, a sério ou não.

As frases giras que dizes, como “Ai caramba” e “Bem hajas”…O ar sério que pões quando ralhas com os pimpolhos e depois olhas para mim tristinho, como quem diz “Tem de ser!”.

As palhaçadas, as brincadeiras, as gargalhadas… as canções.

Como é que eu posso dizer que existia, se não conhecia essa maravilha de música que é o "Zeca"?

Zeca era patife
Zeca era ladrão
Zeca quis roubar um bife
E só roubou um pão
Eu atirei-me ao Zeca
Grande confusão
O pão girou no ar
Caiu na minha mão
Ta-ra-ra-ra
Ta-ra-ra-ra
Ta-ra-ra-ra



Cantada em coro, com coreografias e muito acima do volume aceitável.

Mas sabes bem que não é só isso. É muito mais do que algum dia poderei escrever. Muito mais do que simples palavras.

Mas resume-se a uma dança no quarto, ao som do rádio da cabine do chuveiro, ao chá que me preparas antes de irmos dormir, ao “Amote” que me escreveste numa pedra (e que eu emoldurei) ao abraço que me dás e onde cabe o meu mundo inteiro.

Está tudo, como diz o nosso mais velho “na maneira” como nós nos olhamos.

Por três meses de pura felicidade. Felicidade que eu pensei que só existia nos contos de fada e nos filmes lamechas. Por me amares como eu sou, sem queres mudar nada. Por seres como és, lindo por dentro e por fora.
Por Tudo. Amote meu Homem.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A minha Mãe

Faz hoje a bonita idade de 61 anos.

Antes de sair de casa já a mimei com flores, beijinhos e presentes.

Logo faço eu o jantar para a família.

Fica tudo muito longe daquilo que ela merece.

Mas ela sabe o que significa para mim e para a neta.

Quando um dia eu escrever um livro, dedico-lho a ela.


Parabéns Mãe!

Factos inéditos

Mais um desafio... Realmente esta gaja deve ter pouco que fazer.

Listar 10 factos não anteriormente mencionados neste blog.

Diz ela que para mim "vai ser difícil arranjar factos inéditos, porque ela escarrachapa tudo no blog"...(menina, é “escarrapacha”)
Veremos!

Ah, e ao contrário do que tu fizeste, eu só digo verdades, verdadinhas!

1. Gosto muito de roupa e calçado confortáveis. Detesto andar apertada só porque está na moda, por isso não ando. Adorei o período da minha vida em que andava de t-shirt, calções e chinelos a semana toda.

2. Nunca pus um cigarro acesso na boca

3. Nunca apanhei uma bebedeira

4. Tenho uma inclinaçãozita para cleptomaníaca. Uma vez isso resultou numa situação bem hilariante. Há uns dez anos atrás, em Amesterdão, fiquei danada porque o bar de um hotel, virado para um canal, tinha acabado de fechar e não nos deixaram entrar. Como retaliação, do grupo de cinco, três roubámos cinzeiros que metemos discretamente nos bolsos.
Só os voltámos a tirar dos bolsos mais tarde, quando já estávamos noutro bar. Ao virar os cinzeiros ao contrário, desatamos a rir que nem uns perdidos. Impresso nas costas do cinzeiro estava algo como “Honestly stolen at the Hotel…., in Amsterdam”.

5. Há uns anos atrás, no talho da minha rua, saiu-me um cabaz de Natal. Andaram uma semana à minha procura porque ninguém me conhecia… só conheciam a minha mãe.

6. O estacionamento na minha rua é um caos. Há tempos, a estacionar, dei um toque no carro do lado. Quando sai para ver o estrago, dei de caras com um casal de velhotes a olhar para mim. Perguntei se sabiam de quem era o carro, mas que não tinha nada. A senhora respondeu-me que conhecia o dono, mas que se não tinha feito estragos, eu que fosse descansada, que ela não dizia nada. Quando o velhote que estava com ela tentou falar, ela deu-lhe uma cotovelada e disse: “Cala-te! Menina, vá à sua vidinha, que temos de ser uns para os outros!”.

7. Tenho uma memória não selectiva. Recordo-me de coisas sem interesse nenhum passadas há anos. Por exemplo, ainda me lembro de um senhor com quem negociei há anos e que se chamava Bráulio Cipriano Fresco… Qual é o interesse?

8. Já levei três anestesias gerais, tenho uma perna mais curta que outra 6mm e nunca parti nenhum osso (isto não tem interesse nenhum, mas nunca o tinha dito).

9. Conheço muita gente, mas há muito pouca gente que me conhece, literalmente.

10. Sou desconfiada por natureza, nunca ninguém simpatiza comigo à partida, e não consigo tratar ninguém por “tu” nas primeiras conversas.

Chega? Espero bem que sim

Não passo a ninguém, que eu tenho mau feitio (isso já toda a gente sabe!).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Olhares

Vamos-lhe chamar “Afonso”… até porque é o que a Raquel ainda lhe chama, por engano, de vez em quando.

Em conversa com Avó, Afonso e a irmã, discutiam o tema “namorados”. Dizia a Avó que os namorados se fartam sempre uns dos outros. Que provavelmente, um dia destes, o pai deles se iria fartar da actual namorada ou vice-versa (estava a testá-los para ver a resposta).

Afonso contrapõe rapidamente que isso não ia acontecer, não com eles.

E como podes ter tanta certeza disso?” pergunta-lhe a Avó.

Havias de ver a maneira como eles olham um para o outro!

O “Afonso” tem 7 anos e percebe muito bem aquilo que não se explica.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Intervalos demasiado grandes

Bom… já toda a gente se deu conta, mas para os mais desatentos eu confirmo: este espaço anda a ser, literalmente, empurrado com a barriga!

Enterro a cabeça no trabalho, para não devanear muito… mas o que me apetece mesmo é mudar-me para a aldeia. Passar o dia a fazer dezenas de pregadeiras, anéis, colares e pisa-papéis.
Desenhar rótulos para vinho, construir um telheiro, plantar uma horta e perder horas numa roda de oleiro.

A semana está para mim como intervalos estão para os melhores filmes. Estão ali para encher, só porque estão, porque têm de estar.

Já que tão boa e fina gente anda a mamar no Estado, vou ver se consigo um subsídio de jeito para fazer uma coisa de jeito. Têm-me dito que eu tenho jeito para muita coisa e eu até acérrima defensora da iniciativa privada. Deve de haver alguma coisa que se aplique à mini-empresa que quero fazer.

Terreno está em vista, nome mais que decidido, os logótipos em estudo… só falta mesmo o empurrãozinho.

Ainda hão-de me ouvir dizer que nosso Estado faz coisas fantásticas pela iniciativa privada!

"Deficiências"

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
'A amizade é um amor que nunca morre'.

DEFICIÊNCIAS, Mário Quintana

Foi-me enviado pela EV. Obrigada, Amiga!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Roubei...


6 (seis).
Com muito descaramento e um friozinho na barriga.

Não digo o que vou fazer com elas, nem onde as roubei, pois posso ter de lá voltar...

