Pois, este meu mau feitio não ajuda nada. Mas que queres? Recordo com saudade o fettucine feito a meias, ou a um terço (bem dita à hora em que me atirei ao fogão, senão tinhas estragado tudo) e os teus olhos húmidos quando dizias “amor, nós damo-nos tão bem!”. E a garrafa de vinho tinto que abriste porque, disseste, “também mereces”. Ou as gargalhadas que nós (e penso que só nós) demos a ver o Babel... com legendas que eram um misto de brasuca espanholado com resquícios de japonês. E afinal, o que é que estava escrito no papel que aquela depravada, pouco dada a usar lingerie nas partes baixas, entregou ao polícia simpático?! Oh dúvida perpetuada para todo o sempre...
Houve também o dia em que, por ti, passei fome. Achas mesmo que me enches a barriga com tostinhas e queijo?! Não estiveste mal com o pãozinho quente, mas ficaste muito aquém. Eu sou menina de muito alimento, ouviste? Mas estavas em baixo, e eu calei a minha fome para ouvir a tua.
E agora que fazes tu? Abandonas-me para ir jantar com o teu irmão. Porque que ele faz anos.
Bazófias, é o que é! Devias ter vergonha... não fosse esse caramelo fazer anos, e estávamos agora felizes e contentes a beber cubas na margem errada ou chá branco à margem.
Deixas muito a desejar.
E hás-de cá vir... que eu bem sei o que tu queres.
Mas aí vou responder-te:
“Vens-me buscar, ou vou aí ter?”;)
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