Novela (que podia ser mexicana) com um número infindável de episódios e protagonistas a mais, vendida em pacotes económicos aos países do leste europeu. Enredo muito intrincado, malfeitores qb, doses exageradas de sacanices, facadas nas costas e muitas figurantes com língua de porteira. A única coisa que vale a pena no meio desta salganhada toda?! A protagonista, que interpreta este argumento sem mudar uma vírgula... ou não fosse isto a sua vida.

sábado, 31 de março de 2007

Como foste capaz?

Em tanto tempo de louca e hilariante rambóia, é a primeira noite de fim-de-semana que me deixas sozinha... Estou desolada! Trocaste-me por um banal e corriqueiro aniversário. Sim, eu sei, ele é teu irmão, mas faz anos todos os anos! Podias-me ter convidado... os teus pais já me conhecem. Provavelmente não aprovam que andes tanto comigo, não é?!

Pois, este meu mau feitio não ajuda nada. Mas que queres? Recordo com saudade o fettucine feito a meias, ou a um terço (bem dita à hora em que me atirei ao fogão, senão tinhas estragado tudo) e os teus olhos húmidos quando dizias “amor, nós damo-nos tão bem!”. E a garrafa de vinho tinto que abriste porque, disseste, “também mereces”. Ou as gargalhadas que nós (e penso que só nós) demos a ver o Babel... com legendas que eram um misto de brasuca espanholado com resquícios de japonês. E afinal, o que é que estava escrito no papel que aquela depravada, pouco dada a usar lingerie nas partes baixas, entregou ao polícia simpático?! Oh dúvida perpetuada para todo o sempre...



Houve também o dia em que, por ti, passei fome. Achas mesmo que me enches a barriga com tostinhas e queijo?! Não estiveste mal com o pãozinho quente, mas ficaste muito aquém. Eu sou menina de muito alimento, ouviste? Mas estavas em baixo, e eu calei a minha fome para ouvir a tua.
E agora que fazes tu? Abandonas-me para ir jantar com o teu irmão. Porque que ele faz anos.

Bazófias, é o que é! Devias ter vergonha... não fosse esse caramelo fazer anos, e estávamos agora felizes e contentes a beber cubas na margem errada ou chá branco à margem.
Deixas muito a desejar.
E hás-de cá vir... que eu bem sei o que tu queres.

Mas aí vou responder-te:

Vens-me buscar, ou vou aí ter?”;)

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