O português que nos pariu

Encontrei aqui a sinopse do livro que comecei a ler ontem. Foi-me oferecido pelo Amor da Minha Vida e é muito diferente de todos os outros que por aí andam. É que nas 3 primeiras páginas, que na versão original estão em branco, o meu Amor dissertou como só ele sabe. Tão bom saber que foram escritas só para mim!
São as melhores páginas do livro, e sei-o mesmo sem ter lido as outras.
Das cerca de 30 páginas que já li, deu para reconhecer o "jeitinho" brasileiro em cada frase. A História de Portugal e da descoberta do Brasil contadas de forma hilariante. Então a receita de "como fazer um portugês" é divertidissima... Expressões como "enricar", "fazer uma boca livre" e "eta" das quais já tinha saudades, encontram-se muitas e super bem inseridas.
Estou a adorar. Mais duas noites e está lido. Mas vou reler a dedicatória vezes sem conta.
Ângela Dutra de Menezes, uma conceituada escritora brasileira, propõe em O Português Que Nos Pariu uma nova maneira de encarar a História. Com uma linguagem bem-humorada e sem a rigidez dos livros didácticos, a autora narra os factos que marcaram o descobrimento do Brasil. Com um estilo único, Ângela Dutra de Menezes é aclamada pelos leitores por gostar de velejar contra o vento. Enquanto todos refazem o trajecto das naus de Pedro Álvares Cabral, da Torre de Belém ao monte Pascoal, a autora faz justamente o contrário. A perspectiva da História que nos apresenta é um “olhar índio”.
É como se, sem qualquer cerimónia, um audaz grupo de índios pegasse numa piroga e desembarcasse nas margens do Tejo para ver de onde, afinal de contas, tinham surgido aqueles homens brancos e de hábitos estranhos que foram desinquietar as suas vidas.
Ângela Dutra de Menezes é escritora e jornalista. Nasceu no Rio de Janeiro, onde mora. Enquanto exerceu a profissão de jornalista, trabalhou no jornal O Globo e foi editora da revista Veja. Abandonou as redações para se dedicar a sua verdadeira paixão: a literatura. Em 1995 recebeu o prémio de revelação na Bienal do Livro, com Mil anos menos cinquenta, considerado pelo jornal madrileno La Cultura como um dos quatro melhores lançamentos de 1997, ano da sua publicação na Europa. A pesquisa histórica e o humor são marcas registadas da autora, que também publicou Santa Sofia e O avesso do retrato, Livro do apocalipse segundo uma testemunha e Todos os dias da semana.


Críticas de imprensa


"Precisamos conhecer quem nos pariu. Remexendo no caldeirão étnico-cultural-religioso que amalgamou o povo português, a autora inicia uma nova viagem de descobrimento das nossas origens". - O Globo

"Aos grilhões da historiografia insossa e arrastada, Ângela oferece uma visão mais descontraída e sem o ranço do politicamente correcto". - Diário do Nordeste

"Um livro oportuno. Ângela Dutra Menezes oferece a sua receita do português junto com histórias da História portuguesa, numa linguagem actual, divertida, irónica e cheia de humor". - A Gazeta

"Quem espera um livro didáctico vai surpreender-se com a linguagem coloquial da autora". - Estado de Minas

Feeling much better, thanks!

Final da semana passada muito complicado! Mãezona andava com falta de protagonismo e decidiu pregar um susto à malta. Vai daí, horas passadas na sala de espera de um hospital (onde podem morrer vários, que ninguém dá conta) mas não passou disso mesmo, um valente susto.

Entretanto, para quem não sabe, finge que não sabe, ou teve o descaramento de se esquecer, aqui a menina fez anos no sábado. Com muito boa disposição, muitos mimos, prendas fantásticas, mas sobretudo em muito boa companhia. Aliás, na MELHOR companhia.

Almoço a quatro no Espaço Açores, do meu simpático vizinho Sr. Alfredo. Recomendo pela comida, pelo ambiente, pela simpatia, e não menos importante, pela excelente relação qualidade preço. Muito bom.

Eu não devia contar isto, mas foi hilariante… A meio do almoço, olhei muito séria para a minha mãe e perguntei-lhe “Desligaste o forno?!”. E ela “Aiiiiiiii!!”. E lá fomos os dois a correr, com o almoço quase na mesa, a imaginar os frangos esturricados, ou pior, a cozinha em chamas.

Também não passou de um susto. Ela teve a lembrança de desligar o forno, não se lembrou foi que se tinha lembrado de o desligar… Regressados à mesa, lá nos deliciámos com as nossas espetadas carregadas de massa de pimentão. Um manjar dos deuses!

Mais tarde, reuniu-se a malta do costume lá em casa. Algumas falhas graves, uma por outro compromisso inadiável, outra por uma crise de fígado (no comments) e mais uma por enjoos… Gajas!

Eu prometi que não cozinhava, mas não fiz outra coisa: lasanha de bacalhau com espinafres, cogumelos com bacon e três queijos, moelas estufadas, farinheira com ovos, canja, frangos assados (que se safaram!)…
E muitos, muitos croquetes, que os miúdos adoram. Oh Mad, eram da “Cozinha Pronta”, conheces?
Os doces: tarte de frutas, gelatina de morango, baba de camelo (a cargo da Mãe, que disse várias vezes e bem alto “Eu não estou inválida!!”) ah, e claro… o fondue de chocolate, de morango, pêssego, abacaxi, banana e kiwi. Muito guloso.

Bolo da Barbie (já não havia da Cinderella, snif, snif…) que com o susto de 6ª feira, ninguém se lembrou disso. Uma garrafita de Murganheira, um brinde à altura e ala que se faz tarde, que os donos da casa querem-se ir deitar!

Ainda recebi uma dezena de mensagens, outros tantos telefonemas e e-mails, sinceramente, ainda não vi.

E pronto, para o ano há mais, que 32 já cá cantam.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

I’m not feeling very well...


Preciso de sopas e descanso!
Este espaço encontra-se encerrado temporariamente
para restabelecimento de quem o escreve.
Inté.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pai e Mãe

Já ando há que tempos a mastigar este texto. Ontem convenci-me de que me “esqueço” propositadamente desta questão. Que tento não pensar nela, para não constatar a gravidade da mesma.

Toda a gente me diz que a Kel está bem, dentro das circunstâncias. Que muito boa está ela, para aquilo que tem passado.

Ela não fala comigo sobre o assunto. Desabafa com a avó. Na escola, a professora diz que ela deixou de falar nele…Há dias em que a noto mais triste, pensativa, muito longe. Nunca me diz o que é.

De há umas semanas para cá, acorda a meio da noite e vai-se enfiar na cama com a avó.
Não vem para minha porque é de solteira e na cama da avó tem mais espaço. Tem feito isto todas as noites.

Quem seria suposto preocupar-se com ela, protegê-la, vê-la, levá-la a passear, telefonar-lhe… não dá as caras há quase dois meses. Não posso dizer à Kel que não o faz porque não quer, mas a realidade é essa. Por mais dura que seja. Não sei qual é motivo, mas sei que não passa de puro capricho... e as etiquetas mais brandas que me vêm à ideia são "abandono" e "negligência".

