Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Por tanto... ou por tão pouco

Ontem tive um dia daqueles chamados "de merda". Entre um sem número de problemas para resolver, o meu telefone não parou um segundo.

De tal maneira que não conseguia fazer chamadas. Quando começava a marcar o número, o telefone tocava. E no meio de cada chamada, ouvia o sinal de outra em espera... Foi sempre a abrir.

À parte disso, um problema com dois anos, que já devia estar resolvido, não fosse um dos intervenientes ser um dos maiores mentirosos que já conheci (não, não é esse... este é mesmo um cliente) que volta à baila e não sai da cepa torta.

Resumindo. Ele quer resolver. Eu resolvo. Você assina? Assino. Então assine lá. Não assino. Então porquê? Porque não. Ok. E agora? Deixa, nós resolvemos de outra maneira, diz a sede.

Passam uns dias e diz ele... Vamos reunir? Vamos. Eu quero é resolver!

Marcado. Não aparece. Dá uma desculpa parva.

No dia a seguir ligam-me a dizer que está à minha espera.
Como????
Diz que achava que era automático, se não aparecesse no dia marcado, passava para o dia seguinte.
Ah... não é bem assim.
Mas este gajo está parvo? Desde quando é que se faltar a uma reunião, ela, automaticamente, passa para o dia seguinte?

E agora? Agora já não vale a pena, diz a sede. Está resolvido.

Mas ele não desiste. Entra-me pelo gabinete, de mansinho, duas vezes seguidas na mesma tarde.

Para perguntar uma coisa que já perguntou 50 vezes e à qual eu já respondi 49. Que à última ignorei-o.

Pela 50ª vez respondo. E digo-lhe que já não vale a pena. Que já não depende de mim.

Mais uma vez argumenta. O que numa pessoa que, em apenas uma frase, diz 5 vezes "portanto" é doloroso de ver e ouvir.


Já não o aguento! Levanto-lhe a voz. Desço do salto agulha da minha bota, calço o chinelo e levo a mão à cinta. Apetece-me chamar-lhe tudo... mentiroso, caloteiro, ignorante... enfim. Mas não vale a pena. Já está resolvido, dizem-me.


Eu acho que não, mas se eles dizem... vou esperar.


E portanto, foi por isso que eu tive um dia "de merda". Ou por tão pouco.

2 comentários:

João Paulo Cardoso disse...

Vinha aqui, portanto,
ao teu blogue, para dizer que se quiseres rir um bocadinho, portanto,
desanuviar um pouco, foi publicado o excelente "Caso Freeporn",portanto,
lá no sítio do costume,
por tanto o que foi dito sobre Sócrates e,
portanto,
o governo.

Portanto vai lá e passa a palavra.

Obrigado por tanto.

Beijos.

Maria do Desassossego disse...

JP,
Sempre fantástico! E à altura, seja qual for o tema.
Já lá vou ver isso... que isto hoje está quase, quase pior que ontem;-)

Beijo