Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dores de crescimento

Chegámos aos 18.000 visitantes. E digo "chegámos" porque não cheguei sozinha. Fi-lo com todos vocês. Não, não! Isto não pretende ser um discurso político. Não mesmo.

Crescemos imenso desde o início. Separámos o trigo do joio, embora algum joio ainda insista em continuar atrás do biombo, a ver o que faço.

Dos meus seguidores fiéis, dos temos do "Diz que é uma espécie de blog" (sim, foi assim que isto começou) continuam o JP e a Mad. Amigos do coração, Os dois. Apesar de nunca ter visto o JP mais gordo. Nem mais magro. Mas amigo, sem dúvida alguma.
Dos amigos que me conhecem, que privam comigo, há os que por cá passam semana sim, semana não. São os que, quando ligo, toda contente a contar uma novidade bombástica, me respondem meio-entediados "Ah, já sabia... li no teu blog".

Pois, eu escrevo e esqueço. Normalmente, não volto a ler o que escrevo. É muito raro fazê-lo. E há muitos amigos que não deixam rasto. Não comentam, não lhes conheço os IP's e por isso não sei que vieram.
É como tudo. O tempo passa e as coisas mudam. Isto deixa de ser uma brincadeirazita de crianças e passo a levá-lo a sério. O meu blog. Dito de boca cheia como se fosse uma coisa muito importante. E para mim é. Dois anos em que se passaram muitas coisas na minha vida. Passaram 18.000 vezes por aqui amigos queridos, ilustres desconhecidos, pessoas que gostam muito de me ler, assim-assim ou nem por isso.

Por aqui conheci um e mais outro. Dois. E depois mais trinta e tal. Grupos de pessoas com nome e tudo (como os Santamarotos). Com um espírito de amizade fantástico. Unidos como poucos. Como se tivessem sido criados todos na mesma casa. Não foi bem, mas foi quase... Mais ou menos na mesma rua.

Por aqui, revi amigos de há 20 anos. Que não via há 20 anos. Por aqui, quem mal me conhecia, ficou a conhecer-me muito bem. Até do avesso. Por aqui, houve quem visse (digo lesse) o que não gostou. E ainda voltasse para ler mais.

Por aqui, dizem que escrevo bem. Pois... quando se vai crescendo assim, aos poucos, arranhando os joelhos naquele muro, tropeçando naquele canteiro, batendo com a testa naquela árvore, aprende-se.

E o que é que se aprende? Que a vida é assim. Cheia de coisas boas e outras nem tanto. Cheia de truques e surpresas - boas e más. Que aprendemos a conhecer. Cheia de cheiros, de cores e feitios de pessoas que nada têm a ver connosco. Mas que se dão connosco.

Aprende-se a viver devagarinho. A beber cada minuto. A apreciar os bons cheiros, as cores vivas e os feitios diferentes.

A gostar do que é verdadeiro, quente e sincero. Como as amizades. E não só! Não vos posso contar tudo o que aprendi. Não tenho tempo para tanto.

Vou contando, ok? Devagarinho, para não vos maçar. Com paciência, para não perder leitores. Com confiança de que vocês vão gostar. De saber o que aprendi.

5 comentários:

O diabo está nos detalhes disse...

"Ah, já sabia... li no teu blog"... essa frase é assassina. Será que queremos que outros saibam tudo o que escrevemos no blog? :)

Maria do Desassossego disse...

Olá! Seja bem vindo:-) (digo eu, que sou bem educadinha e não segrego ninguém por convicções políticas, regiligosas ou cores de pele).

Enfim, convenhamos que para nos animar a rambóia só nos faltava, o Diabo, himself!

Siga. E volte sempre.

Maria do Desassossego disse...

Esqueci-me de responder! É do frio.

Sim, quero que leiam tudo o que escrevo. O que não quero que leiam, está escrito em papel ou num blog secreto onde só entro eu.

Espero ter esclarecido!

João Paulo Cardoso disse...

Só agora li este belo post!

Na fase em que estou, quase que me mandei para o chão a chorar, bolas, que mariquice!!

Muito obrigado pelas tuas palavras!!

Também és uma amiga do coração!!

Beijos.
Muitos.

Maria do Desassossego disse...

JP,

Não era para tanto... Mas estás mais sensível, portanto é natural!
Beijo grande