Muitas vezes já vi o olhinho triste da minha filha, quando vê pais e filhas na brincadeira ou nos miminhos.

Posso tentar ser pai e mãe, mas sei que isso não chega. Frustra-me não conseguir fazer muito mais. Compenso-a com muito mimo, com alguma condescendência a birras que noutras alturas não toleraria, com brincadeiras e com a certeza que a amo acima de tudo. E isso digo-lhe todas as noites, quando a vou deitar.
Como mãe, desgosta-me não ter conseguido dar à minha filha aquilo que tive na minha infância. Um Pai amigo, companheiro, protector, brincalhão... Uma família.

Mas o melhor que podia fazer por ela, já fiz. Apaixonei-me por um homem maravilhoso, que é para a Kel aquilo que ela nunca teve, um Pai como ela merece. Como todas as crianças merecem.
E dentro em breve seremos uma família. A nossa FAMÍLIA.

Sugestões

A pedido do meu MAIS QUE TUDO, aqui ficam umas dicas para a minha prenda de anos...
* Uma cunha das boas para um emprego fantástico numa certa cidade de província

* Uma máquina de teletransporte
* Dois telefones com chamadas ilimitadas à borla (um para ti e um para mim)
* Sábados e Domingos com 28h para poder fazer horas extraordinárias a namorar
* Um carro (seguro) que faça 250 Km em 10 minutos

Vês? Tudo coisas simples...

Acho que te ouvi dizer "Tudo o que te fizer feliz!" não foi?
Amote

Desafiaram-me

Ora então vamos lá ao meu primeiro desafio na blogosfera, feito pela Mad. Amiga, só tu para me iniciares em certas coisas…

Vão-me desculpar, mas os livros que estão na minha mesa-de-cabeceira, das duas uma: ou não têm 161 páginas, ou na 161ª página, a 5ª frase completa é algo do tipo “E foi-se embora.”… pouco elucidativo, hum?

E perguntam vocês “Mas que livros é que tu tens na mesa-de-cabeceira?"
E eu respondo:

“Orgulho e preconceito” de Jane Asten – já li, estou a pensar em reler
“Mentiras na cama” de Gaby Hauptmann – já li e reli há muito pouco tempo
“Homens na Cozinha, Mulheres no Sofá” de Gaby Hauptmann (eu sou uma mocita fiel aos autores de quem gosto) – foi o último que reli
“Quem ama acredita” de Nicholas Sparks – a meio
“Codex 632” de José Rodrigues dos Santos – a ganhar coragem para começar
“O Pai Natal não existe” de Nilton – já li (ninguém é perfeito, ok?)

Em cima da escrivaninha estão mais uma dúzia, em espera para passar para a mesa-de-cabeceira. Por cima da cama, na estante, estão mais umas dezenas… olhei para os títulos e, aí sim, muitos com mais de 161 páginas, como "O Código Da Vinci" de Dan Brow, "Os Maias" de Eça de Queirós, a Bíblia, os livros do meu tio-avó, sobre diplomacia e protocolo, "Uma Família Inglesa" de Júlio Dinis, "Boca do Inferno" do Ricardo Araújo Pereira, a colecção toda do Nicholas Sparks e da Susana Tamaro… Enfim, muito livro já lido.

Mas como nada me agradava na dita página, hoje de manhã peguei no meu dicionário Francês-Português/Português-Francês da Porto Editora (nova edição) e aqui vai disto:

Descascar – I v. tr. 1 (fruta, batatas) épluchér; peler; 2 (ervilhas) écosser; 3 (árvore) écorcer; 4 (ovo) écaler; II v.intr. 1 (pele, tinta) s’ecorcher; 2 (coloq.) (pessoa) dire du mal [em, de]

Já está!

E não passo a ninguém, que a Mad e o JP já passaram à malta toda.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bichos, bichos, bichos...

O burro mirandês (com o pêlo cortado, uma pena...) de seu nome Jericó, era o máximo.
O pónei Samuel era um bocadinho menos dado.




Dos cavalos não sei os nomes, mas o branco foi o preferido de todos (nota-se pelas mãos na foto) e até ganhou um abracinho.

Não chegámos a andar a cavalo, por isso vamos mesmo ter de lá voltar.






Almoçámos divinamente...
Para entrada uns cogumelos raros.
Fixei o primeiro nome "Boletos".
O segundo era mais complicado.
Estavam maravilhosos e justificaram o preço aparentemente exorbitante para uma entrada de cogumelos.
A carne... posta e costeleta mirandesa (ou barrosã? não me lembro!) grelhadas na lareira, por detrás de nós. Um arroz de feijão delicioso e uma saladinha... ui, ui!

Não tivemos espaço para as sobremesas. Mais um motivo para lá voltar!

Depois fomos apanhar diospiros, passear no campo, atirar pedras para o rio, apanhar seixos numa praia fluvial... E até nos esquecemos de lanchar!





O que eu me divirto com isto (REMAKE)

Eu já tinha prometido que não fazia mais isto… Mas não consigo cumprir!! É que há cada uma… Por favor!

As pesquisas que o Mr. Google reencaminha para mim, sem ordem de preferência:

:: Como tomar valdispert - comprimidos – Coimbra, Portugal
Acho que se meteres o comprimido na boca e beberes alguma coisa, é capaz de resultar

:: Moças giras fotos e filmes – Aveiro, Portugal
Encontrarás melhor, certamente!

:: Filme jantar dos parvos – Açores, Portugal
Aqui? Quanto muito há relatos de jantares parvinhos. Filmes não, que eu não sou uma moça indiscreta!

:: Qual a regra da lei olho por olho , dete por dete – Brasil
Tal como o nome indica, é mesmo “olho por olho, DENTE por DENTE”. Mas em sentido figurado, ou seja… Estás a acompanhar? Talvez um desenho, não?

:: Parceiro ideal – Queluz, Portugal
Terias que fornecer mais informação. Partindo do pressuposto que és menina (nunca se sabe) para que querias o parceiro? É que vai uma grande diferença entre procurar um parceiro para jogar à canasta ou para dar umas voltinhas…

:: Colegiais sacanas – Brazil
Visita recorrente aqui do burgo. Um conselho: se é mesmo isso que procuras, aqui não vai haver, portanto, continua a procurar, mas noutro sítio, boa?

:: Devagar mas com confiança – Lisboa, Portugal
Quem procura, acha!!!

:: Levei porrada hoje na escola o queque eu fasso? – Lisboa
Primeiro que tudo, aprende a escrever português. Depois, VAI-TE A ELES!

:: As castanhas engordam? – Portugal
Não! A água que bebes depois é que engorda

E depois ainda me perguntam se eu me divirto com isto. Ah poi’não!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Pinturas

A minha filhota adora pintar, desenhar, fazer colagens e afins (tem a quem sair). E diz que quando crescer quer pintar quadros como o avô.

Há uns tempos, pediu ao dono do café lá da rua, um prato de papel, daqueles onde ele punha os bolos. E perguntou-lhe ele “Para que queres o prato?”. “Para pintar!” respondeu ela.

A Kélita, quando quer, é adorável e com a meiguice dela, lá conseguiu o que queria. Levou o prato para casa, pintou-o em tons de verde e amarelo e ofereceu-o ao Sr. A. que, babadíssimo, o colocou na parede, mesmo por detrás do balcão.

Na semana passada o café fechou. Mudou de donos. Voltou a abrir esta 3ª feira. Avó e neta lá foram conhecer os novos donos e até certa altura correu tudo lindamente.

Enquanto a minha mãe tomava o seu cafezito descansada, a nina desata num prato inconsolável. Pensou-se que queria um bolo, um chupa ou alguma coisa do género. Mas não era nada disso.

Entre soluços, a pequena apontou para a parede “O meu prato! O Sr. A. deitou o meu prato fora!!”. Como é óbvio, o antigo dono levou o prato com ele, ou não soubéssemos nós que ele gosta imenso da Kélita.

O desespero da menina era tal que a nova dona do café lhe disse para pintar outro prato, que ela com todo o gosto o punha na parede, no mesmo sítio.

Lindo, lindo, lindo!!!

Então cantado em dueto, enquanto se arruma a cozinha a meias... Não há melhor!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Este ano...






... vou fazer uma coisa diferente. Todos os anos, no meu aniversário, compro roupa. Não que este ano não vá fazê-lo (aliás, já o fiz!).

Mas vou mimar-me mais um bocadinho. Porque me apetece e porque eu mereço!

Eu gosto de fazer anos, mas este ano estou com a sensação que vou gostar muito mais.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Ai... ainda hoje é 2ª!

Colega: 'beleza' é com 'z' não é?

Eu: é

Colega: e 'limpeza' também, não é?

Eu: sim - E o que pensei, mas não disse "E 'esperteza' também!"

Colega: às vezes baralho-me com o português!

Eu: ah... - Enquanto pensei, mas também não disse "Se fosse só com o português..."

A loira sou eu e ainda dizem que tenho mau feitio...

Para aguentar a semana toda...

Antigamente, eu dizia à boca cheia que a 2ª feira não me custava, que era um dia igual aos outros. Agora é diferente. Além da telha que toda a gente tem neste primeiro dia da semana, a mim acrescenta-se o facto de que durante o fim-de-semana me esqueço que há vida para além da nossa aldeia.
Na 6ª feira passada, numa visita ao blog do Kiko, deparei-me com alguns conselhos para manter a um certo nível de insanidade...
Acho que vou aproveitar alguns, só não sei é quais!
1. Na sua hora de almoço, sente-se no seu carro estacionado, ponha os óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam.Veja se eles diminuem a velocidade.
2. Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer batatas fritas a acompanhar.
3. Encoraje os seus colegas de gabinete a fazerem uma dança de cadeiras sincronizada consigo.
4. Coloque o seu recipiente do lixo sobre a mesa de trabalho e escreva nele "Entrada de Documentos".
5. Desenvolva um estranho medo aos agrafadores.
6. Ponha café descafeinado na máquina de café, durante três semanas. Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína, mude para café expresso.
7. No verso de todos os seus cheques, escreva "referente a suborno".
8. Sempre que alguém lhe disser alguma coisa, responda "isso é o que tu pensas".
9. Termine todas as suas frases com "de acordo com a profecia".
10. Ajuste o brilho do seu monitor para o nível máximo, de forma a iluminar toda a área de trabalho. Insista com os outros de que gosta assim.
11. Não use pontuação nos seus textos.
12. Sempre que possível, salte, em vez de andar.
13. Pergunte às pessoas de que sexos são. Ria, histericamente, depois deles responderem.
14. Quando for à Ópera, cante com os actores.
15. Vá a um recital de poesia e pergunte por que é que os poemas não rimam.
16. Descubra onde o seu chefe faz compras e compre exactamente as mesmas roupas. Use-as um dia depois do seu chefe as usar. Tem impacto, se o seu chefe for do sexo oposto.
17. Mande e-mail's para o resto da empresa, dizendo o que está a fazer, em cada momento. Por exemplo: "Se precisarem de mim, estou na casa de banho".
18. Coloque um mosquiteiro à volta da sua secretária e ponha um CD com sons da floresta, durante o dia inteiro.
19. Quando sair dinheiro da caixa Multibanco, grite.
20. Ao sair do jardim zoológico, corra na direcção do parque de estacionamento, gritando "Salve-se quem puder! Eles estão soltos!".
21. À hora do jantar, anuncie aos seus filhos: "devido à nossa situação económica, teremos de mandar embora um de vós".
22. Todas as vezes que vir uma vassoura, grite "Amor, a tua mãe chegou!"

terça-feira, 30 de outubro de 2007

À espera de mim


"Mas não haja confusões, o suporte do sonho é meu (...) e há milhares de anos que estava à espera de mim"

Miguel Torga






segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Definição fantástica

No seguimento das "pérolas de fim-de-semana"... faltou esta.
Ela: "Estão a ouvir os badalos? Andam por aí cabras."
Mais nova, com ar de espanto: "Cabras?!"
Ele: "Sim, cabras. Sabes o que são cabras, não sabes?"
Mais nova: "Sei! São pessoas más!"

domingo, 28 de outubro de 2007

Pérolas de fim-de-semana




Depois de um besouro, uma cobra, um louva-a-deus, cavalos, um burro, cabras, ovelhas e vacas...






Logo a seguir de uma troca simpática de “pontos de vista”...
Ele, com ar pesaroso, para o filho de 7 anos:
Sabes filho, as mulheres são muito complicadas
Filho:“Ainda tu queres viver com ela...

Num passeio, a mais nova grita eufórica que tinha apanhado umas coisas muito giras e vem-nos mostrar.
Ele, com ar condescendente: “Eu se fosse a ti largava isso rapidamente... são caganitas de cabra!”E olha para mim, a abanar a cabeça, como que diz “esta malta da cidade!!
Enquanto eu ria, diz-me “Se fosses tu, ainda me perguntavas que tipo de baga era e se dava para os teus colares...

Ela, com ar triunfante...“Estás a ver? Isto é que é um rabo-de-cavalo bem feito!” enquanto aponta para o rabo-de-cavalo da princesa mais velha, realmente muito bem feito.
Ele, com ar sério: “Hum, pois é. Os meus não ficam assim. Não tenho jeito e preciso de alguém que saiba fazer isso. Podemos casar e escuso de me preocupar mais com isso!


Qualquer semelhança com a realidade é... pura realidade.

Cento e quê?

Sexta-feira passada, perto das 19h00...

- 112, boa-tarde. Diga se faz favor.
:: Boa tarde, era para comunicar um acidente na A1.
- Só um momento por favor que vou reencaminhar a chamada. Por favor não desligue.
:: Ok, obrigada.

- 112, boa tarde.
:: Boa tarde, eu queria comunicar um acidente na A1
- Em que quilómetro?
:: Quilómetro 2, no sentido Lisboa-Porto.
- Isso é em Sacavém. Sabe se há feridos graves?
:: Penso que não, mas não tenho a certeza porque não parei.
- Não desligue que eu vou passar aos meus colegas.
:: Ok, obrigada

- 112, boa tarde.
:: Boa tarde, eu queria comunicar um acidente na A1.
- Onde??!!
:: Na A1!
- Mas a senhora está a ligar para Coina!!!
:: Escute, eu estou a ligar para o 112, e o senhor é a terceira pessoa com quem falo! Eu só quero comunicar um acidente.
- Está bem... Sabe se há feridos graves?
:: Não, porque não parei. O acidente foi ao quilómetro 2, sentido Lisboa-Porto e estavam, pelo menos, 3 carros envolvidos.
- Hum, ok está bem. Obrigada e boa tarde.
:: Boa tarde...

Não sei porquê, fiquei com a estranha sensação (vinda sabe-se lá de onde) de que o meu telefonema não tinha valido de muito... Ah! E também com a convicção de que o 112, muito de vez em quando, deve fazer umas calinadas jeitosas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Putinices

Eu que me costumo gabar que levo 10 minutos para chegar ao emprego… Hoje apanhei uma seca descomunal.

Saí de casa às 8h40 e cheguei ao escritório às 9h57… Estive mais de 45 minutos para fazer uma avenida de 500m.

E tudo isto porquê? Porque está cá um russo e há uma cimeira e coiso e tal…

Pois! E quem se lixa é o mexilhão… Já a A5, A8 e a CREL estavam cortadas há que tempos e o Sr. Putin ainda devia estar a espreguiçar-se na cama ou a tirar as ramelas…

Enquanto o tipo calmamente calçava os sapatos, milhares de portugueses abobravam nas filas de trânsito enquanto enalteciam o estado russo e o seu representante… Muitas vozes se devem ter ouvido a elogiar as qualidades da mãe do menino.

E porque é que não fizeram a cimeira nas Berlengas? E se a cimeira começava em Mafra a 10h da manhã, porque é que o Sr. ficou a dormir no centro de Lisboa? Será que a malta que organiza estas coisas não sabe o verdadeiro significado de “hora de ponta”? Não há hotéis na zona saloia? Podiam tê-lo posto a dormir nos carrilhões do convento…

Oh por favor… ainda bem que é 6ª feira!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Telha

Não estou a 100% com a telha. Ao invés disso, estou com 0,5% de telha no meu estado de felicidade. Pode parecer insignificante, mas que chateia, chateia.

A ver se eu me consigo explicar com uma analogia estapafúrdia (ai, o que eu gosto de analogias... estapafúrdias então, nem se fala) .

Às vezes sinto-me como alguém que se queixa de uma unha encravada, rodeada de manetas e pernetas. Ou seja, não tenho mesmo muito do que me queixar.

E nem me estou a queixar. Estou é com os tais 0,5% de telha, que me incomodam.
Porque não posso fazer o que me apetece, porque há coisas importantes que eu quero mudar e não consigo… porque tenho pressa!
É uma contradição… eu que ia devagar, mas com confiança, agora só quero é que as coisas aconteçam o mais depressa possível.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Macarrónico!

Sou aquela que leva sempre as boquinhas porque sai todos os dias às 18h00.

Olha o funcionalismo público!!”… costuma ser o comentário preferido quando eu cumpro literalmente o meu horário. Mas atenção, que eu cumpro tanto o de saída como o de entrada. Eu gosto de ser certinha nos flancos todos.

Nunca fui bajuladora, se não tenho trabalho para fazer, horário foi feito para se cumprir. E o meu contrato diz “das 9h às 18h”.

Mas há dias, estava o Mr. Stress em… stress e vem-me com a conversa a começar por “Florita” que é como quem diz “Tenho um trabalhinho de seca para fazer. Fazes tu, boa?"

E toca de fazer os procedimentos do nosso departamento, de raiz e ainda por cima em francês. Pronto, o Mr. Stress deu-me uns tópicos, não fiz tudo sozinha (!!!!).

Na passada 3ª feira, fiquei no escritório até às 19h30 a tratar dos referidos procedimentos. Ontem andei a acelerar a tarde toda para terminar mais um, que foi pedido à última da hora.

E agora vem-me o Mr. Stress, com ar de gozo… “Olha afinal, os procedimentos… eram em português!”. Os meus outros dois colegas rebentaram a rir (sabiam que eu tinha ficado até mais tarde). Eu, que tento ver sempre o lado bom da coisa, sai-me com um sarcástico “Ora aí está porque é que eu não fico cá mais vezes até às 19h30!!".

Depois de umas gargalhadas e de eu atirar uns clips ao adjunto em sinal de protesto pelo seu ar divertido, o sacana do meu superior hierárquico ainda se saiu com mais uma.

Parece que o supremo cá do burgo, quando leu os meus procedimentos, depois de ter advertido que deveriam ter sido apresentados em português, ainda rematou com um “e também não era neste francês macarrónico!!

Sinceramente que me deu uma vontade enorme de mandar estes senhores todos à fava!

Mas em cinco segundos já me tinha lembrado de todas as coisas boas que tenho na minha vida (e que são muitas) e que também é sempre uma atitude inteligente e bastante positiva rirmos de nós próprios e das situações mais estapafúrdias.

Até porque, hoje é 6ª feira!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mimos Grandes

Para o meu Casco. As melhoras da febre.

Mamonas Assassinas ao vivo
Uma Arlinda Mulher

A Valente

Hoje fui com a minha princesa fazer análises. A mãe estava mais nervosa que a filha. Quando vou fazê-las eu, é sempre um filme. Não posso olhar para a agulha senão está o caldo entornado. E digamos que sou um tanto ou quanto sensível a sangue. Seja ele o meu ou o de terceiros.
Mas a miúda surprendeu-me! Sentada ao meu colo, de mão dada comigo (não fosse eu sucumbir...) aguentou-se muito melhor que eu e a única coisa que se lhe ouviu foi um "Au!" quando a agulha lhe furou o bracito.
"Até nem doeu muito!" disse toda contente, no fim. E recebeu um diploma de bom comportamento e um lápis todo catita.
Não fosse o facto de ela ter começado o dia aos berros, por ter caído da cama abaixo, e poderia dizer que a manhã correu bem.
Ficou com o nariz inchado, um vergão na testa e chorou desconsolada no meu colo "Eu estava a dormir tão bem!!". Mimos e gelo... daqui a uns dias nem se nota.
E disse-lhe que também tinhamos de dar mimos ao Casco, que está cheio de febre. "Mimos grandes" disse ela. Vamos a isso.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Bom

Depois do Bom, o Mau e o Vilão... apetecia-me fazer uma adaptação feminina.

Mas não me apetece falar em maus e vilões. Todos sabemos que eles existem, na vida de toda a gente, logo ali ao virar da esquina, prontinhos para nos fazer a cabeça em água e nos (tentar) estragar a vidinha.

Apetece-me falar só no Bom. Naquilo que interessa, naquilo que conta.

Ontem dizia-me a Mad... "Estás mesmo apaixonada! Só falas nele." Ao que eu questionei "E há mais alguma coisa?". Mas é que é mesmo isso!

Queria escrever tudo o que mereces que te escreva, que transpareça tudo o representas para mim. Mas às 8h15 da manhã não sai grande coisa.

Contentas-te com um "Tenho a certeza que és o Homem da minha vida!" ?

E com um "Sou feliz contigo" ?

Não sei quem encontrou quem. Só bendigo e agradeço o segundo em que me abraçaste e nunca mais me largaste. Estás comigo mesmo quando não estás.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

70 anos



Era costume apresentar-se assim:

Eu sou o Renato, filho do Augusto e da Flora,
nascido a 16 do 10 de 1937,
na Maternidade Magalhães Coutinho,
na cama 27 às 5h30 da manhã.

(corrigido pelo mano velho)

Com certeza que hoje haveria festa.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ainda não são 6 da tarde?

Não?!! Mas porquêêêêêêêê????
Hum?....
Ainda não?
...


Bolas... Eu quero que sejam 6 da tarde!!!!


Para quê?!
Para começar o fim-de-semana!

Porquê?
Porque este fim-de-semana vai ser muuuuuito bom!
Nem que chova! Nem que troveje!
Vai ser MUITO BOM!

Bora fazer castelos? E bolos de areia? 'Bora, 'bora, 'bora????


E...

Ainda não são 6 da tarde???

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Existencialismos

Se a gente combina às 8h40, porque é que as pessoas aparecem às 9h10 com a cara mais deslavada do mundo?

Se eu tenho bons amigos que me dão bons conselhos, me ouvem, me mimam, porque é que há gente que só faz merda e parece que se aconselha com o belzebu?
Porque é que as Mães não são todas como a minha e os Pais como o Cáscois?
Porque é que cada vez mais se baseiam relacionamentos em “quanto é que ganhas?” e se estabelecem condições como “tens de ganhar mais!”?
Porque é que os adjectivos “manhoso”, “ordinário”, “ressabiado” “vingativo”, “pérfido”, “mal amado”, “mau”, “perverso” e “biltre” se encontram todos numa só pessoa e não se distribuem por três ou quatro almas menos bafejadas de maldade?
Se se fazem acordos, porque é que não se cumprem?
Porque é que há gente que tem umas trombas do tamanho do Mundo, ar de que toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga… e vai-se a ver até tinham condições de ser felizes? Ou contentes, vá.
E porque que é há malta tão egoísta, mas tão egoísta, que se nega a ver cinco centímetros além do centro do seu Mundo (eles próprios)… e magoa quem mais deve proteger?
Pior, pior, é ter um nome, uma pessoa (ou várias) para colocar à frente de cada uma destas perguntas!
Começo a achar que há pessoazinhas que são azedas e infelizes por nítida opção. Uma cambada de tristes!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Vida doméstica

Numa qualquer cozinha…

Ela diz que vai começar a preparar o jantar.
Ele olha-a de soslaio, faz um sorriso maroto enquanto abre o frigorífico e diz, triunfante, “Vou realizar um sonho!

Ela - “Hummm?!
Ele, enquanto se refastela numa cadeira, põe os pés em cima da mesa e abre uma mini - “Tu realizas todos os meus sonhos... Sempre quis fazer isto!!!

Ela - “Ai sim?... E tomate pelado, tens?
Ele - “Não. Acabou ontem!

Ela - “E????.....
Ele, enquanto se levanta contrariado - “Vou à mercearia… durou pouco o meu sonho!

Moral da história - a felicidade faz-se de momentos... e de sonhos por realizar!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pedacinhos

Viagem deliciosa, com paisagens fantásticas.

Casamento lindo, em flamengo, português, francês e inglês.
Copo d'água num castelo...






Todos repararam na empatia espantosa dos miúdos, que apesar de não falarem a mesma língua, se entenderam às mil maravilhas e era vê-los a jogar às escondidas.

Matámos as saudades dos amigos, mas a vontade de lá voltar já é grande.

Foi uma aventura e tanto. E a princesa portou-se à altura.

De recordação ficam as fotos, a coroa de flores naturais, o bouquet, os bilhetes de avião e de comboio, os menus personalizados, o lenço italiano, a joaninha da Swarovski...



E mais...

:: As corridas para não perder as conexões

:: As quedas do carrinho das malas

:: O casal alemão, muito simpático, que nos ajudou a comprar os bilhetes, já passava da meia-noite

:: O quarto minúsculo em Frankfurt

:: O cartaz na estação do Luxemburgo "Vende-se Leitaõ - 109€" (!!!)

:: As gargalhadas da Kel na porta de embarque (porque eu não conseguia por a mala de pé) e que puseram a fila toda a rir
:: A turbulência na viagem Madrid-Lisboa, que fez pensar na vidinha e à qual a princesa respondeu com um “Já acabou? 'Tava a gostar!
:: O anúncio em Madrid "Café e muffin - sólo 3,95€"....







Enfim, coisas que não se esquecem. Que fazem com que esta viagem fique na memória.








quarta-feira, 3 de outubro de 2007

E tu?

Neste momento, há seis mil milhões, 470 milhões, 818 mil e 671 pessoas no mundo.
Algumas estão tristes, outras radiantes.

Algumas estão a fugir assustadas.
Algumas estão de regresso a casa.
Algumas mentem para chegar ao fim do dia.
Outras, estão a enfrentar a verdade.
Alguns são homens perdidos, em guerra com os bons.
E outros são bons, a lutar pelos perdidos.
Seis mil milhões de pessoas no mundo.
Seis mil milhões de almas.
E às vezes, só precisas de uma delas para todo o teu mundo fazer sentido...
6,470,818,671


E tu?
Identificas-te?

Já não passava por ali há uns tempos...

Ida e Volta

6ª Feira
Lisboa - Madrid
Madrid - Frankfurt

Sábado
Frankfurt - Luxemburgo

Domingo
Luxemburgo - Frankfurt
Frankfurt - Madrid
Madrid - Lisboa

Quem corre por gosto não cansa!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Out of Office

Vêm aí as últimas férias do ano. Depois disto só mesmo os feriados me hão-de valer...

Estes dias vão servir para acumular forças para o que aí vem. Só posso adivinhar que não vai ser bonito.

Não gosto de clichés e frases feitas, mas só me apetece dizer coisas como "isto contado, ninguém acredita" e "a gente pensa que isto só acontece aos outros".

Protecção. Preciso de proteger os meus. Não vai ser fácil, não vai ser "canja", mas vai resolver-se. Eu sei que vai. Tenho uma convicção brutal de que assim será, porque é assim que tem de ser.

Não tenho só a razão do meu lado. Tenho TUDO.

Até para a semana.

Ahh... a foto? É o Cascóis! Quem é ele? Devem ter muito a ver com isso, devem!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O 1º presente

Quem me conhece sabe que sou gulosa. Não por doces e bolos. Gulosa por coisas boas, petiscos e entreténs de boca. De castanhas piladas herdei o gosto do meu pai. Há quem diga que é como comer madeira, mas gostos não se discutem, ponto.

O giro de se comer castanhas piladas é a surpresa. Normalmente são todas duras e é preciso deixá-las amolecer na boca, como se de um caramelo se tratasse. Mas no meio, de vez em quando, lá aparece uma molinha, que se pode trincar logo.

Lembro-me de ser miúda e a minha mãe as comprar numa lojinha que vendia café e frutos secos ao quilo. O cheiro daquela casa era uma coisa indescritível. Os vários lotes de café, ainda em grão, em sacos de sarapilheira, misturavam-se com figos secos, amêndoas torradas, pinhões, avelãs e nozes, chocolate em pó. Mesmo não indo lá há anos, não preciso de me esforçar muito para recordar aquele cheiro característico.

Este fim-de-semana, entre passeios por belas aldeias, mostraram-me uma loja deliciosa. No meio de artesanato fantástico, pinturas e bordados de encher o olho, demorámos um bocadinho mais nas prateleiras dos bebíveis e comestíveis.

Poejo, alecrim, licor de pinho, patê de javali e a alegre descoberta de castanhas piladas. Tão alegre que deixou escapar um sincero “Gosto tanto disto. Há que tempos que não como!”. Muito bem embaladas, numa caixinha de papelão, onde até receitas havia. Um mimo, produzido por "Obras do Caratão".
A simpatia da dona da loja era tal que até cafézinho nos foi oferecido. Vimos tudo e mais alguma coisa, fiz perguntas que prontamente me foram respondidas e fiquei a saber mais umas coisas...

Não saí da loja sem pegar em (quase) todos os porta-chaves e bonecos de feltro que lá havia. Todos mentalmente fotografados para posterior recriação. Todos tão bonitos e tão caros me levaram a pensar que um dia me posso dedicar exclusivamente ao assunto e conseguir sobreviver com isso.
Ahh... O presente? Castanhas piladas! What else?

(Sym) pathetic…

Sabem de onde saquei? Sabem? Daqui!

Os “sic” a seguir às gaffes do Sr. Sousa são sublimes. Alta diplomacia que significa alguma coisa do tipo “foi ele que disse, não fomos nós, ok?"

PRIME MINISTER SÓCRATES: Thank you, Mr. President. It was a very sympathetic conversation with you. And thank you for the invitation and the opportunity to present to you what are the priorities for Europe in the months ahead. In particular, we had the opportunity to discuss the transatlantic relation, and importance to Europe on the relation with the United States. As a matter of fact, I don't see any strategic question for the world that don't demand, require the most -- better relations with Europe and United States.
And thank you also for the opportunity to discuss some of our more delicate matters in the international agenda, mainly the question of Kosovo and the Middle West [sic] problem. I had the opportunity to tell the President how Europe can see with good (inaudible) the declaration on Middle East of President Bush, the nomination of Tony Blair. And we are feeling that the peace process is moving, and it's very good for Middle East, of course, for Europe, and for the world.
Also our discussions about Kosovo show that the cooperation between Europe and the United States is very important for safety and for stability in the world. And I guaranteed to the President that the first priority I have in my mind regarding Kosovo is keep Europe united. And we will do my [sic] best in order to face the delicate problem, but important for Europe in order to show a strong and united Europe.

Well, thank you very much.
No comments!

Comunicação da Gerência

A gerência deste estabelecimento vem por este meio informar quem, por lapso ou alguma outra motivação altamente justificada, tenha visitado aqui o tasco durante o passado fim-de-semana:
- A presença do vídeo Fountains of Bellagio - Andrea Bocelli foi abusivamente originada pela Sra. D. Minha Mãe!
- Tal facto é reconhecido como um dado colateral, que advém da condição de partilha em que o computador lá de casa é utilizado.
Pelo acontecido, a gerência pede desculpas, mas aproveita para se descartar de qualquer prejuízo que tal abuso possa ter provocado nos visitantes deste espaço.
Voltem sempre!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

"Num goto dito"

Tenho pavor de trovoada desde miúda.
Mas tenho de admitir que a foto do mano está fantástica.
Tirada ontem às 23h00.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sorrisos

A princesa ontem esticou-se.

Depois da palmada, do ralhete e do sermão a puxar ao sentimento, fez um berreiro como se a estivessem a torturar sem dó nem piedade...

Mandei-a para a cama e ela ainda me apareceu com um sorriso malandro, a dizer que me queria dar um beijo. Respondi que estava triste por ela não estar arrependida do que tinha feito. Com um ar insolente e sacana, confirmou que não estava arrependida.

Passado um bocado, chamou-me ao quarto. "Se não me deres um sorriso, não vou dormir bem!".

Voltei a explicar-lhe o que tinha feito de errado e ela lá entendeu. Rematou com um "Vou tentar portar-me bem". Que é bem mais honesto do que um "Eu vou portar-me bem".

Hoje acordou bem disposta. A sair da casa de banho, numa manobra à contorcionista, dizia-me "Óh mãe, a minha perna 'torçou-se'...". Ri-me."Torceu-se, filhota, torceu-se".

Disse-lhe para se despachar, pois eu é que a ia levar à escola. No caminho, perguntei-lhe se ela gostava que a fosse levar e buscar mais vezes. Só não a levo porque ela teria de se levantar mais cedo. E parece-me despropositado deixá-la na escola até às 18h30, se a minha mãe a pode ir buscar duas horas mais cedo.

Disse-me que sim, e que até não se importava de ficar lá até mais tarde. A Maria também fica e assim eu posso ir buscá-la.

"De manhã eu sei porque é que não podes"... Ah sabes? Porquê? "Porque te atrasas e o teu chefe ralha!"... Pois.

A certa altura perguntou-me "O teu chefe é mesmo mau?". Tive vontade de lhe responder que sim. Mas para não a assustar disse-lhe só "Não filha, até nem é mau rapaz. Tem é dias!"

Para a semana vamos passar uns dias só as duas e já lhe disse que a vou poder ir buscar à escola. Coisas simples, boas. Mas que de tão simples e boas, me fazem pensar "é mesmo isto!"

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Excuse me?!

Eu levo na cabeça porque estou na net… a trabalhar.

Se me rio, é porque me rio.
Se pego no telemóvel, oiço logo a pérola... “Olha para ela a fechar negócios por sms!”.
Se tenho um ar feliz, logo me exclamam... “Isso é que é trocar e-mails com o namorado!

Ao que eu, prontamente, respondo com o ar mais sério do mundo... “Não só, mas também!

E depois de três dias a levar bocas e a ficar de saco cheio destes sacanas (para não lhes chamar filhos da p*** que as senhoras suas mães não têm culpa...) agora levo com um de cada lado, a fazer comentários... à bolsa!
Subiu,
Já viste?
Desceu
Estiveste bem...
Já te safaste.

Pois, são 17h30 e a malta devia estar a trabalhar, não é?
Os exemplos vêm de cima e rebéubéu pardais ao ninho...

Sabem do que estou a precisar rapidamente? Mudar de emprego! Essa é que é essa.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

I'll follow you

Psst! Anda cá!
Sim, tu... chega aqui para eu te dizer uma coisa.

É para ti, mas não digas a ninguém! É segredo:)

Estás tramado: amo-te pá!

Há tardes assim!

Eu até costumo gabar-me que tenho um grande poder de enciaxe.

Mas isto hoje não está a funcionar.

Assim, devido à falta de reconhecimento, à desmotivação ascendente e ao facto de me considerar muito bem educada e não ter feito isto pessoalmente...

"Oh Mr. Stress... VAI BARDAMERDA"! E já agora... faz-me um favor: leva o adjunto e a outra contigo!

Ufffa, desabafei. Soube bem!

Home

Dúvidas, se as houvesse, seria apenas "qual o caminho mais rápido?!"

Acordei com esta música e o refrão não me sai... I WANNA GO HOME!

Another summer day
Has come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home
Mmmmmmmm

Maybe surrounded by a million people
I still feel all alone
I just wanna go home
Oh, I miss you, you know

And I’ve been keeping all the letters that I wrote to you
Each one a line or two “I’m fine baby, how are you?”
Well I would send them but I know that it’s just not enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that

Another aeroplane
Another sunny place
I’m lucky I know
But I wanna go home
Mmmm, I’ve got to go home

Let me go home
I’m just too far from where you are
I wanna come home
And I feel just like I’m living someone else’s life
It’s like I just stepped outside
When everything was going right

And I know just why you could not
Come along with me
'Cause this was not your dream
But you always believed in me

Another winter day has come
And gone away
In even Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home

And I’m surrounded by a million people
I still feel all alone
Oh, let me go home
Oh, I miss you, you know
Let me go home

I’ve had my run
Baby, I’m done
I gotta go home
Let me go home
It will all be all right
I’ll be home tonight
I’m coming back home

Home - Michal Buble

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

É 2ª feira...

E diz o Mr. Stress, com ar de mau:

Oh pá, larga a net e trabalha!

Eu: Ouve lá... Eu estou na net... a fazer as pesquisas que me pediste na semana passada!!!

Mr. Stress: Ah... Estás a fazer o que te pedi?

Eu: Sim! (qual é o espanto, porra?)

Mr. Stress (visivelmente mais calmo): Ah... ok!


E depois ainda dizem que eu que tenho mau feitio e tal e coisa, e coisa e tal... Se há gajos stressados, este está no topo da lista.

O meu fim-de-semana? Foi muito bom, mesmo! Obrigada por perguntarem.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Vou escrever sobre o tempo...

Apetece-me escrever apenas e só sobre uma coisa. O que me faz feliz. O arrepio na espinha, o bater desenfreado desta coisa a que chamam coração.

O abraço apertado, o olhar doce, as conversas, os planos, os sonhos, as certezas. Dúvidas? Nenhuma.

A vontade de pôr por escrito, uma a uma, as coisas que gosto em ti. Para saberes que são todas. Tenho vontade de te dizer que me faz falta aquela tua expressão. Aquela que te disse, lembras-te?

Mas depois penso que é melhor não. Que não devo escrever sobre aquilo que só eu e tu sabemos. Que ninguém tem nada a ver com isso, que são coisas só nossas e que devemos guardá-las só para nós.

Então é melhor escrever sobre o tempo, essa confusão instável que, nos últimos dias, tem mudado de meia em hora, em contraposição ao nosso estado que se mantém fiel e cresce a cada segundo que passa.

O tempo. A trovoada, a chuva, o cheiro a terra molhada… assuntos corriqueiros que me ocupam a mente e me resguardam, para que não conte a toda a gente o quanto te amo.

Está decidido, não vou escrever sobre o que me faz feliz.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Eu só queria ver o CSI...

Foi na semana passada. Eu sabia que era por aqueles dias, mas já nem me lembrava.
Uma tarde cheguei a casa e lá estava. Há quase dois anos que não tinha este luxo… Esporadicamente, em casa de uma amiga ou do mano, lá ia dando uma espreitadela. Mas nada como ter o comando da situação.

À revelia da miúda (acabou-se o Panda!) depois do jantar comido, tomei conta do sofá e exigi silêncio. Dois episódios seguidos de CSI. Há que tempos que não via um (com os horários a que passam…) quanto mais dois! Tablete de chocolate estrategicamente acessível… É agora!

Ainda não tinha acabado o genérico e o já meu telemóvel tocava… Que raios! Pois, tenho mesmo de atender… Amigas do peito atendem-se SEMPRE. Nem demorou muito. Contou as novidades, desabafou um bocadinho… e desligou porque tinha outra chamada.

Pronto. Agora não tem erro…
Até que o telefone toca de novo. Outra amiga. Daquelas que não se ignora. Para saber se a outra amiga tinha ligado, para contar as novidades, para fazer considerações sobre os últimos desenvolvimentos (dela, meus e das amigas em comum)…

Entre um telefonema e outro, perdi o fio à meada… É obvio que a criminosa era a loira (é sempre) mas a morena também não era boa rés.

Só passados dois dias, consegui ver convenientemente um episódio. E entenda-se que o “convenientemente” inclui balões a passar à frente da televisão, três cágados frenéticos que não param quietos no aquário e me distraem e claro, uma mãe agastada, que com cara de poucos amigos me pergunta “Posso falar?!”… ansiosa por me contar a última novidade que a amiga conseguiu por no blog (Gifs? Eu lá sei o que são gifs!!!!).

Reconheço… a geração da minha mãe vai muito à frente da minha, no que diz respeito a tunnig para blogs.

E sinceramente, já nem ligo nenhuma à televisão… Nem com Meo, nem sem Meo. Qualquer dia deixo de vir à net… Modernices!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

6 gelados depois

Porque corremos? Pelos nossos, pela carreira, pelo crédito da casa, pelas férias de 2006 ainda por pagar…

Pelas roupas de marca, pelo carro do ano, pelo telemóvel topo de gama…

Pelo fim-de-semana em Praga, pelo cruzeiro no Nilo…

Coisas importantes: parecer mais do que ser, ostentar mais do que ter, ser visto mais do que ver.

Sem falsos pudores (sim, porque o fim-de-semana em Praga até eu gostava) há coisas simples que sabem tão bem!

Como sorrisos sinceros e gargalhadas espontâneas. Cornetos de chocolate que teimam em ter coisinhas” em cima. “Oh mãe, come lá esta parte que eu não gosto”… E depois “o que eu gosto mesmo é isto (apontando para o cone)” e lá se faz mais um sacrifício… E a mim, fica-me sempre a dúvida de porque é que o Corneto de morango tem mais chocolate que morango...

Corações que se derretem como um Perna de Pau, à velocidade que se sorve um Super Max… ou com a ternura de um “Eu pedi um Epá para não sujar o vestido!”. E depois se esquece da indumentária e se atira a um Calipo de morango...

Coisas simples como jogos de apanhada, moches de putos, ausência de birras e nódoas de gelado. Pastéis de Belém (se dissermos “de nata” os empregados ofendem-se) com Coca-cola, chuva de relva, muitos colos e cavalitas (ai!). E no colo, cabe sempre mais um.

Não corro por coisas complicadas.